Alphas X Betas - Amor X Ódio
4 “T” de “tá na hora da treta!”
Notas iniciais

Capítulo 4 – “T” de “tá na hora da treta!”
Anteriormente em Alphas x Betas – Amor x Ódio:
“– Vai chover porcos! Thalia Grace foi a primeira a acordar! – disse ele rindo após olhar para mim.”
“– Gente, temos vizinhos novos lembram? – falei com um sorriso malvado no rosto quando chegamos no corredor.”
“– Qual vai ser o trote da vez? – perguntou Jason e eu sorri maleficamente.”
“– Bombas de cheiro! – disse Sidney de repente interrompendo a explicação de Luke.”
“Só sabia que nós poderíamos morrer com a ideia de Thalia.”
“– Peguem tudo de fedorento que vocês acharem pela casa – disse Leo”
“É, acho que vamos nos divertir bastante com esse trote.”
“– Leo, toma um banho pelo amor de Deus! Você está fedendo. – disse Luke.”
“O dia seguinte prometia... Ah se prometia!”
Thalia
– Acorda pra cuspir mulherada! Bora deixar de preguiça! Anda, anda! – disse James naquele maldito megafone.
Uma das piores coisas que o Jay pode fazer é nos acordar com aquele troço do demônio. Sério, aquele bagulho não é de Deus, ainda mais quando ele coloca aquelas musiquinhas irritantes que vêm “embutidas” no megafone. Ele assina a própria sentença de morte quando inventa de usar aquilo para nos acordar.
Levantei contrariada, querendo matá-lo, vale a pena lembrar, e sai do quarto, vendo que as meninas também saíram, ao mesmo tempo que eu. As caras delas estavam super engraçadas, mas duvidava de que a minha estivesse melhor, então não tirei sarro de nenhuma delas.
Assim que saímos, nos deparamos com um James de cueca boxer, o que era super normal para nós, digo isso porque intimidade é uma merda, no meio do corredor segurando o megafone branco e sorrindo inocentemente para nós.
Nos nós entreolhamos e o atacamos ao mesmo tempo. É simplesmente maravilhosa essa conexão mental que nós temos, não precisamos dizer nada para saber o que a outra estava pensando. Bem, isso na maioria das vezes. Kat derrubou ele no chão com um golpe de judô e pulamos em cima do coitado.
– MONTINHO! – gritei. Eu fui a primeira a pular, logo veio Mírian, Kat, Piper e por último Annabeth.
– Há, muito engraçado. – disse ele em sarcasmo.
– Ninguém mandou acordar cinco garotas tão cedo, Aye! – disse Mírian provavelmente com um sorriso no rosto.
– Mas são nove horas. – ele disse fazendo uma careta.
– Pra mim ainda é cedo. – disse Kat.
– Vocês “podriam” sair de cima de mim?
– “Podriam”? – falei com uma cara de “Whatafuck”.
– “Podrendo” ou não “podrendo”... – disse Piper fazendo uma pausa – Não iremos sair.
– Vou apelar então! – ele disse e começou a fazer cócegas na primeira que estava em cima dele, que para o meu puta azar, era eu.
– PARA DEMÔNIO! – gritei tentando não rir – Sai gente, sai, sai! Eu vou morrer. – eu disse entre os risos.
Cócegas. Definitivamente não é uma coisa de Deus. Podemos estar rindo por fora, mas estamos morrendo por dentro. E quando eu recebo cócegas, começo a me debater toda e a chutar tudo o que tem pela frente.
Elas começaram a rir, e depois de alguns segundos de tortura, (que pareceram séculos), elas saíram de cima de mim. Eu queria matar as desgraçadas por ficarem tanto tempo em cima de mim, mas não pude fazer isso porque elas desceram correndo para a sala. Sem contar que a ogra da Kat estava do lado delas.
– O que tem pra comer? – ouvi Mírian perguntar enquanto eu descia as escadas com James atrás de mim, vendo-a olhando dentro da geladeira enquanto as outras procuravam comida nos armários e na dispensa.
– Pizza de ontem, Nescau Ball e... – ele fez uma pausa como se estivesse pensando – Pizza de ontem e Nescau Ball. – respondeu James puxando um dos bancos embaixo da bancada e sentando-se.
Entreolhamo-nos e a Kat gritou:
– THIS IS SPARTA! – e saiu correndo pra onde Mírian estava para poder garantir seu pedaço de pizza. As outras meninas e eu saímos correndo atrás delas e tive a sorte de conseguir um pedaço.
– VITÓRIA! – gritou ela vitoriosa rindo igual a uma maníaca sedenta por sangue.
A Annie e a Piper ficaram sem pizza e tiveram que comer Nescau Ball. Mírian, Kat e eu esquentamos os pedaços de pizza no microondas enquanto as outras colocavam o cereal puro em suas respectivas tigelas. Senti um pouco de pena delas por terem que comer cereal puro, pois não tinha leite, mas esse sentimento passou rápido assim que o microondas apitou e eu coloquei o pedaço de pizza em minha boca.
As meninas pegaram seus pratos e sentaram na nossa mesa redonda de jantar, cada uma em seu respectivo. Caminhei em direção a minha cadeira, comendo a delícia da pizza, claro.
– Cara, pizza do dia anterior é a melhor! – disse Mírian de boca cheia.
– Com certeza – Kat e eu concordamos enquanto Annie e Piper nos encaravam mortalmente.
– Não vai comer não? – perguntou Annabeth olhando para James sentado no sofá passando os canais.
– Você acha que eu sou idiota? Já comi minha fatia de pizza há séculos – ele disse rindo.
– PARA AGORA! – gritaram Piper, Mírian e Kat olhando para a TV.
– Volta, desgraçado, tá passando South Park! – exclamou Piper.
– South Park? – eu disse virando para a TV, já que estava de costas para ela e James. – Pode colocar nessa merda!
