Alphas X Betas - Amor X Ódio

9 Pode botar mais pano nisso ai!


Notas iniciais
MISSÃO DADA É MISSÃO CUMPRIDA! Realmente funcionou esse negócio de meta, então farei a cada duas semanas, pois terei bastante tempo para editar os capítulos para vocês, seus lindo ♥ ME AMEM POR ISSO E... BEM NA SUA CARA, ISABELA! Kiridus, voltarei a colocar os links das roupas das meninas no corpo da história, só isso mesmo ♥ Espero que gostem! Kissu Kissu ~Marceline

Capítulo 9: Pode botar mais pano nisso ai!

Thalia

Acordei com uma puta dor de cabeça e com Kat me chutando. Eu detestava ter que dormir com ela, duas espaçosas em uma mesma cama não tinha como dar certo, ainda mais que tínhamos mais uma pessoa para dividir a cama. Tirei a perna dela de cima de mim, não me importando se ela acordaria ou não e me levantei sem me importar com o barulho ou qualquer coisa do tipo. Kat e Jay tinham um sono pesado, não tanto quando Mírian.

Calcei minhas pantufas e notei que eu estava de pijamas. Deveria ser completamente normal acordar de pijamas, porém, por mais que eu estava drogada ontem, eu tinha certeza que não colocara o pijama.

Desci as escadas me arrastando e quando cheguei na sala, vi Annabeth, Jason e Piper sentados à mesa vendo TV e tomando café da manhã, enquanto Mírian estava capotada no sofá, dormindo profundamente como se tivesse em coma.

Por incrível que pareça era 11 horas da manhã. Eu nunca pensei que fosse acordar tão cedo em um sábado pós festa. Mereço estrelinhas de mérito por isso, pois não vai acontecer novamente. Cumprimentei os três com um aceno de mão e juntei-me à eles para o café, mesmo estando quase na hora do almoço.

Caguei pra isso.

— Quem serão os abençoados que farão o almoço? – perguntei sentando-me. Mal tomei café e já to pensando no almoço, eu realmente tenho um buraco negro no lugar do estômago.

— Sugiro uma votação quando todo mundo acordar. Vocês topam?— disse Annabeth.

— Contanto que eu não esteja nela, tudo bem. – disse dando de ombros e virei-me para Jason. – Vocês têm remédio para dor de cabeça?

— Banheiro de cima, primeira gaveta da pia – ele respondeu e eu subi as escadas me arrastando com um pão na mão.

Então parei no meio do caminho e virei-me para eles.

— A propósito, quem me vestiu? – perguntei. Annabeth levantou a mão sem tirar os olhos da TV e eu agradeci antes de voltar ao meu objetivo.

No andar de cima, andei lentamente até o banheiro e entrei. Abri a primeira gaveta da pia, retirei o remédio e quando ia colocar o pão na boca para tirar o remédio da cartela, ouço uma voz que me fez pular.

— Thalia sua tarada! Não me viu aqui não? – disse Nico levantando as calças o mais rápido possível para eu não ver suas coisas. Sim, sou muito lerda quando to de ressaca, então não reparei na presença dele.

Tirei o pão da boca e sorri pra Nico.

— Você deveria aprender a fechar a porta quando estiver usando, não acha Fantasminha? – eu disse zoando ele. Desde que eu notei que o Nico é extremamente branco, passei a chamá-lo dessa forma carinhosa.

— Filha, eu estou morrendo de dor de cabeça, estou de ressaca e você acha que eu tenho que me importar com a porta do banheiro?

— Acho! – eu disse dando de ombros e rindo da careta que ele fez.

— Ei, eu quero o remédio. – ele disse quando viu que eu estava com o remédio e ia saindo do banheiro.

Olhei para o remédio e só tinha um comprimido.

— Já era. – eu disse balançando a cartela na frente dele e sai o mais rápido que minhas pernas permitiam dali.

Desci as escadas até que rápido e fui direto para a cozinha.

— Volta aqui, sua Mala! – gritou ele vindo atrás de mim.

A minha sorte era que Piper estava na cozinha com um copo de água na mão, então peguei o copo da mão dela correndo, tirei o comprimido e o tomei antes que o Nico pegasse o remédio da minha mão.

— Eu não acredito! Era o último – disse ele com certa raiva.

— Caralho, será que não se pode mais dormir nessa casa? – disse Sidney saindo do quarto com a mão na cabeça – Puta que pariu, que dor de cabeça... Jason, cadê o remédio?

Todos olharam para mim segurando o riso.

— No estômago da Thalia – disse ele e nós rimos, menos a Sid.

— Você está brincando que só tinha um?— perguntou ela e eu neguei com a cabeça, fazendo-a bufar – Quem se habilita a ir à farmácia comprar mais? Porque com certeza o povo que ainda está dormindo vai querer.

Todos ficaram quietos por alguns minutos, até Annie bufar e quebrar o silêncio.

— Eu devo ser a melhor pessoa do mundo... — ela disse revirando os olhos e estendendo a mão para Sidney. — Me dá o dinheiro.

Sidney sorriu agradecida e foi para o quarto buscar o dinheiro. Enquanto isso, Annie pegou as chaves de seu carro e assim que voltou para a sala, pegou o dinheiro com Sid e partiu para a farmácia.

— Thalia, você pode levar o celular do Luke para mim? Ele deixou comigo ontem. – perguntou Sid com uma pequena pilha de roupa passada e dobrada nas mãos. Prontamente neguei com a cabeça. – Por favor? Eu realmente não estou passando bem.

Eu só acho que mereço o prêmio de melhor pessoa do ano, tipo, só acho. Fomos até o quarto dela e ela pegou o celular em cima da escrivaninha e me entregou.

— Muito obrigada, Thals — ela disse com um sorriso fraco. — Quando Annabeth chegar com o remédio, fala para ela me avisar, por favor.

Assenti com a cabeça e sai de seu lindo quarto preto e gótico. Meu sonho em ter um quarto maneiro daqueles. Enfim. Subi as escadas e, sem bater nem nada, sai entrando no quarto de Luke, o que me fez ver uma cena desnecessária, mas acabei por soltar uma gargalhada alta para chamar a atenção e para, só talvez, foder com ele.

Ainda mereço o prêmio de melhor pessoa do ano? Depois daquilo... Talvez não.



Luke

Acordei com uma puta gargalhada histérica vinda da porta. E como era o esperado, levantei-me num pulo, vendo duas garotas na minha cama, uma de cada lado do meu corpo enquanto Thalia sorria maleficamente na porta.

Fiquei mil anos pensando: “O que diabos essas meninas estão fazendo aqui?” Mas então comecei a lembrar-me das coisas que aconteceram na noite anterior: festa,bebida, duas gostosas, minha casa, strip duplo, cama... E por fim, um ménage à trois.

Eu me arrependo?

Não, nem um pouco.

