Notas iniciais
Apenas uma declaração: se eu não dormi, o dia não virou. Logo, ainda é dia 26 para mim hehe Capítulo entregue no prazo, agora me amem u.u Quero convidá-los para me seguir no Twitter, onde postarei coisas relacionadas à fic e vocễs poderam interagir comigo e essas coisas! Sem contar nas imagens que pretendo postar sobre a fic, curiosidades e coisas diversas para o maior entretenimento de vocês Não sejam tímidos ♥ https://twitter.com/MaiaOliveira_ Espero que gostem! Até as notas finais! Kissu Kissu ~Marceline

Capítulo 10: Zoológico ambulante.

Thalia

Sabe aquele dia que você sente que será um dia divo e maravilhoso? Então, estava sentindo exatamente isso hoje. O dia mais comédia da minha vida! Não tinha rolado nada ainda, mas já estava até imaginando a cena.

Levantei e vi Kat do meu lado com a mesma roupa que ela saiu de casa, olhei pro outro lado e vi que Jay estava com uma calça jeans, meias e sem camisa. Ao olhar para James, coisas do passado vieram na minha cabeça. A época que eu fiquei com o ele. Eu tinha 17 anos quando nós ficamos – eu vou fazer 19 esse ano –foi engraçado porque nós ficamos no armário de limpeza do colégio e quase fomos pegos pelo zelador.

Sorri com a lembrança e fui para banheiro. Lavei meu rosto e desci, vendo uma Piper e uma Annie sentadas a mesa com expressões preocupadas enquanto tomavam café da manhã.

— O que houve? – perguntei séria, cruzando os braços na frente dos peitos.

— A Mírian saiu escondido, bebeu e fumou. – disse Annabeth me encarando com expectativa.

— Ela chegou fazendo um escândalo, acordamos e tacamos ela no chuveiro. Conseguimos calá-la para que ninguém mais acordasse. – Piper mexia na etiqueta do chá que estava dentro da xícara que segurava.

— E como vocês sabem que ela fumou? – perguntei, mesmo sabendo a resposta.

Um lado meu não queria acreditar, mas o outro sabia os motivos que Mírian tinha. Elas foram ao banheiro, pegaram as roupas dela e pediram para que eu cheirasse. Quando senti o cheiro de cigarro e maconha, lembrei-me da época em que eu me drogava e fumava. O foda é que eu senti falta daquilo naquele segundo, mas tratei de despachar esse pensamento.

Respirei fundo e olhei para as meninas.

— Vamos fazer o mesmo que vocês fizeram comigo. Conversamos com ela e deixamos ela melhorar sozinha, se funcionou comigo pode funcionar com ela, mas se não funcionar... – dei uma pausa. – Bem, somos amigas dela, mas não podemos obrigá-la a nada. Esse tipo de coisa tem que ser feita pela própria pessoa. Além do mais, já tentamos fazer algo a respeito e quanto mais a gente tenta, mais piora. Preferível que fiquemos na nossa e deixemos ela.

Elas se entreolharam, como se avaliassem o que eu dizia e, relutantemente, concordaram comigo. Não tínhamos muito o que fazer a respeito agora nem no futuro.

Apenas assenti para elas lentamente e eu fui tomar café. Estava colocando café em uma caneca do Capitão América (não me perguntem de quem era, pois assim como não sei, não ligo) quando me lembrei de que tinha que lembrar as meninas, que com certeza não tinham se lembrado, que nossa vingança seria hoje.

— Vamos acordar as Belas Adormecidas e colocar o plano em ação. – eu disse para as duas e subi para acordar Kat, claro, tomando meu lindo café.

Chegamos à sala de jogos vendo uma Kat totalmente desmaiada no sofá-cama junto com um Jay igualmente jogado. Balancei a bendita e nada. Falei com ela e nada. Bati nela e nada, então tive uma ideia brilhante.

— Não é o Percy pegando uma menina aqui no quarto? – falei e aconteceu o que eu não esperava, ela não acordou.

Pensei mais um pouquinho e lembrei que nessa semana ela estava bem “íntima”, para não dizer “declarando guerra”, do di Angelo.

— Kat! Olha o Nico sem camisa! – eu gritei e ela levantou tonta.

— O que? Onde?? – ela disse olhando para os lados e depois me encarando com um olhar nada amigável, claro né? Eu estava rindo igual louca da cara dela.

— Ui Kat, está interessada no Nico, hein? – sorri maliciosamente pra ela.

— Nossa Thalia, você me acorda já com piadinhas hilárias! – ela disse sarcástica – Na verdade, eu sonhei com ele, o que foi muito estranho, mas isso não vem ao caso.

— Não quero saber o que você sonhou com ele, tenho medo da sua cabeça pervertida! Agora não faça escândalo porque vamos colocar nosso plano em ação nesse exato momento. – eu disse e ela assentiu.

Com a nossa gritaria e barraco, Jay acordou resmungando e saiu do cômodo com uma cara nada boa. Ficamos uns segundos em silêncio olhando para a porta até Kat jogar um travesseiro na minha cara.

— Vamos ou não? – ela perguntou já de pé.

Apenas assentimos (o travesseiro na cara teria troco, vale lembrar) e descemos para a sala e as meninas tinham conseguido acorda a Mírian. MILAGRE DO SÉCULO ACONTECENDO. Enquanto descíamos, contei para Kat o lance da Mírian estar fumando e nossa decisão a respeito. A ruiva apenas torceu os lábios e assentiu com um suspiro.

— Mírian, é o seguinte... – começou Annabeth.

— Ah não! Lá vem sermão... – ela disse revirando os olhos.

— Não! Nós só queremos falar que o que está acontecendo com você não é legal, mas nós vamos deixar por sua conta. – disse Piper cruzando os braços.

— Igual vocês fizeram comigo, lembra? – eu disse a olhando e ela assentiu.

— Mas você pode contar com a gente para tudo, ok? – disse Annie e ela assentiu novamente.

— Bem, agora vamos dar nosso penúltimo ataque naqueles manés. – disse Kat e nós assentimos rindo da cara maléfica que ela fez.

— Já está tudo pronto, Annie? – perguntou Piper.

— É só colocar esse líquido na piscina e esse nas cabeças deles. – ela disse mostrando os vidros.

— Agora é só acordá-los – eu disse.

— Pode deixar comigo – disse Kat sorrindo maliciosamente.

Ela saiu na frente, voltando para a sala de jogos. Eu a segui enquanto Annie, Mika e Piper iam colocar a macumba que a Annie tinha feito na piscina deles. Entramos na sala de jogos, mas eu não fazia a menor ideia de como ela planejava acordar os meninos. Quando chegamos lá, Jay já estava de volta e tinha arrumado a cama.

— O que vocês vão fazer? – ele perguntou ainda meio sonolento.

— Vingança, meu bem – eu disse rindo.

— Ah, estou fora! – ele disse e saiu.

Dei de ombros e vi Kat vasculhando alguma coisa perto da bateria do Nico.

— O que você está fazendo, criatura? – eu perguntei.

— Procurando o tarol do Nico... – ela disse vagamente.

— E porque você acha que ele teria um tarol? – perguntei franzindo o cenho.

— Oras, todas as pessoas que tocam bateria já passaram pela fase tarol da vida... – ela disse dando de ombros enquanto ainda procurava. – ACHEI – ela gritou sorrindo.

Ela pegou suas baquetas na mala e foi para o corredor. Bem, eu não quero me responsabilizar por nada, então vamos ficar aqui, né?

Boa sorte, ruiva.



Luke

Hoje tive um sonho com a Thalia, tipo assim, muito “estranho” para não dizer maravilhoso.

Eu não costumo ter sonhos eróticos com meninas que eu nunca fiquei ou levei para cama. Porém, não foi por esse motivo que eu tinha acordado e sim por um barulho de tarol vindo do corredor e o único dessa casa que tem um tarol é o Nico.

Aaaaaah mas aquele desgraçado me paga.

Levantei me arrastando e fui ver que porra era aquela. Quando eu abro a porta, me deparo com Kat segurando o tarol e os meninos também abrindo as portas dos seus quartos.

— Mas que merda! Posso dormir mais não porra? – gritou Nico para Kat – E me devolve isso!

Ele puxou os tarol de Kat e ela revirou os olhos.

— Nossa, seu grosso.

— Porque você acordou a gente, ruiva? – perguntei calma, mas com uma vontade de pular no pescoço dela.

— Viu Nico? O Luke é educado! – ela disse mostrando a língua para o di Angelo.

— Quem dá língua quer beijo. – ele disse sorrindo maliciosamente. Eu acho sinceramente que o Nico tem sérios problemas de bipolaridade, assim como a Kat.

— Não de você, meu bem. – ela rebateu com um sorriso sínico e fizemos um “Nuuuu”

— Eu não deixava... – disse Leo. Filho de uma anta castrada! Ama colocar lenha na fogueira.