Nós quatro tínhamos um amor enorme por aquele programa estupidamente ridículo. Annabeth já era a do contra e detestava o modo como eles abordavam as coisas e para James o programa era indiferente.
Não sei como eles conseguem não gostar de um desenho tão “fodamente fodástico”. Mas okay, gosto é igual cu, cada um tem o seu.
– Quando acabar esse episódio, nós vamos ao mercado, okay? Só avisando – disse James largando o controle no sofá e indo para o andar de cima, provavelmente para trocar de roupa.
– Gente, vocês “podriam” me deixar aqui né? – disse Kat apoiando a cabeça na mesa em cima de seus braços cruzados. Ela, Mírian e eu já havíamos terminado de comer, estávamos apenas esperando Piper e Annie.
– Ah claro! “podre” ficar, mas vai arrumar a casa sozinha. – sorriu Annabeth sadicamente e depois comeu mais um pouco do cereal, ainda com o olhar sádico para Kat.
– O que eu tenho que comprar mesmo? – disse ela levantando a cabeça rapidamente e nós rimos.
O episódio de South Park acabou e ficamos mal porque sabíamos que James e Annabeth não iriam deixar a gente assistir o próximo episódio. Então deixamos a louça na pia e subimos rapidamente para trocar de roupa.
Arranquei a primeira roupa que vi no meu guarda roupa e a coloquei rapidamente, para logo depois ir ao banheiro fazer minha higiene e arrumar a juba que eu chamo de cabelo. Pronta, peguei as chaves do meu Corvette preto e desci as escadas, encontrando Mírian, Annie e Kat nos esperando impacientemente.
– Nós vamos a um mercado, não a um baile! – gritou Kat irritada para os dois que ainda não tinha descido. Apenas ri e me larguei no sofá.
– Santo Deus, que preguiça – eu disse após me aconchegar perfeitamente naquela divindade de sofá que nós tínhamos.
– Nem fala... – disse Kat cruzando os braços impaciente.
Ouvi passos na escada e a ruiva reclamando da demora de James e Piper. Eles sempre eram os últimos a ficarem prontos, isso quando Kat não resolvia se arrumar toda para algo. Tenho pena do namorado dessas duas, ficarão esperando-as para sair por pelo menos uma hora.
– Vamos? – disse James ignorando o que a ruiva falava com as chaves de sua Ferrari cinza
– Odeio vocês! – exclamou Kat com um bico, nos fazendo rir.
– Também te odiamos, Kat-chan – disse Mírian rindo e bagunçando os cabelos pintados dela. Kat era a mais baixinha e a mais nova de todas nós, então era divertido tratá-la como uma criança.
– Vamos antes que o supermercado feche – disse Annie com seu pessimismo quase sempre presente.
Dividimo-nos no meu Corvette preto e na Ferrari cinza de James, já que nós eramos os únicos a possuirmos carros. Kat tinha sua moto, mas né? Não dava para ir com ela até o nosso destino. Eu, Mírian e Kat fomos em meu carro enquanto os outros foram no de James.
O moreno saiu primeiro com o carro e eu apenas o segui, já que não sabia o caminho até o local.
Luke
Acordei com aquele bando de patetas em cima de mim. O motivo? É porque o meu quarto é um dos que dá pra ver a casa do lado. E por que justo o meu? Porque, naquele infeliz dia, eu fui o último a acordar.
– Dá para os patetas saírem de cima de mim? – eu disse com raiva vendo Nico e Leo pulando em cima de mim como se fossem duas crianças.
– Claro! Você é o primeiro a ficar de plantão. – sorriu Nico pulando no chão, sendo acompanhado pelo Valdez.
– Ah qual é! – reclamei.
– Isso mesmo loiro de farmácia, pé na estrada. – disse Leo rindo, provavelmente da cara não muito boa que eu estava.
– Porra, vocês são foda, hein?! – levantei jogando minhas cobertas no chão – Posso pelo menos tomar café?
– Que mané café, meu filho, você acha mesmo que a gente tem comida? – disse Nico encarando-me.
– Puta merda, não fizemos compras... – eu disse batendo em minha própria testa ao lembrar que estávamos vivendo de fast food nesses dias – Que horas são?
– Oito e meia. – Percy disse entrando no quarto com um binóculos na mão e entregando-o a minha pessoa, mas nem me dei o trabalho de pegar o objeto.
– Ah vão se foder! Vocês têm a coragem de me acordar ás oito e meia de um domingo? Estão de brincadeira com a minha cara, né? – eu reclamei, revoltando-me com o horário que aqueles mal comidos tinham me acordado
– Não Luke – a voz de Jason soou pelo corredor e logo o viado deu as caras –, nunca falamos mais sério em todas as nossas vidas.– ele falava tentando parecer sério, coisa que era muito difícil de se ver vindo do outro loiro. – Nosso trote especial, lembra?
– Ah, que se foda essa merda de trote! Eu quero dormir! – resmunguei
– Para de palhaçada, Luke! Nós temos coisas para fazer depois desse trote de vocês – gritou Sid de algum canto obscuro de nossa casa, já que ela não estava no quarto.
Provavelmente estava acompanhando toda a nossa discussão há séculos. Apenas bufei e caminhei em direção ao Percy.
– Me dá essa porra aqui! – eu disse e ele me entregou o binóculo – Vocês não vão se trocarem não? Ou pretendem entrar de cueca e pijamas na casa deles?
Se eu não tivesse falado, eles provavelmente entrariam mesmo na casa deles vestidos daquele jeito, pois eles disseram um longo “Aaaaah, é mesmo!” e cada um foi para o seu quarto, sem antes de me “desejar boa sorte” com tapinhas na cabeça. Arrumei-me também, colocando a roupa de tradição para os trotes e voltei para meu posto.
