Alphas X Betas - Amor X Ódio
11 Apagamos seu fogo, ruiva? - Parte I
Notas iniciais
Capítulo 11: Apagamos seu fogo, ruiva?
PARTE I
Thalia
Eu não conseguia acreditar, não conseguia ver que aquilo era verdade, não queria que fosse verdade. Eu não sabia se ficava feliz por ter um irmão ou triste e com raiva por ninguém ter me contado isso. A raiva que eu sentia era notória, mas tentei ao máximo me controlar.
— Fala agora! – eu disse quase em um berro. Bem, digamos que não sou a pessoa mais controlada do mundo. – Mas que merda vocês têm na cabeça de esconder um irmão de mim? Uma pessoa cara! Como vocês foram capazes de esconder isso durante todos esses anos? – explodi
— Thalia, calma! – disse minha mãe, em vão, pois sai correndo para fora do hospital.
Quem era esse menino? Onde que ele está agora? Porque eles fizeram isso? Porque minha mãe só falou agora? Tantas perguntas e a raiva continuava a subir pelo meu ser.
Avistei uma árvore do lado de fora e me sentei encostando minhas costas no tronco. Já era fim de tarde e o céu estava alaranjado e rosado. Fiquei ali por alguns minutos, olhando o pôr do sol, tentando conter as lágrimas que se acumulavam nos meus olhos.
— Thalia... – ouvi a voz da minha mãe.
— Vai embora! – eu disse sem olhá-la.
Eu queria muito saber o motivo daquilo tudo, mas no momento não conseguia olhar para minha mãe. Não conseguia acreditar, demoraria algum tempo para que eu estivesse forte o suficiente para escutar aquela história. Porém minha mãe não achava isso.
— Seu pai me pediu para eu te contar o que aconteceu. – ela disse se sentando do meu lado. Já vi de quem eu puxei a teimosia.
— Antes de morrer? – perguntei e ela assentiu.
— Olha Thalia, quando eu estava grávida do seu irmão, eu e seu pai estávamos brigando muito... Você tinha alguns meses de vida quando eu estava nos primeiros meses de gravidez. Dois meses depois do seu aniversário de um ano, eu pedi divórcio para o seu pai, pois eu não estava mais aguentando aquilo... – minha mãe parou alguns segundos, suspirando – Eu estava com 7 meses de barriga e como eu não tinha para onde ir, eu me mudei para Nova York para morar com a sua avó... Tive seu irmão lá, encontrei seu padrasto, nos casamos e compramos uma casa.
— Você está mentindo! Eu ia para sua casa nas férias e nunca vi nenhum garoto! – eu disse e ela sorriu fraco.
— Toda vez que você vinha aqui, eu mandava seu irmão para a casa do seu pai, era tudo combinado.
— Eu nunca vi nenhum quarto mascu... Espera ae, o quarto do meu “irmão” é aquele que você me proibiu de entrar e vivia trancado? – perguntei e ela assentiu tirando um papel da bolsa e me entregando.
Olhei o papel, que na verdade era uma foto. Nela tinha dois meninos que pareciam muito com Jason e Percy, só que mais novos. Olhei pra minha mãe e olhei pra foto.
— Não pode ser – eu disse estática.
— O nome dele é Jason – minha mãe disse apontando para o loiro – Ele é seu irmão... E esse é o Percy, seu primo – ela disse apontando para o moreno.
Foquei o rosto de Jason na minha mente e reparei o quanto ele era a mistura perfeita dos meus pais. Os cabelos loiros dele era da mesma cor que os da minha mãe, os olhos azuis gelos dele também eram iguais aos da minha mãe, mas o formato do rosto e dos olhos, o tom de pele e a postura eram muito parecidos com de meu pai. Além disso, sua boca e seu nariz eram iguais aos da minha mãe. Então reparei o quanto eu não tinha nada da minha mãe, exceto o jeito e as sardinhas claras espalhadas pelo rosto.
— Eu os conheço... – eu disse em um fio de voz.
— Eu sei... Eles são seus vizinhos lá em Miami, não é? – ela disse e eu fiquei mais incrédula.
