Alto risco
1 Capítulo 1
O sol ainda resplandecia em Pallo Alto, o bar The Old Pro só estava aberto a exatos quarenta e oito minutos, não havia muitos clientes lá dentro, ainda era cedo, noite de jogo, as bebidas trincavam alinhadas no freezer, os jovens gostavam de se encontrar no bar moderno famoso por seus eventos esportivos.
—Cliente insatisfeito. —A garçonete Megan bufou jogando o prato branco na madeira polida do balcão. —As quesadillas estão deprimentes. —Zombou com pouco interesse apontando para o prato de quesadillas de frango defumado.
— Elas realmente parecem deprimentes hoje. —Arthur logo entrou na brincadeira querendo agradar a colega de trabalho por quem estara apaixonado secretamente, ele notou tristeza nos olhos da jovem.
−Preciso que você me cubra. – Megan disse desamarrando o avental de sua cintura fina, Arthur olhou incompreensível. —Horário de visita da minha mãe, ainda tenho que buscar minha irmã. —Ela disparou verificando a hora em seu relógio de pulso, Arthur concordou em ficar no bar só, mesmo sabendo que Megan demoraria e o local estara prestes a lotar de torcedores.
−Vejo você mais tarde? –Em um momento de pura adrenalina o rapaz tímido falou baixando a cabeça como se estivesse procurando algo no chão, Megan sabia o que aquelas palavras queriam dizer, ela aproximou-se deixando o espaço entre os dois minúsculo, uma tensão eletrizante tomou o corpo de Arthur, ela nunca havia chegado tão próximo dele.
—Alguém vomitou no banheiro. —Um jovem vestido com um moleton da Stanford disparou fazendo gesto para trás das costas com o polegar.
—Eu cuido disso. —Arthur mal se aguentava nas pernas ao falar, talvez ele tivesse beijado a garota naquela hora, ele amaldiçoou aquele estudante e ele próprio por ter servido as bebidas.
−Preciso ir. —A decepção na voz dela não era por causa do rapaz, mas por sua morosidade em retribuir o sentimento do rapaz que ela denominara como um bom garoto. Ela bateu no ombro de Arthur, cobriu os seus com um casaco desaparecendo pela porta do bar.
Duas horas mais tarde o bar estava lotado, os torcedores vidrados nas televisões, o clima de paquera entre os jovens em contraste com o perfume de cerveja espalhado por todo o bar.
−Você vai pagar por isso. —Disse Arthur a um rapaz que quebrara um prato por causa de um lance perdido. —Cerveja gelada. —Serviu uma Jimel a um grupo de amigas, as jovens nem olharam para ele que recolheu os pratos sujos da mesa.
Logo na porta do bar ele notou uma jovem entrando com olhos exploradores pelo bar, ela puxou o gorro azul para baixo ajustando-o, ele sabia que era, a irmã mais nova da Megan.
—Você é a irmã da Megan, não é? —Ele abordou a garota que olhou confusa, mas nemeou a cabeça confirmando.
—Onde ela estar? Ela me deixou esperando por mais de uma hora, vou matá-la por isso. —A garota se dirigiu até o bar dando cotoveladas em dois homens que estavam torcendo e nem notaram, as mãos delas se espalmaram no balcão. Arthur ficou confuso.
—Traz uma água com gás. —Ordenou uma moça de cabelos escuros e pele clara, ele nem ouviu direito, ignorou dirigindo-se até a irmã de Megan.
—Faz mais de uma hora que sua irmã saiu. —Ele disse próximo ao rosto dela.
—Não, ela me deixou esperando. —Ela falou levando uma batata frita até a boca, era de uma cesta esquecida em cima do balcão, alguém havia desprezado lá em cima.
—Não come isso. —Arthur advertiu tirando a fritura da mão dela, ele já estava ficando nervoso, Megan não deixaria a irmão esperando, ele sabia dos problemas de depressão pelo qual a jovem passara, Megan dissera o quanto era preocupa com a irmã. Os olhos da garota ficaram enormes, ela engoliu em seco. —Calma, vou trazer uma água e ligar para ela.
—Eu já liguei. —Ela disse baixo, ele segurou em seu braço. —Sem sinal.
—Ela deve estar bem, não fica preocupada. —Arthur sentou ao lado dela e não acreditou em uma palavra que dissera, Megan não era daquele jeito, não era coisa dela. Ele notou lágrimas nos olhos da garota, encostou o rosto dela em sua camisa de flanela. —Vou chamar a polícia.
O corpo de Megan foi encontrado dias depois, estava amordaçada e parcialmente degolada, o laudo apontara estupro e tortura física, um crime cruel e sem rastros, deixaram seu corpo em um local abandonado, quem cometeu o crime já havia feito isso antes, sem sangue ou pele debaixo das unhas, mas havia esperma que apontara para um homem de meia idade que frequentara o The Old Pro, ele comprovou que estivera mais cedo no bar os dois transaram no banheiro feminino, tinha um álibi forte, na hora do crime estava em uma festa com mais de setenta pessoas que poderia atestar a veracidade, a pista esfriou, o homem conseguiu ser absolvido pelo júri após uma defesa impecável. .