— Você não vai rebater e você vai dizer porque acordou a gente – eu disse autoritário apontando o dedo para os dois.

Nico revirou os olhos e Kat sorriu.

— Dia de piscina!!! – ela disse animada.

— Isso é sério? – disse Jason com uma cara de tédio.

Serississimo! – ela disse. – Vão se trocar para tomar café! Bora, bora!

— Desde quando você manda na gente, Harris? – provocou Nico.

— Desde o momento que vocês não querem ter seus pintos arrancados fora. – ela disse sorrindo maleficamente e eu admito que fiquei com MUITO medo.

Olhamos pra ela assustados e entramos em nossos quartos. Coloquei um calção de banho cinza, calcei meus chinelos, coloquei meus óculos e desci. As meninas provavelmente tinham subido para trocar de roupa, já que elas não estavam na sala quando cheguei lá.

Liguei a TV e fui me juntar ao Jason, que já tinha descido. Depois de alguns minutos, os outros 3 desceram e se juntaram a nós para comer alguma coisa. Estávamos conversando e comendo de boa, quando as cinco descem e... MELDEUS, não tinha como não babar. Cada uma estava com uma cor e estilo de biquíni diferente e elas usavam apenas saias ou shorts minúsculos, que tampavam a melhor parte.

Paramos o que estávamos fazendo para ficar babando por elas. Não tinha como não notar... Aquilo tudo. Já tínhamos visto elas de calcinha e sutiã, mas não é por isso que vamos deixar de apreciar a vista quando ela é nos dada. Óbvio que não.

— Parem de babar! Não queremos a casa inundada! – disse Thalia.

— Hm... – foi a única coisa que saiu da minha boca.

— Meninos, meninos, meninos! – disse Annabeth na nossa frente, nos tirando do transe. – Quero testar um negocio em vocês.

— A gente não vai explodir não, né? – disse Leo desconfiado.

— Claro que não! É que eu inventei um negócio que impermeabiliza o cabelo. – ela disse animada.

— Porque você não testa nas suas amigas? – disse Nico com um olhar também desconfiado.

— Primeiro, nós temos cabelos grandes e a quantidade que eu fiz não é suficiente... – ela começou, mas o Nico a interrompeu.

— Faz mais ué.

Annabeth olhou para Nico e revirou os olhos.

— Segundo, os ingredientes acabaram – ela disse fazendo careta para Nico – Continuando.... Quero testar em diferentes tipos de cabelo – ela disse sorrindo – Pode? Pensem, eu posso ganhar o prêmio Nobel com isso!

Nos entreolhamos por alguns segundo e suspiramos cedendo. Ela deu um sorriso largo e espirou aquele negócio em nossas cabeças e espalhando com a mão. Enquanto ela passava em mim, fiquei olhando pros peitos dela enquanto ela passava aquilo em mim. Qual é, eu sou homem e ela estava de biquíni na minha frente! Não sei se ela reparou, mas se reparou não falou nada.

— Prontinho, agora entrem na piscina – ela disse apontando para porta e todos nós fomos pra piscina.

— Vocês não vão entrar, não? – perguntou Percy.

— Duvido que vocês conseguem dar um mortal sincronizado – disse Kat de repente.

— Cinco dólares. – disse Leo. Se tem uma pessoa que gosta de apostas mais do que eu, essa pessoa é o Leo. Ô menino que ama fazer apostas.

— Fechado – disse Kat apertando sua mão – Quando eu disser “já”.

Reviramos os olhos, mas acabamos por aceitar e fomos nos posicionar na beira maior da piscina, enquanto esperávamos elas fazerem a contagem.

— 1 – cantarolou Thalia.

— 2 – disse Annabeth.

— 3 – falou Piper.

— E – gritou Mírian.

— JÁ – gritou Kat e nós demos o mortal caindo na piscina.

Quando emergimos, vi os patetas AZUIS e com o cabelo ROSA. Não aguentei e comecei a rir da cara deles e eles também, mas fomos atrapalhados pelas gargalhadas das meninas.

— Olha só vocês! – disse Annie no meio dos risos.

— São os Smurfs de cabelo rosa! – riu Mírian.

E assim cada um olhou para o próprio braço, constatando que fomos pegos na armadilha daquelas meninas... Eu estava azul, cara... MEU DEUS! Essas meninas são realmente monstros em forma de garotas! Como essas coisas fizeram isso? Devora-livros! Com certeza foi ela que fez esse negócio satânico. Olhei para os meninos, depois para as meninas e fiz um gesto empurrando a água. Eles sorriram e assentiram entendendo meu plano.

— JÁ – gritei e jogamos água nas meninas, que ficaram azuis onde a água bateu, pena que não foi nelas inteiras e nem na cara, já que elas se cobriram.

— Seus idiotas! – gritou Piper. Ela estava com um pedaço da barriga e a perna direta manchadas de azul.

Saímos da piscina e o povo começou a discutir. Olhei para Thalia, que estava com os peitos e os pés azuis, ela olhou pra mim. Não sei o que deu em mim, mas fiz mesmo assim.

— Desculpa – eu disse.

— Por...? – ela perguntou confusa.

— Por isso – eu disse, pegando-a pela cintura e a beijando.



Katherine

Eu não acredito que aqueles filhos de Smurfs jogaram a nossa vingança contra a gente, LITERALMENTE.

Os infelizes deixaram minha mão, uma parte dos meus peitos e meus pés azuis, além da água dos meus peitos escorrer para a barriga! Aqueles filhos de uma rapariga me pagam!

Eu estava discutindo com Nico, quando vi Luke simplesmente lascando um beijo em Thalia. Tipo assim, todo mundo parou de discutir para ver a Thalia dando uma bela joelhada nas bolas do Luke, que caiu no chão se contorcendo. Mano, pra quê, desabamos a rir da desgraça dele, obviamente.

— Isso é pra você aprender a nunca mais me beijar a força, ouviu Castellan? – disse Thalia irritada.

Imaginei que ela fosse chutá-lo até o coitado ficar inconsciente, mas para a minha infelicidade e alegria de Luke, ela não o fez. O que? Sou daquelas que torce para a desgraça alheia, oras.

— Mas o que... Ai meu Deus! – disse Sid aparecendo, mas começou a rir quando viu os meninos. – Que merda é essa? – ela disse entre risos

— Essas loucas colocaram alguma coisa satânica na água pra nos deixar azul! – exclamou Jason.

— E o cabelo rosa?

— Fenolftaleína que reage com a solução azul da piscina – disse Annie dando de ombros. Seu braço e coxa direitos estavam azuis.

— Não sei o que você está falando, não estou fazendo faculdade de química – disse Sid com cara de tédio.

Então eu me lembrei de uma coisinha.

— Como você não acordou, Sid? Nós fizemos a maior barulhada! – exclamei e ela riu.

— Eu sei que vocês são escandalosos, então é para isso que headphone no máximo tocando Metallica serve. – disse ela e meus olhos brilharam quando ela disse o nome da minha banda favorita.

— Você gosta de Metallica? – eu disse encantada e ela riu assentindo. – Estou te amando agora.

Eles riram da cara, obviamente.

— Vão tirar isso daí. – disse Sid para os meninos.

— Ér... Não tem como. – disse Annie – Quero dizer... A solução é temporária, sai apenas com o tempo.

— O que? – gritou Mika que estava com as coxas e a barriga azuis.

— Isso mesmo, pelos meus cálculos, vamos ficar assim por uma semana – disse Annie pensativa e eles a olharam incrédulos, assim como nós.

Eles estavam chocados demais para prestar atenção na gente, até porque, teríamos aula amanhã.

— Vamos entrar antes que eles nos joguem na piscina – sussurrou Thalia no meu ouvido e ela entrou sorrateiramente. Fiz mesmo com a Mírian e entrei.

Depois de alguns minutos, nós cinco mais a Sid – que tinha largado a discussão – estávamos dentro de casa e com a porta trancada. E eles nem tinha percebido, pois tinham começado a discutir com a Sid e entre si sobre algo de nunca ter deixado a gente ficar na casa deles.

Fazer o que, né?

— Ufa, nos livramos de ficar completamente azuis. – disse Piper se sentando no sofá.

Apenas assentimos e acompanhamos ela.

— Saiam do meu sofá antes que eu arranque as unhas de vocês com alicates. – disse Sid ameaçadoramente. Essa é das minhas. Levantamos rapidamente e sentamos no chão. – Vocês são muito do mal – ela disse rindo, depois de se certificar que não tínhamos sujado o sofá dela.

— Mexeu com a gente, mexeu com fogo, querida. – disse Annabeth com um sorriso maléfico.

— Ui, a nerd está se rebelando – eu disse rindo.

— Desde quando você ficou tão má, senhorita Chase? – perguntou Mika em um tom zombadeiro.

— Menos né? – ela disse revirando os olhos e foi pra cozinha.

