Alter Ego
1 Capítulo Único — Cidade das Luzes
Notas iniciais
Fanfic postada por mim no Spirit como ~PandaHero.
Dez anos atrás.
LadyBug corria desesperada pelos telhados dos prédios, prendendo seu ioiô na ponta da torre Eiffel, impulsionando o tronco e parando em cima da enorme e dourada abóboda de uma capela. Descobrira na noite anterior, por deslize de Alya em sua investigação, a localização de Hawk Moth.
Não esperaria Chat Noir para lutar contra ele, havia metido o parceiro em confusões de mais, todos os infortúnios que lhe aconteceram haviam sido por causa da incompetência da jovem heroína. Esgueirou-se por uma das janelas da abóboda, entrando silenciosamente no local. Os painéis que preenchiam a cúpula eram negros, e ao norte havia um belo vitral colorido, simbolizando uma espécie de borboleta. Imediatamente lembrou das borboletas que transformavam civis em akumas. Por que diabos Hawk Moth ficaria nesse lugar? , era tudo que conseguia pensar.
Sentiu algo atrás de si, virando-se em reflexo, levando um soco forte em seu rosto e caindo com tudo no chão, vendo seu precioso ioiô ser arremessado para longe.
—Se nenhum dos imprestáveis que transformei conseguiram fazer esse trabalho. Eu conseguirei. — o homem agachou-se ao lado de LadyBug, que parecia paralisada pelo medo. Essa aura é mortífera. —Belos brincos, mas eu preciso deles. Espero que entenda, querida Marinette.
LadyBug arregalou os olhos, pronta para vociferar sobre como ele sabia sua identidade, mas foi parada imediatamente pelas suas mãos, que não hesitaram ao começar a enforcá-la.
—Eu queria poder te soltar, mas você é uma ameaça. —seus olhos eram azuis e profundos, e por mais que estivesse usando sua usual máscara acinzentada, conseguia ver sua feição triste. —Durma bem, LadyBug.
Sua visão estava embaçada, com pequenas manchas negras tomando conta da pouca luz que entrava na cúpula. Não se dando por vencida, LadyBug chuta o homem, libertando-se. Vendo que ele era mais rápido que ela e já estava a um passo de arrancar sua miraculous, por vontade própria, arrancou os próprios brincos, desfazendo por completo sua transformação.
—Eu sinto muito Tikki. — disse baixinho, enquanto encarava o oponente à sua frente com fúria. —Autodestruição, LadyBug.
Disse a última frase com uma voz embargada, sentindo lágrimas grossas e salgadas escorrerem por seu rosto. A kwami rosada olhou para a parceira pela última vez, com um sorriso entristecido no rosto, sussurrou um pequeno obrigada , antes de sumir em um pó vermelho que consumia o local. Hawk Moth havia sumido, juntamente com seu miraculous.
A cúpula, que antes preenchida por painéis negros, estava vívida novamente, coberta por iluminuras e afrescos.
Algumas horas depois.
Era madrugada de quarta-feira, dia da patrulha de Chat Noir. Caminhava calmamente pelos telhados, até passar perto do prédio de sua colega de classe, Marinette. Resolveu chegar mais perto, vendo que a garota estava sentada sobre um pequeno banco de madeira em sua sacada, coberta por uma manta e segurando um copo de café. Apesar de suas aulas começariam depois de duas horas, ela parecia não se importar. Ficou ali, em cima de um poste, observando a garota encarar a torre Eiffel com um olhar vazio. Observou-a por alguns minutos, até decidir falar com ela. Não sabia o motivo de querer fazer isso, mas sentia que a garota estava passando por um momento difícil.
—A noite está linda, não acha my lady?
A garota virou-se, dando de cara com o gato sentado sobre as grades de sua sacada. Deu uma risada fraca, seguida de um sorriso entristecido. Estava sem forças para conversar com o gato irritante, e encará-lo com certeza a faria chorar. Seu rosto estava levemente inchado, e a insônia não lhe permitia dormir, a volta de seus olhos fora tomada por olheiras terríveis. O gato atrevido sentou ao seu lado no banco, vendo que seu rosto estava levemente molhado. Passou os polegares pelas voltas de seus olhos, tomando cuidado para não arranhá-la com suas unhas. Mesmo que fosse um simples gesto, a garota sentia-se derretida por dentro. Agarrando o corpo do rapaz ao seu lado, chorando como uma criança que perdeu os pais.