Fiquei lá sem fazer porra nenhuma durante uma hora e meia. Estava tão entediado que estava quase contando quantas folhas tinha na árvore que separava nossas casas.
– Ei, patetas! – eu disse no walk-talk e após alguns segundos eles apareceram. – Estou aqui há mais de uma hora, quem é o próximo?
– Eu vou. – disse Nico pegando o binóculos da minha mão. Quando eu sai da janela e ele olhou através dela , uma Ferrari cinza e um Corvette preto saíram da garagem. – Eles saíram! Eles saíram! Go, go cambada! Viu Luke? Tudo dando certo no MEU turno. – gabou-se com um sorriso vitorioso.
– Cala a boca di Ângelo. – eu falei dando um tapa na cabeça dele.
– Vamos colocar nosso plano em ação ou não? – disse Jason quando viu que Nico iria revidar e colocou-se entre nós dois.
– É pra já! – disse Percy animado.
– Plano T em ação! – disse Leo com o mesmo entusiasmo. Como eles conseguiam estar assim tendo acordado cedo pra caralho?
– Plano T? “T” de trote? – perguntei confuso.
– Não! “T” de “tá na hora da treta”! – disse Leo e começamos a rir. Ele sempre tinha os nomes mais estranhos e bem bolados para os nossos planos.
Então pegamos tudo que precisávamos e descemos as escadas rapidamente, vendo Sid preparando o almoço. Falamos com ela que o plano seria posto em ação naquele momento e ela logo pegou o walk-talk da mão de Leo e subiu as escadas para ficar de vigia enquanto entramos lá.
Plano “Tá na hora de treta” em ação!
Katherine
Nós estávamos sem comida desde sexta, que foi o dia do show e pode crer, não dá pra viver de Nescau Ball a vida inteira... A menos que começamos a fazer fotossíntese, mas já que isso não pode ser feito, temos que comprar comida mesmo. Comer é umas das divindades da vida, mas consegui-la é chato, cansativo e dá uma puta preguiça... Fazer o que né?
Depois de alguns minutos, nós finalmente chegamos ao supermercado e ficamos na entrada do recinto esperando alguma coisa que eu não sei o que era.
– Então, vamos fazer o que? – perguntei espreguiçando-me. Estava toda quebrada e com sono, apenas queria minha cama naquele momento.
– Compras, quem sabe? – disse Thalia em sarcasmo.
– Não, você jura punk? Não sabia! Achei que a gente ia vir para ver unicórnios dançando de sutiã e calcinha! – retruquei de maneira irônica.
Eles ficaram encarando-me como se eu fosse uma louca, talvez eu fosse, e depois caíram na gargalhada com o que eu tinha dito. Apenas revirei os olhos e cruzei os braços.
– Qual é! Eu estou com sono, deem um desconto! – eu disse olhando-os com cara de tédio e eles continuaram a rir – Ah, vão se fuder, suas vadias e seu puto!
Vocês devem estar se perguntando:“Se elas são tão amigas, por que vivem brigando?” Cara, eu A-M-O implicar com elas, principalmente com a Thalia e a Mírian e as duas AMAM me encher também; e vamos combinar, eu prefiro brigar, xingar, bater e implicar do que fazer igual àquelas meninas falsas que ficam de blá blá blá ridículo do tipo: “Ai amiga eu te amo tanto!” ou “Ai sua linda! Você é a melhor!”. Ah, me poupe, vai ser falsa assim lá no cu do inferno!
– Bom, vamos dividir assim: – começou Annabeth olhando para o seu caderninho, onde continham as coisas que teríamos que comprar. – Kat e Mírian, vocês pegam as coisas da geladeira...
– Sim, senhor capitão! – eu disse batendo continência pra ela e a Mika fez o mesmo.
– Engraçadinhas... – disse ela, revirando os olhos. – Piper e James, vocês pegam as frutas, verduras e legumes. Thalia e eu pegamos então o resto das coisas.
Ela arrancou as folhas de seu bloquinho, entregando as respectivas listas. Mírian pegou o papel da mão da loira e fomos pegar um carrinho para colocar as compras. Nos separamos assim que cada dupla pegou um carrinho e fomos em direção àquelas “geladeiras” enormes que tem em supermercado que dá vontade de ficar na frente uma eternidade de tão refrescante que é. Chegamos perto de uma das “geladeiras” e a Mírian foi correndo atrás de...
– DANONINHO! – gritou ela pegando o iogurte nas mãos e começando a pular igual uma criança pedindo Danoninho para os pais.
– Ei, otome, cresc... – interrompi-me quando vi uma das coisas mais maravilhosas que criaram – YAKULT! – eu gritei correndo em direção à bebida dos deuses.
Quantos anos nós temos? Quando estamos juntas, nossa idade mental cai para, no mínimo, 8 anos.
– Quem é que precisa crescer agora? – debochou a morena agarrada ao seu precioso Danoninho.
– Hm... Deixa eu pensar... – eu disse botando a mão livre no queixo de forma pensativa – Ainda é você! – sorri de volta.
– Baka!*– disse ela me dando língua. Estão vendo? Idade mental cai muito!
Dei língua pra ela de volta e fomos pegar as coisas da lista que Annie deu pra gente (devo acrescentar que o meu Yakult e o Danoninho da Mírian não estavam na lista, ou seja, uma loira irá nos matar). Depois de uns 15 minutos, terminamos tudo e fomos nos encontrar perto dos carrinhos, onde combinamos de nos encontrar após terminarmos. Nós fomos as primeiras a terminar, depois Pips e Jay chegaram e depois de uns 10 minutos Thalia e Annie.
– Está tudo aqui? – perguntou Annabeth olhando nossos carrinhos e parando seu olhar no meu e de Mírian – Que merda é essa?
– Poxa Annie-chan, só são Dananinhos e Yakults! – disse Mírian tentando parecer fofa.
