Alphas X Betas - Amor X Ódio
3 Vai chover porcos!
Notas iniciais

Capítulo 3 — Vai chover porcos!
Anteriormente em Alphas x Betas:
“– Os vencedores desse ano, que ganharam uma gravação de um vídeo clipe são... – ele começou, fazendo mais suspense ainda. Nós demos as mãos e fechamos os olhos de cabeça abaixa, esperando ele falar – As Alphas!!!”
“– Depois de sermos derrotados por VOCÊS? – disse Nico grosso dando ênfase na palavra “vocês”. Esse garoto pirou?”
“– Aqueles meninos retardados! Bando de orgulhosos; principalmente aquele cara com os olhos absurdamente negros. – eu disse jogando as mãos para cima, mostrando a minha pequena irritação.”
“– Não vou te soltar ruiva. – eu ri. Sai caminhando tranquilamente até o bar onde o povo estava conversando.”
“– Que tal um jogo? – perguntou Kat com um sorriso e nós já sabíamos o que era”
“Eu só sentia uma coisa: aquilo ia dar merda.”
“– Não se pode recusar um desafio por mais tenso que ele seja — disse Luke sorrindo marotamente. Vish.”
“– Menos reclamação e mais beijo! — ela disse batendo palmas para os dois pararem de reclama.”
“–Vocês tem sorte que a minha vontade de dormir é maior que a de matar vocês! — disse Sid aparecendo com uma cara de zumbi, quero dizer, que acabou de acordar. — Vamos. Agora! – ela se virou e saiu andando.”
Thalia
Eu não costumava a acordar com o toque do meu celular, mas dessa vez, esse maldito conseguiu. Abri os olhos relutante e peguei o celular, olhando para a tela com os olhos semicerrados. Meu quarto estava escuro e aquela luz que o celular emitia me cegava. Com dificuldade, identifiquei quem era: meu pai, Zeus Grace.
Deveria ser tarde, já que meu pai não era de me ligar de manhã nem de noite. Senti minha cabeça doer por conta da ressaca, então mantive-me deitada e atendi o celular com a voz um pouco embargada por conta do sono.
– Oi filha, tudo bem?– a voz grossa de meu pai soou do outro lado da linha.
– Oi pai – eu disse esfregando um olho com a mão livre. Dei um leve bocejo e continuei – Tudo sim. E ai?
– Tudo tranquilo. Não me diga que acordou agora.– ele disse rindo – São três horas da tarde, Thalia.
– Aaaah, o show foi muito cansativo e saímos de lá meio tarde – eu disse levantando meu tronco e me apoiando pelos cotovelos.
– Ah é! Como foi o show?
– Nós ganhamos! Foi muito bom. – respondi animada.
– Parabéns, filha! É uma pena eu não ter visto o show de vocês – ele disse de forma triste.
– Ah, deve ter na internet. Depois eu procuro e te mando – eu disse sorrindo.
Ficamos um tempo conversando. Eu adorava conversar com meu pai, sempre nos demos muito bem, mas naquele momento as únicas coisas que eu queria era comer e tomar um remédio para dor de cabeça.
– Fico feliz que estejam bem. Liguei mais para saber como estavam, agora tenho que ir. — ele disse com a voz cansada. Na verdade, em toda conversa sua voz estava assim.
– Tudo bem, pai. Até mais e não se esqueça eu te amo muito.
– Também não se esqueça que eu te amo filha, até mais. – ele desligou o telefone.
Levantei vagarosamente da cama e notei que eu ainda estava com a roupa de ontem, porém sem a jaqueta e os sapatos. Eu estava um pouco tonta por conta da dor de cabeça, mas mesmo assim desci as escadas pra ver se tinha remédio e vi o Jay sentado no sofá vendo The Big Bang Theory.
– Vai chover porcos! Thalia Grace foi a primeira a acordar! – disse ele rindo após olhar para mim.
– Ih meu filho eu ainda estaria dormindo se meu pai não tivesse me acordado! – falei já na cozinha pegando água – A propósito tem remédio pra dor de cabeça?
– Ressaca?
– Um pouco... Que horas são? – perguntei apoiada no balcão da copa.
– 16 horas. – nossa, nem pareceu que se passou uma hora desde que comecei a conversar com meu pai.
– Porra! Hoje é sábado né?
– Sim e o remédio está na caixa ai na cozinha.
– Valeu Jay.
– Disponha, gata.
Peguei o remédio e tomei rapidamente. Logo, subi as escadas e fui pro meu quarto tomar um banho, ainda estava veio grudenta por causa do show de ontem. Pular, dançar e correr no palco cansa viu?
A água quente caia em meu corpo e logo eu me senti relaxada. Fiquei pensando um pouco na voz de meu pai ao telefone. Mesmo parecendo firme, sentia que alguma coisa estava acontecendo com ele. Zeus sempre se mostrou bastante forte e nunca quis demonstrar fraqueza, mas eu o conhecia muito bem e sabia que alguma coisa estava errada.