— Como você sabe? – eu disse com uma mistura de raiva e choque.
— Jason e seu pai me falaram, mas Jason não sabe que tem uma irmã, principalmente que ela é você.
— Mas porque disso? Porque vocês esconderam isso da gente?
— Você deve saber que sua madrasta, Hera, te odeia, certo? – apenas assenti quando ela parou de falar. – Então, ela não suportava o fato de ter que dividir a herança do seu pai com você, imagina com Jason também... Então ela obrigou seu pai a não herdar Jason oficialmente... E ela ameaçou matar você e Jason se eu contasse alguma coisa para vocês, porque do jeito que você é, você iria até os confins do mundo pra achar seu irmão, descobriria tudo e o plano dela iria por água abaixo...
— É verdade... – concordei.
— Então eu e seu pai preferimos assim, separar vocês dois e deixar vocês acharem que eram filhos únicos...
— Mas porque ele não tem o meu sobrenome?
— Para ninguém suspeitar, então coloquei o meu apenas.
Ficamos em silêncio. A ficha ainda não tinha caído completamente. Meu cérebro não conseguiu absorver aquela bomba nuclear que minha mãe acabara de soltar em mim. Eu tinha um irmão e um primo panaca que ,momentaneamente, estava morando comigo.
— Você se lembra da sua tia Sally? – disse minha mãe quebrando o gelo – Minha irmã...
— Não... Nem dela, nem do Percy... – eu disse olhando fixamente para o chão – E agora? Você não tem medo da Hera matar Jason? Ou até mesmo eu?
— Medo eu tenho, mas te garanto que aquela vadia está com os dias contados.
— O que? Como assim? – perguntei confusa.
— Ela foi presa por desviar dinheiro da empresa do seu pai, e conhecendo-a, ela não vai durar muito na cadeia... Agora você é a única herdeira da herança do seu pai e da Olympus.
— Sério? Mas e Jason? – eu disse com um pouco de animação. Graças a Deus aquela piranha enrugada tomou seu lugar de direito.
— Não dá mais para oficializar ele como filho de Zeus... Precisamos do seu pai, e como ele não está mais conosco... Vai ficar por isso mesmo... – ela disse sorrindo fraco – Mas uma coisa minha filha, conte isso tudo para Jason e Percy para mim? Eu não gosto que eles frequentem cemitério e essas coisas, então não os chamei e eles merecem saber.
— Tudo bem mãe, eu conto.
Assim eu a abracei, vendo o sol se por. Nos levantamos e fomos para casa quando já estava escuro. O dia foi corrido e eu ainda tinha que voltar para Flórida amanhã de noite para não perder o segundo dia de aula. Eu queria ficar mais um tempo, mas com certeza dona Beryl iria impedir que isso acontecesse.
Minha mãe disse que iria resolver os problemas da conta do meu pai para mim, para que eu pudesse ter dinheiro para pagar as despesas da casa em Miami. Disse que eu teria que aprender a administrar aquele dinheiro todo e enquanto eu não poderia assumir a empresa do meu pai, ela arrumaria um jeito de administrá-la até eu poder fazê-lo, o que eu definitivamente não queria.
Mas não podia deixar que a empresa ruísse. Não depois de tudo o que meu pai trabalhou para conseguir chegar aonde ele estava. Faria aquilo por ele, não por mim. O que me deixou extremamente nervosa, pois isso talvez significasse que eu teria que abandonar a banda.
Admito que chorei no velório e no enterro do meu pai que foi na segunda de manhã. Minha mãe e o seu marido, Kevin, me apoiaram e ajudaram em tudo. Foi bom vê-la novamente, mas assim que o velório acabou, fui direto arrumar minhas coisas. Tinha que estar de volta à Flórida o mais rápido possível, mesmo não querendo.
Queria ficar mais um tempo com meu pai, mas sabia que não seria possível.
Ele se fora.
Luke
Alguma vez eu disse como a Sidney acorda a gente para ir para a escola? Não? Bem, ela tem um megafone automático que toca um galo cantando na maior altura, não tem como não acordar, a menos que você seja um Leo ou uma Mírian da vida, ai o balde de água rola solto.