– Tudo bem ser Dananinho e Yakult, mas precisa ser tantos? Nunca que vocês vão conseguir terminar essas 6 embalagens antes do prazo de validade – ela disse nos encarando desafiadoramente.
– Isso é um desafio? – eu disse semicerrando os olhos e chegando perto dela junto de Mírian.
– Desafio aceito! – disse Mírian
– Gente, nós não temos tanto dinheiro assim! Jay fez as contas para dar para comprar o necessário, não podemos levar coisas a mais – argumentou a loira.
– Coloca para pagar mês que vem! Nossos pais nem vão ligar – eu disse.
– Creio que dê pra levar o que elas querem, não tire o doce das crianças, Annie – disse James sorrindo e bagunçando os cabelos cacheados da loira, que ficou irritada e revirou os olhos.
– Tá, tudo bem! Mas só porque o Jay disse que pode – ela disse empurrou o carrinho para um dos caixas.
– TPM? – perguntei a Piper, que era a mais chegada a Annie de todas nós.
– TPM – ela disse rindo e eu apenas assenti.
Fomos todos para o caixa que Annie estava e começamos a colocar as coisas na esteira.
– Ei gente, sabem quem eu encontrei ontem na lanchonete? – eu de repente, chamando a atenção de todos.
– Ainda não tenho bola de cristal Kat. – implicou Mírian
– Vá merda! – retruquei – Vocês tiraram o dia pra implicar comigo né?
– Quem você encontrou, ruiva? – perguntou Jay ignorando totalmente o que eu tinha falado. Apenas revirei os olhos e respondi:
– Perseu Jackson... O tecladista dos Betas...
– Aquele gato? O que ele está fazendo por essas bandas? – perguntou Piper encarando-me.
– Não faço a mínima ideia – respondi. – Talvez ele more aqui perto ou sei lá.
– Bom, foda-se... O que me importo agora é que finalmente teremos comida descente! – Thalia disse em seu habitual “mau humor”, porém abraçada a um pote enorme de Nutella.
Estão vendo? Oito anos!
Nico
Já estávamos começando a por nosso plano em ação. Assim que saímos de casa, pulamos o muro que separava as nossas casas, que por um acaso não era tão alto. O mais engraçado é que nós cinco estávamos com calças camufladas, camisa preta, coturno e dois riscos pretos em nossas bochechas. Sempre vestíamos isso quando iríamos fazer um trote, já era tradição dos Betas.
Fomos para a parte de trás da casa e “Nossa”, muito foda! Eles tinham uma churrasqueira, velho! Uma churrasqueira! Meu sonho de consumo era ter uma churrasqueira em nossa casa e não uma portátil que era uma merda.
Mas pra fazê-la, era necessário dinheiro e espaço, coisa que não tínhamos. Nossos pais são ricos, mas mesmo assim mandam a contia máxima para nós sobrevivermos em um mês. Claro que ás vezes pedíamos um pouco mais para fazer uma festa ou algo assim, mas sem o consentimento deles, claro.
Voltando ao plano... Fui pra porta e tentei abri-la. Como era uma rua apenas com “repúblicas” não era muito difícil encontrar uma casa que não tenha a porta dos fundos destrancada ou até mesmo quebrada.
– Está trancado – eu disse virando-me para eles.
– Sai da frente cabeção, deixa com o papai aqui. – disse Luke empurrando-me e agachando-se na altura da fechadura.
– Ai papai! – zoou Percy nos fazendo rir.
– Calem a boca! – advertiu Jason me apreensivo. Ele sempre ficava assim quando fazíamos algum trote... Ser o “senhor certinho” era o cargo dele.
Ficamos calados e em poucos segundos, Luke abriu a porta com um grampo de cabelo e um clipes de papel dobrado.
– Que gay, você anda com um grampo de cabelo! – impliquei.
– Mas não foi eu que beijei um cara, né? – ele rebateu com um sorriso vitorioso.
É, daquilo não dava pra ganhar. Olhei para Percy ao mesmo tempo que ele olhou para mim. Apenas desviamos os olhares meio corados enquanto Leo mandou nós pararmos com a viadagem. Revirei os olhos, cruzei os braços e quando eu ia revidar, Jason nos interrompeu.
– Dá para vocês pararem? Temos pouco tempo! – disse ele, mas de repente um cachorro miúdo apareceu latindo aos nossos pés.
– Ei! – eu disse me agachando e acariciando a cabeça dele. Olhei sua coleira e estava escrito Plue. Ele era muito fofinho. Ele começou a dar cabeçadas em minha mão e em meu joelho – Quem é o garotão? – disse afinando a voz. É impossível “falar” com um animal ou um bebê sem afinar a voz... Até os caras mais machos não conseguem deixar de fazer isso.
– Ok, você acabou de destruir sua masculinidade – disse Luke em deboche – Para de brincar moleque! – ele me deu um tapa na cabeça quando viu que eu estava ignorando-o e que não iria levantar.
– Ai está bem! – respondi levantando e acariciando onde o idiota tinha acertado.
– O plano é o seguinte: cada um pega duas bombas, abre uma porta e joga lá dentro o mais rápido possível – disse Leo e nós assentimos.
Cada um pegou duas bombas e Percy, Jason e eu subimos. Tinham sete portas no corredor em que nos encontrávamos, abrimo-las e jogamos as bombas lá dentro do modo como Leo nos instruiu. Ainda estava sobrando um quarto lá em cima, então pedi a Luke para subir até lá com mais uma bomba . Ele subiu rapidamente e jogou-a no quarto que estava faltando. Descemos rápido e as outras bombas já estavam devidamente postas.
– Eles chegaram! – gritou Sid no walk-talk.
– Fodeu! – disse Percy e nós saímos correndo para a porta dos fundos por onde entramos.
Conseguimos sair da casa sem sermos vistos, acredito eu, e pulamos o muro de volta.