Sai do banheiro com a toalha enrolada em meu corpo e fui vestir uma roupa. Caminhei até meu guarda roupas, mas notei que alguém estava me observando na casa ao lado. Quando virei a cabeça, o indivíduo abaixou, mas pude ver sua cabeleira loira, provavelmente um cara.
Espero que seja gato.
Fechei as cortinas para ter mais privacidade e fui até meu armário, abrindo suas portas e gavetas. Peguei uma blusa preta, um casaco listrado preto e branco – não estava frio, mas eu tinha mania de vestir casacos — e um short branco. Depois de pronta, voltei para sala e me joguei em cima do Jay só para irritá-lo.
– Ai, sua louca! – gritou ele.
– Sou mesmo. – eu ri e sai de cima dele.
Sentei-me ao seu lado, mas logo que o fiz, senti meu estômago roncar.
– Acho que alguém está com fome – ironizou James sorrindo em minha direção. Já falei que o sorriso dele é simplesmente maravilhoso? Não? Pois bem, o sorriso de James Stark é perfeito em todos os sentidos.
– Calma amor, mamãe vai te alimentar – eu disse olhando para minha barriga e pousando a mão onde ficava meu estômago.
Levantei em um pulo e fui para a cozinha ver o que tinha pra comer. Ainda tinha dois pedaços de pizza de ontem, o que era um milagre. Esquentei-as no microondas e voltei para o lado do Jay quando já estavam quentes.
– Vamos fazer o que hoje? – perguntei assim que terminei de comer as pizzas
– Tentar dominar o mundo – riu ele e eu o acompanhei.
– Anda assistindo muito Pink e Cérebro — eu disse me deitando em seu colo.
– Nossa infância, poxa — ele disse passando os dedos nos meus cabelos.
– É verdade — me estiquei toda no sofá e depois virei meu rosto para a TV.
Estava passando CSI e por incrível que pareça eu não estava com sono, mesmo com James mexendo em meu cabelo.
Naquele momento eu só queria me fundir com o sofá
Luke
Uma coisa é você perder. Outra é deixar sua frustração invadir seus sonhos.
Infelizmente eu havia sonhado que a gente tinha ganhado o show de ontem, então acordei puto por ter sido apenas um sonho. Olhei para o relógio e já eram um pouco mais de quatro da tarde. Levantei preguiçosamente e olhei para a janela para ver como estava o clima. Porém sou surpreendido pela visão magnífica de uma garota com os cabelos negros molhados e apenas de toalha.
Não pude admirar muito seu corpo maravilhoso, pois ela virou a cabeça para a janela, olhando em minha direção. Claro que eu fiz a coisa mais sensata a se fazer: me jogar no chão.
Não sei se ela me viu, mas se tiver também... Foda-se. Pelo menos agora sei que temos uma vizinha gostosa. Pelo tamanho da casa, julgo que ela não mora sozinha, então espero que tenha mais garotas gostosas morando com ela.
Pelo menos isso vai compensar a nossa tristeza de ter perdido.
Depois e alguns segundos no chão, levantei e olhei para a janela dela, mas estava com a cortina preta fechada. Revirei os olhos frustrado e sai do meu quarto indo para a sala de jogos. Peguei o amplificador da bateria de Nico e coloquei-o no máximo, conectando o cabo na bateria. Sorri e comecei a bater na bateria rapidamente.
– BORA ACORDAR CAMBADA! – gritei rindo. Ouvi quatro portas sendo abertas para depois serem batidas com força. Logo em seguida vi os quatro patetas com caras nada amigáveis entrarem na sala de jogos.
– Corre. – disse Nico ameaçadoramente.
Então eles viram para cima de mim correndo e vi que não tinha pra onde ir. Mas, para a minha grande sorte, eles estavam com sono e se movendo feito zumbis, então me movimentei feito ninja e sai pela porta. Desci as escadas correndo e vi Sidney na cozinha.
– Bom dia Sid. – disse rápido e sai pela porta da frente. Ela deveria estar com uma cara de “Whatafuck?”.
Eu estava no meio da rua e vi os quatro na porta e do nada eles começaram a rir. Sidney chegou perto e começou a rir também. Ela sacou o celular e começou a tirar fotos. Então notei que estava apenas de samba-canção verde.
– Caralho! – gritei e sai correndo em direção à porta, mas os meninos me empurraram.
– Vai ficar ai agora! – gritou Percy trancando a porta.
Fiquei desesperado. Como já era tarde, algumas pessoas estavam passando pela rua, rindo de mim, claro. Então corri para trás da casa e vi os meninos rindo e tirando fotos minhas de seus quartos. Corri para a porta dos fundos, mas estava trancada.
– Sidney!– gritei – Abre aqui!
Como a porta era daquelas de correr feita de vidro, vi os meninos descerem as escadas correndo e falando pra Sid não abrir a porta. A minha sorte foi que ela é linda e ignorou eles completamente, abrindo a porta para mim.
– Você não sabe o quanto eu te amo! – falei abraçando ela.
– Eu sei disso! Agora os cinco vão subir e trocar de roupa, hoje é dia de faxina.
– Ah não! – reclamou Leo.