O gato estava sem reação, nunca havia visto Marinette naquele estado. Por mais que acreditasse que ela o odiava, apenas por não ser capaz de falar corretamente com ele, vê-la ali, naquele estado tão frágil, quebrara uma parte de seu coração.
—LadyBug nunca mais voltará. —quebrou o silêncio, vendo o olhar atônito do rapaz. —LadyBug autodestruiu seu miraculous para derrotar Hawk Moth e proteger você.
Chat Noir agarrou os ombros de Marinette, encarando seus olhos azuis. Estava tenso e sentia que cada músculo de seu corpo falharia em qualquer momento.
—Como, como você sabe disso?
Marinette desviou o olhar, encarando o topo da Torre Eiffel, sentia-se na obrigação de contar tudo para o rapaz, mas alguma coisa não lhe permitia.
—Eu sou LadyBug, ou era. —surpresa definia o olhar espantado do gato. Seus braços tremiam, seu cérebro não estava conseguindo digerir aquela informação. Ao mesmo tempo que elas eram tão iguais, eram tão diferentes. —LadyBug não existe mais, muito menos Hawk Moth. Não precisa se preocupar, ele nunca mais vai tentar te atacar.
Disse a última frase posicionando sua mão no topo da cabeça do gato, afagando-a gentilmente. A cabeça de Chat Noir estava um turbilhão, seu sonho havia se realizado. Descobrira a identidade de LadyBug, mas ainda sentia um buraco em seu peito, um buraco que não se fecharia facilmente.
—Acho que você tem o direito de descobrir quem sou. — disse o gato pronto para destransformar, mas foi parado quanto Marinette segurou suas mãos gentilmente.
—Eu prefiro não saber. —disse com um sorriso no rosto, encarando os grandes olhos verdes do rapaz. —Sinto muito Chat, mas eu não sou como LadyBug. Eu nunca poderei atender as suas espectativas.
O gato encarou-a com tristeza, mas faria como ela desejava. Ainda amava-a com todas as suas forças, mas esperaria o momento certo para revelar-se. Ter sua miraculous destruída deveria ter a feito sofrer muito. Abraçou a moça com ternura, sentindo seu rosto bater em seu peito, provavelmente conseguia ouvir as batidas aceleradas de seu coração.
—Atenda o último pedido de um gato de rua. —desfez o abraço, olhando nos belos orbes azuis da garota, que parara de chorar a um tempo. —Por mais que não seja LadyBug, eu ainda te amo, Marinette.
Aquela frase aqueceu o peito de Marinette, que olhava-o sem reação. Receber uma declaração assim, achava que Chat Noir a amava apenas por ser LadyBug, mas estava completamente enganada. O rapaz segurou seu queixo, elevando seu rosto até que conseguissem se encarar. Uma bela melodia ecoava em seu cérebro, e instintivamente, fechou os olhos, sentindo os suaves lábios do rapaz encontrarem com os seus, dando início a um beijo apaixonado e terno, como um beijo de despedida.
Chat Noir separou-se dela, vendo que seu anel havia apitado, sua transformação estava a par de acabar. Levantou-se e subiu na grade, dando uma última olhada em sua amada, que sorria tristemente para ele.
Dez anos depois, Paris — França.
Marinette usava uma saia negra tubo cintura alta, uma camisa social estampada de gatinhos e um blazer marrom, os scarpin negros machucavam seus pés, mas era obrigada a usá-los. Mantinha o blazer equilibrado em seus ombros, mas sem calçar as mangas, e segurava uma pequena bolsa de mão, apressando-se em pegar a chave de seu carro. A vida de uma grande figura da moda internacional não era nada fácil, estava mais que atrasada para uma importante reunião no Museu do Louvre, e meia hora após o término da reunião teria de pegar um avião para Nova Jersey, a vida corrida estava fazendo um estrago em sua saúde. Marinette mal dormia, tendo que tomar constantemente remédios para dormir de acordar, além de manchas brancas começarem a aparecer em seus ombros e costas, sendo diagnosticada com vitiligo por stress. Como uma importante figura internacional, evitava o máximo possível mostrar os ombros e as costas, negando sempre usar blusas curtas ou biquínis.