– Nossa! Adrenalina correndo solta! – disse Leo encostado ao muro respirando pesadamente. Estávamos praticamente jogados na grama da lateral de nossa casa.
Concordamos e ficamos sentados nos recuperando um pouco desse choque de adrenalina. Quando estávamos melhores, o que demorou apenas alguns segundos, entramos em casa. Leo pegou o Notebook, conectou todas as bombas direitinho e...
“POW”
Annabeth
Graças a Deus nossas compras não demoraram mais de meia hora. Mesmo comprando muita coisa, com a divisão é sempre mais rápido e prático. James pagou as compras e voltamos para casa rapidamente, já não via a hora de voltar a ler meu precioso livro.
Ao chegarmos,ouvimos o Plue latindo dentro de casa e estranhamos um pouco, porém entramos e Kat foi logo pegando-o para ver se tinha acontecido algo a ele. Assim que entramos em casa, escutamos um estouro e um cheiro horrível invadiu a casa toda. Saímos pela porta da frente, tossindo e com as mãos nos narizes.
– Meu Deus, o Happy! – gritou Mírian correndo de volta pra casa e saindo minutos depois com Happy em mãos.
– Graças a Deus que peguei o Plue antes... Que cheiro horrível! – disse Kat após recuperar-se da crise de tosse.
– Mas que porra é essa? – gritou Thalia ainda tossindo um pouco.
Então, vimos cinco meninos saindo da casa ao lado com roupas iguais e rindo como se não houvesse amanhã, mas quando olharam pra nós os sorrisos se desfizeram rapidamente.
– Opa... – disse o moreno de olhos negros, que eu havia esquecido o nome, com uma cara do tipo “Fodeu”.
– Mas que caralho é esse? – disse Kat entregando seu cachorro a mim e indo na direção deles, pronta para socá-los.
– É... Bem vindas á vizinhança? – disse o loiro mais novo forçando um sorriso simpático.
– Vocês têm merda na cabeça? – gritou Piper completamente irada.
– Que isso garotas, foi só um trote de boas vindas! – disse o outro loiro, acho que o nome dele é Luke, com um sorriso cafajeste.
– Que mané trote de boas vindas! – retrucou Mírian com raiva também.
– Kat, Thalia. – eu disse calmamente.
Não havia falado nada até agora, só observava a reação daqueles idiotas, mas a cada vez que eles falavam a raiva começava a aumentar, sem contar que a porra da TPM tá foda esses dias, me deixando sem paciência com facilidade.
– Que é? – disseram elas virando-se pra mim, vermelhas de raiva. Elas estavam cara a cara com os meninos.
– Acabem com eles. – eu disse finalmente, e elas atacaram.
Eles tentaram fugir, mas a Kat pegou o loiro mais novo e o derrubou com um golpe de karatê. Thalia agarrou o moreno de olhos negros e derrubou ele também, logo em seguida Kat derrubou Luke e Percy (esses eram os únicos que eu lembrava o nome, fazer o que né?), um com uma rasteira e o outro com um golpe por cima das costas.
– Por que será que eu sinto que foi você quem fez isso? – perguntou Thalia para o de cabelos cacheados.
Ele tentou fugir, mas Kat apareceu atrás dele.
– Aonde você pensa que vai querido? – disse ela um sorriso sádico realmente assustador.
Nem vi o que elas fizeram, mas logo ele foi ao chão junto de seus amigos. Não esperava menos delas.
– Ninguém mandou se meterem com a gente! – disse Piper perto deles, que gemiam de dor.
– Anda, levantem! – eu disse, estendendo a mão para Percy.
Foi bom ver aqueles idiotas sendo derrotados por duas garotas, mas não podíamos deixá-los ali jogados se queríamos saber porque diabos eles fizeram aquela merda.
Percy
Caralho mano! Fodeu gostoso para nós! Fomos burros em achar que eram meninos. Geralmente não viam muitas meninas para essas bandas e as que vinham, dividiam a casa com garotos, então é a primeira vez que vemos uma casa composta, pela maioria, de meninas.
Mano, aquela ruiva é muito foda, que isso! Ela conseguiu derrubar Luke e eu quase na mesma hora! Nenhum de nós dois teve a chance de se defender ou até mesmo sair correndo.
– Anda, levantem. – disse a loira, oferecendo a mão para mim.
Peguei em sua mão e ela me puxou para cima, ajudando-me a levantar. Ela olhou para suas amigas, esperando que elas fizessem o mesmo com os meninos, mas nenhuma das quatro movimentou um músculo. Enquanto isso, o cara que estava com elas, estava observando a cena com um gato e um cachorro em mãos, tentando conter o riso.
Deu pra ver que os manés estavam doloridos, pois ainda estavam no chão tentando se recuperar da queda. Eu também estava dolorido, mas não me incluo na categoria manés, ok?
– Vamos, meninas – disse a loira (sim, eu tinha esquecido o nome dela) – Ajudem os idiotas.
– Eu me recuso – disse a Kat e a morena, que ajudou a ruiva a nos derrubar. Enquanto isso as outras apenas confirmavam com a cabeça o que as duas disseram.
– Andem logo! – a loira explodiu, deixando todos assustados. Ela não parecia estourar rápido.
Então elas reviraram os olhos e cada uma foi ajudar um dos meninos. Nico e Luke ficaram com medo de Kat e da morena, mas logo cederam quando elas reclamaram para eles aceitarem logo a ajuda.
– Me expliquem, por que fizeram isso? – perguntou a loirinha, agora mais calma.
– É tradição fazermos trotes com os novatos daqui da rua. – respondi no mesmo tom e tentei abrir um sorriso simpático, mas o olhar de Kat estava me assustando, então preferi ficar na minha.
– Nossa casa está podre! – exclamou Kat morrendo de raiva.