— Nossa, vocês são tão infantis – disse Nico entrando com os meninos pela porta da frente, que não estava trancada.

— Falou os idiotas que tacaram bombas de cheiro na nossa casa – rebati com um sorriso sarcástico.

— Bom ponto. – disse Sid apontando para eles. Nico apenas ficou quieto.

— Nossa, que fome. – eu disse jogando a cabeça para trás.

— Agora nos diga uma novidade. – disseram as meninas.

— Vamos comer pizza, porque não estou afim de fazer comida. – disse Sid pegando o telefone.

— EBA – comemoramos iguais crianças.

— Cadê o Jay? – perguntou Annabeth vindo da cozinha e só ai que eu senti falta dele.

— Ele disse que ia sair quando eu acordei para toma água. – disse Sidney dando de ombros.

Annie balançou a cabeça ficou olhando para um ponto fixo sem piscar. Isso acontecia muito com ela. Dizíamos que ela estava em tela azul.

— Vamos ver um filme? De terror? – perguntou Mika animada.

— Ah não, você sabe que eu não gosto de filme de terror. – resmungou Piper.

Eu também não curtia muito, mas tinha que parecer forte. Como sempre...

— Eu te protejo morena – disse Jason a abraçando enquanto ela revirava os olhos e saia de seu abraço. Apenas ri.

Todos se entreolharam e aceitaram a proposta, inclusive eu.

Eu iria me arrepender disso? Eu iria me arrepender disso.



Nico

Ah com isso vai ser hilário!

Escolhemos um dos piores filmes de terror que conhecemos: Alma Perdida. Eu admito que tive que dormir com a minha irmã quando eu vi esse filme há algum tempo. E sabia que os meninos também tinham borrado as calças.

A Sid mandou a gente se secar antes de qualquer coisa, então assim fizemos. Ela nos deu uma toalha velha e todos se enxugaram com ela para não estragar nenhuma outra. Ou seja, a pobre toalha que não tinha nada a ver com a nossa guerra, ficou completamente azul.

— Isso me lembra a minha toalha de guerra. – riu Kat enquanto eu passava a toalha para ela se enxugar também. Franzi o cenho para ela. – Minha toalha de pintar o cabelo. Tem mais cores que um arco-íris.

Soltei uma risada e ela sorriu para mim, mas foi apenas por alguns segundos, pois Thalia pediu a toalha.

Depois de todos secos, abrimos o sofá, onde ficou, eu, Kat, Percy, Annabeth e Sid. No outro sofá ficaram Jason, Piper, Leo e Mírian. Thalia e Luke preferiram o chão, alegando que ficavam confortáveis no chão também.

Vai entender.

Preparamos o filme e esperamos a pizza chegar enquanto conversávamos, o que não demorou tanto. Deixamos as pizzas na mesinha de centro e cada um pegou seu pedaço para que pudéssemos dar play no filme.

Alguns minutos se passaram quando a Kat pegou o segundo pedaço de pizza e quando ela estava levando-o até a boca, um bicho sinistro começou a gritar no filme. Resultado: pizza na minha cara e uma ruiva com a cara enfiada no meu peito. Eu ia falar alguma coisa, mas Thalia começou a rir, isso mesmo, ela começou a RIR com o filme.

— Mano, porque você está rindo? – perguntei incrédulo e ela riu mais ainda, aposto que foi da minha cara com molho de pizza.

— É engraçado assistir filme de terror com essas medrosas! O filme é comédia e a sua cara também. – ela disse dando de ombros e olhamos incrédulos pra ela.

— Menina esquisita – sussurrei, mas graças a Deus ela não ouviu.

— Desculpa, di Angelo – disse Kat me olhando com aqueles olhos castanhos enormes.

— Tudo bem – eu disse sorrindo de lado e ela se sentou direito depois de limpar meu rosto com um guardanapo. Confesso que eu queria ela deitada no meu peito.

— Não, não entra animal! – gritou Mírian se levantando e ficando em pé no sofá. Começamos a rir da cara dela.

Ela voltou a se sentar e voltamos nossa atenção para o filme, pois estava naquelas piores cenas onde você sabe que vai acontecer alguma coisa, mas não sabe exatamente o que.

Estávamos vendo o filme de boa até o celular da Thalia começar a tocar uma música sinistra, que fez todo mundo pular. Eu e a Kat paramos sentados no encosto do sofá.

— Porra – gritou Kat com a mão nos peitos – Quer matar a gente, sua louca? – ela disse e a Thalia riu.

— A culpa não é minha – ela disse dando de ombros e foi pra um lugar afastado.

Pausamos o filme e Kat se virou pra conversar com o Percy.

— Ei Água-Viva – ela disse sorrindo. Mano, que tentação! Ela estava de biquíni ainda e a posição que ela estava a deixava mais sexy.

— Ah... Oi – ele disse sem graça – Achei que você não ia mais falar comigo por causa do ocorrido na praia... Sabe, todas as amigas que eu fiquei pararam de conversar comigo.

— E você acha mesmo que eu sou igual essas idiotas por ai? – ela disse rindo – Lógico que não! Nossa amizade não vai mudar só porque nós trocamos saliva.

Nossa, me mandaram para paraíso! Quando Kat falou aquilo, ela foi abraçar o Percy, só que ela apenas ajoelhou e o abraçou de longe, me deixando com uma vista privilegiada da sua bunda.

— Não me responsabilizo pelos meus atos, Harris – eu disse sorrindo de lado e a puxei pela cintura, fazendo ela cair no meu colo.

— Perdeu a vontade de viver, menino? – ela disse me encarando com raiva.

Nisso – graças a Deus, te amo muito seu lindo – a Thalia aparece com uma cara chocada, com os olhos fixos no celular e boca meio aberta.

— O que houve Thalia? – perguntou Piper.

— Me... Meu... Pai – ela gaguejou ainda chocada.

— O que tem ele? – perguntou Kat saindo do meu colo e indo ao encontro da Grace.

— Ele... Ele morreu... – ela disse baixinho para depois olhar para Kat com os olhos lacrimejando – Kat, meu pai morreu.

A ruiva abraçou Thalia com força, deixando algumas lágrimas caírem de seus próprios olhos. As meninas se levantaram e abraçaram-na também. Todas tinham caras horríveis.

— Eu vou pra Seattle agora – ela disse entre lágrimas.

— Nós vamos com você – disse Mírian rapidamente.

— Não! – Thalia disse respirando fundo – Está tudo bem, eu vou sozinha. Minha mãe já comprou minha passagem. – ela disse e subiu para arrumar as malas.

Confesso que tomei as dores dela. Não sabia como era perder um dos pais, mas isso não deixava de passar pela minha cabeça que seja horrível.

Queria apenas abraçá-la e dizer que tudo ia ficar bem.



Annabeth

Eu não estava acreditando... O tio Zeus era tipo meu segundo pai. Não apenas para mim, mas para todas as meninas. Nos considerávamos uma grande família, pois amávamos os pais de cada uma, com algumas exceções, mas não deixava de deixar um buraco no peito. Uma pessoa que sempre foi boa conosco e sempre nos apoiou e acolheu.

Não aguentei e simplesmente desabei a chorar.

— Calma Devora-Livros – disse Luke me abraçando.

— Ele foi para um lugar melhor, Sabidinha. – disse Percy me abraçando também.

As meninas começaram a chorar também e os meninos foram consolá-las. Depois de alguns minutos, Thalia desceu com uma pequena mala e alguns segundos depois, o Jay entra pela porta da frente, indo direto abraçar a punk apertado. Provavelmente ela ligou pra ele

— Pode deixar que nós te levamos – disse Luke – A gente se divide em três carros, beleza?

Nós assentimos e subimos para trocar de roupa, já que estávamos de biquíni ainda e eles estavam de calção de banho. Nos trocamos rapidamente e descemos para a garagem, onde os meninos nos esperavam.

Kat, Nico e eu fomos no carro do Percy; Thalia, Leo e a Mírian foram no carro do Luke e Piper, Jay e Sid foram no carro do Jason. Partimos o mais rápido possível para o aeroporto. Os meninos estacionaram, mas não saíram do carro, dizendo que dariam espaço para nós além de estarem azuis. Acompanhamos a Thalia em todo o processo até deixá-la na sala de embarque, onde não podíamos entrar.

— Ele está em um lugar melhor, ok? – eu disse tirando uma mecha de cabelo do seu rosto e a colocando atrás da orelha.

— Eu sei – ela disse de cabeça abaixa.

Damos um abraço em grupo nela e a moça anunciou o voo que ela iria pegar.

— Boa sorte... Manda um beijo para tia Beryl – disse Kat se referindo a mãe da Thalia.

— Tem certeza que você não quer que a gente vá? Nós compramos as passagens e nos viramos com as roupas... – começou Mírian, mas Thalia a interrompeu.