— Mas que porra é essa? – disse Thalia rindo na porta com meu celular na mão. Lembro que tinha entregado a Sid antes de ir embora porque não queria ser incomodado.

— Quem é essa Luke? – perguntou a loira do meu lado esquerdo.

— Uma doida que está morando aqui de favor com as amigas dela por um tempo – respondi olhando pra Thalia com um sorriso sacana, fazendo-a parar de rir na mesma hora.

— Doida é o seu rabo! – ela disse revirando os olhos.

— Nossa, que menina esquisita. – disse a morena.

— Antes esquisita do que vadia que ama abrir as pernas e da o cu para o primeiro que aparecer. – disse Thalia com um sorriso falso.

Com toda essa confusão que Thalia arrumou, a galera que estava acordada subiu para ver qual era o barraco da vez. Morar numa casa com um bando de fofoqueiros dá nisso.

— Vão embora porque não estou afim de respirar o mesmo ar que vocês. – disse Thalia apontando para as duas meninas. – Não quero virar uma vadia. Sabe como é, né? Ser puta é uma doença que pega fácil

Eu arregalei os olhos e não pude acreditar que estava querendo rir do que ela disse. A boca das duas formaram “O”s perfeitos e o pessoa que assistia tentava conter o riso. Thalia saiu do quarto e depois voltou com uma vassoura na mão e começou a bater nas duas.

— Saiam daqui, animais! – gritou ela e as duas saíram correndo da minha cama pegando suas roupas no chão. Elas estavam peladas. – E cubram isso ai que não estou afim de ver rabo de piranha!

— Sai daí pra elas passarem. – eu disse, já que ela estava perto da porta e o povo estava amontoado nela.

— E empestear a casa? Não, não,não! Vão pela janela! ANDA – disse Thalia batendo nelas com a vassoura.

As duas gritavam e tentavam se proteger das vassouradas que Thalia lhes dava. Eu tinha levantado da cama para ajudá-las, sorte que tinha colocado uma cueca antes de dormir. Então elas foram para a janela e simplesmente pularam, a sorte é que tinha um arbusto que amorteceu a queda delas. Olhei pela janela e vi as duas correndo seminuas.

— Você está louca? – exclamei tentando parecer irritado, mas estava difícil. Tinha que admitir que aquilo tinha sido engraçado. Thalia e todo mundo gargalhava.

— Não, só estava desempestando a casa. – ela disse dando de ombros.

— Se você estava com ciúmes e queria estar no lugar delas era só dizer. – eu disse sorrindo malicioso para ela.

— Prefiro pensar que fiz um bom trabalho dedetizando a casa para a doença não virar epidemia.

Quando eu ia rebater sua fala, uma coisa ruiva e descabelada entra no meu quarto com uma cara engraçada de sono e de quem iria matar alguém com uma colher ali mesmo.

— Quem é que vai morrer hoje???

Eu e a Thalia nos olhamos e apontamos um para o outro dizendo “ela” e “ele”.

— Que tal os dois? – ela disse avançando em cima de mim.

Primeiro ela me derrubou de costas no chão, depois jogou Thalia de barriga em cima de mim, que estava tentando fugir, mas é claro que os nossos telespectadores não iriam deixar ela sair. Estavam todos rindo da nossa desgraça, menos Kat, que estava realmente com raiva.

— Sai de cima de mim sua gorda! – gritei e a Thalia começou a me estapear – AI,PARA.

— Me chama de gorda de novo e você vai ter o cabo dessa vassoura enfiado no cu! – ameaçou ela, então eu preferi ficar calado.

Ela saiu e eu me levantei. Kat ainda nos olhava com uma cara nada boa.

— Posso saber o motivo do barraco todo?

— Só estava evitando que nos contaminássemos com o vírus vadia-louca. – respondeu Thalia e Kat riu, parecia entender a situação perfeitamente.

— Fez bem. – ela disse sorrindo para a amiga.

Depois que tudo se acalmou, todo mundo desceu na mesma hora que Annabeth abriu a porta da frente, entrando na casa com uma sacola na mão.

— Remédio para todos! – ela disse e todo mundo atacou o saco que estava os remédios. – Mírian ainda ta dormindo?

— Não mais – disse Kat pegando uma panela e uma colher na cozinha e começou a bater a colher na panela. – BORA ACORDAR CAMBADA!

Deus, nunca te pedi nada, mas pelo amor, dai-me paciência.



Katherine

Eu já não estava bem e ainda vêm gritar no quarto do lado para aumentar meu sofrimento? Sério, o que eu fiz de tão ruim pra ser acordada daquele jeito? Logo eu que sou um poço de doçura e meiguice.

E bom, já que eu não podia dormir, então ninguém mais iria.

— BORA CRIATURAS! Leo, Mírian, Percy e James! TA NA HORA DE ACORDAR. – eu gritava enquanto batia a colher na panela.

Eu tinha bebido muito, mas como raramente tenho ressaca no dia seguinte, estava totalmente livre de dores de cabeça. Apenas meu corpo que doia um pouco, mas para quem luta, uma dorzinha de ressaca não era nada.

Depois de alguns minutos, vi os meninos descendo cambaleando e a Mírian levantando do sofá cama. É, eu era uma das poucas pessoas que conseguia acordar aquela otaku.

Os quatro me fuzilaram com o olhar e eu sorri pra eles. Viram? Minha meiguice entrando em ação.

— Você é uma menina morta, Kat Harris – disse Percy mal humorado e eu ri.

— Tenta, Água-viva. – eu disse sorrindo e ele ficou pensativo.

— Acho melhor não – ele disse e eu ri de novo.

— Bem, já que a Kat fez o lindo favor de acordar vocês, hoje é dia de limpeza. – disse Sid e nós a olhamos incrédulos – Isso mesmo! Quatro vão fazer a comida e o resto arrumar a casa. Troquem de roupa e quero todo mundo aqui em 10 minutos! Vamos, vamos, vamos!

Os quatro que tinham acabado de acordar tomaram remédio e cada um foi se trocar. Eu e as meninas fomos para a sala de jogos e a Thalia nos contou de um plano simplesmente brilhante pra fazer com que esses idiotas pagassem um mico gostoso.

Nos trocávamos enquanto a Annie contava o que tínhamos aprontado ontem, coisa que a maioria de nós lembrava. Bem, descobri que fiquei com o gostoso do Solace, o que não era uma noticia tão ruim, Mírian se drogou, Thalia foi drogada pela Mírian e a Piper só ficou bêbada. Nada muito fora do comum a não ser a primeira parte de Mírian e Thalia.

Descemos e os meninos já estavam lá e Sid tinha um pote redondo em mãos com uns papéis dentro, alguns brancos e outros verdes.

— Quem vai fazer a comida... – disse ela e tirou dois papeis brancos – Leo e Nico... – anunciou e depois tirou dois brancos – Kat e Mírian. Sem protestos, não quero saber de nada

Ah não... Qualquer coisa menos cozinhar!

