Alquimia 21
1 Capítulo 1 - Homúnculus
Notas iniciais
Eram no máximo 6 horas da manhã quando ouvir o alarme do relógio tocar e me acordei. Eu e meu irmão estávamos no 3º Período da Faculdade, eu com 15 anos e meu irmão Rafael com 14. Tínhamos idades para estar no colegial, mas graças aos nossos conhecimentos e esforço, conseguimos entrar para a Faculdade. Estávamos prestes a nos formar e também a virarmos Alquimistas Federais. Iríamos ser \"cães do estado\". Mas nós não nos importávamos com esse título, apenas queríamos obter o maior conhecimento de alquimia possível. Morávamos no Campus da faculdade, em uma casa, não era a mesma coisa que nossa casa em Rotacity, era uma casa muito pequena, toda apertadinha, mas não podíamos reclamar, pois estávamos ali de graça. Rotacity era nossa cidade natal, eu gostava muito de Rotacity, pois lá tínhamos verdadeiros amigos e a maior parte de minha família estava lá, sentia muita saudades, apesar de ir para lá todo final de semana, amanhã mesmo iremos para lá.
Levantei da cama meio sonolento e fui para a sala onde meu irmão estava comendo. Meu prato, como sempre, estava prontinho na mesa. Meu irmão ainda estava de pijama como de costume, ele era bastante vaidoso, cabelos pretos na altura dos ombros,alto,olhos castanhos escuros, físico atlético, era muito tímido quase não tinha amigos.
-Bom dia! — falei me sentando
-Bom dia, nii-san! — meu irmão respondeu
Comecei a comer e percebi que meu irmão estava meio estranho, então decidi perguntar o que houve.
-Rafael, por que você está tão calado?
Ele abaixou a cabeça e falou meio encabulado:
-Tive aquele sonho novamente irmão.
-Não fique assim, logo você vai esquecer-se disso.
-Será?
Levantei da cadeira, abracei-o e sussurrei em seu ouvido:
-Eu também sonho com isso.
Ele me olhou com uma cara de espanto, pois eu nunca tinha revelado isso para ele.
Terminamos de tomar café e eu fui para o banheiro tomar um banho. Logo em seguida me arrumei,coloquei a farda da escola, um camisa vermelha, uma calça social preta e um sapato ridículo.Fui me sentar no sofá enquanto Rafael se arrumava para ir para aula.
Já estava quase no horário da aula e Rafael ainda não estava pronto.
-Rafael!Vamos! Estamos atrasados.
-Calma!Já estou aqui.
Lá vinha ele saindo do quarto todo arrumado, não entendo por que ele é tão vaidoso acho que aprendeu com a mamãe.
-Pra que se arrumar tanto?
-É sempre bom.
Abri a porta da casa, saímos e fechei-a.Nossa casa não era muito longe do prédio da nossa sala,tínhamos que passar pelo campo de treinamento,onde tínhamos aula de luta e já estávamos na frente dele, nossa sala era a 79, no 4º andar, subimos as escadas e quando aparecemos no corredor alguém nos chamou:
-Felipe! Rafael!
Era a Verônica nossa prima que também estudava na faculdade mais era muito mais velha que a gente, no entanto, estava na mesma sala.Ela morava na mesma cidade que agente, ela tinha cabelos castanhos longos, corpo perfeito, era muito inteligente e o que ela mais adorava era ler livros sobre a alquimia antiga.
-Oi Verônica — falei
-Verôni... ca — falou Rafael corando
Rafael gostava muito da Verônica mais não tinha coragem de falar de seus sentimentos para ela, apesar de eu achar errado dois primos se gostarem, mas o Rafael não gostava muito quando eu tocava nesse assunto.
-Como vai?-falou Verônica
-Vamos bem.E você?-falei
-Estou ótima, estudando muito.Acho que vou para Rotacity com vocês amanhã.-falou Verônica
-Tudo Bem.-falei
-Vamos logo para a aula, pois já está na hora — falou Verônica.
