Alphas X Betas - Amor X Ódio

18 Brigas, brigas e mais... Brigas - Parte I


Notas iniciais
Olá amores e amoras! Como prometido, capítulo novinho pra vocês Tive que dividir, pois não ia dar conta de reescrever tudo a tempo Espero que gostem! LEIAM AS NOTAS FINAIS ♥ Ghost Kisses ~Marceline

Capítulo 18: Brigas, brigas e mais... Brigas — Parte I

Thalia

— SAI LOGO DESSE QUARTO THALIA! – gritou Piper batendo incessantemente na porta o meu quarto.

Eu queria matá-la naquele momento.

— NÃO! EU TO PARECENDO... VOCÊ! – exclamei.

Tudo bem que a jaqueta vermelha e o salto vermelho eram a minha cara, mas o resto... Não, eu não poderia aparecer assim na escola. Eu tinha uma reputação a manter, não é mesmo?

— VAMOS THALIA! – Mírian se juntou à Piper na porta do meu quarto e em meio a bateção, consegui ouvir a campainha tocando.

— VAI ABRIR JAMES!! – gritaram as quatro do lado de fora do meu quarto. Annabeth e Kat não tinha se pronunciado, mas tinha certeza que estavam rindo muito da minha cara.

Tudo ficou quieto por um momento, até Kat finalmente se pronunciar.

— Seu par chegou, Thalia. Acho melhor você ir logo antes que James dê uma de “pai superprotetor” como ele sempre faz...

Revirei os olhos e respirei fundo saindo do quarto. Elas deram um gritinho e falaram que eu estava linda, maravilhosa e a Kat soltou:

— Se eu fosse bi, te pegava agora e de jeito.

Todas nós começamos a rir. Annie disse pra tirarmos fotos para registrar aquele momento histórico que era me ver com uma roupa que não fosse preta. Acabamos que tiramos várias, elas alegando que precisavam esfregar na minha cara mais tarde o dia que “Thalia Grace se vestiu como menininha”. Com um revirar de olhos, me despedi delas, mas nós íamos nos ver logo então... Ah foda-se.

Desci as escadas com o coração acelerado. Eu realmente não curtia esses bailes, mas eu tinha um cara super gato e gostoso me acompanhando, então espero que valha a pena. Tinha que valer a pena.

— Uau... – Jake disse assim que me viu, a boca levemente aberta. Ele também estava bastante elegante, com um terno cinza escuro e gravata vermelha combinando.

— Sem olhar muito – disse James me tampando e eu revirei os olhos.

— Valeu pela proteção, papai, mas eu preciso ir – eu falei saindo de trás dele e lhe dando um beijo na bochecha.

Ele retribuiu o beijo, mais demorado que o necessário, e fuzilou Jake, que estava muito fofo com aquele terno. Sua máscara estava na sua mão, branca e simples. Saímos de casa conversando sobre o baile e fomos caminhando até o carro dele. Teria sido tudo perfeito se não tivéssemos nos deparado com uma cena bem nojenta: Luke encostado no carro engolindo Drew. Sério, esse povo não se toca não?

— Você tá linda... – disse Jake no meu ouvido, me fazendo parar de encarar Luke e Drew.

— Ah... Obrigada, você também – sorri sem jeito e encarei eles novamente de relance – Ér... Jake, você se importa de ficar aqui um pouquinho? – perguntei ajeitando sua gravata.

Ele pousou suas mãos na minha cintura e se apoiou no seu Maserati preto, me levando junto, fazendo nossos corpos colidirem.

— Claro, princesa – ele sorriu.

Tive que controlar meu punho pra não voar na cara dele.

— Não me chama de princesa... – falei meio grossa e ameaçadora, mas depois voltei a minha falsa delicadeza – Por favor.

Olhei de soslaio pra Luke e Drew e juro que vi o Luke me olhando enquanto a beijava. Voltei meus olhos rapidamente para Jake e ele me beijou. Fiquei surpresa, mas acabei correspondendo o beijo. Não sabia se ele tinha reparado em Luke e Drew, mas claramente não neguei o beijo por motivos de... Não sei.

Seus lábios eram macios e tinham gosto de chocolate com morango. Nosso beijo foi calmo no início, mas tenho que admitir que eu abri os olhos e olhei para Luke, que também me encarava, ainda beijando Drew. Seus olhos não diziam nada que eu pudesse identificar naquele momento, ao passo que os meus também. Ficamos nos encarando até Jake nós separar e sorri pra mim.

— Uau... – ele comentou e apertou ainda mais minha cintura.

— É... Uau – eu disse passando a mão nos cabelos – Comeu chocolate com morango? Sua boca ta com gosto – perguntei colocando um sorriso falso no meu rosto e ele riu assentindo.

— Oi Thalia! Mason... – disse uma voz ao nosso lado e reconheci imediatamente. Luke.

Olhamos para o lado e Luke estava me encarando feio, como se eu tivesse acabado de fazer uma coisa errada, enquanto Drew me olhava com desprezo agarrada no braço dele. Olhei pra Jake e ele fuzilava Luke com os olhos. Luke passou seu olhar de mim para Jake, o encarando tão feio quanto o outro.

— Oi Castellan! Puta... – eu disse e sorri cinicamente. Drew me olhou mortalmente e eu dei de ombros – Acho melhor irmos, senão vamos perder a festa, né?

