Alternative Universe

2 Um pouco mais rápida que uma bala, perfurando seu coração


Notas iniciais
Ois!! Minha fic preferida até agora das minhas. é isso aí, boa leitura! Comentem pf

Quando terminei, vi que já tinha mais de 30 páginas de desenhos só desse novo mundo. Grandes colunas em toda parte, colinas, morros, natureza, o céu em perfeitos tons de amarelo e laranja (ou, dependendo da hora, azul e lilás). Uma grande placa escrita “Paradise” aos fundos. Árvores que se moviam graciosas, borboletas. Era o mundo que eu queria estar. Então comecei a sonhar com uma garota. Desenhei-a no meio do meu refúgio, em esperança de ela ser verdade. Era linda: morena, cabelos longos até a cintura, pele bem clara, lábios carnudos, olhos cor de mel... Vestia uma espécie de uniforme (que eu, sinceramente, acho MUITO sexy) preto e colante, uma jaqueta marrom por cima e tinha uma espada nas mãos e uma espécie de “bolsa” nas costas que carregava várias flechas e um arco preso. Sinceramente, quase babei no desenho, de tão linda que ela ficou (modéstia á parte).

– Garoto, venha jantar – meu pai interrompeu meus devaneios e entrou no meu quarto sem cerimônia.

– Nunca pensou em bater na porta? – eu revirei os olhos.

– Vamos logo! – ele deu a volta e foi para a cozinha. Tive de ir atrás e deixar meu novo mundo ali, mas antes, procurei uma pasta onde ele ficasse seguro e pronto pra mim.

~depois do jantar~

Voltei para o meu quarto e já fui logo procurando meus desenhos. Abri a pasta e fiquei observando. O que eu faria se eu estivesse nele? Infelizmente, não tinha dormido á noite e meus olhos foram se fechando devagar. Acabei caindo em cima dos desenhos e adormecendo. Tive sonhos estranhos. Pareciam... Os meus desenhos! Será que era real? ...Será que eu estava de fato sonhando?! Bem, parecia bem real pra mim. Andei devagar pelas colinas e avistei a placa “Paradise”. Era mesmo o mundo que eu desenhei! Dei uns passos para trás e senti cócegas. Ri alto e me virei. Quem me fazia cócegas eram as árvores! Encostei-me ao tronco e um bando de borboletas saiu do esconderijo e cobriram o céu enquanto voavam para longe. Meu deus, quem me dera se fosse real! Ouvi de longe o bater de asas gigante. Só podia ser o hipogrifo. Droga, Jongup! Porque diabos eu tinha que desenhar um maldito hipogrifo?! Agora eu ia morrer no meu próprio desenho!

– Eiii, calminha ai! – ouvi a voz de uma mulher. Sorri e espiei entre os galhos. Era a princesa que eu tinha desenhado. Tinha um monte de homens atrás dela: um exército. Engraçado, eu não me lembro de ter desenhado um exército.

– O que faremos com esse daí? – perguntou o homem ao lado dela.

– O que faremos? – ela sorriu – Simples.

Jogou o pobre coitado no chão ajoelhado, puxou a espada e sem cerimônias, cortou a cabeça dele. O sangue espirrou até em mim. Eu me assustei. Era pra ela ser gentil!!

– Bang, pendure o corpo dele na fronteira. Eles não podem nos subestimar mandando espiões – ela resmungou entre dentes.

– Sim, senhora – ele pegou o corpo e levou junto com um outro garoto meio gordinho.

– Ártemis... – vi outro garoto choramingar – eu quero ir pra casa...

Ela o abraçou e fez carinho em seu rosto.

– Não se assuste, Zelo... Estou aqui, meu amor – ela lhe deu um beijo na testa. Os outros olhavam parados com as mãos para trás e peito estufado. Bang e o gordinho voltaram.

– Feito, princesa – o gordinho disse em voz firme.

– Ótimo, YoungJae. Vamos.

– M-mas... Princesa...

– Argg, o que é agora, bolinha?

– N-nada... É que... O hipogrifo ainda não comeu...

– Eu é que sei o que eu faço dele. Peguem os cavalos e andem.

Eu tremia de medo dela. E se ela me achasse? Ia cortar minha cabeça!!

– Aishh, que babado! Parece que a árvore tá se mexendo – um outro com roupa super colada falou e colocou as mãos na cintura.

– Normal, elas sempre se mexem.

Eu engoli em seco.

– Não, mas... Tem alguém ali!

Tremi até a espinha. Me acharam, e agora?!

Notas finais
E agora? o:
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.