Eu iria protestar, lógico, mas Sidney era uma das poucas garotas que me dava medo. Ela era super legal e adorável, mas parecia que iria esmagar seu coração apenas com o olhar quando estava irritada. Preferi ficar na minha nessa.

Olhei para as meninas e elas me olhavam aflitas, mas consegui me manter firme. Mírian me confortou dizendo que estaria comigo e que não deixaria nada de ruim acontecer comigo. Sorri agradecida, mas isso não me deixava menos nervosa.

Depois de todo o sorteio, Thalia e Luke iriam limpar três quartos, Percy e Annabeth os outros três, Jason e Piper a sala e a sala de jogos e, por fim, Sid e Jay iriam limpar os banheiros e a piscina. Todos pegaram o material necessário e foram para suas tarefas.

— Alguém sabe cozinhar? – perguntei descontraída para os meninos. Eles balançaram a cabeça negativamente. – Ótimo...

— Você sabe? – perguntou Leo. Eu olhei pra Mírian e nós rimos com nervosismo.

— A última coisa que a Kat sabe é cozinhar, ou seja, ela é um desastre na cozinha – disse Mírian.

— Bom saber... O que faremos? – perguntou Nico. Eu pensei um pouco e fui até a dispensa. Analisei o conteúdo dela e decidi uma coisa fácil.

— Bom... Temos arroz, feijão, macarrão, massa de lasanha e lembro que compramos bife, batata frita congelada e peito de frango. O que vocês sugerem? – perguntei apoiando minhas costas nas portas da dispensa.

— Não tem nada para fazer molho de macarrão. – disse Mírian. – Então acho que a coisa mais fácil seria arroz, feijão, bife e batata frita. Pode ser?

Assentimos e pegamos o notebook do Nico para ver como se fazia a comida, para vocês sentirem a situação crítica que passamos. No final cada um ficou com uma coisa: Leo com arroz, eu com o feijão, Nico com os bifes e Mírian com as batatas. Apesar da divisão, tive que pactuar com Leo para fazemos o arroz e o feijão, ele cortaria a cebola e o alho e eu lavaria o arroz e cataria o feijão. Juro que tentei fazer o feijão com todo amor e carinho, mas a paciência foi esgotada mais rápido que eu imaginava.

— Ai cara, catar isso é uma merda – exclamei jogando a cabeça pra trás. Notei que eu não era a única a ter dificuldade.

Leo estava chorando por conta da cebola que estava tendo que picar. Nico estava penando para passar o tempero nos bifes e Mírian estava quase morrendo para fritar as batatas, toda vez que ela as botava no óleo, ela saia correndo para não ser acertada.

Mas depois de muita batalha, suor e sofrimento, conseguimos colocar o feijão e o arroz para cozinhar e fomos ajudar Nico e Mírian a fritar o que precisava ser frito.

Até que estava correndo tudo bem, se eu não fosse tão idiota.



Nico

— Abaixa o fogo – falei para Kat, que tinha deixado o fogo quase no máximo.

— Não, é para cozinhar mais rápido! – ela disse aumentando o fogo de novo depois de eu ter diminuído. Lá vem a senhora teimosia.

— Abaixa isso – falei abaixando o fogo e ela o aumentou de novo.

Ficamos nisso por alguns segundos até que eu desisti e fui terminar de fritar os bifes. Tudo tinha ficado pronto, menos a merda do feijão. Leo, Mírian e eu fomos para a sala colocar a mesa e então ouvimos algo explodindo na cozinha e um grito. Corremos para lá e a panela de pressão tinha explodido e Kat estava sentada no chão, coberta de feijão e com uma expressão de horror no rosto

— Você está bem? – perguntou Leo se abaixando ao lado dela.

Ela se agarrou nele e começou a chorar. Ele arregalou os olhos e a abraçou de volta sussurrando um “está tudo bem”. Mírian se ajoelhou e a abraçou também. Eu simplesmente revirei os olhos.

— Ah, vamos parar com drama né? Pelo amor de Deus. – exclamei com cara de tédio – Não foi nada demais – falei e Mírian me olhou irritada.

Ela se levantou e me puxou para a sala. Todo mundo já tinha ido ver o que tinha acontecido.

— Enlouqueceu? – perguntou ela irritada.

— Eu não fiz nada! – eu disse com as mãos para cima.

— Ela não está fazendo drama! Deixa de ser insensível. – exclamou ela.

— Ah, pelo amor de Deus, isso tudo é teatrinho pra chamar a atenção – eu disse me irritando também.

Mírian me olhou desacreditada,

— É o seguinte, a mãe dela morreu em um acidente na cozinha quando ela tinha 6 ano de idade! Ela viu tudo e desde então Kat não pisa direito em uma cozinha e não aprendeu a cozinhar! Achei estranho a atitude dela de ir pra cozinha sem reclamar, mas com certeza foi para parecer forte, como ela sempre faz. – ela despejou e voltou pra cozinha.

Uma onda de arrependimento tinha me atingido em cheio. Eu não sabia que ela tinha passado por essa situação, não deveria ter dito nada. Fui para cozinha e as meninas estavam no chão tentando acalmar Kat. Nunca tinha visto ela tão... Frágil. Ela ainda estava agarrada à Leo, que não a soltava de jeito nenhum. Me agachei do lado deles e ela me olhou com os olhos vermelhos e inchados.

— Sai daqui. – ela disse com a voz chorosa.

— Kat... Me desculpe. – eu disse sincero. Ela levantou bruscamente e me encarou. Eu queria abraçá-la, mas ela me mataria.

— Você não sabe nada da minha vida para saber se eu faço drama ou não! Você não me conhece o suficiente pra saber o que eu passei. – ela disse irritada e saiu da cozinha.

As meninas se levantaram e me olharam feio. Os meninos estavam com expressões preocupadas, principalmente Percy. Eu estava me sentindo mal por ter falado daquele jeito com ela.

— A Mírian falou o que tu disse, nunca mais faça isso. – disse Annie séria, apontando o dedo para mim ameaçadoramente.

Todos saíram da cozinha menos Mírian, Leo e eu. Limpamos a cozinha e foi o tempo pra começarmos a sentir fome. Já eram 15h e tínhamos começado a arrumar a casa lá pras 11h45. Saímos da cozinha e vimos Kat descendo as escadas já limpa e com outra roupa. Ela passou por mim e eu senti um maravilhoso cheiro de maracujá. Aquele cheiro era tão maravilhoso que fiquei hipnotizado por ele até Leo me bater e a gente ir se sentar a mesa.

— O rango está pronto! – gritou Mírian e todos vieram como se fossem animais que não comiam há séculos.



Annabeth

Limpar os quartos dos meninos até que não foi tão ruim assim. Percy mostrou ser um cara legal, engraçado e bem lerdinho. A minha sorte foi que dessa vez ele não tentou nada comigo, simplesmente limpamos os quartos, conversamos, zoamos e brincando parecendo duas crianças.