O silêncio caiu por alguns segundos, os olhares de todos nós falando mais que qualquer palavra poderia dizer. Eu não estava entendo Luke, muito menos entendendo as minhas ações. Deveria ter ido logo embora assim que o vi se agarrando com aquelazinha.

Eles assentiram devagar depois de um tempo e entramos nos nossos respectivos carros. Eu olhava fixamente para o carro da frente, onde Luke dava mais um beijo desentupidor de pia em Drew. Suspirei pesadamente, qual é o meu problema?

— Vamos? – perguntou Jake no meu ouvido e me deu um selinho fofo quando eu virei o rosto.

— Sim! – sorri – Amei o carro.

— Gosta de carros? – ele disse já dirigindo e eu assenti.

Ficamos conversando até chegarmos no colégio. Ele ia me dar mais um beijo antes de sair do carro, mas eu recusei. Porque só tinha graça beijar Jake quando Luke estava olhando?

Saímos do carro e colocamos as máscaras. Meu estômago deu uma revira volta. Eu estava realmente nervosa, era meu primeiro baile. Pra falar a verdade eu nunca fui em nenhum porque ninguém nunca me convidava. E eu odiava ficar tão nervosa assim, ainda mais por uma coisa tão idiota quanto um baile.

Tiramos uma foto antes de entrar no ginásio e eu disse pra Jake que ia encontrar as meninas do time de futebol. Ele assentiu e me deu um selinho antes que eu saísse de perto dele. Andei até encontrar Clarisse e as outras meninas, que estavam todas lindas e mascaradas. Cumprimentei todas e ficamos conversando até eu ser puxada pelo braço por alguém.

— Epaaa – falei me virando e dando de cara com Drew – O que você quer piriguete? Abandonou a esquina? Ouvi dizer que a essa hora é que dá mais dinheiro.

— Escuta aqui, sua punkzinha sem sal... O Luke é meu e só meu! Você não vai tirá-lo de mim – ela disse apontando o dedo na minha cara.

Dei um tapa na sua mão e eu apontei o dedo na cara daquela desgraçada.

— Eu estou pouco me fodendo para o Luke, garota. Foda-se ele! Mas te digo uma coisa: ele só tá com você pra te comer – eu disse irritada – E se eu quiser ficar com ele eu fico e você não vai me impedir de nada não, sua piranha desgraçada.

Não deu outra, ela me deu um tapa na cara.

— Não acredito que você fez isso, você vai pagar, sua puta de quinta! – gritei e avancei em cima dela lhe dando um belo soco na cara.

Saímos no tapa. Eu dava socos e chutes nela e ela puxava meus cabelos. Acabamos caindo no chão e ela ficou por cima me dando um soco na boca. Senti algo escorrer e vi que era sangue. Queria dizer que eu era uma pessoa pacífica e que não me envolvia em brigas ou batia nas pessoas...

Mas eu definitivamente não era assim.

E aquele soco na boca só me deu mais raiva e forças de vontade pra acabar com aquela desgraçada.

— VADIA! – gritei e inverti as posições, distribuindo vários socos na cara de rato dela.

— Agora tirem a roupa! – disse alguém menino ninfomaníaco que eu não reconheci a voz.

— Cala a boca filho da puta! – gritei e voltei a bater em Drew.

Eu ia continuar batendo nela se alguém não tivesse me pegado pela cintura e me tirado de cima dela. Me debati nos braços da pessoa, quase arrancando sua pele com as unhas. Eu tinha que botar aquela desgraçada no lugar dela.

Talvez eu fosse uma pessoa minimamente descontrolada.

Luke

Serei sincero com vocês, meu povo. Quando eu não sou sincero, não é mesmo?

Enfim.

Eu tinha simplesmente amado a cara da Thalia quando ela me viu beijando Drew, sério mesmo. Mas tenho que admitir que não gostei nem um pouco de vê-la beijando o idiota do Mason. Se ela soubesse o que eu sabia... Como ela pode fazer isso?

Depois de eu ver que Thalia estava olhando pra mim e pra Drew no carro, não me controlei em provocá-la mais ainda, dando um beijo em Drew. Assim que eu vi o carro do Mason saindo, larguei Drew, que reclamou um pouco e se insinuou para que transássemos ali mesmo. Apenas neguei, dizendo que iriamos chegar atrasados e arranquei com o carro em direção a escola.

Teve aquela palhaçada de foto que todo ano tem e blá blá blá. Larguei Drew em qualquer canto e fui encontrar os meninos do time. Sei que não é legal tratar uma garota assim, mas eu sabia que mais cedo ou mais tarde ela que iria me largar. Antes ela doq ue eu.

Estávamos conversando de boa, eles tinham levado Big Apple escondido em umas garrafas e estávamos bebendo com refrigerante para ninguém desconfiar, óbvio. A coisa mais fácil do mundo era levar bebida para aquele lugar.

— Luke, Luke! – gritou alguém acima da música e logo reconheci a voz. Era Clarisse.

— Que foi? – perguntei franzindo o cenho, curioso com o chamado. Na maior parte do tempo Clarisse me odeia e só me chama de Castellan.

— Sua namorada está brigando com a Thalia. – ela disse ofegante e eu arregalei os olhos.

O que diabos essas meninas estavam fazendo? Se bem que briga de mulheres é bem interessante...