– Ah sim! Vamos, vamos. – ela dizia batendo em nossas bundas até nós subirmos.
– Gente, temos vizinhos novos lembram? – falei com um sorriso malvado no rosto quando chegamos no corredor.
– É verdade! Nós nos dedicamos tanto pro show que esquecemos. – disse Percy.
– Qual vai ser o trote da vez? – perguntou Jason e eu sorri maleficamente.
Eu não tinha nada em mente, mas o que iria vir tinha que ser completamente novo e foda.
Katherine
Acordei com uma gritaria vinda da casa ao lado. Eu simplesmente odeio que me acordem, então queria sacar minha metralhadora e acabar com a vidas desses filhos da puta... Se eu tivesse uma.
Levante com a cara toda amassada e fui até janela ver o que estava acontecendo. Quando abri as cortinas, vi um menino loiro de samba canção verde dando a volta por trás da casa, então minha vista foi atrapalhada, pois ele entrou na casa.
– Ok, temos vizinhos loucos... – falei baixinho.
Sacudi um pouco a cabeça e entrei no banheiro, tomei banho e vesti um short preto e um top roxo, já que eu estava com um pouco de calor. Desci as escadas e vi o Jay e a Thalia vendo TV.
– Bom dia pissoas. – falei indo direto para cozinha.
– “Pissoas”? – perguntou Thalia.
– É oras! É legal falar assim. – respondi pegando água na geladeira.
– Menina esquisita. – disse ela.
– Menina chata! – rebati – Tem o que pra comer Jay?
– É...Eu, serve? – ele disse rindo.
– Nossa, te como todo dia – eu disse irônica – Cadê a pizza de ontem? – procurei os pedaços de pizza na geladeira.
– Eu comi. – disse Thalia.
– O que? Eu queria as pizzas! – falei já em seu lado
– Ninguém mandou acordar tarde. – disse ela pra me irritar.
– Vadia! – pulei em cima dela e a derrubei do sofá dando uma chave de braço nela. Claro que eu não era louca de dar uma chave de braço com força nela. Por mais que eu tenha um pouco de medo dela é legal fazer isso. Soltei seu braço depois de 1 minuto e ela levantou com dor.
– Piranha! – gritou ela e eu subi pro meu quarto sem dizer mais nada.
Vesti um casaco rosa, troquei o short curtinho que eu vestia para um jeans maior e calcei meus tênis azuis. Peguei meu Iphone e coloquei Do or Die do 3OH3! , peguei minha carteira e as chaves da minha linda Ducati roxa.
– Aonde você vai? – perguntou James quando me viu descendo as escadas.
– Comer né? A vadia ali comeu toda a comida da casa! – exclamei e ele riu.
– Só não demora muito – ele disse brincando
– Como se você se preocupasse – eu disse rindo e lhe dando um beijo na bochecha
– Sempre me preocupo – ele disse com um sorriso
– Que fofinho gente – disse apertando a bochecha dele – Toma conta dessa vagabunda pra ela não acabar com a água da casa também
Ela me deu língua e eu fiz o mesmo para depois saí pelos fundos pra pegar minha moto. Coloquei o capacete e subi nela, ligando-a e tirando-a da vaga. Saí por ai, procurando um lugar pra comer e depois de uns 5 minutos eu encontrei uma lanchonete a 2 km do colégio.
Parei a moto e entrei na lanchonete, ela era bem fofinha por ter um estilo dos anos 60 e vários enfeites de rock dessa década, mas o que me chamou atenção foram os discos de vinil na parede.
Sentei numa mesa e fui atendida. Pedi um suco de laranja com acerola e waffles. Minha comida chegou até que rápido, então comecei a comer, já que estava morrendo de fome.
– Oi. – disse alguém atrás de mim.
Nico
– Qual vai ser o trote da vez? – perguntou Jason e o Luke sorriu maleficamente. É, vai ser foda esse ano.
Como estamos aqui há dois anos e chega muita gente nessa região por causa do colégio, sempre fazemos trotes para dar as boas-vindas aos novatos. Sentamos no corredor e ficamos pensando, no final o Luke não tinha nenhum plano.
– Não consigo bolar nada de barriga vazia – falei levantando – Depois pensamos nisso, vamos comer.
Eles assentiram e descemos para a cozinha.
– Por que vocês ainda estão de cueca e pijama? – perguntou Sid com uma vassoura na mão.
– Vamos comer né, prima? – disse Leo abraçando a loira.
– Bom, se virem então, quatro e meia quero todos arrumando seus quartos. – ela disse de forma autoritária e se desvencilhando de Leo.
– Ok. – falamos em uníssono.
Fui até a geladeira e não tinha quase nada pra comer, além de pizza estragada, argh.
– Sid, você não fez compras? – gritei da cozinha, já que ela estava na sala.
– Vocês que vão fazer! Tenho trabalho da faculdade. – ela disse. Sid ainda não estava de férias como a gente.
– Vish... Ah foda-se – falei me virando para os meninos. – Vocês querem comida chinesa?