— Eu tenho certeza... Eu vou ficar bem ok? Vocês são demais meninas! Obrigada. Volto o mais rápido possível, ok? Amo vocês e boa sorte amanhã na aula! Não me deixem de manter atualizada no grupo do Whats. – disse ela nos dando beijos na bochecha.

— Nós também te amamos. – disse Piper sorrindo e concordamos.

—– Você também é demais, Jay! Obrigada... E você também Sid!

— Eu te amo, pirralha – falou Jay a abraçando.

— Eu também te amo, Daddy – ela disse retribuindo o carinho.

Nos despedimos dela e ela entrou na sala de embarque. Voltamos para o estacionamento e partimos para casa, cabisbaixas. O carro estava em silêncio, nem o som estava ligado, deixando tudo ainda mais depressivo. Olhei no retrovisor e vi Kat deitada no peito de Nico com algumas lagrimas escorrendo em seu rosto.

Torci a boca com pena. Dentre todas, a Kat sempre foi mais próxima da Thalia e mais próxima do pai dela, além de que, seu pai viajava muito.

Chegamos em casa e entramos em silêncio. Ninguém tinha coragem de falar alguma coisa. Os meninos subiram para seus quartos e nós ficamos na sala.

— Não fiquem assim meninas... – disse Sid quebrando o silêncio.

— É difícil... Ele sempre nos tratou como filhas – eu disse em um tom triste e as meninas concordaram.

Sid nos olhou com pena e assentiu, como se dissesse que não falaria mais nada e nos deixaria em paz. Levantei e fui para a sala de jogos para tentar me distrair com alguma coisa, mas antes de eu entrar na sala, alguém me pegou pelo braço e me puxou para dentro de um quarto.

— Tá doido? – eu disse encarando Percy. O pc dele estava tocando Heartburn – NLT, um dos meus grupos de cantores favoritos. Eles dançam muito e eu sou apaixonada com dança.

— Desculpa... Mas eu queria saber se você quer ficar aqui comigo... Sabe, você está mal e eu pensei que quisesse um ombro amigo. – ele disse com a mão na nuca mexendo no cabelo. Ah, meninos quando estão nervosos são todos iguais. Todos fofos.

— Só vou aceitar porque está tocando NLT – eu disse meio rindo e ele sorriu.

Derreti? Derreti. Mas ele não precisava saber.

Entrei em seu quarto e ele fechou a porta. O quarto estava escuro e apenas a luz do notebook iluminava o ambiente. As cortinas estavam fechadas e podia ouvir o barulho de vento lá fora.

— Então quer dizer que a senhorita gosta de NLT? – ele disse se sentando na cama e sorrindo para mim.

— Sim! Eles são lindo, cantam e dançam bem – eu disse animada.

— Ah, gosta de dança? – perguntou ele com as sobrancelhas arqueadas.

— Sim, fazia balé desde que me entendo por gente.

Nisso, ele se levantou e andou até o notebook, colocando Go – NLT, a música perfeita para dançar com alguém. Ele pegou na minha cintura juntando nossos corpos. Fiquei sem palavras, mesmo ele estando azul e com o cabelo rosa, ele continuava lindo. Foco criatura Foco!

Começamos a dançar em silêncio, apenas com a música do quarto. Ele me conduzia com delicadeza e graça. Nossos olhos estavam vidrados um no outro. Era muito bom está dançando daquele jeito com ele.



Percy

Eu estava simplesmente amando dançar com a Annabeth e ela ainda dançava super bem.

— Não sabia que o senhor Cabeça de Alga sabia dançar. – ela disse quando eu a virei de costas pra mim e ela desceu rebolando.

— Tem muitas coisas sobre mim que você não sabe, Sabidinha – eu disse em seu ouvido quando ela subiu.

— Então quero passar a saber – ela disse mordendo o lábio inferior de lado.

Ai. Se. Eu. Te. Pego.

A música acabou e paramos com os rostos próximos e estávamos com a respiração ofegante. Os olhos acinzentados dela estavam grudados nos meus e foi nesse momento que eu pensei em beijá-la, mas ela desviou o olhar e se separou de mim.

— Obrigada pela dança! Você é ótimo dançando. – ela disse. E na cama também, te garanto, pensei – Isso até me animou um pouco, obrigada.

— Ah, que isso! Faço tudo pelos amigos. – eu disse sorrindo e ela sentou na minha cama.

— Então, senhor Perseu Jackson... Onde aprendeu a dançar desse jeito? – ela disse me encarando com um sorriso.

— Bem, minha irmã mais nova ama dançar e ela ia entrar em um concurso, então me obrigou a ir nas aulas e ensaiar com ela. – eu disse dando de ombros. Minha irmã é louquinha de pedra.

— Ah que fofa! Quantos anos ela tem?

— Ela fez 16 nessas férias – eu disse me lembrando da puta festa maravilhosa que rolou.

— Ah, que legal! Qual é o nome dela?

— Megan... Ela é doidinha de pedra! Ia se dar muito bem com a Kat – eu disse rindo e ela me acompanhou – Quero vê o dia que ela vier aqui com os irmãos dos meninos e da Sid.

— Eles vêm aqui todo ano?

— É, nós somos todos amigos, então todo ano nossos irmãos se juntam e vem pra cá... Aqui vira um zoológico.

— Deve se bom... – ela disse meio triste.

O que? Ela estava bem a 1 segundo atrás.

— O que foi Annie? – eu disse sentando do lado dela.

— Ah... É que... – lágrimas começaram a sair de seus olhos – Meu irmão mais velho morreu em um acidente.

Meu Deus. Eu odeio quando coisas desse tipo acontecem. Sou péssimo em consolar os outros.

— Ei, ei... Calma! Vem cá... – eu disse e ela enfiou o rosto no meu peito enquanto eu fazia carinho em seus lindos cabelos.

Nós ficamos assim até ela parar de chorar e dormir. Como estávamos na ponta da cama, foi foda colocar ela deitada sem acordá-la, mas como eu sou ninja eu consegui. Ela estava tão linda dormindo... Dei um beijo em sua testa e sai do quarto fechando a porta.

Ouvi uma música na sala de jogos, então fui até lá. Quando cheguei, Kat estava no meu teclado tocando e cantando Rolling In The Deep – Adele. A voz dela era muito linda, mas sempre tem um infeliz pra atrapalhar.

— Dá para você não poluir meus ouvidos com essas músicas de menininha? – disse Nico grosso. Onde está o Nico que estava consolando ela no carro?

— Dá para ser um pouco sensível? – eu disse irritado – Mano, a menina está em um momento difícil! Cadê aquele cara que estava consolando ela no carro?

— Morreu quando meu pai me ligou dizendo que vai ficar um mês aqui em Miami por causa do trabalho! – ele quase berrou.

— Mas isso não é motivo de você tratar a Kat assim! – rebati e ele ficou quieto.

O Nico e o tio Hades tem sérios problemas de... Tudo... Eles não aguentam ficar nem em um estado juntos que já é motivo de briga e do estresse de Nico.

— Desculpa ruiva... – ele disse e ela apenas assentiu com a cabeça, pelo visto ela não estava bem para quebrar a cara dele.

Nico saiu da sala de jogos e Kat veio até mim, me abraçando. Ela era tão pequena, fofa e doida... Que me fazia lembrar demais da Meg.

— Obrigada por me defender Água-Viva.

— Tudo bem Meg... – eu disse e ... Ops, acho que errei o nome ...

— Quem é Meg? – ela disse me olhando confusa, mas ainda em meus braços.

— Ér... Desculpa Kat... Megan é minha irmãzinha. – eu disse e ela fez uma careta.

— Ei! Eu que sou sua irmãzinha! – ela disse se desvencilhando de mim, virando de costas e cruzando os braços com um biquinho.

— Ah, então eu ganhei mais uma irmã pirada e não sabia? – eu disse fazendo cosquinha na cintura dela.

— PARA CARALHO – ela gritou rindo e tentou sair das minha mãos.

— Pede pinico! – eu disse rindo. Eu fazia isso direto com a Meg.

— NUNCA – ela disse e se jogou no sofá e eu fui para cima dela.

— Pede pinico Ruiva Demoníaca! – eu disse alto, mas a Annie abriu a porta, nos fazendo parar e olhar para ela.

— Dá para parar com a gritaria? Porra – ela disse e só depois lembrei que ela estava dormindo no meu quarto.

— Desculpa Annie... – disse Kat sem graça.

— Tá, tá... – ela disse e saiu.

Olhei pra Kat com uma cara interrogativa e ela deu de ombros, fez uma careta para mim e saiu da sala.

Eu realmente nunca vou entender essas meninas.



Piper

Nós estávamos muito tristes com a morte do pai da Thalia. Ele sempre foi ótimo com a gente e a morte dele assim tão de repente tinha arrasado com todas nós. O pior de tudo era não saber direito o que tinha acontecido. Aparentemente a tia Beryl não tinha falado o motivo da morte.