Larguei os meninos e meu copo pra lá, acompanhando Clarisse que praticamente empurrava todos para que saíssem da frente. Chegamos lá e Thalia estava em cima de Drew, distribuindo socos na cara dela. Os rostos das duas sangravam e Drew já estava sem sua máscara, enquanto a de Thalia continuava em seu rosto, mas estava quebrada e a parte rachada estava entrando na pele dela.

— Agora tirem as roupas! – eu gritei e a Thalia me mandou calar a boca.

Revirei os olhos e tirei rapidamente Thalia de cima de Drew.

— ME LARGA DEIXA EU ACABAR COM ESSA VADIA DOS INFERNOS! – ela gritava e se esperneava.

Rachel chegou logo em seguida, ajudando Drew a se levantar e levando-a para algum outro lugar. Algum cara se aproximou para ajudar as duas e depois perdi os três de vista, concentrando minhas forças no capeta que estava segurando. Eu segurava Thalia pela cintura e ela continuava se esperneando, quase arrancando minha pele com as unhas. Aquilo doeu pra uma porra, mas tinha que ignorar a dor e fazê-la parar. Coloquei-a no meu ombro e a levei pra um lugar mais afastado, enquanto ela me dava socos nas costas.

— ME LARGA, CASTELLAN – ela gritou, mas eu já tinha chegado ao meu destino. O banheiro masculino.

Coloquei-a no chão e tranquei a porta. Fiquei impressionado por ele não ter quebrado o salto ou não ter vacilado quando a coloquei no chão.

— Me deixa sair! – ela berrou batendo o pé no chão e eu revirei os olhos.

— Relaxa, não vou fazer nada – eu disse a encarando.

— Então por que trancou a porta? – ela perguntou desconfiada, nem um pouco calma, mas pelo menos com a voz mais controlada.

— Vou cuidar de você e isso é pra você não fugir de mim – eu disse e andei até a porta.

Abri a porta e tirei a chave.

— Fica ai, vou pegar um kit de primeiros socorros... – eu disse e sai do banheiro trancando a porta logo em seguida.

Corri para a enfermaria e como não tinha ninguém, a porta estava trancada. Aquilo não era um problema, nunca foi. Peguei um grampo que eu tirei do cabelo de Thalia sem ela perceber e abri a porta, pegando o kit e saindo logo em seguida.

Cheguei ao banheiro e Thalia estava sentada na pia balançando os pés e olhando para o chão.

— Voltei – anunciei assim que entrei e ela me encarou de maneira fria e sarcástica.

— Ah jura? – ela disse, sua expressão agora passando para um tédio infinito.

— Juro – eu disse revirando os olhos e indo cuidar dela – Porque não tirou a máscara?

— Porque tá doendo e eu to com medo de piorar – ela respondeu. Agora sim ela estava mais calma.

— Ok, eu vou tirar e passar remédio.

Ela assentiu, então encarei aquilo como uma permissão. Aproximei-me dela e tentei tirar a máscara, mas ela reclamava todo hora que estava doendo, então peguei uma tesoura e recortei a bendita da melhor maneira que pude.

— Vai comprar outra pra mim – ela resmungou me olhando e eu revirei os olhos rindo. Só ela mesmo.

— Ok, sua chata – concordei e voltei a me concentrar na máscara.

Depois de muito tempo tentando, consegui recortar a máscara. Peguei uma pinça no kit e avisei para Thalia que aquilo ia doer, que ela podia me apertar se quisesse. Quando tentei puxar o pedacinho que estava na pele dela, ela resmungou, as mãos agarrando minha blusa e permanecendo lá. Segurei seu rosto delicadamente e tentei ser rápido, mesmo com ela se mexendo um pouco e saltando palavrões vez ou outra. Na terceira tentativa, o bendito pedaço de plástico saiu, fazendo sua bochecha começar a sangrar mais ainda. Limpei o sangue, analisando a situação. Graças a Deus não precisaria de pontos. Então passei remédio e fiz um curativo. Fora aquilo, não parecia que seu rosto tinha sido tocado.

— Prontinho – comuniquei, fechando o kit e olhando pra ela.

— Obrigada – ela disse tentando sorrir, mas pareceu que sentiu uma pontada de dor, pois logo seu sorriso sumiu, dando lugar a uma cara de dor.

Ficamos nos encarando, em um silêncio profundo, por alguns segundos.

— Você tá tão... – comecei quebrando aquele vácuo.

— Diferente? – ela perguntou, tentando não sorrir ou rir.

— Bonita... Diferente também – eu disse olhando nos olhos extremamente azuis dela.

Ficamos nos encarando assim, até eu tomar a atitude de me aproximar dela devagar, com medo de ela recuar. Porém, graças aos bons deuses, ela não recuou. Seus olhos estavam grudados nos meus e sua boca estava um pouco aberta, como se tivesse me chamando para beijá-la. Ela estava super sexy com aquele batom vermelho, que inicialmente foi tirado pelo idiota do Mason. Eu estava quase lá, faltava milímetros pra minha boca encostar na dela,mas...

— Não, Luke – ela disse me afastando com a mão no meu peito – Eu to com Jake e você tá com Drew...

— Não estamos namorando – eu a cortei e passei a mão em seu cabelo, ajeitando uma mecha que caia em seu rosto.