– Qualquer coisa pelo amor de Deus. – disse Leo se jogando no sofá.
– Demorou então, cadê o Percy? – perguntei.
– Está com saudades do seu novo namorado, di Angelo? — zombou Luke quando eu perguntei de Percy, fazendo-me lembrar do beijo que nós fomos obrigados a dar ontem.
– Claro, como ele todo dia – eu disse de forma irônica, mas fiquei um pouco vermelho quando ele disse aquilo.
– Com certeza você seria comido – disse Jason rindo e entrando na de Luke
– Sim, tenho super cara de passivo – eu disse revirando os olhos.
– Pior que tem – disse Sid passando por mim e indo para seu quarto, fazendo os idiotas rirem.
– Qual é! — gritei indignado – Vou mostrar pra vocês o passivo...
– Opa, eu não curto essa fruta, Nico – disse Leo rindo.
– Vão se foder! — gritei vermelho de raiva e vergonha – Vou pedir comida só pra mim então!
– Não! — eles disseram em uníssono.
– Ele disse que ia caçar uma lanchonete por ai. – respondeu Jason.
– Ah... Tá... Vocês não prestam – eu disse por fim – Vou pedir lá.
Peguei o celular e pedi o telefone de um restaurante chinês pra Sid. Ela me deu o número e depois de muitos séculos com os caras escolhendo o que queriam, eu fiz o pedido rapidamente. Senti-me junto aos meninos, que estavam vendo Hora de Aventura e fiquei esperando.
Depois de acabou o desenho, subimos para trocarmos de roupa. Fui o primeiro a descer e quando botei o pé no último degrau da escada, a campainha toca. Depois de quase 40 minutos esperando, morrendo de fome, sai correndo para pegar a comida.
– Olha o rango! – gritei após fechar a porta e os meninos desceram correndo já vestidos.
Coloquei as coisas na mesinha de centro antes que eu perdesse um braço com o alvoroço que eles fizeram. Cada um pegou sua caixinha e e ficamos em volta dela comendo e assistindo Supernatural.
– Alguma ideia para o trote? – perguntou Jason colocando o macarrão do yakisoba na boca.
– Ainda não. – respondeu Leo. A Sid chegou perto de nós e pegou um biscoito da sorte.
– Qual vai ser dessa vez? – perguntou ela abrindo o biscoitinho.
– Não sabemos, e por falar nisso, alguém sabe quem são os novos vizinhos? – perguntou Luke e nós negamos com a cabeça. – Só sei que tem uma garota muito gostosa.
– Como você sabe? — perguntou Jason arregalando os olhos.
– Ah, hoje de manhã eu...
– Bombas de cheiro! – disse Sidney de repente interrompendo a explicação de Luke.
Nós apenas nos entreolhamos e sorrimos maleficamente.
Annabeth
Acordei completamente quebrada e por incrível que pareça estava cedo, tipo, uma hora da tarde. Eu e minha mania de não conseguir dormir tanto como as meninas. Levantei e fui tomar um banho gelado para ver se meu corpo relaxava, já que estava completamente dolorido.
Durante o banho, fiquei pensando na melhor maneira de matar aquelas desgraçadas que me fizeram ficar com aquele menino ontem. Tudo bem que ele era gato e beijava muito bem, mas elas sabem perfeitamente que eu ODEIO ficar com alguém forçadamente.
Terminei o banho e vesti uma roupa qualquer. Como eu não estava com fome, fui até a sala de jogos tocar um pouco. Coloquei o volume do teclado no mínimo para não acordar as meninas só porque sou uma pessoa linda. Comecei a tocar notas aleatórias e comecei a cantar uma música que veio em minha mente.
Peguei uma folha e uma caneta rapidamente, que sempre ficavam perto do meu teclado, e comecei a anotar a música. Fiquei lá um tempão compondo. Olhei o relógio e eram quase quinze para ás cinco, e eu comecei a ficar com fome. Desci as escadas e vi Thalia e James vendo algum filme de terror.
– Qual filme? – perguntei atrás deles e eles deram um pulo do sofá.
– Está doida menina? – gritou Thalia no colo do Jay. Comecei a rir deles e ela me deu um peteleco no nariz.
– Sua vaca! – exclamei com a mão no nariz.
– HÁ! Bem feito. – dei língua pra ela e fui a cozinha comer após revirar os olhos.
Abri a dispensa e ela estava quase vazia, tinha apenas cereal Nescau Ball. Fui até a geladeira e estava no mesmo estado. Revirei os olhos, provavelmente essas gordas tinham acabado com a comida. Coloquei o cereal e o leite em uma tigelinha e sentei com os dois.
– Cadê as meninas? – perguntei olhando para Thalia, que pausou o filme e voltou seu olhar para mim, abrindo a boca para responder, mas foi interrompida.
– Nosso Deus vocês são escandalosas hein? – disse uma Piper no topo da escada – Segunda gritaria do dia.
– Mais uma acordou. – disse Jay rindo.
– A Mírian ainda está dormindo e a Kat foi comer. – respondeu Thalia depois da Piper ter nos interrompido.