Acabei por ficar na sala vendo TV com Mírian e Sid, enquanto Annie e Kat tinham subido.

— Ânimo gente! – disse Sid e antes que pudéssemos dizer alguma coisa, a campainha tocou – Quem será?

Ela atendeu a porta e era o cara do correio, o que estranhei muito, porque era domingo. Como eu e a Mírian somos muito curiosas, ficamos olhando o que o carteiro queria.

— Ei Jonh, trabalhando domingo? – perguntou Sid sorrindo para o carteiro.

— Pois é, Sid... Deu um problema na empresa e tivemos que entregar algumas coisas hoje – disse o carteiro – Mas pensa, trouxe os livros dos meninos.

— Livros? – perguntou Sid.

— Do colégio, que as mães deles compraram e mandaram.

— Eu tinha me esquecido completamente disso.

O carteiro riu e depois fez uma cara de quem se lembrou de algo.

— Ah, você sabe que dia as vizinhas do lado chegam? Preciso entregar os livros delas também.

— Elas estão aqui. Vou chamar o responsável delas, um segundo – ela disse fechando um pouco a porta e virando para gente – JAMES VEM CÁ!

Não demorou muito para que Jay aparecesse da cozinha.

— Onde é o incêndio? Que foi, Loirinha?

— Me erra idiota – ela revirou os olhos.

— Eu não era idiota quando a senhorita me beijou na piscina né? – ele provocou lançando seu sorriso canalha para Sid.

— Você que me agarrou, palhaço. – ela disse irritada.

— Mas você bem que gostou né? – ele disse chegando perto dela.

— COMO O AMOR É LINDO! – eu gritei rindo e eles se separaram.

Eles pararam de brigar e foram até aporta, assinaram os negócios lá e a Sid chamou os meninos para ajudar a pegar os pacotes de livros. O carteiro morreu de rir quando viu os meninos azuis com o cabelo rosa. Eles cumprimentaram o carteiro e colocaram os livros deles e nossos na sala.

— Acabou! – disse Jason se jogando do meu lado e deitando a cabeça nas minhas pernas.

— Abusado nem um pouco... – comentei mexendo no cabelo dele.

— O abusado que você ama. – ele disse fechando os olhos com um sorriso nos lábios.

Apenas revirei os olhos e o empurrei, fazendo com que ele rolasse e caísse no chão.

— Ei! Sua doida – ele exclamou se levantando.

— Levanta, seu gordo! – eu disse rindo.

O que eu mais gostava do Jason era o fato dele fazer eu esquecer um pouco dos meus problemas

— Você me ama, garota! – ele disse se sentando no meu lado com um sorriso.

— Não, eu amo o meu namorado – eu sorri e o sorriso dele desapareceu.

— Ah é, você já tem um panaca contigo – ele disse, aparentemente com ciúmes.

— Own, está com ciúmes, bebê? – eu disse apertando sua bochecha.

Então ele começou a implicar comigo e eu com ele, me fazendo rir e esquecer um pouco a tristeza. A Mírian tinha acabado por dormir no outro sofá e o Nico estava com headfone no volume máximo e deitado na poltrona, fazendo com que nossas risadas não o atrapalhasse.

— Quanta maturidade de vocês! – disse Luke descendo as escadas quando viu que estávamos numa guerrinha de tapas.

Revirei os olhos e olhei para Luke.

— O Leo está lá em cima? – perguntei.

— No quarto dele – respondeu Luke e eu fui lá para o quarto de Leo.

O Valdez estava sendo um ótimo amigo pra mim. Ele era engraçado, gente boa e ainda curtia algumas músicas que eu amava, sem contar o fato de conseguir levantar meu astral e meu ânimo. E com isso tudo, ele me lembrava o Scott, meu irmão que também era um palhaço.

— Toc, toc – eu disse abrindo a porta e vendo-o jogado na cama desmontando um tipo de carrinho.

— Ah! Oi Pips – ele disse olhando pra mim e sorrindo.

— O que você está fazendo, cachinhos? – eu perguntei sentando ao seu lado.

— Estou remontando meu protótipo de um kart – ele disse – Fazendo alguns ajustes.

— Você é piloto de kart? – perguntei e ele assentiu – Meu Deus que legal!

— Sim – ele riu – Vou te levar para dar uma volta quando eu construir o verdadeiro.

— Ai que foda! – eu disse animada – Vim aqui pra te chamar para gente fazer cupcakes, vamos?

— Claro. – ele disse me abraçando por trás quando eu levantei. Descemos as escadas desse jeito e quando estávamos no pé da escada, Leo todo gordo tropeçou e caiu em cima de mim.

— SAI SUA BALEIA! – eu gritei e ele riu se sentando na minha bunda – Ah, para né? Feioso!

— Lindona! – ele riu e me ajudou a levantar.

Fomos para cozinha e começamos a fazer os cupcakes. Foi simplesmente um desastre, mas finalmente conseguimos fazer a massa e colocar nas forminhas. Claro que demorou mais tempo do que eu achei que demoraria, Leo é péssimo na cozinha. Quando colocamos eles no forno, Leo pegou a tigela e passou a massa na minha cara.

— Filho de uma puta! – eu gritei e sai correndo atrás dele com a outra tigela.

Quem disse que essa convivência ia dar certo?



Jason

Depois de ter sido empurrado pra fora do MEU sofá, eu acordei a Mírian de um jeito super delicado.

— ACORDA COELHINHA! – eu gritei pulando em cima dela.

— AAAH DESGRAÇADO – ela gritou e avançou em cima de mim

— Outra que me ama. – eu disse rindo

— POBRE ILUDIDO – ela gritou e me bateu.

— Ai! Vaca – eu disse passando a mão na cabeça e empurrando-a de brincadeira.

Nisso, Piper e Leo aparecem abraçados na escada e quando eles estavam no último degrau, ele caiu em cima dela. Mírian e eu ficamos olhando aquela cena, Mírian rindo dos dois enquanto eu tentava acompanhá-la, mas estava pensando:porque não era eu em cima dela? Eles nem pareceram notar nossa presença, simplesmente levantaram-se e foram para a cozinha.

— Porque você me acordou palhaço? – ela disse com uma cara de sono.

— Estou carente, Coelhinha – eu disse fazendo biquinho.

— Foda-se – ela disse me olhando com desdém.

— Nossa! Vai tratar seu amiguinho assim?

— Exatamente – ela disse dando de ombros, mas chegou mais perto de mim e deitou no meu peito. A abracei pela cintura.

— Que foi, Coelhinha? – perguntei mexendo em seu cabelo.

— Saudades... E a morte do pai da Thalia. – ela disse e suspirou.

— Relaxa tá? – eu disse sorrindo. Ela olhou pra mim e sorriu fraco.

Ficamos conversando até ouvimos a Piper gritar, o Leo sair correndo e a Piper suja de massa de bolo, com uma tigela na mão correndo atrás do Valdez. Olhamos para eles com caras divertidas.

— Volta aqui seu viado! – ela gritou.

— Chega né? – disse Sidney no topo da escada interrompendo os dois.

— Ele me suj... – começou Piper, mas Sid prontamente a interrompeu.

— Não quero saber! Banho os dois. – Tinha vezes que a Sid parecia a Rochelle de Todo Mundo Odeia o Chris, o que era bem engraçado.

Depois que Sid deu uma de mãezona, Piper e Leo foram para banho, ela no andar de cima e ele no andar debaixo. Quando a cena acabou, Mírian se levantou do nada, me assustando.

— Ei, onde você vai? – eu perguntei franzindo o cenho.

— Ver anime, porque? – ela disse franzindo o cenho também, mas depois sorriu– Quer ver comigo?

Avaliei a situação, pois não tinha mais nada para fazer e essa era uma boa oportunidade de me aproximar mais da Mírian.

— Não estou fazendo nada mesmo – eu disse dando de ombros.

— Então vou lá em cima pegar meu note, já volto – ela disse e ai eu notei que ela tinha uma sombra branca (lê-se: o gatinho dela que a seguia para tudo quanto é lado).

Ela foi para sala de jogos, onde estava sua mala, e voltou com um notebook cheio de adesivos de desenhos japoneses. Ela se sentou ao meu lado e ligou o note. Depois de esperarmos o note ligar, ela entrou em um site que parecia o RedTube, mas se chamava AniTube e colocou no vídeo.

Resumindo: tinha um menino de cabelo rosa, um gato azul voador que falava “Aye”, uma loira gostosa, uma menina de cabelo vermelho que dava medo igual a Kat e um cara de cabelo azul que ficava pelado toda hora.

— Gostou? – ela disse quando o episodio acabou

— É até legal, qual é o nome?

— Fairy Tail! – ela disse animada – O Happy é a coisa mais fofa do mundo!

— Ah, então foi ai que você tirou o nome do seu gato – eu disse ligando os pontos – E é por esse anime que você queria pintar seu gato de azul, certo?

— Aye – ela riu.