– Ei ruivinha, vai sair daqui a algumas horas. – disse Leo, tentando acalmá-la, de longe, é claro.
– Acho bom, senão vocês vão ser ver comigo. – ameaçou ela erguendo o punho para perto do rosto dele.
Depois disso, elas reuniram-se perto do cara moreno com os animais, provavelmente o empresário delas, que estava fazendo uma ligação.
– E ai, funcionou? – disse Sidney saindo da casa e quando deparou-se com o moreno, sua expressão mudou de alegre para raiva. – Você? – perguntou ela incrédula.
– Eu que o diga! Deixe-me adivinhar, a ideia foi toda sua! – exclamou ele entregando o celular para a loirinha e vindo peitar com a Sidney
– Ah se eu soubesse que você morava nessa casa, com certeza teria pensado em algo muito pior. – rebateu ela entredentes.
– Então admite que foi você?! Vai fazer o que mais? Transformar-nos em sapos com sua magia de bruxa? – provocou ele.
– Ora seu... – ela disse com raiva e foi para cima dele, porém Leo rapidamente segurou em sua cintura.
Então eles ficaram lá discutindo, enquanto Leo tentava fazer com que sua louca prima não cometesse um homicídio ali mesmo, até que uma van chegou e uns caras com máscaras entraram na casa delas.
– Quem são eles? – perguntei para elas.
– Uns amigos do James, especializados em coisas tóxicas – respondeu a loira com o celular em mãos.
Um cara sem máscara ficou do lado de fora conversando com ela enquanto nós todos fomos sentar no meio fio da casa elas para esperarmos não sei o que. Sid e o cara tinham parado de brigar e ele logo se juntou a conversa entre a loira e o cara da van.
– Vocês tem sorte da gente não denunciar vocês por invasão de domicílio! – disse a morena de olhos avermelhados com o gato branco no colo. Se elas fizessem isso fodeu para nós.
Depois de uns vinte minutos os caras saíram e foram falar com o cara que estava com a loira.
– Querem a notícia boa ou a ruim?
“Vish”, agora é que a casa caiu.
Piper
Assim que o cara saiu de nossa casa, tratei de levantar do meio fio e ir ver o que ele tinha a dizer para Annie, já que ela estava um pouco afastada de nós. Pela minha visão periférica, vi que o moreno de olhos verdes havia me seguido.
– Querem a notícia boa ou a ruim? – disse o cara para Annie.
– As duas, de uma vez, por favor. – respondeu ela nervosa.
– Bem, o estrago não foi tão grande, porém vocês terão que ficar fora de casa até o cheiro passar. Não é toxico, mas creio que vocês não vão querer ficar em um lugar com aquele cheiro por algum tempo. O cheiro deve passar daqui duas semanas ou mais, não dá pra saber com exatidão. Vocês podem ir na casa periodicamente e ver se já dar pra voltar ou não. Bem, tenham um bom dia. – disse ele, e foi embora com os outros caras.
Annie virou-se para o garoto ao meu lado sorrindo, e eu sabia o que viria a seguir.
– Sabe... – disse ela calma – ISSO É CULPA DE VOCÊS! – explodiu e todos os garotos olharam para ela com medo.
As meninas e James levantaram-se, vindo em nossa direção, enquanto os meninos continuavam sentados, provavelmente com medo de terem suas cabeças arrancadas pela loira de TPM.
– Relaxa Annie. – eu disse, colocando uma mão em seu ombro, tentando acalmá-la.
– O que o cara disse? – perguntou James
– Nós temos que ficar fora por duas semanas ou mais. – disse ela, controlando-se para não voar no pescoço do moreno de olhos verdes.
– Isso não é problema, podemos ficar em um hotel. – sugeriu Kat.
– É... Não podemos não. – disse Jay meio receoso – O dinheiro que nós tínhamos foi quase todo para as compras de hoje, e os pais de vocês já me avisaram que não vão mandar mais, pois vocês estão gastando muito e eles falaram pra vocês nem tentarem ligar pra eles.
– Viu? Eu sabia que não deveríamos ter comprado Yakult e Dananinho em excesso! – exclamou Annie voltando a ficar com raiva.
– Ei, não coloque a culpa na gente! – disseram Mírian e Kat em uníssono.
– Não as culpe, Annie... Além do mais, comprando ou não, não daria para pagar um hotel para nós seis.
– Porra! – exclamou Thalia revoltada.
Ela se sentou no chão e fizemos o mesmo. Tínhamos que dar um jeito nesse pequeno grande problema. Depois de alguns segundos pensando, os meninos chegaram perto e único deles que estava com nós, explicou tudo a eles.
– Já sei! Jay, o colégio não tem quartos? – perguntou Annie esperançosa.
– Sim, para quem quiser morar lá e pros alunos de intercâmbio, por quê?
– Liga para lá e vê se tem quartos sobrando. – é por isso que amamos a Annie, ela sempre consegue achar um jeito de nos tirar de enrascadas.
Ele se levantou e se afastou um pouco de nós para ligar para o colégio. Ficamos lá sentadas, brincando com o Plue e com o Happy, esperando Jay terminar a ligação. Depois de uns dez minutos ele voltou.
– E ai? – perguntou Kat.
– Então meninas... – disse ele com a mão atrás da cabeça. Pronto, fodeu. – Estão todos ocupados.
Jason
Mano,, mano, o que a gente faz agora? Acabamos de empestear a casa das meninas que acabaram com a gente na competição, e ainda por cima o bagulho foi tão potente que elas vão ter que morar fora por um tempo!
– Eu consigo viver com uma máscara pelo resto da vida. – disse a ruiva levantando a mão. Elas já estavam todas de pé.
– Ruiva, não vai dar; se o cara falou que temos que ficar fora até o cheiro sair, então temos que sair. E eu não vou aguentar aquela porqueira lá dentro. O pior é que não temos nenhum parente que mora aqui, putz. – disse a loira cobrindo os olhos em desapontamento.