Levantei igual um zumbi e desci para a sala. Olhei o relógio e eram 6 horas da manhã e nossa aula começa às 8h. Mas que merda! Ela podia acordar a gente 7h59 que estaria tudo as mil maravilhas.
— Bom dia, pimpolhos! – disse Sid animada com James ao seu lado com uma cara de morto-vivo. Os outros não estavam muito melhores, principalmente Leo e Mírian que estavam molhados e com caras de que iriam matar alguém. É rolou balde de água mesmo – Eu programei o horário de banho para vocês. Os meninos tomam primeiro enquanto as meninas comem e vice-versa. Cada um tem 5 minutos de banho e tem 3 banheiro! Podem ir.
A Sid estudou seu ensino fundamental e médio todo no Colégio Militar do Rio de Janeiro, lá no Brasil, então eu apostava que é por isso que ela é mandona assim. Bom, temos que concordar que funciona, é capaz de ela sacar uma arma e ameaçar matar a gente.
Foi tudo de boa, 7h30 os caras e eu estávamos prontos (vestidos e de barriga cheia), só faltava as dondocas das Alphas. Porque mulheres demoram tanto para se arrumar? Coisa de 10 minutos elas levam mais de uma hora! Mas tenho que admitir que sempre vale a pena, porque elas sempre nos surpreendem e dessa vez não foi diferente.
Elas desceram e estavam realmente lindas e gostosas, mas eu senti falta era da Thalia... Aquele sonho que tive um tempo atrás não sai da minha cabeça.
— Que merda de óculos é essa? – perguntou Nico mal humorado. Ele sempre fica assim quando acordam ele cedo demais.
— É óculos de grau, otário! – disse Kat revirando os olhos – Como vai ser divertido ver vocês sendo zoados!
— Sid, podemos faltar essa semana? – eu disse me lembrando da cagada que elas fizeram. Ainda estávamos azuis e com o cabelo rosa.
— Claro que não! – ela disse e sussurrou alguma coisa no ouvido de Kat, que soltou uma risada – Vão logo! Beijos meus amores! Beijos meninas.
— Boa sorte, minhas gatinhas – disse James para as Alphas, que deram um beijo na bochecha dele.
Nos despedimos deles e cada um foi pegar o seu carro. Desnecessário? Talvez, mas tínhamos que manter as aparências pelo menos no primeiro dia de aula, o que já estava destinado a ser meio desastroso por conta de nossa aparência. Sempre chegava gente nova, então pelo menos íamos tentar impressionar algumas gatinhas. Pelo menos eu ia.
Fomos na frente das meninas e chegamos lá faltando uns 10 minutos para as 8h. Estacionei meu carro e respirei fundo antes de sair do meu bebê. Eu sei que isso é gay, mas foda-se.
— Aquelas loucas me pagam – eu disse para mim mesmo e sai do carro.
Me juntei aos meninos e nos preparamos para a zoação.
— Gente, olha só os Betas! – gritou alguém e todo mundo começou a rir e a tirar fotos ou até filmas com os celulares.
— Eu ainda vou acabar com essas meninas – disse Nico irritado.
— Estamos juntos – dissemos em uníssono.
Cara, era muita zoação para quatro panacas e um gostosão (modéstia a parte). Todos riam e cochichavam coisas que eram inaudíveis para nós, mas sabíamos que estava comentando da gente. Se eu queria matar alguém? Claro ou com certeza?
— Que coisa mais meiga! – disse Jake Mason com um sorriso de babaca na cara.
Jake era o vice-capitão do time de futebol americano e meu inimigo declarado. Ele estava com alguns amiguinhos do time de lacrosse, já que todo mundo do time de futebol americano me amam (modéstia a parte novamente). Ele me odeia desde o dia que eu pisei nessa escola e tirei o cargo de capitão dele. Fazer o que, sou foda né?
— Cai fora Mason – eu disse irritado.
— Ui a bichinha quer que eu saia para dar uns beijinhos nas suas amiguinhas de cabelo rosa? – provocou e os meninos cerraram os punhos, prontos para acabar com ele.