— Percy, me passa o pano úmido – eu disse abaixada em frente à cômoda que estava empoeirada. Estávamos arrumando o quarto dele – Percy! – exclamei levantando e me virando pra olhá-lo, mas fui surpreendida com um pano molhado na cara e sua risada logo em seguida. – Que merda Percy!

— Só estou descontraindo ué. – ele disse dando de ombros com um sorriso nos lábios.

Peguei o mesmo pano e tentei jogar nele, mas ele desviou e começou a rir. Dessa vez enrolei o pano e quando ele se abaixou para pegar o pano molhado, acertei sua bunda.

— Sua tarada! – ele disse rindo – Você sabe que eu vou ter que descontar, né? – ele sorriu divertido e malicioso.

— Não, nem vem! – eu disse rindo enquanto ele se aproximava. Então ouvimos um barulho de explosão e saímos correndo pra cozinha.

Depois de vemos o que aconteceu lá embaixo, voltamos a arrumar o quarto de Percy em silêncio. Ele parecia preocupado. Então lembrei-me que ele e Kat estavam bem amigos durante essas semanas. Ele deveria estar preocupado com ela, mas não queria incomodá-la.

Preferi não falar nada, então ficamos em silêncio terminando de limpar as coisas até Mírian nos chamar para almoçar.

O almoço foi um pouco tenso. Estávamos separados como sempre. Piper, Mírian, Sid, Nico, Jason e eu nos sentamos à mesa e resto estava no sofá. Kat não queria olhar na cara do Nico e o mesmo acontecia com Sid e Jay, não me perguntem o porquê, não estava sabendo de nada que rolou entre esses dois.

Depois do almoço fomos terminar de arrumar a casa. Já eram 17h quando todos tinham terminado.

— Bom, eu vou dar uma volta – disse Kat pegando seu IPhone e colocando a coleira em Plue.

— Espera ae! Eu vou contigo! – disse Percy.

Ele subiu rapidamente e depois desceu com outra roupa. Ele pegou as chaves de casa e os dois saíram.

— O que faremos agora? – perguntou Thalia se jogando no sofá, aparentemente tão exausta quanto eu.

— Só sei que Jason vai me levar para comer cupcakes, Aye! – disse Mírian puxando-o pela camisa. – Vamos Golden.

— Calma ai, Coelhinha da Playboy. – disse ele divertido. Ela lançou um olhar mortal pra ele e ele riu pegando as chaves do carro. E assim eles se foram também.

— Vazando para o vídeo game – disse Nico subindo as escadas.

— Estamos juntos, irmãozinho – disse Thalia e lá se foi mais um casal.

Sid e Jay foram se arrumar, pois cada um tinha um encontro um pouco mais tarde. Leo e Piper decidiram ir à um parque andar de bicicleta e eu fiquei em casa com o Luke.

— Já que está todo mundo saindo em pares, o que faremos Devora Livros? – ele perguntou chegando mais perto de mim – Que tal conversarmos? Quero te conhecer melhor. – ele disse e eu o olhei desconfiada – Sem segundas intenções! Só acho legal ter uma amiga próxima.

Estávamos sentados lado a lado, Luke com a perna em cima do estofado virado em minha direção, com o braço apoiado no encosto do sofá. Dei de ombros e virei-me da mesma forma que ele.

— Bem, o que você quer saber? – perguntei rindo.

— Nasceu aonde? – perguntou ele.

— São Francisco e você?

— Uuuuh, temos uma California Girl conosco! Sabia que as californianas são as mais bonitas? – ele disse rindo. Isso foi uma cantada? Tá certo isso produção? – Phoenix, mas me mudei pra Nova York com uns 2 anos.

E foi assim nossa conversa. Nos conhecemos mais e me senti realmente mais a próxima ele, o que era muito bom.



Percy

— Onde quer ir? – perguntei apra ruiva que tinha um olhar distante.

— Praia? – ela disse sem nem pensar. Assenti com a cabeça e seguimos para praia que não era tão longe de casa.

Kat tem sido uma ótima amiga nessa semana. Zoávamos na academia, conversávamos sobre tudo, era muito bom ter ela por perto. Eu sei que podia ser o lerdo e o chato que eu sou perto dela que ela não iria ligar.

Chegamos à praia e nos sentamos na areia, Plue totalmente agitado querendo sair correndo por ai, mas notei que ela não estava afim, queria ficar apenas sentada. Kat olhava para o mar fixamente e com um ar melancólico.

— Ei, o que você tem? – perguntei tirando-a de seus pensamentos. Ela olhou pra mim e sorriu fraco.

— Nada não... Coisas do passado. – ela disse voltando seu olhar para o mar.

— Gostaria de compartilhar? – perguntei chegando perto dela e batendo nossos ombros. Ela apenas suspirou – Porque você ficou estanha depois da explosão na cozinha? – perguntei e ela hesitou.

Ficamos um tempo em silêncio, mas por fim, ela suspirou e começou a falar.

— Quando eu tinha 6 anos, eu estava no meu quarto e tinha tido um apagão no bairro. As empregadas tinha ido embora, meu pai foi na garagem pegar uma lanterna e minha mãe foi na cozinha pegar uma vela. Eu estava com medo, então fui para a cozinha ficar perto da minha mãe. Antes mesmo que eu chegasse perto, ouvi e vi a explosão. – ela fez uma pausa, vi que estava tentando segurar o choro. – Pelo que meu pai disse, uma das empregadas deixou o gás do fogão ligado e provavelmente era uma das que não gostava da minha mãe e ela sempre teve problema de rinite, então o nariz dela vivia entupido... Ela não sentiu o cheiro do gás e acendeu um fósforo, explodindo a cozinha e colocando fogo na casa. Minha mãe morreu na hora e meu pai conseguiu me salvar. Eu estava parada na porta da cozinha, estagnada, sem saber o que fazer ou sentir. – ela dizia com lagrimas nos olhos.

Abracei Kat e ela colocou a cabeça no meu peito

— Meu pai ficou muito mal, então decidiu deixar a vida em Londres e ir morar em Seattle, para ter uma nova vida e esquecer o que aconteceu.

— Você é inglesa? – perguntei incrédulo. Ela deu um sorriso fraco e assentiu.

— Não tenho sotaque por motivos óbvios.

Ficamos em silencio. Ainda estávamos abraçados e Plue dormia calmamente na nossa frente. Limpei as lágrimas que escorriam pelo seu rosto e ela nos separou do abraço, olhando no fundo dos meus olhos.

— Obrigada – ela disse – Obrigada por me escutar e não falar “sinto muito” ou “ai que pena”. Estou cansada das pessoas falarem isso, não preciso da pena de ninguém.

— Você sabe que sempre estarei do seu lado, né Ruiva Demoníaca? – eu disse rindo e ela também.