– Reunião Betas! – disse Percy, e nós formamos uma rodinha longe das meninas. – Gente, a culpa é nossa, então acho que temos que tomar uma providência.
– Vamos pagar o hotel pra elas... Simples – disse Nico dando de ombros.
– E ficar sem dinheiro? Está fora de cogitação. – disse Luke rapidamente.
– Bem, eu pensei em deixá-las morando na nossa casa até o cheiro passar. – disse Percy, e olhamos para ele em negação.
– Não vou dividir o mesmo teto com aquela máquina demoníaca ruiva! – disse Nico sacudindo as mãos e a cabeça em negação.
– Eu me recuso a respirar o mesmo ar que aquele idiota! – exclamou Sidney irritada.
– O idiota tem nome? – perguntei.
– James – ela disse com repugnância na voz.
– Sou só eu que não lembro o nome de quase nenhuma delas? – perguntou Nico.
– Achei que só eu que tinha a memória péssima – riu Luke concordando com Nico. E depois descobrimos que nenhum de nós se lembrava do nome delas, pelo menos não de todas.
– Mas voltando... Não temos espaço. – disse Leo, provavelmente tentando arrumar um motivo para elas não irem para nossa casa, porque espaço nós tínhamos de sobra.
– Eu acho uma boa ideia, ter cinco meninas, super gatas e gostosas morando com a gente. – disse Luke com um sorriso malicioso.
– A gente dá um jeito com o problema de espaço, mas acho justo nós deixarmo-las ficarem conosco esse período. – eu disse, fazendo Nico e Sid bufarem. – Vai ser bom para esses ai se resolverem, também.
– Então está resolvido. – disse Percy juntando as mãos de maneira animada.
Demos uma olhada nelas antes de nos virarmos para ir até elas. A cara que elas estavam fazendo de confusão era um tanto cômica, principalmente de Mírian (a única que eu tinha gravado o nome por ser completamente louca). Então caminhamos na direção delas e Percy começou:
– Então meninas, acho que podemos resolver o problema de vocês.
– E qual seria, gênio? – disse a morena de olhos azuis, que me parecia um tanto familiar, com os braços cruzados.
– Vocês podem morar com a gente o tempo que precisarem.
– Oi? Não vou dividir o meu ar com esse ai. – disse a ruiva apontando para o Nico.
– Ei! Vá a merda! – ele retrucou e ambos começaram a discutir. Meu Deus, esse povo não cresce não?
– É o mínimo que podemos fazer. – disse Percy. – Até como pedido de desculpas. Nós reconhecemos que o trote foi meio... Pesado.
– Alphas, reunião! – disse a loira e elas se afastaram.
Mírian
Então né, temos uma casa fedorenta, três garotas irada, dois animais fofos e cinco meninos lindos oferecendo a casa deles para nós. Eu acho que nossa casa deveria ser “atacada” mais vezes por cinco meninos lindos e gostosos... Só acho.
Nós nos reunimos em uma rodinha afastada, mas claro, depois de termos que arrastar a Kat pra longe do moreno de olhos negros, que estava discutindo com ele até agora.
– O que a gente faz agora? – disse Annie preocupada.
– Morar com eles eu me recuso! Ainda mais com a bruxa da empresária deles. – disse Jay cruzando os braços.
– Estamos juntos, irmão. – disseram Kat e Thalia, tocando na mão dele.
– Sinceramente eu não vejo outro jeito... A não ser que vocês queiram morar debaixo da ponto, esse é o único jeito. – disse Piper.
– E ainda podemos planejar uma vingançazinha,, Aye! – eu disse com um sorriso sádico e os três do contra começaram a se interessar.
– Vingança... Me gusta disso... – disse Thalia com um sorriso malvado nos lábios. Eu acho, que de nós todas, Thalia, Kat e eu somos as mais vingativas.
– Então “fechou”? – perguntou Annabeth e nós assentimos. – Qual o nome da empresária deles mesmo?
– Sidney... – respondeu Jay com uma cara de nojo e nós rimos.
– Pra falar a verdade, eu não lembro do nome de quase nenhum deles – eu disse rindo – O único que eu lembro é o Jason.
– Bem, é bom saber que eu não sou a única – disse Annabeth suspirando aliviada.
Depois que todas falaram que não lembravam do nome da maioria deles, nós rimos e caminhamos em direção a eles para aceitar a proposta.
– Betas, vamos aceitar a proposta de vocês. – disse Annie, chegando perto deles e eles sorriram, (menos o de cabelos enrolados, o moreno de olhos negros e a empresária biruta deles).
– Que bom que vocês aceitaram. – disse o loiro, que eu não lembrava o nome, com um sorriso safado nos lábios. Já vi que vai rolar merda..
– Sem gracinhas, ouviram? – ameaçou Kat e eles concordaram com a cabeça rapidamente. Essa ruiva mete medo em qualquer um.
– Bom, vamos arrumar nossas malas... Temos que encarar o fedor por um tempinhos, meninas, então peguem apenas o necessário. Vocês podem levar as nossas compras para dentro, já que não vamos poder levá-las para casa. – disse nossa loirinha autoritária. Os meninos assentiram. – Thalia, Jay, abram as malas dos carros.
– Cuidado com o meu bebê – ela disse ameaçadoramente abrindo o porta-malas com o controle. James fez o mesmo e eles foram em direção aos carros, mas não antes de ouvirem o que Piper tinha a dizer.
– Vocês têm máscaras? – perguntou ela e o de cabelos de molas assentiu.
Muito estranho ele ter isso em casa, mas como eu pensei e tenho certeza que a Kat concorda, temos vizinhos loucos. Ele encaminhou-se para os fundos da casa rapidamente e depois e alguns minutos, ele voltou com seis máscaras, entregando-as para cada um de nós.