Atrapalhou-se ao abrir a bolsa, derrubando alguns cartões de outras corporações e sua chave, tratou de catar tudo e abrir a porta de seu carro, acelerando logo em seguida em direção ao centro de Paris. Lembrava-se de cada rua, lembrava-se do evento de dez anos atrás como se tivesse acontecido ontem. Mas tinha de ser forte, era uma mulher adulta. Com seus vinte e cinco anos, era cobiçadas por todo tipo de homem rico e importante. Suas curvas fizeram milhares se apaixonarem, mas apenas um homem importava. Chat Noir. Havia desistido de Adrien à muitos anos, descobrindo logo depois que era um dos responsáveis pela produção de suas roupas. Marinette era uma pessoa importante, dona de uma das divisões das Companhias Agreste, a Companhia de Moda. Nunca havia reparado pelo sobrenome, mas não conseguiria imaginar Gabriel Agreste, pai de Adrien, doente e tendo de renunciar ao cargo.
Ao chegar ao local, arrumou seu blazer e sua saia, saindo invicta de seu carro. Vários fotógrafos apareceram, sendo todos recebidos com o sorriso gentil de Marinette. Jamais parara de ser aquela jovem imponente e bondosa que era, acreditava que com seu carisma conseguia conquistar a confiança de qualquer corporativo. Rumou até a sala de reuniões no Louvre, abrindo a porta com delicadeza, vendo que era a última pessoa a chegar. Andou de forma sexy até sua cadeira, sendo encarada vorazmente por boa parte dos rapazes, incluindo Adrien Agreste. Sorriu ao encarar seus olhos verdes, vendo que o rapaz estava aliviado por ter chego a tempo.
Após duas horas de uma reunião entediante, despediu-se dos corporativos, correndo até seu carro. Tinha um voo que sairia em dez minutos, tinha que correr contra o relógio. Ao entrar no carro, ouviu o apito do celular. Era sua secretária, avisando-a que o evento em Nova Jersey seria cancelado. A morena suspirou pesadamente, agradecendo e desligando o celular.
Saiu do carro, resolvendo dar uma volta pela cidade, relembrar os velhos tempos. Era encarada com cobiça pela maior parte dos homens. Marinette havia crescido muito, tanto fisicamente quanto mentalmente. Além de muito perspicaz, possuía uma lábia inabalável. Suas curvas eram belíssimas, acompanhadas por seus curtos cabelos. Ver-se ao espelho todo dia e lembrar de LadyBug era uma tortura, então resolveu cortar os próprios cabelos. Um corte um tanto quanto intrigante. Madeixas arrepiadas nas pontas, mas com um toque desfiado e rebelde, deixavam-na mais atraente.
—Marinette, gostaria de um café?
Virou para trás, dando de cara com ninguém mais ninguém menos que Adrien Agreste. Sorriu, acenando com a cabeça. Andaram em silêncio até o café, o céu estava alaranjado, sinalizando o fim de tarde. Sentaram-se em uma mesa mais afastada no canto do café, aonde macios bancos vermelhos formavam os acentos. Adrien gesticulou para que fossem atendidos, pedindo um café tradicional preto e um croissant. Marinette pediu um apenas um Amaretto (café com licor de amêndoa e creme de leite).
—Marinette, seu blazer está- —olhou de relance para os ombros, vendo a peça de pano escorrer pelos seus ombros, pegou-a e dobrou com delicadeza, colocando ao seu lado no banco. —Como andam os negócios? Já fazem anos que não nos vemos.
Encarou os olhos verdes do homem à sua frente. Adrien estava muito mais maduro, havia crescido muito e sua voz havia engrossado. Vestia-se com um formoso terno negro e uma gravata oliva. Conhecia bem o desenho daquele terno, afinal, era ela quem havia desenhado.
—Vão bem, após o afastamento do Senhor Gabriel Agreste a empresa havia caído em contratações e diminuído a taxa de lucros, mas consegui reverter a situação. Mas já fazem anos que isso aconteceu. —Olhava para suas mãos, encarando as unhas cumpridas e bem cuidadas. —O stress é horrível, e tem noites que não consigo dormir. Mas estou bem.
Sorrio falsamente para o rapaz, aprendera a ser extremamente convincente no mundo dos negócios, mas Adrien era esperto também. Colocou sua mão sobre a mão direita da moça, que olhou para cima levemente confusa.
—Não precisa atuar enquanto estivermos sozinhos. Seus dias estão indo de mão a pior, não é mesmo?