Ela abaixou a cabeça por alguns segundos, mas depois voltou a me encarar. Por um instante seu olhar parou em minha boca e ela se aproximou. Meus olhos desceram para seus lábios também e quando dei por mim, eles estavam se tocando. Senti um arrepio imediato, ela era muito quente. Suas mãos foram parar na minha nuca e as minhas na cintura dela, aproximando-a mais do meu corpo.

Nossas línguas começaram a se entrelaçar e seu beijo transmitia carência. Ela se separou e eu não abri meus olhos imediatamente.

— Me desculpa – ela disse alarmada, o que me fez abrir os olhos instintivamente – Me desculpa Percy! Eu não sei o que deu em mim! – ela se levantou.

Levantei-me também e a beijei novamente.



Piper

Como não tinha quase nada para fazer em casa, chamei Leo para andar de bicicleta em um parque perto de casa. Ele pegou a bike dele e eu fui em casa pegar a minha. Estava com tanta saudade do meu quarto, da minha cama, da minha casa, de TUDO! Por mais que eu estivesse gostando de dividir uma casa com gatos-gostosos, eu queria estar em casa. Mas só de passar para o quintal, dava para sentir o cheiro ainda.

Peguei minha bike vermelha e saimos andando. Sorte que naquela rua não passavam tantos carros, então dava para andar tranquilamente sem a preocupação de ser atropelado.

— Quero água de coco – disse Leo e eu ri.

— Passar na praia? – eu disse e ele assentiu com um sorriso.

Saímos pedalando pela rua e quando chegamos à praia tivemos uma surpresa: Percy e Kat estavam se beijando. Meu queixo caiu e o de Leo também. Nunca pensei que uma de nós se envolveria com um dos Betas dessa forma, ainda mais a Kat, que é a mais difícil e a mais durona.

— Não dá esparrao... – sussurrou Leo, mas eu o interrompi.

— Kat! Que merda é essa? – eu disse meio rindo. Ouvi Leo suspirar dizendo um “ainda”. Eles se separam rapidamente e coraram. – Own, que fofos vocês!

— Vai se foder, Piper! – ela disse da cor do cabelo.

— Já que está sendo assim... Pode ir passando. – disse Leo estendendo a mão pra mim.

— O quê? Não! Isso ainda não acabou! – exclamei deixando Kat e Percy com cara interrogativas.

— Aposta é aposta – ele disse sorrindo. Sim, eu tinha apostado 10 dólares com o Leo que a Kat ia ficar com o Nico e ele apostou que ela ia ficar com o Percy.

— Aposta? Que aposta? – perguntou Percy chegando perto de nós com Kat e Plue ao seu lado.

— Eu apostei que ela ficaria com você – disse Leo simplesmente – E a Piper que ela ficaria com o Nico – continuou e eu vi o rosto da ruiva ficar vermelho de raiva.

— VOCÊ O QUE? – ela gritou e depois tirou a coleira de Plue de sua mão e a estendeu na direção de Percy com um movimento brusco. – Segura meu cachorro.

— CORRAM PARA AS COLINAS!!! – eu gritei e sai pedalando o mais rápido que eu pude.

Não sei o que aconteceu, só ouvi os protestos de Leo e depois Kat chegando perto de mim com a bicicleta dele. Como eu não sou tão atlética como ela, foi fácil para ela me alcançar e me derrubar da bike. Ela subiu em cima de mim, me imobilizando.

— Você está doida? Porque fez isso? – ela gritou. Sim, ela faz pouco caso por nada.

— Calma, foi só uma brincadeira. – eu disse me defendendo.

Ela ficou me olhando com raiva por uns minutos, mas com forme eles foram passando, vi seu rosto suavizar e adquirir uma leve expressão de pânico.

— Pipes... Acho que to afim do Percy – ela disse de repente. Aff, meus 10 dólares!

— Alerta K9? Que milagre – eu disse rindo e ela me olhou séria – Devo avisar as meninas? – ela assentiu.

Kat saiu de cima de mim e eu peguei meu celular, mandando uma mensagem no nosso grupo do WhatsApp com a seguinte mensagem:“Reunião das Alphas, código 9, alerta K9”.

Eu sei que isso soa meio retardado, meio não, super retardado, mas sempre fazíamos isso. Código 9 significava que uma de nós estava afim de alguém, então colocamos a primeira letra do nome pra sabermos quem é. Nós fazíamos muito isso em Seattle, usávamos esse código quando precisávamos nos reunir por qualquer que fosse o motivo (cada número tinha um significado e motivo diferente), não correndo o risco dos nossos pais pegarem o celular e ver do que se tratava.

Mesmo depois de nos mudarmos continuamos com isso. Era uma coisa só nossa e, por mais que idiota que seja, era uma coisa especial... Como é bom relembrar os velhos tempos, mesmo sendo extremamente retardado.

Não esperamos que as meninas respondessem. Voltamos para onde os meninos estavam, Kat pegou o Plue com Percy e seguimos a direção de casa deles como se nada tivesse acontecido. Eles ficaram confusos, mas resolveram nos seguir. Chegamos em casa, nos deparando com Annie e Luke dormindo no sofá. Ela deitada no colo dele, ele com as mãos no cabelo dela.

— Bora acordar! Sem putaria no sofá! – gritou Kat e eles pularam.

— Meu Deus, o que está acontecendo? – perguntou Annie sonolenta.

— Vamos subir – eu disse puxando-a pelo braço.

Kat chegou na sala de jogos e gritou com o Nico, o expulsando de lá, que de início pareceu assustado, mas assentiu e se retirou. Sentamos no sofá e esperamos a Mírian chegar. Torcíamos para que ela tivesse visto a mensagem.



Jason

Levar a Mírian para comer cupcake é a mesma coisa que levar uma criança de 5 anos para comprar brinquedo em liquidação. Sério, era engraçado e assustador ver os olhos avermelhados dela brilhando com tanto doce em sua frente. Eu tinha levado-a para uma loja de uma amiga da minha mãe. A loja vendia de TUDO! Cupcake, bolo, balas, milk-shakes, sorvete, chocolate, simplesmente tudo que tinha açúcar.

Vou nem dizer que ela enlouqueceu né?

— Pelo santo Willy Wonka! – ela disse animada – Eu quero um pouco disso, mais isso, metade disso...

— Calma ai, Coelhinha! A gente veio comer cupcake, lembra? – eu disse rindo.

— Ah não Jason! Vamos comer mais, por favor! Nunca te pedi nada. – ela disse com uma carinha tão fofa que tive vontade de morder... E foi exatamente o que eu fiz. – Ai!

— O que você quer, bebê? – perguntei, mas ela me surpreendeu, dando-me uma mordida na bochecha também. – Você é ridícula!

— Você quem começou! – ela exclamou.

Ia rebater, mas ouvi uma voz conhecida atrás de mim.