Entrei na sala, não era muito luxo mas também não era de reclamar, me sentei na 1ª fileira e o Rafael atrás de mim, a Verônica bem do meu lado, a sala era composta por 19 alunos, no começo eram 48, esses 29 reprovaram. Quando o relógio apontou 07h00min o sinal tocou, ao mesmo tempo o professor entra na sala. Nunca vi um professor mais pontual quanto esse.
-Ninguém entra mais. -falou ele.
Esse era nosso professor Dante, ignorante, resmungão, grosso, mas o que importava mesmo é que ele sabia explicar os assuntos muito bem.
-Bom dia professor — falou a Verônica, sua puxa saco.
-Bom dia querida Verônica — respondeu ele.
Eu achava aquilo patético, ele sempre dava mais atenção à Verônica, e ela sempre tinha que puxar o saco dele.
-Abram seus livros na página 487.-falou Dante
Hã?Como?Impossível, ele nem deu o assunto das páginas anteriores.
-Professor, impossível, o senhor nem deu os assuntos anteriores. — falou Rafael
-Rafael, você está me questionando?-falou Dante.
-Não, senhor. -falou Rafael,abaixando a cabeça.
Rafael já era bastante envergonhado e ainda o professor não cooperava com ele, acho que foi a 1ª e última vez que Rafael fala na aula de Dante-san.
Fui passando as páginas quando cheguei à página 487 me assustei. Homúnculos?Pra que isso?O que ele pretende com isso?Éramos para aprender isso na próxima semana!
-Homúnculos?!-falou Paty.
Paty era a menina que disputava com a Verônica sobre inteligência, nunca fui com a cara da Paty, pois ela era muito chata, sempre se achando,tinha cabelos lindos, olhos azuis e era magrinha, parecia um palito.
-Sim, Homúnculos. Por quê?Alguém quer se contradizer a isso?-falou Dante.
Dante poderia ser um ótimo professor explicando, mas como amigo ele não era nada ótimo.
-Posso começar?-falou Dante.
-Sim!-falou toda turma.
-Homúnculos são criaturas que saem do Portão graças aos humanos que tentam quebrar o maior tabu da Alquimia, tentar trazer de volta uma vida humana. Existem vários Homúnculos espalhados pelo mundo a fora, ninguém sabe onde eles se encontram, mas o que todos temem é uma grande guerra entre Homúnculos e Humanos, e os únicos capazes de combater eles somos nós.
Na Alquimia antiga dizia-se que, o Homúnculo parece ter sido usado pela primeira vez pelo alquimista Paracelso para designar uma criatura que tinha cerca de 12 polegadas de altura e que, segundo ele, poderia ser criada por meio de sémem humano posto em um frasco fechado e aquecida em esterco de cavalo durante 40 dias.-falou Dante-san
O que ele queria nos mostrar com isso?Que uma grande guerra estava para vim?Que todos os Alquimistas seriam chamados para a guerra?Então decidir perguntar:
-Professor. Então o senhor está nos dizendo que está para eclodir uma grande guerra?-falei.
-Não sei ao certo Felipe Crile (lê-se Crâile), mas temos que estar atentos. -falou Dante
-Dante-san, o senhor acabou de falar que eles que os únicos que poderiam combater eles éramos nós os alquimistas, como nós poderíamos combater eles, se eles são imortais?- falou Raton, o menino pequeno.
Raton era o menor da classe, todos tiravam onda com ele, chamavam ele de Pequeno Polegar.
-Só existem dois meios de impedi-los, conseguindo alguma coisa importante para a pessoa, como objetos e até seu própio esqueleto antes de virar homúnculos e utilizando um selo para enfraquecer-lo e depois matar ele, mas isso vocês irão aprender na aula prática. Vão lendo á pagina por enquanto que eu vou fazer o círculo de alquimia para prender os Homúnculos no quadro.
Nem li a página, quis prestar atenção no círculo de alquimia. Não demorou 10 segundos para o sinal tocar. Copiei o circulo no caderno e fiquei sentado na minha cadeira, pensando sobre o que Dante-san tinha falado.O que ele queria nos dizer?
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