Concordou relutante, faziam meses que não se abria para ninguém. Alya e Nino estava noivos e haviam se mudado para Washington, casariam em poucas semanas, e Marinette havia prometido que compareceria, havia desenhado um vestido de noiva único para sua melhor amiga. A garçonete entregou os pedidos, saindo rapidamente dali. Marinette pegou um saquinho de açúcar, e despejou cuidadosamente sobre o Amaretto, mexendo um a pequena espátula. Bebeu cautelosamente, sentindo o gosto do licor invadir sua boca. Encarava a Torre Eiffel distraidamente, e parou apenas quando viu que Adrien estralava seus dedos na frente de seu rosto.
—Perdoe-me, ando tão aérea ultimamente. —comprimiu os lábios, controlando-se para não chorar. Qualquer coisa nesta maldita cidade lembrava Chat Noir. —A dor da perda de um amor, é horrível.
Adrien abaixou a cabeça, sabendo de quem estava falando. Por mais que continuasse com seu papel de Chat Noir, Adrien aparecia menos vezes, agora que boa parte das Miraculous espalhadas pelo mundo já haviam dono. Marinette deu um último gole em seu café, pegando seu blazer e sua bolsa e se levantando.
—Muito obrigada pela companhia Adrien, mas eu já tenho que ir. Arranjar um hotel para passar a noite e ir para Londres amanhã.
Adrien pegou seu blazer e levantou-se, sendo encarado com certa curiosidade pelos olhos de Marinette.
—Pode ficar em minha mansão, viajo tanto que aquele lugar está vazio. — Marinette pensava na cena dormindo com Adrien, sua cabeça foi tomada por sonhos pervertidos, mas preferiu afastá-los. —Tudo bem.
Sorriu levemente, e viu que Adrien desviara o olhar e corara. Um ato um tanto quanto fofo para um homem de vinte e cinco anos. Após muita discussão convenceu Marinette que pagaria a conta, fazendo a caixa acreditar que eram um casal. Andaram lado a lado até uma BMW branca, Adrien fez questão de abrir a porta para que Marinette entrasse. Deu a partida no carro, indo em direção à sua antiga casa.
Um fotógrafo observava tudo de longe, tirando diversas fotos dos dois. Já imaginava as manchetes em blogs de mota e revistas de fofocas. "Adrien Agreste e Marinette Dupain-Cheng saindo juntos?". Isso alavancaria sua carreira como papparazzi imensamente. Saiu rapidamente do local, esperando que ninguém tivesse o visto.
Trinta minutos depois.
Entraram pela porta da garagem, indo direto ao enorme hall. Adrien acendeu apenas algumas luzes nas paredes, formando um clima um tanto quanto estranho na opinião de Marinette. Seguiu o loiro até uma enorme porta, abrindo e dando de cara com o quarto de Adrien. Olhou surpresa, pronta para contestar, mas foi parada pelo rapaz.
—Os outros quartos provavelmente estão empoeirados. Melhor dormir aqui, eu durmo no chão.
Marinette sentiu seu coração apertar, e antes que Adrien virasse novamente, pegou em seu braço com suas pequenas mãos, vendo-o virar e olhá-la com dúvida.
—Não durma no chão. — soltou o braço levemente envergonhada. —Podemos dividir a cama, eu não me importo.
Controlar-se parecia impossível. Marinette havia se tornado uma mulher muito bela, e isso estava matando-o. Sentia que o meio de suas calças estouraria a qualquer momento. Deixou-se levar por seu alter ego ,Chat Noir , apenas por essa noite.
—Aceitando dormir na casa de um homem, tão vulnerável assim? —Virou-se com a cabeça baixa, andando lentamente até Marinette, prensando-a na parede, com os braços em volta de seu corpo, para que não fugisse. —Viver sem você é impossível, e eu sinto vontade de demitir cada um que olha para você.
Encaixou-se na curvatura do pescoço dela, distribuindo beijos e chupões por toda a extensão do pescoço e da clavícula. Sua respiração estava descompassada, e sentia o rosto esquentar. Quando percebeu, beijavam-se desesperadamente, quatro botões de sua camisa já estavam apertos e seu blazer jogado em qualquer lugar do quarto. Quando sentiu mãos fortes deslizando os braços por dentro de sua camisa, pronta para tirá-la, separou-se do rapaz e foi para longe, tendo certeza que não havia visto suas costas.
—Sinto muito, mas eu não consigo. Minhas costas... —Adrien olhava-a magoada, indo em sua direção e abraçando-a. —É horrível, ninguém deveria ver isso.