— Jake, Jake, Jake... Eu sei que você é gay, mas não precisa jogar isso para cima de mim né? – eu disse sorrindo e ele fechou a cara – A propósito, como está seu cargo de vice em... Deixa eu ver... Tudo? – provoquei sarcástico.
As meninas do colégio criaram um site em que tinha o ranking de todos os capitães e vice-capitães mais hots da escola e eu estava em primeiro lugar, seguido pelo Jake e depois o Nico.
— Então, Jake? – provoquei mais ainda. Ele me lançou um olhar mortal e avançou em cima de mim, mas foi segurado pelos amiguinhos dele, Dakota e Lee.
— Você não vai sair impune dessa, Castellan – ele disse se soltando dos meninos e saindo.
Revirei os olhos e sorri para os meninos, que já não queria mais matar Jake e até estavam rindo da cara de otário do Mason.
Ainda podíamos ouvir as risadas dos nossos “queridos” coleguinhas, mas então de repente as risadas cessaram e todos se voltaram para um ponto atrás de nós. Nos viramos e lá estavam elas.
Katherine
Vocês devem estar curiosos para saber o que a Sid falou comigo, né? Pois bem, ela pediu pra eu filmar a entrada triunfal dos nossos queridos Betas. Combinei com as meninas de estacionarmos em lugares diferente para filmar tudo de dentro dos carros.
Como a vingança é doce e um prato que se come frio, então a vingança é sorvete.
Enfim... Depois de serem muito zoados e de termos filmado todo, as meninas vieram até minha moto, que estava mais perto da entrada.
— Prontas para o primeiro dia? – perguntou Annie animada.
— Não mentalmente – disse Mika e nós rimos.
— Queria que a Thalia estivesse aqui para fazer nossa entrada triunfal. – eu disse sorrindo triste.
Ficamos alguns segundos lembrando do como era divertido o primeiro dia de aula quando Thalia estava. Ela sempre conseguia colocar a gente para cima, coisa que Annie nunca conseguiu quando o assunto era escola.
— Vamos? – disse Piper depois de um tempo.
Suspiramos em conjunto.
— É gente, o ano letivo começou, gente nova, professores novos, vida nova... Ai meu Deus eu vou morrer! – eu disse entrando em desespero e agarrando Annie.
Eu odiava primeiro dia de aula e escola nova, mais um motivo para eu querem Thalia ali, ela sempre conseguia me acalmar e dizer coisas agressivas que me fazia relaxar. Mas, mesmo sem ela, eu tinha que ser confiante.
— Kat, calma! Lembra, cabeça erguida e bola pra frente – disse Annabeth com as mão nos meus ombros. Balancei a cabeça hesitante e suspirei.
— Ok, vamos – eu disse por fim.
— Para que medo? Somos apenas novatas normais, eles devem estar acostumados a receber gente nova por aqui. – disse Piper na tentativa meio falha de me ajudar.
— É! Ninguém vai ligar muito para a gente. – disse Mika dando de ombros.
Concordei e fomos andando para a entrada, onde a maioria da escola estava. Conversávamos animadamente e andávamos em direção as escadas que dariam para o interior da escola. Até aquele momento todos riam e zoavam dos Betas, mas do nada o silêncio veio e os olhares passaram para nós quatro.
— O que eles estão olhando? – sussurrei para as meninas.
— Para nós? – disse Piper como se fosse óbvio e na verdade era.
Os meninos nos olhavam com sorrisos maliciosos e alguns tinham semblantes meio surpresos. Enquanto isso, as meninas com caras feias de... Inveja? Nunca saberemos. A cada passo que dávamos os olhares iam seguindo, era estranho e engraçado. Ouvi murmúrios, mas não entendi o que eles diziam.
— Onde fica a secretária? – perguntei chegando perto dos Betas.
— Nós levamos vocês lá – disse Percy – Não achei que vocês iriam chamar mais atenção que a gente.
— Nem nós sabíamos – disse Annie sorrindo de nervosa. Ela não era fã de ser o centro das atenções.
— Claro, carnes novas no pedaço – disse Luke e nós o ignoramos com um revirar de olhos.