Eu também não to namorando o Jake, mas... – ela começou e desceu da pia, estalando os saltos no chão de azulejo.

— Tudo bem, Thalia... – eu disse meio triste e sai do banheiro a deixando lá.

Sai caminhando pelo ginásio meio sem rumo. Bem, se ela não queria, tem quem queira não é?

— Porra, Luke, onde você tava? – perguntou Leo atrás de mim. Me virei e me deparo com os quatro patetas.

— Vocês não deveriam estar com seus pares? – perguntei arqueando a sobrancelha e fugindo da pergunta inicial.

— E você? Não deveria estar com seu par? – perguntou Nico fazendo o mesmo que eu.

— Ela caiu na porrada com Thalia... Estava cuidando dela... – eu disse dando de ombros, mesmo sabendo que iria ser zoado.

— Onw tava cuidando da Drew, que bonitinho – zombou Percy com aquela voz que todo mundo fala com animais e bebês.

— Não... Tava cuidando da Thalia... A máscara dela entrou na pele e... – comecei, mas Jason me interrompeu.

— Ai meu Deus! O que aconteceu com minha irmã? Ela tá bem?– Jason quase gritou, avançando em mim e me agarrando pela gola da camisa – Você não pegou ela, não né?

— Calma lá, loiro de farmácia! Sim, ela tá bem... Eu cuidei dela e não, ela não quis ficar comigo... MAAAAAAS, ela pegou o Jake Mason – eu disse olhando pro teto com uma cara inocente.

— O que??? – ele gritou.

— Agora você sabe o que eu passo com a Sidney – disse Leo o encarando com uma cara de tédio – Deixa ela, Jason, ela já é grandinha.

— Falou o menino que queria matar o James quando ele pegou a Sid na piscina – riu Percy.

Leo obviamente foi se defender e eles começaram a discutir. Jason tinha saído de perto, provavelmente para ver como Thalia estava e eu fui logo em seguida, deixando Percy, Leo e Nico para trás.

Respirei fundo e fui procurar Drew para ver se ela estava bem.

Katherine

Eu ainda não estava acreditando que eu estava namorando Will. Ele tinha sido muito fofo comigo nos últimos tempos. Ele tinha me levado pra jantar e me pediu em namoro. Tinha sido uma coisa bem fofinha e eu fiquei tão surpresa e completamente chocada que não tinha como não dizer sim.

Eu estava meio nervosa com relação ao baile e o desgraçado do Will não chegava de jeito nenhum. Queria matá-lo pelo atraso e me deixar ali praticamente sozinha.

Eu era a única que estava sentada na sala esperando o meu par aparecer. Todos os meninos já tinham levado as meninas e eu tinha ficado... Estava controlando minha raiva e pra isso, fiquei conversando com Jay até a campainha tocar e ele ir lá atender.

Jay deu uma de pai – como ele tinha feito com todos os meninos, menos com Jason – e fomos para o carro de Will. Ele pediu desculpas e deu uma desculpa esfarrapada lá, que eu tive que acreditar, mesmo eu estando puta da vida com ele por ter me deixado sozinha.

Quando chegamos lá na escola, demos de cara com as pessoas que eu menos queria ver naquele momento: Katie e Nico.

— Oi Katie!! – cumprimentou Will todo animado e ela sorriu pra ele, retribuindo a animação e o cumprimento.

— Vocês se conhecem? – eu e Nico perguntamos juntos e olhamos um pra cara do outro.

— Sim, nós somos amigos de infância – disse Will sorrindo, abraçando Katie e lhe dando um beijo na testa.

Fuzilei a Rainha das Cadelas Vadias e ela fez o mesmo.

Larga. Essa. Vadia. Agora. Will. Solace”, pensei, mas ele continuou agarrado com ela. Eu realmente não sabia o que fazer naquele momento. Queria arrancá-la de perto de Will, mas não sabia qual seria a reação dele caso eu fizesse isso. Nunca tinha acontecido comigo, logo, eu não sabia muito bem como reagir. Mas eu estava com um pouco de raiva daquela cena.

Vi que Nico também estava meio incomodado com aquilo, então, como se para dar o troco, ele me abraçou e eu o encarei. Ele me lançou um olhar que dizia “relaxa” e eu acabei fazendo isso mesmo. Will me encarou por alguns segundos para depois encarar Nico com raiva. Ficamos naquele fuzilamento de olhares por alguns segundos até Will largar Katie e sorrir forçado.

— Então, gente... Como vai a vida?

Ai ele e Katie engataram em uma conversa animada e sem sentido para mim. Eu e Nico ficamos olhando eles dois conversando sem dizer absolutamente nada. Ás vezes eu e Nico trocávamos olhares e acabamos conversando também, mesmo que o assunto não parecia querer se sustentar.

— Vou pegar alguma coisa pra beber – eu disse para Will depois de Nico e eu ficarmos em um silêncio desconfortável.

— Ok – ele disse sem me dar muita atenção e voltou a conversar com aquela coisa lá.

— Eu vou com você – disse Nico por fim.

Caminhamos até uma mesa disposta ali perto com vários refrigerantes e comida. Pegamos um copo e eu nos servi com a primeira garrafa que vi. Refrigerante era bom sempre, não importava do que fosse. Eu estava cansada de ficar lá com Will e Katie, que pareciam estar em uma bolha particular, então me apoiei na parede perto da mesa e fiquei brincando com a borda do copo.