— E sua mãe? Não ia te xingar não?

— Puff! Que mané mãe! Ela me abandonou quando eu nasci. Abandonou meu pai e meus irmãos também. – ela disse indiferente, mas senti que no fundo ela ligava, apenas não queria ligar.

— Você a conhece? – perguntei.

— Não, e nem quero conhecer. Eu apenas evito olhar as fotos dela com meus irmãos. – ela disse e uma lágrima escorreu de seu olho.

Eu ia limpá-la, mas ela foi mais rápida e a secou rapidamente.

— Sei como é... Mais ou menor, quero dizer... Meus pais são divorciados, mas eu ia na casa do meu pai ás vezes... Beeeem ás vezes. – eu disse brincando com as pontas do cabelo dela, por incrível que pareça era divertido.

— Pelo menos você o conhece – ela disse e suspirou.

— Tenho um negócio para você! – eu disse me levantando e indo até a cozinha. Abri o freezer, tirei um pote de sorvete de flocos e peguei duas colheres na gaveta – Prontinho!

— Não gosto de flocos – ela me encarou séria, mas depois riu quando eu arregalei os olhos – Mentira! Como você sabe que é o meu favorito?

— Foi na sorte – eu ri e sentei do seu lado lhe entregando uma colher.

Então entramos em uma conversa sobre nossos passados, como tínhamos conhecido nossos amigos, como eram nossas famílias e essas coisas.

— Como vocês conseguem aturar o Leo? – ela disse levanto a colher cheia de sorvete na boca.

— A gente aprende a conviver com ele – eu ri e tomei mais sorvete – Assim como você, ele não tem mãe, mas a mãe dele morreu em um incêndio na oficina da casa dele – comentei

— Nossa... – ela disse realmente compadecida. – Nem sei o que é pior, perder a mãe, mas saber que ela amava você ou ser abandonada e saber que ela está provavelmente viva e pouco se fudendo para você – ela disse meio triste e deitando no meu colo.

— É... – eu disse me ajeitando no sofá e minha “destrambelhação” é tão destrambelhada que eu sem querer derrubei um pouco de sorvete na testa da Mírian – Foi mal! Deixa que eu limpo.

Ela se levantou e eu lambi o sorvete da testa dela, deixando ela com uma cara engraçada.

— Idiota! – ela exclamou limpando a baba da testa.

— Não me xingue, eu te dei sorvete! – exclamei e ela parou para pensar.

— Bom ponto – ela disse rindo.

Já eram 19h quando Annabeth desceu toda arrumada e indo em direção a porta.

— Ei, onde você vai, Loira? – perguntou Mírian.

— Vou sair – ela respondeu rápido – Não quero companhia, obrigada – ela disse e saiu.

— O que ela tem? – perguntei franzindo o cenho.

— Estresse pré-aula... Ela sempre faz isso. Tirando o lance do pai da Thalia, ela deve estar uma pilha de nervos. – disse Mírian – Sabe, a Annie é toda nerd e essas coisas, então se preocupa muito com as aulas e acaba se estressando atoa. Então ela simplesmente vai para uma boate para aliviar o estresse.

Então temos uma nerd baladeira aqui, hein? Interessante.



Mírian

Um fato muito curioso sobrea Annie é que, por mais que ela seja nerd, ela adora ir para baladas e ela sempre vai em uma no dia anterior do inicio das aulas, sim sozinha. Mas pelo olhar e o jeito que ela falou parecia mais que o estresse pré-aula dela.

O Golden e eu estávamos no sofá comendo e conversando, até Leo dar uma de bicha louca e pular em cima do Jason.

— Me esconde mano! – ele disse desesperado.

— Que foi , Cachinhos Dourados? – eu perguntei sorrindo e Jason riu.

— A louca da sua amiga quer me matar! – ele disse e se escondeu do lado do sofá, perto de Jason.

— Piper? – disse Jason estranhando.

— Não! A ruiva louca! – ele disse. É, fodeu para o lado dele, tipo assim só um pouquinho (lê-se: muito).

— LEO VALDEZ – gritou Kat descendo as escadas.

— Que foi, Ruiva? – perguntei.

— Cadê o futuro banquete de urubus? – ela me ignorou.

— O que o viado fez? – insisti.

Além de querer saber a treta, queria provocar Leo um pouquinho. A verdade é que eu quero que a Kat mate ele mesmo.

— Eu estava jogando God of War 3 e estava chegando em uma parte muito importante do jogo. Ai ele chegou pedindo para jogar, eu disse não e ele enfiou o dedão no botão de desligar!

— E o que tem demais nisso? – perguntou Jason franzindo o cenho.

— O QUE TEM DEMAIS NISSO? O QUE TEM DEMAIS NISSO? – ela gritou claramente irritada. – Eu passei a tarde inteira jogando sem o idiota do Nico para me atrapalhar e eu estava tão empolgada que não salvei nada! Ou seja, eu vou ter que começar tudo de novo!

Importante, ou não (mais para o não mesmo), ressaltar que Nico não estava ali para se defender. Em algum momento, que eu não prestei atenção, ele tinha sumido da poltrona que estava quando eu dormi.

— Também né? É burra demais. – eu disse dando de ombros.

— Burra é você! Que também fazia isso, sua jumenta! – ela disse com raiva.

— Ah! Agora virei zoológico é? – eu disse reparando nisso agora – É vaca, piranha, gatinha, cachorra, coelhinha, burra, jumenta...

— Marmota – disse Jason.

— Elefanta – disse Kat.

— Girafa – disse Jason rindo.

— Cobra – ainda enfio uma colher de pau no cu desses dois.

— Leoa – disse Leo levantando e depois reparando a besteira que tinha feito – Opa, hora de correr.

— VOLTA AQUI VALDEZ – gritou Kat saindo correndo atrás dele.

— MATE ELE POR MIM MIGS – eu gritei rindo.

— Zoológico ambulante – disse o Golden rindo da minha cara.

— Acho que você não quer um bambu enfiado no rabo, tipo só acho. – eu disse sorrindo falso – E você sabe que eu faria isso.

— Sim, estou ligado... – ele fez uma pausa e mudou de assunto. – Então, você vai participar de alguma coisa no colégio? – ele perguntou deitando no meu colo.

— Tem basquete feminino? Porque se não tiver eu vou fazer barraco! – eu disse.

Lá em Seattle eu fiz isso e o diretor liberou, fomos melhores que os meninos e as meninas me idolatram até hoje. (mentirinha).

— Ui! A Coelhinha joga basquete? – provocou Jason.

— Melhor que você – eu disse sorrindo.

— Ai desculpa fodona – ele riu levantando as mãos em rendição.

— E você? Faz alguma coisa? É de algum time?

— Baseball – ele disse com os olhinhos brilhando.

— Pensei que você fosse jogador de futebol americano... Sabe, a Piper “purpurinou” aquela bola

— Ah, aquela bola era do meu pai, ele era um ótimo jogador. Ele queria que eu seguisse o exemplo dele, mas preferi o baseball – explicou ele – Mas aquela bola significa muito pra mim, já que é uma das poucas lembranças que eu tenho dele.

— Você não vê muito ele né?

— É, eu viajava para casa a dele nas férias, sem contar que é longe, então gasta muito dinheiro e tal... O pior é ter que aguentar minha madrasta – ele disse fazendo uma cara de nojo. – Pior ainda era ter que aturar um mistério que envolvia a casa, então acabei desanimando visitá-lo mais vezes.

Torci a boca e preferi não dizer mais nada. Dava para ver que ele não se sentia muito confortável em conversar sobre isso.

— Tenso... – eu disse e logo mudei de assunto – Vamos chamar o povo pra ver um filme?

— Nossa você tem tara com filme ou o que? – zombou Jason e eu dei língua para ele.

— Opa, alguém falou em filme? – perguntou Luke descendo as escadas.

Já falei que os meninos dessa casa têm sérios problemas com roupas? Não? Pois é, eles vivem sem camisa.

— MEUS CUPCAKES – gritou Piper descendo as escadas correndo e empurrando Luke, que quase caiu.

A partir desse momento foi uma loucura. O Percy desceu as escadas com a camisa toda rasgada e o Plue pulando em cima dele, a Kat e o Leo apareceram todos descabelados e ele com roxos e sangue nas costas e de repente as luzes da casa inteira se apagaram.

— MERDAA – gritou Nico lá em cima, provavelmente no banho.

Apenas ri internamente com a cena.



Leo

Agora é assim né produção? Eu não posso mais jogar vídeo game na MINHA CASA e tenho que aturar uma ruiva me xingando, correndo atrás de mim e ainda me batendo? Ah não! Mereço isso não, Senhor!

Um caso curioso de hoje: eu fui consolar a Mírian, relutante é claro, e ela não me bateu, me xingou ou quase enfiou um garfo no meu olho como se fosse a última batata frita do prato. Por um momento eu fiquei com pena dela, mas quando ela pediu para Kat me matar ai a porra ficou séria. Além do mais, ela tem o Jason pra cuidar dela né? Aqueles dois me deixam enjoado.