Adrien iniciou outro beijo entre os dois, porém dessa vez, calmo e apaixonado. Marinette lembrou-se imediatamente do beijo de despedida de dez anos para trás. Separou-se do rapaz e olhou diretamente em seus olhos, com pequenas lágrimas insistindo em sair.
—C-chat? —viu o rapaz levantar o olhar, encarando-a com um sorriso. —Eu senti tanto sua falta seu gato idiota.
Reclamou, enquanto puxou-o para mais um beijo. Mas dessa vez, uma mistura de apaixonado com malícia. Todos os botões de sua camisa haviam sido desabotoados, e sentiu o macio tecido escorrer por seus braços, dando à Adrien uma bela visão de seus seios e suas manchas. Antes que pudesse perguntar, Marinette colocou o indicador em seus lábios, para que ficasse quieto.
—Vitiligo por stress, espero que não se importe.
Continuou a beijar a morena, sentindo o volume no meio de suas pernas incomodá-lo novamente. Ela tirou seus sapatos, aumentando a diferença de altura dos dois, fazendo com que Adrien tivesse que levantá-la. Suas respirações estavam fora de ritmo, e seus cabelos extremamente bagunçados. O rapaz colocou-a gentilmente na cama, deitando por cima de seu corpo, tomando cuidado para não cair em cima dela.
Impaciente com o zíper ao lado de sua saia, arrancou-a com voracidade, não se importando se rasgaria suas roupas, compraria outras depois. Com a mesma voracidade, retirou suas roupas íntimas, observando tentado por aquela bela visão.
Marinette, irritada por ser a única sem roupa, virou-se, ficando em cima do gato. Sentia sua intimidade encostando com a do rapaz, mesmo que ainda estivesse de calça e cueca, sentiu uma pequena onda de prazer invadir-lhe por um segundo, soltando um gemido involuntário. Retirou as roupas do rapaz enquanto distribuía beijos por seu abdômen, até chegar ao cós de sua cueca. Puxou-a sem pensar duas vezes, dando de cara com um membro enorme e grosso, o maior que já havia visto em sua vida. Encarou-o por alguns segundos, imaginando como aquilo caberia dentro de si. Ouviu um risinho de Adrien, e sentiu-se constrangida. Ele levantou o tronco subitamente, agarrando Marinette pela cintura e encaixando à ele, antes que Marinette soltasse um grito, o rapaz calou-a com um beijo. Sentia seus mamilos rijos e sua intimidade molhada, parecia que chegaria aos céus a qualquer momento. Sem tempo para preliminares demoradas, Adrien começou suas estocadas violentamente, e vendo que de nada adiantaria, soltou os lábios da garota, tendo os ouvidos preenchidos por gemidos pervertidos. Sentia que poderia ficar duro por quantas horas fossem precisas, apenas ouvindo aqueles gemidos. Virou de posição, ficando em cima dela e observando seu rosto corado. Estava com os olhos fechados e com as bochechas rosadas, seus lábios estavam vermelhos e entreabertos entre um gemido e outro.
Chegaram ao ápice juntos, fazendo com que Adrien rolasse na cama e ficasse ao lado de Marinette, que respirava pesadamente. Abraçou-a de lado, cheirando os curtos cabelos da moça.
—Eu nunca mais vou deixar você escapar de mim. — esticou o braço com o dedo mínimo esticado, sendo recebido por um lindo e verdadeiro sorriso.
—É uma promessa.
Três semana depois —Washington, D.C
A capela estava cheia de pessoas, Nino usava um belo terno branco e parecia totalmente nervoso e impaciente. Diversos famosos e pessoas importantes estavam presentes. Alya era uma importante detetive no FBI e Nino era dona de um grande estúdio de músicos. A jovem estava do lado de fora, esperando para que chamassem os padrinhos para entrar. Trajava um vestido vermelho estilo chinês, que escondia suas costas e pescoço, era colado e descia harmoniosamente por suas pernas, com uma grande abertura em sua coxa direita. Em seus pés, um belo meia pata negro.
A maioria dos padrinhos estavam em casais, o que chateou um pouco Marinette, mas não se abalou, hoje seria o dia mais importante da vida de sua melhor amiga, então colocou seu maior sorriso. Poucos minutos antes de entrar na Igreja, a moça sentiu uma mão em seu ombro, ao se virar, deu de cara com Adrien. Ele pegou a mão da moça, depositando um beijo ali, como comprimento. Marinette sentiu suas bochechas esquentarem, mas o cumprimentou com um belo sorriso.