— O que foi, ruivinha? – perguntou Nico na minha frente, tomando um gole da bebida logo em seguida.

Levantei o rosto e o encarei.

— Você deveria controlar a sua namoradinha – eu resmunguei de cara feia – Ela não pode ficar dando em cima do namorado dos outros.

— O que? Você e o Will estão namorando? – ele perguntou incrédulo, mas eu consegui identificar um pouco de encenação na reação dele, como se ele já soubesse do fato.

— Algum problema? – perguntei arqueando uma sobrancelha. Nico me encarou de volta.

— Ele é um idiota – ele disse, levando o copo à boca logo em seguida. Franzi o cenho.

— Até ai você também é – eu rebati, tomando também um gole do meu refri, mas não tirando os olhos de cima dele.

— Ele riu de você no dia do teste de futebol – ele soltou. Só me faltava essa!

— Você não sabe o que tá falando, Will nunca faria isso comigo – disse firmemente.

— Pois é, mas ele fez... – ele comunicou e eu o encarei.

Ficamos em silêncio. Aquilo ficou martelando na minha cabeça. Porque Nico falaria aquilo? Porque Will riria de mim? Ele gostava de mim, não gostava? E eu gostava dele. Não gostava?

— Porque? – perguntei olhado pra baixo mordendo o lábio inferior.

— O que?

— Porque você ta fazendo isso? – eu disse baixinho, mesmo com a música às alturas – Você deveria está cuidando da vadiazinha da sua namorada e não aqui comigo.

Ele ficou quieto. Não sabia se tinha escutado e ignorado ou se não tinha escutado e deixado pra lá. Não defendeu ela nem nada, ao passo que também não pediu para eu repetir. Olhei pra ele e ele me encarava com a cabeça pendendo um pouco pro lado.

— Você é um idiota, Nico di Ângelo! – eu disse alto e o empurrei, mas acabei tropeçando do salto e caindo em cima dele, que me segurou pela cintura.

Nossos rostos estavam perigosamente próximos e por um segundo eu tive vontade de beijar ele. Mordi o lábio inferior e respirei fundo. Não queria sair dos braços dele, mas eu tinha. Coloquei minhas mãos em seu peito e me afastei.

— Calma, Kat... Eu... – ele começou, mas, quando ele e eu menos esperávamos, um punho fechado voou em direção a sua cara.

— EU MANDEI VOCÊ FICAR LONGE DELA, DI ÂNGELO – gritou Will indo pra cima dele.

Os dois começaram a se matar bem ali, no meio de todo mundo. Eu realmente fiquei sem reação ao ver Will em cima de Nico, mas acabei fazendo o que tinha que fazer. Tirei meus saltos e empurrei Will pro lado, imobilizando-o.

— Me larga, Katherine! Eu vou acabar com esse cara pra ele nunca mais tocar em você! – gritou Will.

— Cala a boca se não você vai se arrepender! – berrei e ele ficou imóvel – Qual é o seu problema?

— O meu problema? O meu problema é esse cara que fica dando em cima de você – ele gritou.

Eu estava em cima dele, meu braço passando por debaixo do seu pescoço e meu tronco parcialmente em cima dele, em uma imobilização de judô. Ele podia ser um pouco mais forte que eu, mas eu era boa em imobilizar as pessoas, então ele não conseguiu sair debaixo de mim. Pelo menos isso o manteria longe de Nico.

— E você?? O que estava fazendo com a Rainha das Cadelas Vadias, hein? Você acha que eu não vi? Pois bem, eu vi muito bem! – gritei e sai de cima dele, segurando para não chutá-lo.

Todos estavam a nossa volta nos olhando. Nico já estava de pé e Katie não tirava aquela merda de cara de “culpada assustada” do rosto. Encarei Will friamente mais uma vez e me dirigi para perto de Nico.

— Vem, Nico... – eu disse o puxando para fora do ginásio.

O silêncio dominou entre nós enquanto eu arrastava ele pra enfermaria, que para minha sorte estava aberta, mas não tinha ninguém e estava tudo escuro. O rosto de Nico estava sangrando e todo inchado.

Procurei uma caixa de primeiro socorros, mas não achei. Mas como aquilo era uma enfermaria não é possível que não tinha remédios para eu cuidar de Nico. Mandei Nico sentar na maca. Ele obedeceu pacientemente e me observou revirar a enfermaria em busca de remédios.

Quando peguei tudo o que eu precisava sentei, ao lado de Nico e comecei a limpar seus machucados.

Era o mínimo que eu podia fazer por ele naquele momento.

Nico

— Porque tá cuidando de mim? – eu perguntei encarando a ruiva enquanto ela limpava o sangue do meu nariz – Ai!

— Desculpa... – ela disse e fez uma pausa. Não entendi essa de ela querer cuidar de mim e não do namoradinho de merda dela, mas tenho que admitir que estou gostando dessa atenção toda – Amigos cuidam uns dos outros, não é?

Ficamos em silêncio. Ela tinha razão, eu faria a mesma coisa por ela. Kat tinha terminado de limpar meu rosto todo, só faltava minha boca e reparei que ela hesitou quando foi fazer isso.

— O que foi? – perguntei contendo o riso.

— Ham? Na-nada não porque? – ela disse meio gaguejando.