— Jason! – virei-me e vi Samantha, a dona da loja.

— Oi tia Sam! – eu disse a abraçando.

— Como você está grande! E sua mãe? Como está? – ela perguntou, totalmente animada em me ver.

— Está ótima. – respondi sorrindo. – E a Karina, como está?

Ficamos conversando por alguns minutos, até Mírian chegar perto de nós meio sem graça.

— Ér, desculpa interromper, Jason, mas meninas estão precisando de mim. Temos que comprar as coisas e ir embora. – disse Mírian com o celular em mãos.

— E se eu não quiser? – perguntei divertido, vendo-a revirar os olhos.

— Não seja mal com a moça, Jason – disse Sam e foi a minha vez de revirar os olhos, mas com um sorriso de lado, e Mírian sorrir divertida.

— Ta bom, tá bom! Compra ai o que tu quiser, Coelhinha – eu disse e ela deu pulos de alegria e começou a pedir um tanto de coisa para a atendente – Só não vai me falir, hein Turner?

Fiquei uns segundos olhando para a felicidade de Mírian e imaginando o quão triste minha carteira iria ficar até Sam me tirar de meus devaneios.

— Sua namorada? – perguntou Sam com um sorriso malicioso. Apenas soltei uma risada nervosa.

— Claro que não. – falei e ela me olhou com desconfiança.

— Então ainda está com a Reyna? – perguntou e eu neguei com a cabeça meio triste. Minha mãe, a Sam e a mãe da Reyna sempre foram amigas, o que faz a Sam saber tudo da minha vida, ou pelo menos o que minha mãe sabe – Sinto muito.

— Tudo bem... Acho que não era para ser.

Fiquei conversando com a Sam até Mírian resolver ir embora e vamos combinar, aquela menina vai ter uma overdose de açúcar, não é possível! Entramos no meu carro e fomos para casa. No caminho ficamos cantando, rindo e ela foi me dando cupcake na boca, ou seja, muito comédia.

Passamos em um quebra-molas bem na hora que ela ia me dar o cupcake. Resultado: glacê, chocolate e nozes na minha cara.

— Está gostoso, Golden? – ela perguntou rindo da minha cara.

— Não tem graça, Coelhinha – eu disse fingindo estar sério.

— Você não acha porque foi contigo – ela disse e eu concordei com ela rindo.

Chegamos à casa e ela foi voando para o andar de cima. Tinha certeza que era para não levar um cupcake na cara, mas eu sou paciente, uma hora iria ter troco.



Mírian

CREDEUSPAITODOPODEROSOCRIADORDOCÉUEDATERRA! Um alerta K9? A quanto tempo não temos um alerta desses? Há tipo uns 4 anos? MEUDEUS! Quando chegamos em casa, tratei de ir voando para a sala de jogos, não só por causa do alerta, mas também porque o Jason iria dar o troco com o lance do cupcake, eu tinha certeza.

— Vocês estão zoando comigo, né? – perguntei assim que abri a porta.

— Não! A Kat está gostando do Percy!– disse Piper felizinha.

Imagina uma pessoa que ama qualquer coisa a ver com amor e esses mimizinhos e não se segura nas lágrimas na hora de ver um filme de romance brega. Essa é Piper. Então sempre que acontecia algo amoroso em nossas vidas, ela ficava mais feliz que nós mesmas.

— Ow, ow, ow! Vocês estão confundindo um pouquinho as coisas! – disse Kat fazendo um gesto com os dedos – Eu ACHO que estou AFIM dele! Gostar é completamente diferente.

— Tipo... Do nada? – perguntou Thalia.

— Não mano... Ele é fofo comigo, me consolou quando eu tava mal e tudo mais, além de ser muito gato! E eu não sei exatamente o que senti no beijo. – disse Kat – Além do mais, eu estava em um momento deprê e carência.

— Ah, então não é nada? – eu perguntei e distribui os cupcakes pra elas.

— Você faliu o Jason né? – disse Piper rindo.

— Quase – falei com um sorriso de lado.

Discutimos por algum tempo o problema da Kat. Ela não sabia o que estava sentindo exatamente, na verdade, ela raramente sabia.

— Você pode estar confundindo a amizade de vocês. – sugeriu Annie. Notei que ela não estava muito a vontade com aquilo, mas ignorei.

— É, talvez seja isso... – disse Kat torcendo a boca de lado. – O que devo fazer agora?

— Nada. Apenas espere que ele tome alguma iniciativa. Assim você saberá se vocês vão continuar ficando com não. – disse Piper e nós assentimos.

— Então, problema resolvido? – perguntou Annabeth.

Olhamos para Kat, que pensou alguns segundos antes de assentir com a cabeça.

— Já que estamos reunidas, tenho mais uma coisa para colocar em pauta. – disse Thalia animada e olhamos para ela. – A preparação da última parte da nossa vingança começa hoje. – ela sorriu maleficamente.

Ela nos explicou a maluquice que ela pensou e eu achei muito foda e muito comédia. Resolvemos preparar as coisas hoje e colocar o plano em ação, já que precisaríamos da escola para isso. Conseguimos preparar algumas coisas.

Estavamos conversando e assistindo TV quando o celular de Kat tocou.

— Alô? – ela disse e saiu de perto da gente

Voltamos a nossa conversa e foi a vez do meu celular tocar, mostrando um número desconhecido na tela. Franzi o cenho e atendi.

— Alô?

Alô, Mírian? — disse uma voz rouca levemente conhecida.

— Eu mesma, quem é? – perguntei fazendo uma careta.

É o Connor, lembra? Da festa de ontem. – ele disse e demorei um pouco pra me lembrar.

— Ah sim... Onde conseguiu meu número?

Você me passou, não lembra?— ele disse rindo.

— Na verdade, não – respondi fazendo uma careta, mesmo que ele não pudesse ver, mas ele riu da minha sinceridade.

Você é engraçada. – ele disse fazendo uma pausa, mas logo retomou a falar – Aqui, estava pensando em sair com uns amigos meus, anima?

— Claro – eu disse animada.

Ok, te pego às 20h. Beijos, gata.ele disse.

— Beleza, beijos – eu disse e desliguei o celular.

Assim que desliguei, Kat veio correndo em nossa direção parecendo meio aflita.

— O Will me chamou pra sair, vou ou não? – ela perguntou.

— Vai ué, não tem nada para fazer mesmo e ele é muito gato. – disse Piper com um sorriso malicioso.

— Como você é ridícula – disse Kat com um sorriso – Bom, então vou me trocar.

— Então nos vemos depois, vou sair também – eu disse indo para a porta, mas a Thalia me impediu de sair.

— Com quem? – ela disse autoritária.

— Connor – falei.

— Não, você não vai – ela disse.

—Porque? – eu disse afinando a voz como eu sempre faço quando argumento uma coisa ou to com raiva.