— Bem, vamos para o pátio para a diretora e o corpo estudantil darem os avisos, como sempre – disse Jason – Depois levamos vocês à secretária.
Assentimos e seguimos eles até o pátio, onde os alunos estavam se dirigindo. Havia um tipo de palanque no pátio, onde tinha uma mulher com os cabelos castanhos e olhos verdes. Ao lado dela, tinha uma garota que era sua cópia fisicamente, deveria ter a nossa idade e estar na nossa série. Um pouco mais atrás, tinham duas outras meninas, uma com os cabelos negros e olhos da mesma cor do lado direito da cópia da diretora e a outra tinha os cabelos e olhos castanhos, mas seus olhos eram mais claros que o cabelo, ela estava a esquerda da cópia.
— Bem vindos de volta, veteranos e desejo boas vindas aos calouros. Meu nome é Deméter Gardner, diretora da FDA. Essa é minha filha, Katie Gardner e presidente do corpo estudantil e essas são Reyna Raminez e Quione Sanders, integrantes do corpo estudantil. Qualquer dúvida falem com elas. Bem... – disse a diretora e ela começou a dar os avisos.
Tínhamos que pegar nossos horários na secretária, como já era esperado. Tínhamos escolhido as matérias pela internet, mas não conseguimos pegar o horário por lá. Para a nossa série, as aulas de biologia e música seriam com a série inteira, já que estão com carência de professores nessas duas matérias. Já está aberta as inscrições para os esportes e entre outras coisas que depois eu perguntaria para Annie porque eu não prestei atenção.
Recebemos um mapa do colégio e eu e as meninas seguimos para a secretária sem os meninos. O corredor estava uma zona, tinha gente se pegando, se batendo, gritando e tinha até um menino correndo atrás de um carneiro para vocês terem ideia da situação. Ri demais com aquilo. Quando já estávamos com os horários em mãos, fomos para os nossos armários que graças a Deus eram perto um do outro.
— Aqui estamos – disse Annie abrindo seu armário e colocando seus livros dentro.
Annabeth sempre levava um tanto de livros no primeiro dia para deixá-los nos armários. Vai entender.
— É – eu disse abrindo o meu e colocando meu capacete dentro. Não tinha mais nada para colocar lá, além de decorá-lo futuramente.
— Qual é a primeira aula de vocês? – perguntou Piper.
— Química – disse Mírian sorrindo animada.
— Geografia – disse Annie sorrindo também.
— Matemática – eu disse botando a língua para fora.
Eu odiava matemática, mas ela conseguia ser melhor que história e geografia, então a escolhi sem pensar duas vezes.
— Eu tenho literatura – disse Piper. – Bem, nos vemos no intervalo
— Boa sorte – eu disse.
Nos abraçamos e fomos em direções diferentes.
Eu tentava decifrar o mapa, já que eu não me dou muito bem com direção. Se me largarem no centro de Miami com minha moto é capaz de eu parar em Orlando tentando voltar para casa. Eu caminhava desorientada pelo corredor, então foi ai que recebi uma coluna de água caiu sobre minha cabeça Virei-me para trás, vendo dois meninos rindo e cada um com um balde em uma mão. Na verdade, todos os presentes riam e eu me lembrei da época que eu era mais nova e sofria bullying. Engoli o choro.
— Apagamos seu fogo, ruiva? – disse um deles chegando perto de mim com um sorriso malicioso.
— Vocês podiam ser mais originais. Jogar água em uma ruiva já é passado, otários – eu disse simplesmente tirando os óculos.
— Ui, a ruivinha é invocada – disse o outro imitando o gesto de se aproximar de mim que o primeiro fez.
— Dá para parar, seus merdas? – eu gritei irritada. Coloquei meus óculos na mochila.
— Senão vai fazer o que? – disse o primeiro.
Simplesmente peguei os braços deles e os girei, derrubando os dois, um de cada vez. Eles gemeram de dor, o que era engraçado. Ouvi palmas atrás de mim e olhares incrédulos do povo que estava no corredor. Olhei para trás e vi um homem que sorria e batia palmas. Ele tinha os cabelos castanhos médio, olhos pretos que davam medo e era tanto bombado.