– Normal. – respondi.
– Temos que fazer compras, meninas. – disse Jay.
– Ah hoje não... – resmungou ninguém mais ninguém menos que a Thalia.
– É cara, amanhã a gente vai, conseguimos sobreviver com miojo e Nescau Ball. – disse Piper.
– THIS. – eu disse balançando a colher. – Mas amanhã é domingo...
– O mercado abre de manhã e fica aberto até ás três. – disse Jay.
– Então fechou! Acho melhor acordamos a Mírian antes que ela se funda com a cama – disse Thalia e nós rimos.
Terminei de comer e deixei a tigela na pia para logo em seguida acompanhar as meninas na missão de acordar a Mírian.
Subimos para o quarto dela. Abrimos a porta e lá estava ela literalmente jogada na cama com Happy, seu gatinho branco de estimação, esticado entre suas pernas.
– Como vamos acordá-la? — perguntei baixinho.
– Do melhor jeito possível – disse Thalia sorrindo maleficamente.
Só sabia que nós poderíamos morrer com a ideia de Thalia.
Percy
Depois daquela confusão toda, nós resolvemos ir comer. Não tinha comida naquela casa, então falei com os meninos que eu ia para a lanchonete que eu sempre vou. Subi para o meu quarto e coloquei um calção de banho azul marinho e uma camisa branca, já que depois de comer eu iria a praia surfar um pouco. Peguei meu celular, minha carteira, uma toalha e as chaves da minha BMW azul marinha super foda e fui pegar a Sam.
Peguei Sam, minha prancha linda demais, que estava numa casinha que era um tipo de oficina do Leo, mas colocávamos algumas coisas lá. Coloquei a Sam no banco de trás e entrei no carro. Liguei o radio e coloquei Middle Finger do Cobra Starship. Fui para a lanchonete que era a 2 km do colégio, ela era muito da hora, eu vivia lá, pois era perto da praia e consequentemente todos lá me conheciam.
No caminho para a lanchonete, fiquei pensando sobre nossa derrota de ontem, daquelas meninas que eu julguei serem delicadas. Retiro completamente o que eu disse, pois estava super enganado.
Entrei na lanchonete e cumprimentei o povo. Falei com a Abby, a garçonete gostosa que sempre me atendia, o meu pedido e me sentei na cadeira em frente a bancada. Rodei na cadeira e apoiei meus cotovelos na bancada, vendo uma cabeleira ruiva conhecida sentada em uma mesa de costas para mim. Sim, era uma das Alphas.
Falei para Abby me servir na mesa onde Kat estava e caminhei até ela, parando atrás da garota.
– Oi! – eu disse e ela se virou.
– Oh! Você por aqui? – disse ela sorrindo amigavelmente.
– Posso sentar? – perguntei e ela assentiu – É, eu moro aqui perto.
– Hm, legal! Você mora aqui há quanto tempo?
– Dois anos, conheço a Flórida como a palma da minha mão. – eu disse mostrando minha mão e ela riu.
Passamos alguns minutos em silêncio até ela quebrá-lo.
– Então senhor “conheço a Flórida como a palma da minha mão” – ela disse fazendo aspas com a mão e depois soltou uma risada – , você sabe onde tenha algum lugar que tenha luta aqui por perto?
– Hmm... – botei a mão no queixo pensativo – Tem a academia que eu faço natação, Sander. Se eu não me engano lá tem muay thai, jiu-jitsu e karatê.
– Nossa tudo o que eu queria! – disse ela animada e eu ri.
– Me passa teu telefone, aí te ligo pra te passar os dados de lá. É melhor, já que não sei quando vou te ver de novo, né?
– É verdade! – ela disse.
Logo em seguida, Abby aparece com minha comida, então Kat pediu uma caneta para ela – que a olhou mortalmente, já que Abby sempre teve uma queda por mim — e anotou o celular dela em um guardanapo. Ela me entregou o papel e se levantou, a essa altura ela já havia terminado.
– Bom, já está na minha hora! Valeu, Percy. – disse ela sorrindo e acenando para mim.
– De nada, até mais. – eu disse retribuindo a acenada e o sorriso.
Assim que Kat saiu pela porta, Abby sentou onde outrora a ruiva estava sentada, com uma cara não muito amigável.
– Quem era a vadia? — ela perguntou apontando para a porta.
– Não fale assim dos outros, Abby – eu disse revirando os olhos – Nós não temos nada, não tem motivo para você ficar com ciúmes de toda garota que chega perto de mim.
– Mas eu gosto de você e você sabe disso! — ela exclamou com raiva.
– Eu já falei que o que nós tivemos foi passageiro.
– Eu não vou desistir de você, Percy – ela disse me encarando como se fosse me matar e se levantou, saindo de perto de mim.
Eu fui um idiota mesmo em ter levado-a para a cama, agora ela não sai mais do meu pé dizendo que gosta de mim e que não vai deixar nenhuma garota me roubar dela... Já não basta a Rachel, tenho que ter Abby como minha perseguidora.