Ah, voltando ao que eu realmente ia falar, ou seja, o motivo de eu estar com sangue nas costas e partes do meu corpo roxas.

— VOLTA AQUI VALDEZ – isso foi o grito da Kat correndo atrás de mim.

Eu corri lá para fora, com medo do que iria acontecer comigo se eu ficasse ali parado perto do sofá.

— VOCÊ ME PAGA – ela gritou.

— A casa é minha! Eu posso fazer o que eu quiser! – rebati

Não obtive resposta, só uma puta rasteira de trás, que me fez cair para frente. Ela subiu em cima de mim e começou a distribuir socos, tapas e arranhões nas minhas costas. As unha dela eram compridas e mortais, não duvido muito que tenha arrancado pele de mim.

— PARA – eu gritei, mas ela me virou para eu poder ver a cara de psicopata doida que ela tem.

Ela me deu uma chave de braço e eu gemi de dor.

— Pede desculpa! – ela gritava e subia em cima de mim novamente.

— Não! – eu disse e ela começou a estapear meu tronco.

Por sorte, consegui pegar as mãos dela e virar, ficando em cima dela, tentando dominar a fera. Ela se esperneava e gritava tentando se livrar de mim.

— Kat! Kat! KAT! – gritei fazendo ela parar e prestar atenção em mim – Calma ok?

— Nunca mande uma mulher ficar calma! – ela gritou e voltou a se espernear – Principalmente se essa mulher for eu!

— Então... Fica nervosa mesmo! – eu disse fazendo-a para e olhar para mim curiosa.

— Ficar nervosa? – ele disse e começou a rir.

Está para nascer alguém mais bipolar que a Kat.

— Então tá, né... – eu disse franzindo o cenho – Desculpa, ok? – pedi e sai de cima dela a ajudando a levantar.

— Desculpas aceitas – ela sorriu. Bipolaridade mode on.

— Obrigado por fazer exame de sangue em mim – eu disse irônico olhando meu braço que saia sangue e provavelmente minhas costas estavam do mesmo jeito.

— Ao seu dispor, sr. Cachinhos. – ela sorriu e entramos em casa.

Agora pularemos para a parte do apagão.

— Cadê a lanterna? – disse Mírian. Nisso, ouvi passos pesados descendo as escadas.

DEMENTADORES!

— Plue! PLUE – gritava Kat provavelmente procurando o cachorro.

— Ai! – ouvi duas pessoas gritarem e um barulho de algo caindo.

— Mas que merda! – ouvi a voz do Nico.

Sid voltou da cozinha com uma lanterna e apontou para a escada, onde Kat estava caída em cima do Nico, que estava apenas de toalha e o cabelo molhado.

— Putaria na escada não! Eu sou menor de idade! – eu disse rindo da cena.

— Um menor de idade que não é mais virgem, com certeza. – adivinhem a autora dessa frase? Sim, a louca da Turner.

— Sai de cima de mim sua gorda! – gritou Nico.

A Kat ficou olhando pra ele com uma cara... Triste? Ela apenas se levantou e pegou Plue no colo, que ainda atacava Percy. O silencio se instalou no local, ainda na expectativa da Kat virar o demônio e colocar o Nico do avesso.

— Não estou com cabeça pra te aturar hoje, di Angelo. E a propósito, desculpa por ter caído em cima de você. – ela disse e saiu da luz da lanterna .

O Nico ficou com uma cara de taxo, enquanto o silêncio se instalava de novo, até a coisa (vulgo Mírian) deu uma ideia brilhantemente brilhante de estúpida.

— Que tal a gente fazer uma fogueira no quintal e ficar por lá? Pelo menos até a hora de dar sono. – ela disse e eu ri – Está rindo do que Valdez?

— Mas que ideia idiota! Né meninos? – eu disse e eles ficaram quietos.

— Até que é uma boa – disse Luke – Vou pegar meu violão.

— Eu vou me trocar e a gente faz – disse Nico pegando outra lanterna com Sid e subindo com Luke.

TRAIDORES! TRAIDORES! TRAIDORES!

O resto de nós foi para o quintal tirar madeira do cu né? Já que não tem galho nessa merda...

— Como você quer fazer uma fogueira sem lenha, cabeçuda? – perguntei para Mírian com um sorriso sarcástico.

— Uma boa escoteira acha lenha em qualquer lugar, bebê. – ela sorriu com sarcasmo e disse “bebê” da mesma forma. – Vem comigo, Golden?

— Sim, sim, Coelhinha. – ele disse sorrindo. Já disse que esses dois me dão enjoo?

Nós ficamos naquele breu até os “pombinho” –Argh – voltarem. Kat estava sentada no chão acariciando Plue e com um olhar distante, Piper e Sid conversavam sentadas nas espreguiçadeiras, Percy e James conversavam também, mas eles estavam em pé e eu estava sem fazer nada, então decidi ir falar com Kat.

— Algum problema, Ruiva? – eu disse sentando ao seu lado.

Realmente fiquei com pena do olhar meio triste dela e, por mais que ela tenha quase me matado, sei que era uma boa pessoa e uma boa amiga.



Katherine

— Desde quando você se importa? – eu disse fria.

Nico só estava me fazendo lembrar das coisas ruins da minha vida... Primeiro a morte da minha mãe e depois a época que eu era a esquisita gorda que usava óculos tampa de garrafa, aparelho e era tachada como “esquisitita” na escola.

Criatividade? Ér... Acho que Deus quis poupar essa gente dessa virtude.

As únicas que me aceitaram foram as meninas, desde então eu comecei a ver que para sociedade beleza era tudo. Tirei o aparelho, troquei de óculos, mudei minhas roupas, pintei o cabelo e emagreci, mostrando que a “esquisitita” cresceu e mudou. Depois disso foi só meninos aos meus pés como cachorros.

— Desde que você é minha amiga – ele disse sério.

— Agora virei sua amiga? – eu perguntei estranhando. – Você fodeu meu jogo e eu quase te matei, como pode me considerar uma amiga.

— Compartilhar o mesmo teto que você já não é suficiente? – ele disse rindo.

— Idiota! – eu ri e bati de leve em seu ombro.

Tinha que admitir que, por mais que Leo fosse extremamente irritante, ele era legal e engraçado. E também tenho experiências com pessoas assim, já que Mírian tem o mesmo gene irritante.

Então Luke voltou com o violão e o idiota do Nico com roupas. Não podia negar que ele ficava melhor sem elas. Ele pode ser a pior pessoa do mundo, mas nunca vou negar que ele era gostoso. Ele podia nunca ser sensível, mas gostos... Queridas, ai são outros quinhentos.

— Ér... Posso conversar com ela rapidinho? – disse Nico para Leo. Fiquei de cara, na moral.

— Claro! Melhoras, Ruivinha. – ele disse me dando um beijo na bochecha e saindo. Sorri, mas ele desapareceu quando olhei para Nico.

— O que você quer? – perguntei fria.

— Eu notei que você ficou triste quando eu te chamei de gorda – ele disse com a mão na nuca, mostrando nervosismo. Já disse que eu acho isso sexy? Vindo de qualquer menino, claro.

— Não se preocupa comigo – respondi seca e fui saindo, mas ele me pegou pelo braço e me virou pra encará-lo.

— Podemos conversar? – ele disse me olhando nos olhos.

Fiquei encarando seus olhos por um tempo, que pareciam não querer mais tirar o foco de mim. Voltei a realidade e soltei meu braço com brutalidade de sua mão.

— Anda, não tenho o dia todo. – eu disse cruzando os braços.

— Olha, eu sei que nós brigamos muito... Mas eu realmente te peço desculpas pelo o que eu falei que te ofendeu. – ele disse com nervosismo. Ai que fofinho.

— Tudo bem... Mas, me conheça primeiro antes de sair me ofendendo. – eu disse e sai, mas ele me puxou de novo.

— Ótima hora para eu te conhecer – ele sussurrou no meu ouvido, o que me fez arrepiar. Senti um sorriso aparecer em seus lábios e eles sendo encostados em meu pescoço.

Antes mesmo que eu não resistisse, me desvencilhei dele rapidamente.

— Olha aqui, eu não sou mais uma dessas biscates de esquina que você ficar por ai pegando, ok? Eu me dou o valor, então você vai ter que fazer mais que isso para ficar comigo.

Porque diabos eu disse essa última parte? Eu não queria ficar com ele nem que me pagassem! Isso seria desastroso e afinal, ele é mais um cara metido a fodão, galinha, insensível, chato, idiota, retardado...

Dessa vez eu sai de verdade, deixando-o plantado no mesmo lugar. Jason e Mika voltaram com pedaços de madeira e ela fez a fogueira enquanto Percy pegava um pacote de marshmallows. Nos sentamos em volta da fogueira, eu me sentando ao lado de Percy e Nico.