— Ele que te drogou, não vai nem fodendo – disse Annabeth.

Então rolou uma uma discussão do caralho e elas me obrigaram a ficar em casa. Ah, elas SÓ acham que eu vou mesmo obedecer. Mandei uma mensagem para Connor dizendo para ele me pegar mais tarde. Prontamente me respondeu dizendo que estava tudo bem. Sorri para meu celular.

É, a noite prometia.



Leo

Depois de ter sido expulso da minha própria bicicleta pela aquela coisa que muitos chama de menina, voltamos para casa e fui tomar um banho, porque meu joelho estava sangrando. A Kat me empurrou com tanta delicadeza que fodeu com meu joelho.

Sai do banho e fui para a sala onde os meninos estavam vendo The Walking Dead. Estava tudo na paz quando, de repente, um furacão (Lê-se: Mírian) entrou correndo para dentro de casa pela porta da frente e subiu para a sala de jogos, já que as meninas estavam lá. Ai depois apareceu Jason com a cara cheia de glacê, chocolate e nozes. Começamos a gargalhar da cara dele e ele fechou a cara indo pro banheiro.

— Planos? – perguntei.

— Comer, dormir ou TV – disse Nico – Já que as doidas possuíram a sala de jogos.

— É o que tem para hoje. – disse Luke

— Cadê a Sidney? – perguntei mudando de assunto completamente. Não tinha visto minha prima tinha umas boas hora. Daí notei que James também estava “desaparecido”, então fiquei puto – Cadê o filho da puta do James?

— Calma ai, cachinhos, ele saiu com uma menina faz um tempo. Já a Sid está no quarto se arrumando para sair com um cara. – disse Luke e eu fechei a cara.

— Para de palhaçada Valdez, ela já é grandinha. – disse Percy.

— É mano, rel... – começou Jason, mas Sid saiu do quarto e os idiotas ficaram encarando ela com baba saindo da boca.

Falam isso porque não é a prima deles... Babacas.

— Estou bonita? – ela disse arqueando uma sobrancelha e rindo dos olhares.

Minha prima é muito gata e super gostosa, até eu tinha que admitir. E ela ainda estava com uma roupa super sexy e provocante. Eu, como primo mais novo, tenho que fazer o papel de chato, já que o irmão mais novo dela não estava aqui.

— Onde a senhorita pensa que vai com essa roupa? – eu disse cruzando os braços e olhando pra ela.

— Tenho um encontro, priminho. Beijos, meus amores – ela disse indo dar um beijo nos meninos.

— Não, não! Pode colocar mais pano nisso ai! – eu disse virando ela de costas e a empurrando para seu quarto.

— Leo! Deixa de ser idiota. – ela disse me empurrando.

— Menina, seu cabelo está quase na linha do seu vestido! – exclamei

— Meu cabelo é enorme se você não notou – ela disse como se fosse obvio.

— É Leo, larga de ser o primo chato. – disse Nico.

— O que o Gustavo iria dizer se te visse assim? – eu disse e ela revirou os olhos.

— Ele não está aqui e nem manda em mim. – ela deu de ombros. – E ele não se importa.

Tinha caido na minha própria armadilha, pois ela estava totalmente certa. Gustavo era tudo, menos ciumento e conservador com as irmãs.

— Qual é o nome dele? – perguntei ignorando tudo.

— Kendall

— Idade?

— 25

— Endereço, CPF, RG, telefone, placa do carro...

— Vai se foder! Tchau meninos – ela acenou e se virou para mim sorrindo. –Tchau meu protetorzinho – ela disse apertando minhas bochechas e dando um beijo na minha testa. Revirei os olhos e ela saiu rindo.

Não deu nem dois minutos e vimos Kat descendo as escadas enquanto passava um batom. Quando ela estava quase terminando de descer as escadas, a campainha toca. Percy, que estava mais perto da porta, levantou-se e a abriu, revelando Will. Tinha que admitir que ela estava bonita, por mais simples que esteja, a garota tem estilo. Nem preciso dizer que certas pessoas estavam secando Kat enquanto ela passava.

— O que você quer? – perguntou Percy.

— A Kat está? – ele perguntou franzindo levemente o cenho.

— Não! – ele disse sarcástico, mas ela apareceu na porta.

— O que houve Percy? – perguntou ela encarando Percy por um tempo depois se virou para Will. – Oi Will.

— Você vai sair com ele? – Percy perguntou tentando não demonstrar incredulidade.

— Sim, algum problema? – ela perguntou com o cenho franzido.

— Não, não! Divirta-se, Ruiva Demoníaca – ele disse sínico com um sorriso falso.

— Tchauzinho Água-Viva – ela disse beijando sua bochecha e saindo.

Percy fechou a porta com raiva e voltou para seu lugar.

Algo de errado não está certo.



Percy

Quem esse idiota pensa que é para ficar chamando minha amiga assim para sair? Não que eu esteja chateado pelo fato de termos nos beijado e depois ela decide sair com o Solace, mas é que eu tenho ciúmes das minhas amigas! Isso mesmo que você leu!

— Está com ciúmes Jackson? – zoou Luke quando eu sentei bufando no sofá.

— Lógico que não! – exclamei irritado.

— Conta uma verdade agora – disse Jason rindo.

— É Percy, só porque você ficou com ela não quer dizer que ela é sua – disse Leo.

— Espera ai! Você ficou com a Kat? – perguntou Nico.

— Como você conseguiu isso, mano? – perguntou Luke realmente impressionado.

— Ela quem me beijou – falei simplesmente.

— Para completar não tem atitude, mas você é foda irmãozinho, merece respeito. – zombou Nico e eu deu um tapa nele.

— Idiota – falei revirando os olhos.

Ficamos uns segundos em silêncio até Luke quebrá-lo.

— Você ainda não falou, ela beija bem? – perguntou Luke.

— Muito bem, mas não sei se rolou química... – disse vagamente. Eu realmente tinha gostado do beijo, mas como ela estava carente e indefesa, não acho que tenha rolado um clima para acontecer novamente.

Depois disso ficamos conversando e vendo TV até umas 21h30, que foi o horário em que Piper, Annie e Mírian desceram.

— Bora ir para a caminha, bebês – disse Piper

— Ah, não Pips! Está muito cedo. – disse Jason fazendo manha.

— É sério gente, nós estamos cansadas – disse Annabeth soando verdadeiramente cansada.

Nos entreolhamos e acabamos cedendo. Deixamos que elas arrumassem o sofá cama e subimos cada um para o respectivo quarto.



Katherine

Deixa-me deixar claro algumas coisas: primeiro, eu não estou gostado do Percy, eu estou afim dele. Segundo, eu estava em um momento tenso quando o beijei, logo pode não significar tanta coisa assim. Terceiro, não rolou tanto clima como eu imaginava, mas ainda assim estava meio confusa. Quarto, ELE BEIJA MUITO BEM, PORRA!

