Altos e Baixos
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Depois daquele dia eu e Lucas começamos a ajeitar tudo o que era preciso para a adoção. Toda a papelada já estava sendo cuidadosamente preparada pela nossa amiga de longas datas, Taylor, que era uma excelente advogada e quem eu confiava cegamente.
Bom mais enquanto o dia da adoção não chegava eu estava correndo com o meu trabalho, é vida de autor não é fácil. Eu estava mexendo no meu computador quando minha secretária, Margareth, me mandou um e-mail. Era um aviso da editora para qual eu trabalhava, avisando de que eu deveria entregar os capítulos restantes do livro até segunda-feira.
Rapidamente abri o Word e comecei a escrever o penúltimo capitulo do meu livro. Sabe, no começo eu não acreditava no meu talento até que uma vez arrisquei e postei num site, onde autores anônimos e iniciantes postavam suas histórias pra quem quisesse ler. E não é que deu certo! Em menos de três dias a minha história estava “bombando”, havia vários comentários e pedidos para que a história virasse um livro.
Confiante, mandei apenas o primeiro capitulo para a editora Epicwritters e a mesma me respondeu querendo que eu fosse lá assinar um contrato, me lembro do quanto eu fiquei feliz e do quanto eu e Lucas comemoramos. Mais bem voltando ao presente momento, estava eu escrevendo quando, Lucas bate na porta.
-Atrapalho? – pergunta ele abrindo a mesma.
- Não, imagina – respondo – Só estava terminando o penúltimo capitulo do livro, tenho que entregar na segunda – digo transparecendo minha ansiedade e nervosismo.
Ele se aproxima de min e me da um beijo na testa.
- Vai dar tudo certo.
- Assim espero.
- Precisamos conversar – dita ele se sentando sobre a cama de casal.
- Sobre? – pergunto me sentando ao seu lado.
- Amor, sobre a adoção — ele segurou minha mão – como você quer que seja o nosso filho.
-Não vamos escolher. Quando chegar a hora ele ou ela que vai nos escolher.
-Ela? – pergunta ele levantando a sombra celha – Não acha que vai ter menina demais nessa casa não? Tipo contando com você e...
- Idiota – disse acertando o travesseiro nele e iniciando uma “guerra”.
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Depois de horas de briga de travesseiro, a dona fome foi fazer visita em nossos estômagos e ambos concordamos descer para comer algo. Descemos as escadas agarradinhos e fomos para a cozinha. Abri a porta da geladeira e lembrei que tínhamos que fazer compras, pois a mesma parecia um filme de faroeste. Por sorte achei alguns pãezinhos de queijo e uma garrafa de vinho de alguns dias atrás. Rapidamente preparei o “jantar” e minutos depois já estávamos comendo.
Enquanto estávamos comendo, Lucas e eu conversávamos sobre diversidades do dia a dia. Até que em um determinado momento ele para de comer e se decide me fitar. Estranhando a atitude do mesmo, pergunto olhando naqueles lindos olhos castanhos:
- O que foi?
- Nada, só admirando o quão belo você é.
- Obrigado. – o respondo sem graça.
- Joseph, eu te quero. – disse de forma repentina.
- O-O que? A-Aqui? Agora? – pergunto assustado com a ousadia dele.
Ele então começa a me olhar maliciosamente, e a roçar sua perna na minha, me fazendo ter vários arrepios pelo corpo. Ele então puxa a toalha da mesa e derruba tudo no chão, em seguida me puxa pela gola da camisa e me faz subir em cima da mesa, pra logo depois começar a distribuir chupões pelo meu pescoço. Ao perceber que eu já estava ficando “animado” ele me carrega pro quarto distribuindo beijos e tirando minha roupa pelo caminho.
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