Suspirei e comecei a comer minha comida. Assim que terminei, deixei o dinheiro na mesa e sai da lanchonete, indo direto para a praia.
Era apenas isso que eu precisava para relaxa: sol, areia e água.
Piper
Acordar a Mírian era tipo quase uma missão impossível. Teve um dia que o James quase chamou os médicos porque ela não acordava nem a pau. Poucas coisas faziam ela acordar. Thalia falou o que íamos fazer, então ela chegou perto da cama de Mika e tirou Happy de cima da morena, colocando-o em um pufe vermelho e branco, onde ele se aconchegou rapidamente e voltou a dormir;
– No “já” a gente sai correndo e pula em cima dela, ok? – disse Thalia e eu e Annie apenas assentimos.
–1... 2... 3... – contou Thalia se preparando para correr – JÁ!
Ela gritou e saiu correndo, porém como eu e a Annabeth temos bom senso, fingimos que fomos, mas ficamos paradas. A Thalia se jogou com tudo em cima da otome.
– AAAAAAAH QUE PORRA É ESSA? – gritou Mika.
– Bom dia otaku. – disse Thalia sorrindo em cima dela.
– Vai morrer! – gritou ela e a Thalia saiu correndo.
Demos passagem para as duas e já estávamos roxas de tanto rir. Elas passaram correndo pelas escadas e eu e Annie as seguimos até o primeiro andar. Thalia saiu pela porta dos fundos com a Mírian atrás dela. Thalia pode até correr muito por causa do futebol, mas a Mírian corre muito mais rápido com toda a certeza, já que ela pratica basquete. Ou seja, ia dar problema e foi uma má ideia de Thalia sair correndo.
Elas ficaram contornando a piscina até Mírian alcançar Thalia e pular em cima dela, fazendo as duas caírem na piscina. A essa altura, o Jay já tinha vindo ver o que estava acontecendo e começou a rir com as duas lá dentro.
– Sua louca! – gritou a punk.
– Bem feito! Ninguém mandou me acordar. — rebateu a otome.
– Ah, volta aqui! – Thalia nadou até Mírian e deu um caldo nela. Mírian emergiu e pulou em cima de Thalia, dando o troco.
– Oh, para aí! – disse James chegando perto delas.
As duas pararam e se encararam para logo depois darem um sorriso cúmplice e jogar água em James.
– Qual é! — ele reclamou e as duas começaram a rir.
Depois as duas saíram da piscina e iam entrar em casa, mas nós impedimos.
– O que...? – disse Thalia.
– Vocês não vão entrar. – eu disse autoritária.
– Vocês vão molhar a casa toda, e nós já a arrumamos na sexta. – disse Annabeth.
– Eu mereço entrar! — exclamou James – Eu não entrei na piscina
– Mas mesmo assim está molhado – eu disse.
Eles tentaram nos empurrar, mas empurramos os três de volta, molhando eu e a Annie. Não ligamos, até por que não foi muito.
– Calma gente! Eu vou pegar uma toalha para vocês – disse Annabeth entrando na casa. – Fique de olho neles, Pips.
– Pode deixar – eu disse cruzando os braços e virando para os três.
Eles reviraram os olhos e sentaram no chão com caras de tédio.
– Vocês me meteram nessa! Tudo culpa da doidice de vocês – dizia James fingindo estar mal humorado. Nós todas sabemos muito bem que James não é de ligar para essas coisas.
– Ninguém mandou chegar perto – disse Mika dando de ombros e deitando no chão.
Depois de alguns minutos, Annabeth voltou com três toalhas e as jogou em cima deles, fazendo-os reclamar. Falei para eles deitarem nas espreguiçadeiras para elas secarem ao Sol e que só iam entrar quando estivessem secos.
– Se vocês entrarem antes, vão limpar a casa sozinhos da próxima vez – ameaçou Annabeth e pela cara deles, tenho certeza que eles não ousariam entrar lá molhados.
Apenas ri com a cara dos desmiolados e entrei dentro de casa junto com a Annie.
Deitei no sofá e fiquei vendo TV. Aquela tarde me parecia que ia ser bem entediante.
Jason
Quando a Sidney disse aquilo disparamos para a oficina do Leo. Ouvimos alguns gritos da casa das vítimas, mas estávamos tão concentrados no plano que nem ligamos.
Entramos lá e o Leo começou a preparar as bombinhas de cheiro. Imaginamos que a casa deles fosse parecida com a nossa a julgar pelo tamanho, então fizemos 10 bombas no total, uma para cada cômodo da casa.
– Peguem tudo de fedorento que vocês acharem pela casa – disse Leo
Eu e os meninos nos dividimos e saímos pela casa. Fui para a cozinha e tinha leite estragado e pizza de duas semanas atrás. Quase vomitei, não sei como o Nico aguentou abrir aquilo hoje de manhã.
Passaram-se uns vinte minutos e nos reunimos novamente na oficina. Nós tínhamos pegado um pouco de tudo, das meias usadas de Luke até inseticida.
– Agora me deixem trabalhar. – disse o moreno todo concentrado.
– Boa sorte, mano. – falou Luke e nós deixamos a oficina.