Entraram juntos, andando calmamente pelo belo tapete que cruzava a capela. Olhares curiosos encaram os dois, que andava lado a lado, com a moça enlaçando seus braços. Diversos papparazzis os encaravam atônitos, então as notícias dos blogs eram verdadeiras? Ignorando os olhares, sentaram-se na primeira fileira, perto do altar. Nino olhou travesso para Adrien, com um olhar de "Cara, ela tá tão na sua".
A música de entrada começou, revelando Alya com um lindo vestido branco. As mangas eram rendadas, e conectavam-se delicadamente com o vestido, que era mais curto na frente do que atrás. Ela segurava um lindo buquê de miosótis. Marinette sorri abertamente para a amiga, o vestido havia ficado maravilhoso, estava orgulhosa.
Após a cerimônia, todos começaram a se dirigir até o local aonde seria a festa. O céu já estava escuro, deveriam ser por volta das onze da noite. Marinette insistiu que iria com seu carro, mas Adrien acabou vencendo a discussão, fazendo o usual: abrindo a porta para que ela entrasse.
Algumas horas depois.
Restavam poucos convidados, a família dos recém-casados já havia indo embora. Marinette e Adrien se aproximam dos dois, dando os devidos parabéns. Alya abraça a amiga com força, contendo-se para não chorar.
—Obrigada por tudo Mari, eu não sei o que seria de mim sem você.
—É o que eu diga. Felicidades ao casal.
Todos pareciam cansados, mas Marinette sentia-se mais acordada do que nunca. Provavelmente passaria a noite em claro em um hotel qualquer. Alya sorriu travessa, indo em direção ao DJ e sussurrando alguma coisa, retornando depois. Uma música romântica e calma havia começado a tocar, Marinette e Adrien olharam para Alya, que respondeu com um simples piscar de olhos. Adrien curvou-se um pouco, esticando o braço em direção à Marinette.
—Concede-me essa dança?
A moça riu levemente, colocando sua mão sobre a do rapaz, que enlaça seus dedos. Os dois caminham lentamente até o centro do salão, dançando lentamente no ritmo da música. Marinette apoia a cabeça no peito do rapaz, ouvindo a batida de seu coração.
A música acaba, e só sobraram os dois lá, que decidem que realmente já era hora de ir embora. Marinette estava pronta para chamar um táxi, mas foi impedida por Adrien, que puxou seu braço. Sorriu, já entendendo o recado.
Mansão Agreste
Os sapatos dá moça já estavam jogados na escada, juntamente com os do rapaz. A gravata oliva, sua favorita, estava amarrada em alguma maçaneta de alguma porta, e seu blazer provavelmente jogado no chão.
O rapaz guiava a moça pelo quarto, que estava quase completamente escuro, iluminado levemente pela luz da lua, réstias que iluminavam seus rostos. Ela sentiu as costas baterem com força na parede, mas não se importava. Cruzou as pernas envolta do tronco do rapaz, sentindo seu membro.
—x-
Luzes começaram a invadir o local, Marinette estava vestida com a blusa social do rapaz, sentada na borda da janela, observando Paris. Assim como das outras vezes, a noite havia sido maravilhosa, mas perguntava-se até quando continuariam com isso? Seu coração apertava em pensar que teria que ir embora .
Sentiu braços envolvendo suas costas, vendo seu querido gatinho apoiar o queixo na curva de seu pescoço.
—Preciso ir, tenho um voo para Hong Kong hoje à noite.
Ela tentou se levantou, e quando ia começar a juntar suas roupas, foi segurada por um par de braços fortes, que a puxaram para um abraço apertado.
—Eu não consigo viver assim. — o rapaz sussurrava, puxando uma caixa de veludo, sem que ela visse. — Feche os olhos.
Quando viu que a morena fechou os olhos, ajoelhou-se abrindo a caixa, mandando que os abrisse. Marinette abriu a boca, olhando para ele atônita. Após alguns segundos, sente lágrimas escorrerem pelas laterais de seus olhos, ajoelhando-se e abraçando o rapaz, que parecia tão feliz quanto ela.
—Não é uma aliança muito decorada, mas era a aliança da minha mãe. — encarou os olhos do rapaz e sorriu. —Eu te amo, LadyBug.
—Eu também te amo, Gatinho.
Notas finais
Muito amor, não? ♥
Espero que tenham gostado :D
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