Notas iniciais
Olá meus leitores fantasminhas! Estou postando o 5 cap por causa do lindo do Ganimedes que me mandou uma review mto especial (VIU ELE TEM CORAGEM PRA MANDAR E VC Ñ QUE VERGONHA!) então ta aew se divirtão.

Sim era hoje!

Depois de cinco dias de ansiedade e espera, finalmente iríamos ver nossos filhos. Naquele dia acordei mais cedo que o normal, para ser exato 05h30min, estava muito ansioso que nem dormi direito. Levantei – me, caminhei em direção à janela e me pus a observar o céu ainda escuro daquela madrugada. O sol tímido ameaçava aparecer por debaixo das nuvens brancas como algodão, tingindo o aquele quadro, costumeiramente azul, com faixas róseas e salmões.

No mesmo instante peguei-me imaginando como seria bom poder mostrar essa verdadeira obra-prima natural, para os meus filhos.

– Já acordado amor? – disse Lucas com a voz rouca, interrompendo minha linha de raciocínio.

– Sim. Estou muito ansioso, tanto que nem consegui dormir.

– Vem cá.

Diz ele me chamando com a mão para que eu me deitasse no meio de seus braços, obedeço-o e me alojo ali.

Essa sensação. Era tão bom ficar ali, entre os braços dele, sentindo sua respiração em meu pescoço, o corpo dele colado ao meu. Isso me fazia tão feliz, tão seguro que minha vontade era de ficar ali para sempre, ali me sentia protegido, acolhido e principalmente amado. E aos poucos deixe-me levar pelo sono e pelo calor de seu corpo junto ao meu.

Acordei recebendo varias mordidinhas em meu pescoço, me virei para o autor delas e lá estava ele, com aquela cara de sono me encarando com um sorriso no rosto. Não resisti e selei nossos lábios num ato de carinho.

– Adoro quando você me acorda assim – digo após apartar o beijo.

Ele simplesmente sorri e murmura um eu te amo em meu ouvido, e logo depois o mordisca.

– Vamos levantar? – ele sugere.

– Que horas são?

Ele se levanta um pouco e apanha o celular.

– Nove e meia.

Eu arregalo os olhos e levanto num sobressalto e começo a procurar uma roupa no guarda – roupa.

– Lucas nós combinamos de ir fazer a vizita às dez e vinte, esqueceu?

Ele levanta calmamente e me abraça por trás

– O orfanato é perto, não da nem cinco minutos de carro.

Meus músculos relaxam ao ouvi-lo e eu paro com a bagunça que estava fazendo. Ufa! Quase achei que íamos nos atrasar não que eu gostasse de pontualidade, pelo contrário eu sempre cheguei atrasado aos lugares, mas é que queria passar uma boa impressão pra assistente social.

– Ta mais calmo? – ele pergunta e eu aceno com a cabeça – Vamos tomar café então.

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O caminho até o orfanato era realmente muito pequeno, mais Lucas dirigia devagar, ele adorava Londres e passar pelo centro o deixava maravilhado e com um brilho sonhador em seus olhos. Lucas nasceu na Itália, mais aos cinco anos se mudou para os Estados Unidos, três meses depois eu também me mudei para o pais. Eu nasci na França, mais precisamente em Paris me mudei também quando tinha cinco anos, no começo foi difícil. Eu não sabia o dialeto, os costumes, a cultura e em razão disso fui motivo de chacota.

Já Lucas não teve tanta dificuldade já que tinha alguns tios que moravam por lá. Conheci Lucas com catorze anos pra ser exato, na época eu já sabia da minha sexualidade e graças a isso o relacionamento que tinha com minha mãe era complicado e doloroso. Naquela época Lucas não dava “bola” pra mim, na verdade ele até me zoava junto com os outros meninos.

Mas quando nos encontramos novamente no ensino médio, a coisa foi começando a ficar diferente. No começo continuou o mesmo, mais depois de um trabalho em dupla que nós fomos obrigados a fazer, Lucas, pode observar mais de perto como era minha vida, e isso o fez mudar de ideia em respeito a mim.

Depois de alguns dias sem agressões Lucas começou a virar meu amigo, e ver ele junto comigo na hora do intervalo já não era novidade. Havia é claro os intitulados “populares” que não nos deixava em paz mais ele não estava nem ai, ele até me protegia. E mais e mais eu e ele nos aproximamos e quando dei por mim já estávamos namorando e enfrentando os olhares preconceituosos. Ao completar vinte anos Lucas teve que substituir o tio numa empresa em Londres, já que o mesmo andava mal de saúde e ja estava na hora da morte. A empresa pagou a passagem dele, e eu juntei minhas economias com as dele e pagamos a minha.

Hoje nós dizemos que somos casados há dez anos, porque desde quando começamos a namorar, sabíamos que pertencíamos somente um ao outro.

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O carro parou e sairmos do carro.

A entrada do local era verde e possuía vários brinquedos desenhados, o letreiro exibia o nome do estabelecimento em letras grandes e da mesma cor. Tocamos a campainha e logo assistente veio nos receber.

– Olá boa tarde, vocês devem ser o Sr. Lawrence e o Sr. Chevalier, certo?

– Sim – respondo – e a você a Sra. Morrison com quem minha advogada falou ontem.

– A mesma, vamos entrem – diz ela abrindo o portão e nos dando passagem.

Logo ao entrarmos, podemos ver um pátio cheio de crianças correndo pra lá e pra cá, continuo olhando ao redor, quando esbarro em uma menininha vestida em um vestido branco de bolinhas pretas, ela tinha olhos azuis turquesa, os cabelos negros e lisos iam da cabeça até os ombros, tinha a pele branquinha e uma expressão gentil e delicada.

– Desculpa – peço e vejo a menina sorrir, para logo depois vê-la correndo em direção a um garotinho cabisbaixo no canto.

– Bem senhores – a mulher nos chama – aqui é onde nossas crianças brincam vocês podem dar uma olhada no local e conversar com elas. Depois que escolherem venha falar comigo.

Logo após disso a mulher sai e nos deixa sozinhos em meio aquelas crianças que não paravam de correr pra lá e pra cá.

Ele me olha em um pedido mudo para que eu vá procurar o terceiro integrante da nossa família. Saio em meio às crianças olhando-as com atenção, brincando com algumas e até sorrindo pra outras. Ao sair do meio da "muvuca", avisto mais uma vez a menininha de olhos azuis junto com o mesmo menino. Aproximo-me deles reparando o quando são parecidos, a mesma expressão, a mesma cor dos olhos, só os diferenciando pelo cabelo. Pois o dela era liso e negro e o do garoto enrolado e loiro.

Seriam irmãos? Pergunto-me e sento-me ao lado da garota.

– Olá – digo num tom amigável.

Ela olha pra mim e sorrir e retribui o comprimento.

– Qual o seu nome?

– As “tias” me chamam de Mel e meu irmão — ela aponta pro loiro ao lado dela – de Júlio.

– Bom eu me chamo Joseph, prazer em conhecê-los.

Reparo que o garoto não disse uma palavra até agora e continua de cabeça baixa. Agacho-me em sua frente e pergunto o porquê de tal comportamento.

– Ele esta triste – Mel que responde – Ele quer brincar com as outras crianças mais não pode.

– Por quê?

– Por que ele é cego.


Notas finais
E ai oq eu mereço? Reviews? Pedradas? Seja oq for acho bom comentar senão eu e meu e minha coleguinha Samara irão lhe fazer uma visita esta noite MUAHAUAHUAHuAMUh (risada maligna)