– Arigatou. – eu disse e ele me olhou com uma cara engraçada. Os meninos me olharam como se eu fosse um ET. Todos me olham com essa cara quando eu falo em japonês, que saco hein?
– Ela disse “obrigada” – traduziu Thalia.
As meninas e James agradeceram também e as colocamos antes de entrarmos dentro de casa. Subimos correndo e cada um foi para o seu devido quarto. Peguei uma das minhas malas que ficava embaixo da minha cama e comecei a tacar tudo que achei importante. Peguei outra mala e comecei a organizar os meus mangás mais importantes, principalmente de Kuroko no Basket, Monster, Defense Devil, Magi e Shingeki no Kyojin, que eram os meus preferidos e eu tinha certeza que leria.
Coloquei a ração do Happy que estava no potinho em um saco e joguei a água no banheiro, guardando as coisas dele em uma mala a parte. Ele havia ficado, junto com Plue, com os meninos. Assim que terminei, saí do quarto.
Tive que “fazer duas viagens”, pois não conseguiria carregar três malas sozinha, então rapidamente fiz isso, encontrando as meninas já na rua.
– A gente vai passar umas semanas, não um ano – disse Thalia zombando.
– Suas duas malas dão quatro das minhas! – exclamei – Sem contar que uma delas só tem mangás.
– Você é louca – riu Kat.
Dei língua para elas e entreguei a mala com as coisas do Happy para Jay, que estava apenas com uma mala, e sai puxando as outras duas em direção a casa dos meninos.
Leo
Aquela menina é muito engraçada, mas ela me assusta com aqueles olhos vermelhos, e é um tanto esquisita. Enquanto elas arrumavam as coisas, nós fomos colocando as compras que elas haviam acabado de fazer para dentro de nossa casa. Pelo menos isso nos poupou ter que ir ao mercado.
Quando terminamos, ficamos esperando elas na calçada. Elas estavam demorando tanto que ficamos sentados na calçada, deixando minha bunda quadrada. Depois de quase quarenta minutos, elas resolveram aparecer.
– Até que enfim, hein? – disse Luke levantando.
– E você acha que é fácil arrumar as coisas naquela podridão? – retrucou a morena de olhos azuis.
– Ui, desculpa ai morena. – disse ele com as mãos levantadas em rendição.
Ajudamo-las com as malas, menos aquela ruiva monstruosa, que se recusou completamente. Falamos para elas deixarem as malas na sala para podermos mostrar a casa a elas. Fizemos um pequeno tour pela casa rapidamente e elas quase morreram quando notaram que havia apenas dois banheiros (sem contar com a suíte da Sid, mas duvido que ela deixe as meninas usá-lo).
– Co-como nós vamos sobreviver? – gaguejou a morena de olhos caleidoscópios. Muito doido as cores dos olhos dessas meninas.
– Se virem! – disse Sidney com um sorriso. As bocas delas formavam perfeitos “O”.
– Bem, eu acho que cabem três colchões na sala de jogos e no sofá-cama cabem três ou se vocês preferirem a sala, bem vocês que sabem. – disse Percy.
– Sala. – disse as duas morenas de olhos estranhos e a loira.
– Sala de jogos. – disse a ruiva, James e Thalia (a única que eu lembrava o nome).
– Achei que vocês quisessem ficar juntas... Mas podem se separar também. – disse Percy – Nós deixamos as compras na cozinha, depois a Sid acerta com vocês, já que ela quem controla nosso dinheiro.
– Demorou – disse a ruiva.
– Desculpa falar, mas é que nós não lembramos o nome de vocês – disse a loira meio sem graça.
Os meninos e eu nos entreolhamos e vi pelo olhar deles que estavam agradecendo pelo que ela tinha fala, assim como eu. Desse modo poderíamos “ descobrir” os nomes delas sem termos que falar nada.
Então nos apresentamos novamente e eu tentei ficar guardando o nomes delas olhando-as fixamente. Eu não sou muito bom em guardar nomes, então a gente faz o que pode.
Após as reapresentações, a ruiva, que se chamava Katherine olhou pra Thalia e as duas sorriram maleficamente.
– VIDEO GAME! – gritaram e subiram as escadas correndo.
– Ah, não vão não! Eu é que vou! – gritou Nico indo atrás delas.
Nisso, todos subiram pra ver a provável briga que ia rolar entre ele e a ruiva. Cheguei lá por último e eles já estavam brigando pela manete do PS3.
– Eu vou jogar! – disse Nico feito uma criança.
– O bom é que eles estão brigando por um vídeo-game que nem é deles... – comentou Jason, já que eles estavam disputando o console do loiro. – Só não quebrem meu precioso, crianças.
– Mas eu sou hóspede, tenho direito! – disse ela ignorando completamente o que Jason havia dito. Pelo visto a Thalia nem quis se meter na guerra deles.
– Por que vocês não jogam juntos? – sugeriu Luke com uma cara de tédio para os dois.
– Eu necessito jogar God of War! – disse Katherine.
– E eu qualquer coisa para ela não mexer no vídeo game. – disse Nico e ela o olhou mortalmente.
– Mesmo o vídeo-game não sendo seu... – comentou Jason novamente como quem não quer nada.
– Além do mais, vídeo game não é coisa de garotas. – disse Nico com um sorriso maléfico para a ruiva.
– Ah é? – ela disse arqueando uma sobrancelha e ele assentiu mudando seu sorriso para vitorioso. Provavelmente sua intenção era provocá-la.
– Opa, opa, opa, vamos fazer uma competição pra ver quem fica com o vídeo game, então. – intervi antes que eles começassem outra briga.
– “Demorou” – disse Nico.
– “Já é!” – disse ela.
Não só sentia, mas como tinha certeza de que aquilo não iria dar certo.
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