Ela pareceu se controlar e respirou fundo, passando o algodão molhado com soro nos meus lábios. Ela estava concentrada, mas dava para perceber que ela tentava não olhar para meus olhos.

— Prontinho! – ela comunicou se afastando de mim rapidamente.

Eu estava com uma tremenda vontade de beijá-la e pelo que eu reparei, ela estava sentindo a mesma coisa, mas não podíamos fazer isso. Infelizmente.

— Obrigado, enfermeira – disse sorrindo um pouco, pois o corte na minha boca estava doendo pra caralho. Sai da maca e alisei minha camisa de botões preta.

— De nada, paciente – ela retribuiu, soltando uma risada pelo nariz.

Então nossos olhos se encontraram e ficamos nos encarando naquele local silencioso. Dei um passo na direção dela, sem quebrar o contato visual e para a minha surpresa, ela não se moveu nem um dedo. Ficou apenas me encarando de volta enquanto eu me aproximava lentamente. Reparei que sua respiração estava ficando cada vez mais acelerada e com isso percebi também que estava no mesmo estado.

Ela conseguia fazer aquilo comigo como ninguém.

O que mais me surpreendeu mesmo naquele momento foi ela não ter se afastado quando eu pousei minhas mãos em sua cintura fina. Era como se estivéssemos em transe, submersos nos olhos um do outro.

Dados os fatos, comecei a beijar seu pescoço lentamente. Aquilo não era traição, né? Eu não estava beijando sua boca nem fazendo sexo com ela, então...

— Nico... – ela sussurrou no meu ouvido, deixando-me ainda mais louco – Isso é...

— Errado? – perguntei contra seu pescoço e ela assentiu – Depende do ponto de vista... Não estamos nos beijando, nem fazendo sexo.

— É, você tem razão – ela murmurou, agarrando meu cabelo logo em seguida e me puxando mais pra perto dela.

Sorri contra seu pescoço e voltei a beijá-lo e chupá-lo, como queria fazer a muito tempo. Mesmo que o gosto do perfume que ela usava fosse ruim, não dava para não continuar por causa daquele simples fato. Senti-la contra mim valia a pena.

Então, de repente, ela se desvencilhou de mim e começou a beijar, chupar e morder meu pescoço, de uma maneira mais afoita e agressiva que eu estava fazendo nela. Aquilo estava uma delícia, não tinha porque negar um fato desses, então ela começou a subir os beijos e logo em seguida mordeu o lóbulo da minha orelha.

Estremeci e soltei um leve gemido, apertando-a mais contra meu corpo. Ela tinha achado meu ponto fraco.

— Acho que achei seu ponto fraco – ela sussurrou sensualmente no meu ouvido e puxou o lóbulo da minha orelha devagar, me fazendo arrepiar completamente.

— Se você continuar eu não me responsabilizo pelos meus atos – eu disse ofegante.

Só foi eu dizer isso que ela se separou de mim. MERDA, MERDA, MERDA!

— O que foi? – perguntei e ela apenas balançou a cabeça.

Vi que Kat estava se segurando pra não sorrir. Então ela simplesmente se afastou um pouco mais de mim, ainda me olhando, e depois virou-se, saindo da enfermaria, me deixando sozinho e com vontade de beijá-la todinha.

Minha máscara já tinha ido pro saco, a parte de cima do meu terno estava amarrotada e cheia de sangue e eu estava lá, naquela maldita enfermaria, pensando na Kat. MEU DEUS, EU NÃO MEREÇO ISSO! Sai do local e quando voltou pro ginásio dou de cara com Katie.

— Amor, você tá bem? – ela perguntou se atirando nos meus braços e fazendo um carinho nos meus cabelos.

— To, to sim... Vou procurar os meninos – eu disse rapidamente, tirando seus braços de cima de mim e saindo de perto dela.

Para o meu estranhamento, ela não disse nada, muito menos me seguiu. Encarei aquilo como um golpe de sorte. Alguns minutos depois, encontrei Luke e Leo sentados à uma mesa, então me encaminhei até lá.

— Cadê o resto? – perguntei me sentando.

— Jason sumiu já tem um bom tempo e Percy foi arrancado daqui pela Kat faz alguns segundos. – respondeu Luke, dando de ombros.

Reparei que os dois estavam desanimados

— O que rolou com vocês? – perguntei franzindo as sobrancelhas.

— Thalia brigou com Drew e eu tive que cuidar dela... Agora ela tá lá se agarrando com o Mason – respondeu Luke com raiva.

— Só eu que to sentindo o cheiro de ciúmes no ar? – perguntei dando um sorrisinho sugestivo pro Luke.

— Cala a boca, di Ângelo! – ele disse revirando os olhos. Eu e Leo rimos da cara dele, obviamente.

— E você, Leo?

— Eu to preocupado com a Mírian... Ela chegou aqui meio bêbada, brigou comigo e saiu com o Stoll pra sei lá onde – ele respondeu franzindo os lábios.

— Vish, vocês tão morrendo de ciúmes ou é só impressão minha? – comentei rindo.

— Soube que você brigou com o Solace – disse Luke com a cara melhor, pra claramente revidar minha zoação. – E que a Kat te arrastou pra algum lugar...

Contei pra eles tudo que rolou, desde antes da briga até a enfermaria. Eles ficaram atentos me escutando, mas depois ficaram com olhares maliciosos e sugestivos pra mim.