Entramos em casa e nos organizamos para usarmos o banheiro, como sempre. Após o banho, coloquei uma bermuda cinza e desci para a sala, onde os meninos já estavam lá. Decidimos que íamos ver algum filme de terror, então eles “Espelhos do medo”.
– Vou fazer pipoca. – falei indo pra cozinha – Com que milho...? – sussurrei pra mim mesmo quando cheguei lá.
Revirei tudo, nossa cozinha estava praticamente vazia, apenas com algumas comidas saudáveis que só Sid comia. Por fim, achei dois pacotes de pipoca de micro-ondas sabor queijo.
Elas estavam ali porque o único que come esse sabor de pipoca é Leo, o resto de nós acha meio ruim, mas como não tinha mais nada, teria que ser isso mesmo.
– Se matem. – falei chegando perto deles com dois baldes de pipoca, mas quando falei isso eles deram um pulo do sofá e eu comecei a rir com o susto deles.
– Quer morrer Jason? – gritou Nico.
– Cala a boca di Ângelo. – falei rindo.
Ele mostrou o dedo do meio e eu sentei entre ele e o Luke.
– Eca, pipoca de queijo – disse o loiro enchendo a mão com a pipoca e colocando na boca – Não sei como Leo gosta disso.
– Então porque está comendo? — perguntou Nico rindo
– Prefiro comer isso a morrer de fome – disse o loiro se ajeitando no sofá.
Então Luke apertou o play do controle, já que ele havia pausado o filme após o susto, e o filme voltou a passar. Já estava escuro e o Percy ainda não tinha chegado e já devia ser umas sete da noite.
– Cadê o Percy hein? – perguntou Sidney entrando na sala e pegando pipoca. – Amo essa pipoca.
– É, acho que gostar de pipoca de queijo vem da família Valdez – zombei rindo e Sid me deu um tapa na cabeça.
– Pipoca de queijo é divina! — ela disse pegando mais um pouco. – Mas então, sabem do Percy? Liguei para ele e o infeliz não atende nem a pau.
– Ele deve ter ido surfar depois do lanche. – disse Nico.
Uns cinco minutos depois o dito cujo chega com o cabelo e as roupas molhadas segurando uma toalha. Ele nos cumprimentou rapidamente e subiu, provavelmente para tomar um banho e tirar o sal e a areia do corpo.
– Consegui! – disse Leo entrando em casa com um sorriso de vitória e orgulho.
É, acho que vamos nos divertir bastante com esse trote.
Mírian
Ah, aquela punk demoníaca me paga! Depois de ter que mofar no sol das cinco da tarde, pois a loirinha mandona mandou, James, Thalia e eu entramos e subimos para os nossos quartos. Eu já estava preocupada com o Happy, meu gato de estimação. Ele é branquinho com os olhos azuis e mais preguiçoso que eu, Kat e Thalia juntas. Eu queria pintar ele de azul pra ficar igual o anime, Fairy Tail, mas as meninas não deixaram falando que ele poderia morrer se ficasse lambendo a tinta do corpo.
Entrei no meu quarto, ele estava dormindo em um dos meus trocentos pufes, o vermelho e branco. Pelo visto ele já se acostumou com essas loucas arrumando confusão. Acariciei sua cabeça e coloquei comida e água pra ele em seus devidos potinhos. Peguei minhas roupas intimas, uma blusa vermelha escrito “Bazinga” e uma saia preta. Entrei no banheiro e tomei um banho rápido.
Vesti-me rapidamente e desci as escadas, sentindo cada vez mais forte um delicioso cheiro de pizza. Cheguei na sala e lá estava ela: uma deliciosa pizza de pepperoni querendo ser comida todinha. Sentei-me à mesa e devorei um pedaço da pizza. Nossa mesa era redonda e tinha um circulo giratório no meio, que facilitava muito as coisas.
– Cadê a ruiva? – perguntei dando falta dela.
– Ela saiu tem mais de uma hora. – respondeu Thalia.
– Já está escuro gente. Vamos ligar pra ela. – disse Annie em um tom preocupado.
Quando a loira pegou o celular, uma ruiva aparece na porta com alguma coisinha em seus braços.
– O que é isso? – perguntou Piper.
– Bom, eu estava andando no shopping... – começou Kat, mas Thalia a interrompeu.
– A gente quer sabe o que é isso e não onde você conseguiu!
– Nossa... – dissemos em uníssono.
– Vão se fuder! Se eu quiser contar, eu vou contar! – disse ela batendo o pé – Bom, eu estava no shopping e vi um pet shop do lado enquanto eu saia. Conclusão: entrei lá, o vi, me apaixonei e comprei.
Ela estendeu os braços mostrando um filhotinho de Husky siberiano. Assim como eu, a Kat é neurótica com animais, por ela teríamos uma pantera ou um jaguar dentro de casa. As meninas foram até lá e ficaram naquele momento ataque de fofura.
– Kawaii Desu* – falei acariciando o bichinho que lambeu minha mão, fazendo-me ter um ataque.