— Quem quer cantar a primeira música? – perguntou Luke.

— Eu – disse Nico e eu ao mesmo tempo. Fuzilei ele com o olhar e começamos a discutir.

— Ei, ei, ei! Canta os dois, sei uma música perfeita. – disse Piper como se tivesse planejando algo maligno.

— Qual? – perguntamos juntos

— Craziest Things – ela disse sorrindo maroto e antes mesmo que pudéssemos protestar, Luke começou a tocá-la.

Reviramos os olhos e comecei a cantar. Até que gostava dessa música.

We say the craziest things

We say the craziest things

Like I Love you, hate you

Don’t need you, f*

Cantamos a música toda, sem tirarmos os olhos do outro. Eu tinha essa mania de cantar com uma pessoa olhando para ela, o que deixava alguns desconfortáveis, mas Nico não parecia desse jeito. Na verdade, ele pareceu que estava gostando do contato visual e sempre que podia, sorri para mim.

Realmente... Dizemos coisas malucas.



Annabeth

Aquela dança com Percy me deixou realmente meio estranha. Senti uma coisa esquisita dentro de mim e aquilo estava me incomodando um pouco.

Eu precisava sair para colocar minha cabeça no lugar, não só por causa do Percy, mas também por causa do tio Zeus e da escola amanhã. Eu gostava de estudar, mas tinha vezes que eu surtava com tanta coisa pra fazer. E sofria de estresse por antecipação.

Sério não queiram ter isso.

Caminhei até nossa casa e peguei meu carro, me dirigindo para o centro da cidade, que mesmo tendo aula amanhã, estava lotado de adolescentes querendo aproveitar a última noite de liberdade. Entrei em uma boate chamada Glammers, que era até legalzinha, não tinha tanta gente, era animada e tinha pessoas bem interessantes.

Fui até o bar, que era no fundo da boate e pedi uma bebida que continha tequila. A taça em forma de cone tinha a borda cheia de cristais de sal, levemente molhados com limão. Beberiquei a bebida, sentindo o álcool arranhar minha garganta e o gosto do sal com limão em minha língua

Olhei para o lado e notei um cara sentado próximo a mim. Ele tinha os cabelos grandes e escuros, alto e parecia ter um corpo bonito, suas roupas era estilo roqueiro, mas não vi se ele era bonito ou não. Eu o encarei por um tempo e de repente ele olhou pra mim. Desviei o olhar rapidamente e ele pareceu voltar a olhar pra frente.

Não sei o que me deu, mas eu tive vontade de falar com ele, e foi isso que eu fiz.

— Oi – eu disse sorrindo olhando pra ele. Ele olhou pra mim e sorriu também.

— Oi! Tudo bem?

— Sim e você?

— Tranquilo... – ele disse e o assunto meio que morreu.

— Prazer, sou Annabeth Chase – eu disse vendo que ele não falaria nada.

— Ethan Nakamura – ele disse e apertou minha mão – Você é novata por aqui? Sabe, eu meio que conheço o povo dessa região e nunca te vi por aqui.

— Ah sim, eu e minhas amigas viemos morar aqui pra estudar na Fork Dwight Academy.

Eu sei que não deveria sair falando esse tipo de coisa para qualquer um, mas a verdade é que eu estava nervosa. Precisava de algo para distrair a mente.

— Sério? Legal! Eu também estudo lá, posso te garantir que é muito bom. – ele sorriu e eu retribui – Último ano?

— Sim, sim

— Então seremos colegas de classe – ele riu e tinha uma risada gostosa.

— Isso vai ser interessante. – eu disse bebericando minha bebida sem tirar os olhos dele.

— Bem, Annie... – ele parou. – Posso te chamar de Annie? – apenas assenti e ele sorriu –Infelizmente eu tenho que ir – ele disse me dando um beijo na bochecha – Foi ótimo te conhecer! Até amanhã.

— Foi legal conhecer você também, até amanhã – eu disse retribuindo o beijo e ele foi embora.

Foi uma das conversas mais estranhas que eu já tive, mas com certeza iriamos nos ver novamente, o que seria até legal.

Depois disso, pedi para o barman fazer uma mistura e fui dançar.

— O que uma menina tão bonita faz sozinha em uma boate? – perguntou um cara chegando perto de mim.

Olhei pra ele e ele era tipo assim, MUITO GATO. Ele era loirinho, com os olhos verdes, alto e parecia ter um corpo bem atlético.

— Curtindo o último dia de férias – eu disse sorrindo e tomei mais um pouco da mistura.

— Tem que ser né? Prazer, sou Michael Yew – ele disse estendendo a mão.

— Annabeth Chase – falei apertando sua mão.

— Posso te acompanhar na dança? – ele perguntou sensualmente. Cara, que menino sexy!!! Meu Deus.

— Claro – sorri de lado.

Começamos a dançar sensualmente no meio da pista de dança. Suas mãos estavam no meu quadril e eu estava de costas para ele, rebolando e dançando no ritmo da música. Ficamos basicamente nisso, bebendo e dançando, sem trocar muitas palavras. Eu já estava começando a ficar fora de mim, então parei com as bebidas.

— Vai beber mais não, gatinha?

— Vou não brigada

Ficamos dançando tranquilamente até eu dar a louca e beijá-lo. Foi um beijo com gosto de álcool, claro, mas foi sexy e muito selvagem. Fiquei com ele o resto da noite, até dar a hora de eu ir para casa. Eu já não estava sentindo meus lábios de tanto beijar aquele cara gostoso na minha frente. Os lábios dele não estavam piores que os meus, vermelhos e inchados.

— Eu tenho que ir, gatinho – eu disse dando mais um longo beijo nele.

— Me passa seu celular – ele disse me entregando o celular para eu cadastrar meu número.

Peguei o celular de sua mão e digitei meu número, e ele fez o mesmo com o meu.

— Prontinho, até mais – eu disse dando o selinho nele e saindo.

Voltei pra casa e o pessoal já estava dormindo. Tirei meus saltos e capotei na cama junto com Piper e Mírian.



Thalia

Eu estava arrasada demais para fazer qualquer coisa. Eu batia minha mão contra o apoio do braço freneticamente, mostrando meu nervosismo, algumas lágrimas teimavam em cair. A viajem foi mais demorada que tudo, eu já não estava aguentando mais, mas graças a Deus consegui chegar.

Liguei para minha mãe e perguntei qual era o hospital que o corpo do meu pai estava. Ela me passou o endereço e eu peguei um táxi. Admirei minha mãe ter viajado para Seattle por causa do meu pai, ex-marido dela.

Cheguei lá e ela estava sentada no banco com lágrimas nos olhos.

— Mãe? – perguntei chegando perto dela.

— Thalia! – ela disse me abraçando fortemente e foi ai que eu deixei minhas lágrimas caírem freneticamente.

— O que aconteceu? – eu perguntei soluçando.

— Seu pai estava com leucemia, mas pelo que eu percebi ele não sabia e não se tratou. Ou se teve algum sintoma, achou que era bobeira... Sabe como seu pai é teimoso – ela disse controlando as lágrimas – Naquela hora que eu te liguei, foi a hora que as máquinas deram o último alerta de vida do seu pai.

— Já vão enterrar o corpo? – perguntei.

— Sim, queria que isso acontecesse o mais rápido possível, então estão preparando o corpo para o enterro.

Fiquei chorando no colo da minha mãe por muito tempo. Uma parte de mim não queria ver meu pai, mas a outra implorava por isso. Não conseguia acreditar no que estava acontecendo. O coroa que me criou, aguentou minhas rebeldias, minhas detenções, minhas pirraças, tudo! Eu não conseguia acreditar.

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— Filha... Eu tenho um negócio importante para te dizer – disse minha mãe quando viu que eu já estava pelo menos um pouco mais calma.

— Fale mãe, acho que mais chocada que eu estou não consigo ficar. – eu disse com a cabeça abaixa que provavelmente estava toda preta devido o maquiagem.

— Thalia... Você... Você... – ela dizia, mas parecia que não conseguia dizer aquilo pra mim. – Thalia você tem um irmão!

A olhei incrédula, primeiramente em silêncio, para depois arregalar os olhos e quase gritar.

— O que?

Como assim um irmão? Como assim? Como assim? Parabéns mamãe, me deixou mais chocada que nunca. Eu estava em estado de choque, não conseguia me mover. Era uma sensação horrível.

— Como assim um irmão? – perguntei e não obtive uma resposta imediata.

Notas finais
Processo de respostas aos reviews começam amanhã, então não se aflijam e nem achem que eu ignorei vocês, não é isso, okay? Okay PREVISÃO PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO: 11/03 ME SIGAM NO TWITTER PARA MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A FIC: https://twitter.com/MaiaOliveira_ Espero que tenham gostado! Aguardo vocês nos reviews :3 Kissu Kissu ~Marceline