— Maravilhoso! – ele disse sorrindo e vindo em minha direção – Prazer mocinha, sou o treinador John.
Nico
Depois de sermos zoados pelo colégio inteiro e abandonados pelas Alphas, fomos pegar nossos horários na secretária. Luke, como sempre, deu em cima da nova secretária, que era até pegável, e depois nos dividimos para as salas, já que não tínhamos aulas junto.
Caminhei até a sala de matemática e no caminho avistei Kat andando meio perdida pelo corredor. Eu ia lá ajudá-la, mas ai apareceu dois caras, Dakota e Lee (os mesmos que estavam com Jake mais cedo), que jogaram um balde de água na cabeça da ruiva e depois começaram a se aproximar dela e a provocá-la.
Me deu uma tremenda vontade de ir até lá e bater naqueles desgraçados, mas ela derrubou os dois no chão com um só golpe... É, essa ai não precisa ser protegida. Vi o treinador John – professor de luta da escola – bater palmas atrás dela.
— Maravilhoso! – ele disse – Sou o treinador John.
Cheguei perto deles, infelizmente por trás de Kat, que levou um susto e acabou me dando uma cotovelada no estômago.
— Ai! – eu gritei de dor, me encolhendo.
— Ai meu Deus, desculpa Nico! Achei que fosse um daqueles idiotas. – ela disse com as mãos na boca e os olhos arregalados.
— Tudo bem – eu disse tentando me recompor e vendo o professor rir da minha cara, aposto que era por causa do azul e do rosa que estavam em meu ser.
— Quer entrar para o time de luta, mocinha? – perguntou ele ignorando meu sofrimento. Particularmente, eu acho aquele cara doido.
— Bem, eu não estava pensando em entrar pra nenhum time do colégio... – ela fez uma pausa, pensando no assunto –Que dia é o treino?
— Às terças e quintas. Começa às 13h e vai até às 16h – ele disse sorridente – Precisamos de você!
— Bem, vou pensar e depois eu falo... – ela disse e o sinal tocou – Tenho que ir, até mais, treinador.
— Espera, qual é o seu nome?
— Katherine Harris, mas me chame de Kat, por favor – ela disse sorrindo e saiu andando.
— Kat, espera! – eu disse correndo e parando ao lado dela – Você vai para onde? Quer ajuda para achar a sala?
— Desde quando você é bonzinho comigo? MEU DEUS, quem é você e o que você fez com o Nico que me xingou hoje de manhã? – ela disse arregalando os olhos em uma forma clara de sarcasmo.
— Desculpa, é que eu acordo bem estressado mesmo... Mas agora já estou de bom humor! – eu disse sorrindo e ela riu.
— Bem, eu tenho aula de matemática agora...
— Oh, eu também, deixa que eu te levo – eu disse e ela me olhou desconfiada.
— Deixa eu ir ao banheiro primeiro tentar secar minhas roupas – ela disse e foi para o banheiro ali perto.
Esperei-a na porta do banheiro por algum tempo, o Lucca ia matar a gente por estarmos chegando atrasados, ele odiava isso. Depois de um tempinho, ela saiu do banheiro um pouco menos molhada que antes.
— Vamos – eu disse e ela assentiu.
Ficamos em silêncio durante o percurso até a sala e tinha que confessar que aquilo estava me incomodando, mas, graças a Deus, chegamos na sala.
— Nico... Senta comigo? – ela disse antes de entrar na sala, meio nervosa.
— Claro, ruiva! – eu sorri e ela agarrou meu braço. Vish, Katie não vai gostar disso... Como se eu me importasse.
Nós entramos na sala e os olhares se voltaram para nós, o ponto fixo dos olhares masculinos era Kat e o de algumas meninas também, outras olhavam para mim com caras maliciosas. Caminhamos até as últimas carteiras na parede e nos sentamos, ela ficou na parede e eu do seu lado. Graças a Deus o professor ainda não tinha chegado, o que era um milagre.
— Bom dia, alunos – disse o professor entrando na sala um tanto esbaforido.
Graças a Deméter, ele pulou para nossa série. Ele é o melhor professor de matemática do mundo.