– Já escolheu o nome? – perguntou Piper e ela apenas negou com a cabeça.
– Coloca Plue! Pra combinar com o Happy, igual no anime! – eu disse animada querendo pegar o bichinho, mas Kat não ia deixar com certeza.
– Plue? Ah, gostei. – disse ela com um sorriso.
– Vou lá pegar o Happy para dar as boas-vindas ao mais novo membro da casa! — eu disse e subi as escadas.
Peguei Happy, que ainda estava dormindo no pufe, e o aconcheguei em meus braços. Chegando na sala, todas estavam sentadas em volta de Plue brincando com ele.
Happy sempre fora muito amistoso, então ele se deu bem com o filhotinho. Ficamos lá brincando com o Plue e o Happy e depois fomos terminar de comer. Estava passando “Cartas para Julieta” e como Piper ama esse filme com todas as forças, fomos vê-lo.
Depois que o filme preferido de Piper acabou, um dos meus filmes preferidos começou, Pequena Miss Sunshine, então eu as obriguei a verem o filme comigo.
Conclusão, ficamos vendo TV até onze horas da noite. Depois disso, todo mundo subiu pra dormir, estávamos realmente exaustas e ainda mais que iriamos fazer compras amanhã. Apenas vesti meu pijama e capotei na cama com o Happy em minhas pernas.
Leo
Depois de ter ficado algumas horas preparando aquelas bombas de cheiro, eu finalmente terminei. Foi foda demais fazer aquelas bombas, mas vai valer a pena tenho certeza.
– Consegui! – eu disse entrando na casa.
– Opa! Vamos colocar nosso plano em ação? – disse Luke.
– Primeiro temos que planejar um, cabeção! – disse Nico.
– Planejar o que? – disse Percy descendo as escadas.
– Nosso trote, ora. – disse Jason.
– Já resolveram o que vamos fazer?
– Bombas de cheiro. – eu disse sorrido vitorioso e mostrando uma das bombinhas.
Sentamos no chão da sala e começamos a pensar.
– Já sei! – disse Nico – Damos um jeito de entrar lá quando eles saírem de casa.
– Mas ai vamos ter que ficar de plantão. – questionou Luke.
– Sim, mas não tem outro jeito.
– Então fechou! – eu disse levantando – Acordamos cedo e ficamos de tocaia.
– Elas realmente funcionam, né? — perguntou Jason analisando a bomba com medo de tocá-la.
– Diga-me uma coisa que eu fiz que não funcionou – eu disse convencido e ele revirou os olhos.
– É, tem razão – ele disse por fim – Mas por favor, deixa esse troço longe de mim!
– Tá, tá! — eu disse levantando.
– Leo, toma um banho pelo amor de Deus! Você está fedendo. – disse Luke.
– Ah e você queria o que? Que eu cheirasse a rosas depois de mexer naquela porcaria toda? – eu disse revirando os olhos.
– Sabe, não seria má ideia. – ele riu.
– Vá à merda! – eu mostrei o dedo do meio e subi.
Fiquei no chuveiro até aquela inhaca sair toda do meu corpo, o que demorou bastante. Durante o banho, fiquei imaginando como seria o nosso trote, a cara das vítimas e tudo mais. Esses pensamentos só me deixavam mais excitado com o plano. Depois de muito tempo, sai do banheiro, vesti uma bermuda azul e desci.
– Gente, hoje não era dia de faxina? – quando desci o útimo degrau os quatro voaram em cima de mim tampando minha boca.
– Cala a porra da boca Valdez! Sua prima está muito concentrada no trabalho da faculdade. – disse Luke.
– É bom ela esquecer esse negócio de faxina. – disse Nico ameaçadoramente.
– Então você fique pianinho* se não... – começou Percy.
(* “Pianinho” = caladinho)
– Vai limpar a casa sozinho. – completou Jason.
Tentei falar alguma coisa, mas a mão de Jason em minha boca impedia isso. Quando eu assenti com a cabeça, ele me largou e eu pude falar.
– Tudo bem... – falei levantando as mãos. – Vamos repassar o plano
Então assim fizemos, aperfeiçoamos nosso plano para o dia seguinte e fizemos algumas mudanças nele. Tudo tinha que sair perfeito, tudo tinha que dar certo. Quando terminamos, voltamos a ver o filme de terror que os meninos tinham colocado.
Já eram onze horas da noite e ainda estávamos vendo filme de terror até que...
– Amanhã vocês não escapam. – sussurrou Sidney atrás da gente, fazendo cinco marmanjos pular de medo no chão.
Ela começou a rir histericamente.
– Faxina e compras, sem falta, amanhã! Agora para caminha todos vocês. – ela disse e eu fui o primeiro a subir, deixando os outros vendo o filme.
Eu estava bastante cansado, então assim que vi minha doce e amada cama, capotei nela. Demorei alguns minutos para dormir, isso pela ansiedade do trote de amanhã. Repassei o plano mais uma vez para ver se ele não tinha falhas e assim que terminei, adormeci com um sorriso.
O dia seguinte prometia... Ah se prometia!
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