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Faltava apenas uma semana para o ano letivo da universidade de Stanford iniciar, ainda era final de verão, o calor e tempo seco em Phoenix estavam intensos até para os padrões do Arizona.
−Zoey! – O pai da jovem chamou enquanto estava encostado no carro que acabara de consertar, ela.
−Achei que iriamos sair. – Zoey encostou no carro que foi encerado, deu um sorriso para o pai, John virou a cabeça olhando-a entristecido. —O que foi pai? Nós já conversamos —Ela estava preocupada, seu pai havia sido resistente ao fato dela ir para Stanford, ele economizou tudo o que tinha para mandá-la para uma das melhores universidades do mundo.
−Não é isso, não sei se criei você da melhor forma, você nem sabe ser sociável. –Com os ombros levantados se justificando ele olhou triste para ela, a proteção exacerbada e o excesso de controle que ele exerceu ao longo dos anos sobre a filha estavam martelando em sua cabeça.
—Obrigada por isso. —Ela deslizou pelo carro dando as costas ao pai.
—Desculpe filha. Já conversamos sobre isso. —Ele levantou as mãos em desistência do assunto. —Vou demonstrar o quanto confio em você, ela virou para observá-lo, John fez a volta no carro do cliente jogando as chaves para Zoey que segurou com reflexos de uma pantera.
−Pai. – Ela Olhou para as chaves, voltando a olhar confusa John.
− Cansei de esperar, vamos para o Queens. –Ele entrou no carro se sentando no banco do carona, os olhos dela saltaram, de imediato entrei no carro.
−E o cliente? –Indagou.
− Ele que nos espere agora. –Um sorriso pequeno apareceu nos lábios rosados da jovem. Ela nunca dirigiu o carro de um cliente por mais que um quarteirão.
−Não sabia que você dirigia tão bem. –Ao saltar do veículo os sapatos fizeram barulho no concreto seco e rachado.
−Aprendi com o melhor. –Ele sorriu, faz algum tempo desde que ele a ensinou a ligar o carro. –John. – Advertiu dando um passo para trás.
− O que foi? – Formou-se uma linha de expressão na testa do rosto cansado de John.
−Aqui é o Queens. – A voz fechada, ela não guarda boas recordações desse lugar, só em ver o letreiro verde fica angustiada, estava tão feliz em dirigir que nem percebe que viria para o Queens.
−Eu sei, por isso pedi para vir. –Ele caminhou até a porta.
Passaram pelas portas laranjas, não tinha muita gente, sentaram na mesma mesa de sempre, que situada perto da janela e longe das pessoas.
−O que vão querer? – A garçonete de avental preto falou estressada.
−Dois sanduíches e duas cervejas. – John olhou para o cardápio, Zoey ficou gélida.
−E como será o pagamento? – A garçonete insistiu ignorante.
−No final. O pagamento é ao final. – Ele falou incomodado ajeitando-se na cadeira.
− Da última vez o senhor demorou a pagar. – Quando ela terminou a pronúncia John levantou bruscamente, o estômago de Zoey embrulhou.
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—Não podemos deixá-lo fazer isso, é imoral. —Geórgia esboçou com indignação, ela estava sentada na cabeceira da mesa. —Isso vai contra a memória dela.
—Você está se envolvendo emocionalmente no caso.
—Henry, não me julgue assim. —Ela levantou furiosa, poucas pessoas conseguem tirá-la da bolha sombria, ele a olhou por cima dos ombros. —Sei que mesmo dizendo que não, é isso que você fará. —Com passos para traz ela levou as mãos à cabeça. —Ficará em silêncio? Sou a presidente, deve me respeitar. —Ele colocou a mão no bolso permanecendo em silêncio.
—Você sabe que não tenho nada a perder. —Com passos largos logo eles estavam frente a frente.
—Justiça pela metade não é justiça.
—É melhor que justiça alguma. —Ele comprimiu o maxilar quadrado.
—Temo por sua sanidade. —Ela tentou tocá-lo, ele virou-se a deixando sem jeito. —Você precisa conversar com alguém, de um jeito normal. —Ela sentou no sofá de couro preto, sabia que estava indo em um caminho arriscado. —Cavill, desculpe.
Ele partiu em silêncio, seus planos eram frios e calculados, era o único com coragem para fazer o que estava prestes a acontecer.
—Senhor Cavill, o que posso fazer? —O motorista que é faz tudo perguntou ao ver o modo com que henry por ele.
—Uma prostituta, que faça silêncio. Duas. — O motorista confirmou abrindo a porta do carro.
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