— Você quase traiu a Katie... – disse Leo se contendo para não rir. – De novo!

— Eu posso continuar com isso, falou? Não trai ela nem nada, não com a Kat, e a Kat não traiu o Solace, então tá de boa...

— Tinha esquecido que a Kat estava com o Solace – comentou Luke.

— É... – falei e olhei pro lado na esperança de achar Kat.

Alguns segundos de silêncio se passaram para eu ouvir um:

— UUUUUUUUH TÁ APAIXONADOOOOO – eles berraram e caíram na gargalhada.

Bufei e revirei os olhos. Idiotas.

— Claro que não. Ela só cuidou de mim – eu disse na defensiva.

— Com muitos beijinhos, né? – zombou Luke fazendo um biquinho e eles caíram na risada de novo.

— Eu não mereço isso não – eu disse me levantando, enquanto eles ainda falavam coisas para zoar da minha cara.

Apenas ignorei e sai caminhando sem rumo pelo ginásio. Do nada, choquei com uma coisa pequena e morena. Demorei alguns segundos para reconhecer Piper. Estava estava tão produzida que quase não a reconheci.

— NICO! – ela gritou estranhamente alegre ao me ver – Você precisa me ajudar! Percy ta brigando com o Ethan e a Annie ta brigando com a Rachel! Eu não sei o que fazer! Jason sumiu com a Reyna, não encontro Luke e Leo em nenhum lugar e...

— Calma, Pips. Respira – eu disse segurando-a pelos ombros. Ela respirou e se acalmou um pouco. – Agora me leva lá

Ela agarrou minha mão e me arrastou para perto da mesa de comidas, onde ocorreu a minha briga com o Solace. Quando chegamos lá, era uma cena realmente cômica. Percy segurava Ethan pelos ombros, que fazia o mesmo com Percy. Nenhum dos dois tinha dado nenhum chute ou soco no outro, só ficavam girando na tentativa mega falha de se baterem.

Já as coisas com as meninas estava mais interessante. Elas estavam com os corpos cheios de comida, mas na hora que a gente chegou, Annie estava jogando uma vasilha de ponche na cabeça de Rachel.

— Sério? – olhei pra Piper.

— Eu achei que eles iam fazer alguma coisa! – ela se defendeu.

Piper parou uns segundos, encarando a cena que se passava a nossa frente, então começou a rir descontroladamente.

Obviamente, me juntei a ela.


Annabeth

Ethan tinha ido me buscar lá em casa 22h20 e o baile começou às dez horas. Entramos no carro dele e ficamos conversando até eu notar que não estávamos indo para o colégio, estávamos fazendo o caminho contrário.

— Onde a gente tá indo? Você não tá me sequestrando, né? – eu disse olhando para ele um pouco desconfiada. Ethan apenas riu.

— Se eu tivesse te sequestrando, eu teria te amarrado e jogado no porta-malas – ele disse e eu o encarei feio.

Ele me olhou e começou a rir.

— Idiota – eu disse cruzando os braços.

— Relaxa, loirinha – ele falou serenamente e voltou a olhar a estrada.

Depois de alguns minutos, eu reparei que estávamos indo para a praia. O que diabos esse louco quer na praia?

— Praia? Sério? – eu disse com um sorriso divertido.

— Uhum – ele disse sorrindo – Pronto chegamos.

Ele estacionou o carro e abriu a porta pra eu descer. A praia estava completamente vazia e o mar estava escuro. A lua estava cheia e estava linda, iluminando um pouco a areia branca do local. Tirei meu sapato e o deixei junto com a máscara e a bolsa dentro do carro.

— É lindo – eu disse enquanto caminhávamos pela areia.

Não era muito fã de praia, mas eu tinha que admitir que era uma paisagem bonita, principalmente de noite.

— Igual a você – ele comentou sorrindo, me fazendo ficar vermelha igual meu vestido.

— Idiota – brinquei, o empurrando de leve e sai correndo.

— VOLTA AQUI, CHASE! – ele gritou e começou a correr atrás de mim.

— NUNCA! – gritei de volta rindo.

Como eu não sou muito rápida, Ethan logo me alcançou e me pegou pela cintura, colocando meu corpo em cima de seu ombro. Eu gritei com ele, em meio as risadas, mas os gritos divertidos se transformaram em gritos de pânico quando percebi que ele tinha começado a caminha na direção do mar.

— NÃO ETHAN!!! MEU VESTIDO, MEU CABELO, MINHA MAQUIAGEM! – gritei e ele começou a me girar.

— Você acha mesmo que eu vou te jogar na água? – ele disse rindo do meu desespero.

— Você é doido, então...

Depois de algum tempo, ele finalmente me colocou no chão. Levantou as bordas de sua calça e me pegou pela mão, arrastando-me para a água. As ondas quebravam na areia de maneira calma.

— Não vou te jogar, mas pelo menos molhar os pés – ele disse e chutou a água em mim

— Desgraça! – exclamei e fiz o mesmo.

Ficamos brincando na água como se fossemos crianças de 9 anos, mas era bom, tinha que admitir. Estava me divertindo e era disso que se tratava aquela noite, se divertir. A borda do meu vestido estava todo molhado, mas nem liguei, eu estava realmente gostando daquilo.