— Vejo que temos alunos novos por aqui... Bem, meu nome é Lucca Jones, alguns aqui já me conhecem...
— Vamos ganhar semana que vem, Lucca? – eu disse rindo. Eu o adorava pelo simples fato de torcer para o mesmo time que eu e ser tão vidrado em futebol quanto eu.
— Claro né, Nico? Só vai dar Barcelona – ele riu.
— O senhor acha mesmo que o Barcelona é melhor que o Manchester? – disse Kat rindo – Aaah, pobres coitados.
— Vejo que temos uma torcedora do Manchester entre nós... – ele disse zombadeiro.
— Manchester na veia, querido – ela disse sorrindo com desdém.
Lucca arqueou uma sobrancelha e sorriu malvado para Kat.
— Já que a senhorita se pronunciou, venha aqui se apresentar.
Ela se levantou e foi para a frente da sala. Ela estava com o cabelo e as roupas um pouco molhadas, mas ela continuava linda e gostosa.
— Meu nome é Katherine Harris, tenho 16 anos, nasci na Inglaterra e acho que o Barcelona vai perder para o Manchester semana que vem – ela disse olhando para Lucca com um sorriso sarcástico que o fez rir e...
PARA TUDO... Como assim ela tem 16 anos??? Como assim ela é inglesa??? Em que mundo nós estamos, Senhor???
— Já que você está tão convencida disso, vamos fazer uma pequena aposta. – disse Lucca sorrindo. – Se o Manchester ganhar, eu visto a camisa do time, mas se o Barcelona ganhar, você veste a nossa linda camisa.
— Pano de chão você quer dizer, né? – ela disse rindo e apertando a mão estendida de Lucca. – Apostado! Com direito a foto e vídeo quando o senhor perder.
Eles apertaram as mãos, ambos com sorrisos desdenhosos, e ela voltou para o meu lado. O resto dos novatos se apresentaram e Lucca disse que as duplas iam ser permanentes, pois agora era mais uma regra doida que Deméter tinha inventado. Vou ter que aguentar a bipolaridade da ruiva nas minhas aulas preferidas...
É, eu estou fodido.
Annabeth
Consegui achar a sala de geografia com facilidade. Entrei na sala e o local estava parecendo um zoológico e um motel ao mesmo tempo. Se isso era possível? Bem, descobri naquele momento que sim.
Passei os olhos pela sala e vi o garoto que eu encontrei na balada ontem, Ethan. Ele estava conversando com um cara loiro que eu achei que fosse o Will, mas não era.
Bem, me sentei na segunda carteira da parede e fiquei lá sentada enquanto alguns meninos me olhavam. Eu já estava ficando envergonhada com aqueles olhares, então resolvi mandar uma mensagem para Thalia, para disfarçar.
“Você deveria estar aqui... To com saudades, volta logo” mandei no privado do Whats, mas não obtive resposta.
— Olá, mocinha – ouvi alguém dizer. Levantei a cabeça e me deparei com o Ethan e o menino loiro que era parecido com o Will.
Depois de encarar alguns segundos o loiro, me lembrei que fiquei com ele na boate ontem, mas não lembrava o nome dele de jeito nenhum.
— Annabeth, certo? – disse Ethan e eu assenti – Annabeth, esse é meu amigo, Michael Yew.
— Nós já nos conhecemos né, gracinha? – disse Michael e eu fiquei impressionada por ele ter se lembrado de mim.
— Ér... – me fiz de desentendida por uns segundos antes de continuar – Você é aquele cara da boate ontem, não é?
— Sim. – ele disse sorrindo.
Antes mesmo que a conversa pudesse se desenrolar com os dois, um cara com uma vareta de madeira na mão entrou na sala.
— Bom dia, alunos. Sou Marcos Lewis, muitos aqui já me conhecem – disse o professor.
Nisso, Percy chega todo afobado na sala.
— Posso entrar professor?
— Não tolero atrasos, cidadão, mas como é o primeiro dia vou deixar passar. Fique claro para todos. – ele disse e olhou para Percy, que ainda estava na porta da sala – Entra logo esquisito! Tem lugar ali do lado da madame – disse o prof. apontando a vareta para a carteira vazia ao meu lado.
