Already Home
11 Capítulo 11
Blaine tratou de viajar para NYC com os investidores e alugar um apartamento confortável, numa vizinhança legal. Ele ficara empolgado com todas as opções, mas tinha certeza de que Kurt adoraria o que tinha escolhido! A questão da decoração não poderia ser discutida agora, porque Kurt seria capaz de o expulsar do próprio apartamento caso alguma decisão errada fosse tomada. Logo, esse seria um dos divertimentos de Kurt quando por fim se instalassem.
Por hora, Blaine comprou alguns porta retratos, revelou algumas fotos deles em momentos especiais e espalhou pela sala de estar. Aquele seria o novo lar na cidade dos sonhos, da luz e do amor. New York City era tudo!
Quando Kurt recebeu a mensagem onde Blaine avisava que estava em NYC, achou estranho, mas foi ao seu encontro no endereço encaminhado. Era uma vizinhança peculiar, não se lembrava de terem freqüentado muitos lugares naquela região da cidade. Ele já havia resolvido praticamente todas as suas pendências na Revista Vogue. Seus chefes tinham gostado da idéia de Kurt como um correspondente Hollywoodiano e agora só restava resolver questões burocráticas. Kurt precisaria ficar mais um ou dois dias em NYC.
Para Blaine esse não seria um problema!
– Mas, o que estamos fazendo aqui, especificamente? – Kurt perguntou, assim que se encontrou com Blaine, ainda confuso.
– Hm, digamos que eu tenho algo muito importante pra te mostrar aqui perto, vamos – Eles se deram as mãos e caminharam até um prédio tipicamente nova iorquino: uma escadaria bonita de pedras de mármore, charmoso e simpático. Blaine tinha a chave do lugar, o que provocou em Kurt uma sensação diferente. Lá dentro, nada havia, apenas os pequenos porta retratos com fotos que Kurt facilmente reconheceria.
O olhar de surpresa de Kurt fez Blaine se sentir relaxado, ele sabia que tinha acertado em cheio. Ainda sem olhar na direção de Blaine, Kurt perguntou o que estava acontecendo.
– Bom, essa é a minha surpresa pra você –uma pausa – nossa nova casa! Em New York, como nós sempre sonhamos desde antes de nos conhecermos.
Kurt virou-se, curioso e não exitou em perguntar:
– Como assim? Mas e a sua casa em Los Angeles? A sua carreira? June?
– Minha casa continua lá e não vai sair de lá. Mas eu não fui o único a correr atrás de uma forma de vivermos juntos de novo, Kurt. Conversei muito com a June e ela encontrou um grupo de investidores disposto a gerenciar a minha carreira em NYC. A minha única preocupação será ditar o ritmo das coisas. Eles disseram que se esse for o meu desejo, eu posso até seguir carreira na Broadway, Kurt!
Kurt sentiu como se fosse explodir de felicidade diante de tudo aquilo que Blaine estava lhe contando. O choque inicial havia passado, o que fez Kurt perceber que seu ponto de paz havia novamente sido alcançado. Ele poderia viver feliz e realizado, na cidade de seus sonhos, com o seu príncipe e ambos em sintonia com os seus próprios projetos e mais tarde formar uma família em um apartamento maravilhoso na cidade dos seus sonhos, com o seu príncipe. Era um ciclo vicioso. Uma coisa boa, puxava outra coisa boa. Kurt estava radiante.
– Isso é maravilhoso, meu amor! – A sala vazia possibilitou que Blaine expusesse toda a sua felicidade girando Kurt em seus braços e dançando ao som de música nenhuma. Aquilo tudo era deles! – Quer dizer então que todas essas minhas reuniões na Vogue foram em vão? Com que cara eu vou olhar pro meu chefe e pedir a minha mesa de volta?
– Bom, o vínculo dos empresários comigo só começa no ano que vem – Blaine sabia exatamente o que Kurt estava pensando.
– Hm, e por acaso, você acha que enquanto você não necessariamente precisa se mudar pra cá, nós podemos pular o super inverno nova iorquino e aproveitar o sol de Los Angeles por mais uns dias?
Blaine se divertiu com a expressão que Kurt revelou no pedido.
– Eu acho que seria a solução ideal.
Kurt iniciou então, um beijo que selaria os votos de um inverno perfeito e ensolarado na cidade que ele aprendeu a amar — não tanto quanto amava New York, mas ainda assim, amava.
Como ele imaginara um dia, eles voltariam para NYC quando fosse o momento certo, quando ambos decidissem e compartilhassem essa vontade. O melhor de tudo era perceber que não importava a cidade, ambos haviam decidido por eles, e seriam felizes em qualquer lugar contanto que estivessem juntos.
E tudo aconteceu antes mesmo do que eles imaginavam.
Por hora, aproveitar alguns momentos em Los Angeles não era uma má idéia.
Ao soltarem-se, Kurt olhou as paredes ao redor e fez sua última constatação.
– Blaine... Eu vou decorar todo esse apartamento, ok?
– Inteirinho – Blaine sorriu.
FIM
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