Eu não sabia como ia ser as coisas entre nós daqui para frente, então não podia ficar empacada nisso e pensando nessa situação. Por isso decidi sair com o Will, gostava da companhia dele e ele era um pretendente em potencial.

Enfim, me arrumei o mais rápido que eu pude e desci, estranhando a atitude de Percy quando cheguei para cumprimentar Will. Resolvi deixar aquilo de lado, dando um beijo na bochecha dele e saindo da casa.

— Nossa, você está muito linda. – disse Will enquanto caminhávamos para o carro dele que era um... NÃO ACREDITO.

— Mano, você tem um Camaro! Eu sou apaixonada com esse carro – falei correndo para o veiculo. Ele riu com minha atitude e meu olhar fixo no Camaro.

— Vamos? – ele falou abrindo a porta pra mim.

— Claro! Ah, você também está muito gato, Will – falei rindo enquanto sentava no banco do passageiro.

Ele riu também e deu a volta no carro. Entrou no automóvel e se virou para mim.

— Onde você quer ir? – ele perguntou.

— Onde você queria ir quando me chamou?

— Bem, eu estava pensando em te levar para jantar.

— Tem certeza? Quer ir à um bar não? – perguntei e ele pareceu relaxar ao mesmo tempo que ficou surpreso.

— Sério mesmo? Você não quer uma coisa romântica ou sei lá? Geralmente as garotas gostam disso – ele falou e eu ri.

— Acha mesmo? Você realmente não me conhece. Não faço o tipo “menininha romântica” ou o tipo da maioria das meninas por ai – falei dando de ombros e ele sorriu acelerando o carro.

— Então que tipo a senhorita Harris faz? – ele disse num tom zombadeiro.

— Do tipo: “se você me chamar de senhorita de novo vai jantar seus dentes com sangue” – eu disse sorrindo e ele hesitou soltando uma risada nervosa.

— Foi mal, ruiva.

Sorri para ele, que pareceu entender o recado, e ficamos conversando e cantando I Don’t Know What To Do e rindo muito.

— Sua voz é incrível – ele disse quando a música acabou – Não é a toa que vocês ganharam a competição de bandas esse ano.

— Você viu o show?

— Não só vi como participei dele. – ele riu e eu arregalei os olhos.

— Nossa, não sabia que você tinha uma banda. – eu disse me empolgando com o assunto.

— Você também não me conhece, Killer Girl. – ele disse rindo

— Então fale mais de você – eu disse arqueando as sobrancelhas – O que você toca?

— Toco de tudo, mas na banda eu sou guitarrista. Divido uma casa na mesma rua que você com a galera da banda, que também estão no mesmo colégio que a gente. – ele disse e eu o encarei.

— Na moral? – eu disse e ele assentiu – Que loucura!

— Mundo muito pequeno. – ele disse sorrindo e eu assenti concordando. – Continuando... Não sei se você chegou a conhecer na festa, mas eu moro com a Rachel e a Drew, as duas são as vocalistas. A Rachel é louca com o Percy e a Drew com o Luke, o que acaba sendo muito comédia pra mim e pros meninos. O Cody você já conhece, ele toca teclado. Tem o Dakota, que é o baterista e o Malcom, baixista.

— O Cody da academia? – perguntei e ele assentiu. – As meninas me falaram delas, a Thalia deu um soco na cara dessa Drew. – eu disse pensativa enquanto ele ria.

— Ela realmente não tem jeito, mas não é uma má pessoa quando quer.

— O que não deve ser na maior parte do tempo. – comentei rindo.

Ficamos conversando até chegarmos ao barzinho. Entramos, sentamos no balcão e pedimos batidas de morando com vodka. Falei para o Will que eu não queria beber muito, depois de ontem né? Nos divertimos bastante, bebemos, rimos, conversamos e até cantamos “I’m Into You” no karaokê.

Dessa vez não ficamos, já que estávamos em sã consciência, mas isso não tirou a minha vontade de beijá-lo. Então quando chegamos à porta da casa dos meninos, eu deu um breve selinho nele, foi super rápido, mas foi bom.

— Obrigada pela noite, me diverti bastante. – eu disse sorrindo sincera.

— Quando quiser de novo, sabe onde me encontrar. – ele disse me dando outro selinho e depois voltou para o carro.

Entrei em casa silenciosamente, já que as meninas aparentemente já estavam dormindo e fui para a cama sem trocar de roupa nem nada.

Eu tinha adorado o encontro, mas não consegui deixar de me sentir levemente culpada por conta do que aconteceu com Percy.

A última coisa que queria no mundo era magoá-lo.



Mírian

Assim que ouvi Kat chegando e indo lá para cima, levantei lentamente para não acordar as meninas e fui na lavanderia trocar de roupa para não dar tanto esparro. Troquei-me rapidamente e sai de casa com o salto alto na mão. Connor já estava me esperando do outro lado da rua com o Maserati dele. Entrei no carro correndo e partimos para sei lá onde. Já tinha passado de meia noite.

— Onde a gente vai? – perguntei.

— Festa na casa do Ethan, porque tu não pôde ir mais cedo? – ele disse sem tirar os olhos da rua.

— As meninas não deixaram eu sair contigo – falei revirando os olhos – Elas acham que você é má influencia.

— Elas mudaram de ideia então? – ele disse rindo.

— Não, vim escondido, baby – dei de ombros e ele riu.

— Isso mesmo morena, temos que aproveitar a vida ao máximo. – ele disse e estendeu um cigarro para mim quando paramos no sinal. As ruas estavam relativamente vazias.

Ele abriu as janelas e acendeu os cigarros. Apoiei meu pé direito no banco e ficamos conversando. Descobri que ele mora numa rua perto de onde eu mora, uns 2 quarteirões pra cima mais ou menos. Ele divide o apartamento com o irmão e o Clóvis, que conheci na festa.

Já era quase meia noite e meia quando chegamos a casa do tal Ethan. Nem vou falar que tinha gente se comendo até no ventilador. Conheci Ethan e mais alguns meninos que não consegui guardar o nome e fomos tomar alguma coisa na cozinha. Tomamos várias coisas e no sétimo copo, eu já não lembrava de nada.

Alguém estava ferrada amanhã.

Notas finais
KIRIDUS, Quem acompanha minha outra fic: Oh, Dammit! Quero dizer que o capítulo 16 deve ser postado ainda hoje ou amanhã. Pra quem não conhece essa fic e gosta de yaoi, convido vocês a conhecê-la u.u: https://fanfiction.com.br/historia/447898/Oh_Dammit/ E vamos lá conhecer minha primeira original postada! https://fanfiction.com.br/historia/666885/Dreadlock_Girl/ PREVISÃO PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO: 26/02 Mereço reviews por ter postado na data prometida? Mereço reviews por ter postado na data prometida u.u Até dia 26, kiridus! Kissu Kissu ~Marceline