Altos e Baixos
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Bom primeiramente queria pedir desculpas pois eu tenho andado um pouco atarefado por esses dias e também a senhorita imaginação não vem me visitando com frequência.
Bom beijos e espero que goste desse cap e comentem pq eu amo vcs!
“Atenção senhoras e senhores para o desembarque do voo um nove dois com destino Grécia a Londres, que acontecerá no portão 2” *
Ouvi e me direcionei para lá.
Eram dez e meia da manhã, estávamos esperando o voo de Daymian que tinha atrasado. Lucas e eu já impacientes e cansados de esperar íamos embora quando a mulher avisou do desembarque. Corremos para o portão dois enquanto víamos o avião aterrissar. Eu estava muito ansioso, fazia muito tempo que não via meu irmão e eu o adorava.
Desde que me entendo por gente Daymian sempre cuidou de mim, mesmo quando descobriu a minha sexualidade, apesar de não demonstrar isso na frente da nossa mãe.
Não demorou muito e lá estava ele com aquela expressão despreocupada dele e um sorriso brincalhão nos lábios. Gritei seu nome e acenei com os braços freneticamente para que ele me notasse, e assim que ele olhou pra mim veio em minha direção.
Daymian era um pouco parecido comigo já tínhamos a mesma mãe, mas ele mais alto e mais forte. Tinha a pele branca como neve e seus cabelos longos e lisos batiam na cintura, cujo o mesmo se recusava a cortar. Apesar desta característica, Day tinha uma aparência totalmente masculina e intimidadora. Possuía olhos verdes, herança do antigo marido de minha mãe e era totalmente ruivo, o que também puxara do pai que era holandês.
Após o “abraço de urso” fomos para casa.
Lucas estacionou o carro do outro lado da rua, pois algum infeliz tinha pegado a vaga que ficava em frente ao apartamento, e descemos. Me dirigi ao porta-malas acompanhado de Lucas e Daymian.
- Tem poucas malas — disse examinando rapidamente o veiculo – Vão subindo vocês dois que eu levo, é bom que você já mostra a casa pro Day, Lucas.
- Ok
Disse ele e os dois logo subiram, apesar de não conversarem muito os dois se davam bem.Passei a mão pelas alças das malas a minha frente e já ia atravessar a rua, quando esbarro em alguma coisa.
- Desculpe. – digo e logo depois me arrependo.
- Ora, ora.
- Jefferson, o que você está fazendo aqui? Por acaso está vigiando minha casa?
- Calma escritor – sorriu – só estava caminhando, nem sabia que você morava aqui.
Pra que eu fui falar.
- Pra que essas malas, vai viajar?
- Não te interessa.
- Ah qual é Joseph, para de bancar o durão.
-Vem cá, você não tem nada o que fazer não?
- Não mais se você quiser – disse ele enlaçando a minha cintura com seus braços – nós podemos fazer algo bem interessante.
- Que pena to ocupado. – disse tentando me desvencilhar, mais sem sucesso – Será que dá pra me soltar?
- Não mesmo – disse ele me imprensando contra o carro.
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- Não sabia que vocês tinham adotado duas crianças. – disse Daymian enquanto tomava uma xícara de café e olhava para Clarisse com carinho.
- É já faz alguns dias – disse Lucas um pouco inquieto.
- O que foi Lucas?
- Estranho não tinha tanta bagagem, porque o Joseph está demorando?
-Também percebi!
- Será que aconteceu alguma coisa?
- Acho melhor irmos ver.
- Sim. – disse o moreno e os dois saíram do apartamento.
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- Jefferson me solta! – disse batendo contra o peito do moreno a minha frente. – Se não me soltar eu juro que eu vou gritar.
- Será?
- Não duvide de mim! – disse já com tom um pouco alterado.
- Ok Joseph! – disse ele vendo que eu ia mesmo gritar – Eu vou mais não se esqueça de o que eu te falei, eu sempre tenho o que eu quero.
E se foi.
Se sentindo vulnerável e indefeso me ajoelhei no chão junto com as malas.
- Joseph! – ouvi Lucas me chamar ao longe.
- Joseph! – mais uma vez
- JOSEPH! – chamou ele agora mais alto e chocalhando meu corpo.
- O-oi.
- O que houve? Você parece abalado, se não te conhecesse diria até que saio de um estado de choque.
- Não houve nada...
- Tem certeza – perguntou Daymian que só agora o percebi ali.
- Sim, e- eu só cai e... tropecei nas malas, é foi só isso – disse me recompondo e ficando de pé.
- Jura?
- Sim Daymian, vamos, as crianças já devem ter estranhado a demora.
- Com certeza.
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Mesmo depois de uma tarde maravilhosa, eu não conseguia esquecer-me do ocorrido mais cedo, a lembrança de Jefferson tentando me agarrar a força vinha a minha mente constantemente e apesar do meu esforço para esquece – la, ela sempre retornava. Medo. Era isso o que eu sentia. Medo. Medo de ele terminar com o que tinha começado. Medo de Lucas ver, medo de não conseguir me defender ou pedir socorro, naquela hora eu me senti tão vulnerável, tão frágil que era como eu estivesse voltado a minha adolescência. Com uma mãe preconceituosa, bullying, valentões e todos os tipos de xingamentos e desrespeitos que podia haver nessa fase da vida.
- Joseph?
- Ah, oi irmão, o que foi? – perguntei após o ruivo me tirar dos meus devaneios.
- Eu, é que lhe pergunto, desde mais cedo que você não fala nada.
- Não é nada, eu só estava pensando.
- Pensando em que?
- No livro, ué. Estou pensando em uma continuação para ele.
- Sei...
- Ah Daymian que inferno! – disse já irritado com a insistência – Já disse que estou bem.
Já ia sair da cozinha, quando ele segurou meu braço e disse:
- Me desculpe, é que me preocupo com você e eu não vejo você assim desde a adolescência. Só quero que saiba que pode contar comigo qualquer for o problema, ok?
Desvencilhei-me de seu braço e abracei o mais velho.
- Pode deixar.
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O tempo lá em casa passou voando, enquanto eu revezava em cuidar da casa e das crianças, Daymian e Lucas me ajudavam o que deixava as tarefas bem mais fáceis. A noite caiu em um piscar de olhos e depois da janta todos fomos dormir, como não tinha cama Day, dormiu no sofá pois o quarto de hospedes ficou para as crianças. A noite não foi nada fácil para mim, era só eu pegar no sono que eu sonhava com o que aconteceu depois de acordar umas três vezes resolvi beber um copo de água e dormir de novo.
- Jefferson para!
- Para!
- So-Socorro
-Socorro
- SOCORRO!
- Joseph? Joseph? – chamou Lucas me acordando um pouco assustado.
- Ah Lucas – disse e me agarrei em seus braços.
- O que foi meu amor?
- Eu tive um sonho horrível.
- Quer falar sobre isso? – perguntou e eu acenei negativamente, me agarrando mais ao peito dele.
- Tudo bem, vem vamos dormir.
- Mais eu não...
- Shii – disse ele colocando o dedo indicador sobre meus lábios – eu estou com você, e ninguém nem nada poderá lhe fazer mal algum. Sabe por quê? Porque eu te amo e isso nunca vai mudar.
- Também te amo.
- Eu sei meu amor, eu sei.
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