Paramos de brincar e ele foi no carro e pegou três tolhas. Ele estendeu uma delas no chão e se sentou esticando a outra toalha pra mim. Me enxuguei e depois sentei ao seu lado na toalha.

— Foi bom... – ele disse olhando pro mar sorrindo.

— Ótima ideia para um pré-baile – ri e ele me acompanhou.

Ficamos em silêncio por alguns minutos olhando o mar e a lua. Estava muito agradável aquilo tudo, mas meus pensamentos voaram pra um menino de olhos verdes e cabelos negros. Aquilo me lembrava demais o maldito do Percy.

Olhei para Ethan e ele estava olhando para mim com um sorriso fofo no rosto.

— Você é linda – ele disse e eu corei.

Fiquei calada e ele se aproximou de mim. Seu cheiro invadiu minhas narinas e sua boca colou na minha. Ele pediu passagem com a língua e eu concedi rapidamente. Uma de suas mãos foi pra minha nuca e a outra pra minha cintura. Nosso beijo era calmo, mas eu acabei fazendo uma das piores coisas do mundo: pensar em um garoto enquanto beijava outro.

Não estava acreditando que eu, euzinha, estava pensando em um menino beijando outro! Eu estava me segurando para não surtar no meio do beijo, mas era muito difícil não se sentir culpada numa situação dessas. Tentei pensar em outra coisa, tipo unicórnios até nos afastarmos.

Para a minha pequena e culpada felicidade, nos separamos por falta de ar e ele sorriu para mim.

— Não achei que você iria querer – ele disse ainda com um sorriso. Sorri nervosa.

— Nem eu... – sussurrei pra que ele não ouvisse.

— O que? – ele perguntou. Aquele alívio de missão cumprida.

— Nada não! Vamos? Já perdemos quase 2 horas de festa – eu falei alto olhando meu celular e vendo 5 mensagens.

A primeira era da Thalia:

Cadê você desgraça? Tenho que contar pra ti o que acabou de rolar eu vou morrer, eu quero sumir!!! Anda logo”

A segunda era da Kat:

Vey, a Thalia tá surtando aqui e eu também vou surtar cara! Não to afim de contar o que aconteceu varias vezes, então vem logo e vê se acha a Mírian... Beijos”

A terceira era da Piper:

Annie, cadê você? Mil tretas cara, vem logo!”

A quarta era da Mírian:

Annizinha, eu fui pro baile (depois da pré com o Connor lógico), mas estava tão chato que o Connor resolveu me levar em um canto ai, não se preocupa eu to bem e avisa pras meninas porque eu não consegui mandar mensagem pra nenhuma e os celulares delas tão dando caixa postal... Beijos e aproveita o baile”

Caralho, o que essas vadias arrumaram dessa vez? Não é possível! Eu não posso ficar um segundo fora que elas dão a louca. Meu papel de mãe do grupo foi confirmado agora mesmo. Elas não conseguem ficar pelo menos 2 horas sem arrumar encrenca... Do jeito que rolou barraco nesses dias pra cá não quero nem saber o que essas criaturas arrumaram.

A quinta era do Luke:

Cadê você, loirinha? Tenho que te contar um negocio que acabou de rolar! E pelo amor de Deus vem logo porque eu não aguento mais ver o Percy se comendo com a Rachel... Beijos”

O sangue subiu quando eu li a mensagem do Luke. Como assim? Percy e Rachel? De novo? Eu queria matar aquele desgraçado, mas claramente tinha que manter minha pose de pessoa plena e sensata. Mas o único pensamento que eu tinha naquele momento era um imenso de um “puta que pariu”.

Levantei um tanto bruscamente, esperando que Ethan não tivesse percebido, e tirei a areia do meu corpo.

— Vamos? – perguntei me virando para Ethan.

— Claro, claro – ele concordou, se levantando também e arrumando seu terno.

Juntamos as toalhas e fomos para o carro, rumo ao baile.

Só estava torcendo para não ver aquela cena na minha frente.

Notas finais
Então pessoas! Vamos conversar um pouco. Primeiro que agradecer imensamente o carinho que todos tiveram comigo após esse último capítulo postado. Não achei que vocês voltariam a ler. Achei que iriam desistir e tudo o mais, mas fui surpreendida com muito carinho e amor ♥ Muito obrigada por estarem comigo e não terem desistido de mim! Agora a parte importante: minhas aulas na faculdade irão voltar. Isso quer dizer que eu terei menos tempo para reescrever a história e escrever a minha outra original. Eu pretendo manter a postagem de 15 em 15 dias, mas se eu não conseguir postar na data certa, é pq eu to atolada e não consegui reescrever. Espero que compreendam isso. Se eu perceber que tá muito apertado pra mim, já que eu também posto minha original de 15 em 15, eu vou aumentando o intervalo entre um capítulo e outro. Eu vou me esforçar pra continuar assim, mas não garanto. Apesar disso tudo, eu não vou desistir da fanfic, não vou parar de postar. Posso demorar, mas não vou parar. Se vocês quiserem ter notícias, podemos fazer um grupo no whatsapp! Podemos conversar por lá e eu vou dando as notícias e atualizações pra vocês por lá. Se quiserem mesmo, falem nos comentários que depois eu vou organizar o grupo direitinho. Enfim, muito obrigada a todos vocês ♥ PREVISÃO PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO: 8/09 Ghost Kisses ~Marceline
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.