Percy assentiu rapidamente e se dirigiu ao meu lado. O professor disse que as duplas seriam até o final do ano, pois era uma nova regra da escola para que não ficasse uma bagunça na hora dos trabalhos. Não liguei tanto assim para aquilo, já que estava convivendo com Percy 24 horas por dia, então não seria um desafio.
A aula começou e era em slides, o que me dava muito sono, já que as luzes tinham que ser apagadas. Depois de alguns minutos, vi Percy escrever alguma coisa em uma folha e me passar.
“Cuidado para não dormir, Sabidinha, senão leva uma varetada na cabeça” – li e soltei uma risada baixa.
“É bem capaz mesmo! Esse cara é doido!” – respondi.
O professor era realmente doido. Ele chamava os meninos de animal, esquisito e cidadão. Já as meninas ele chamava de madame, mesmo sendo um puta e tenho que admitir, tem muitas nesse colégio. Outra coisa doida é a mania dele de bater com aquela merda de vareta na mesa. Cara, aposto que a vontade dos alunos é enfiar aquele troço no cu dele.
Mas o achei um ótimo professor, mesmo falando do Manchester toda hora que os meninos comentavam, era engraçado. O sinal tocou e eu juntei minhas coisas pra ir para a sala de história.
— E ae? Curtiu a aula do Marcos? – perguntou Percy do meu lado.
— Ele é doido! – eu disse rindo e ele me acompanhou assentindo.
— Não é? Tem aula de que agora? – ele perguntou sorrindo. O sorriso dele é tipo assim, lindo.
— História e você? – perguntei retribuindo o sorriso.
— Sociologia... Argh – ele disse com uma careta e eu ri – Quer que eu te leve na sala?
— Ah... Claro – eu disse sorrindo e ele foi me guiando pela zorra que eram os corredores
Eu acho que os professores mais idosos tem que estar acompanhados, porque são capazes de serem atropelados pelos alunos, sério. Queria saber de onde vem tanto fogo. Estávamos caminhando tranquilamente, (bom, tranquilamente a medida do possível), quando um vulto ruivo veio em nossa direção e eu tinha certeza que não era a Kat por ser alta demais para a nossa ruiva.
— Oi Peeercy! Meu Deus, o que aconteceu com você? – disse a garota ruiva perto de nós.
— Olá Rachel— ele disse normalmente e ignorando a pergunta dela.
Depois de um tempo lembrei-me dela. Thalia tinha dado um soco na amiguinha dela no dia em que fomos na boate.
Ela parecia uma prostituta prontinha para dar o cu na esquina e ganhar 1 dólar pela noite. Rachel me olhou com desprezo e depois voltou seu olhar para Percy, abrindo o sorriso mais falso e malicioso que eu já vi.
— Que caridoso da sua parte ajudar a novatinha sem graça – ela disse pendurada no ombro dele.
— Rachel... Não... – começou Percy, mas eu o interrompi.
— Sem graça? Minha filha, eu não preciso usar roupas de prostituta para mostrar do que eu sou capaz, ao contrário de você né? – eu disse me colocando entre ela e Percy.
— Ui, a loirinha aguada acha que é alguma coisa – ela disse rindo – Olha e aprenda querida.
Então a vadiazinha simplesmente pegou a gola da camisa de Percy e lascou um beijo na boca dele.
Se ela pensa que pode usar o Percy para me atingir de alguma forma, ela está inteiramente enganada. Ela vai ver como é bom se desprezada.
Percy
Meu Deus! O que foi aquilo mesmo produção?
A Rachel é gostosa e tudo mais, mas não rola nada entre a gente, até porque eu não suporto garota oferecida, mas não sei porque eu retribui o beijo... Ah, eu sou homem e não sou de ferro...
— Sabe o que é muito nojento? Uma boca que já deve ter passado por um tanto de pênis como a sua. – disse Annie.
Não deu outra, larguei Rachel na hora e entrei no banheiro pra lavar a boca! Jesus amado, que nojo, que nojo, que nojo! Vou desinfetar minha boca com os produtos de limpeza e já volto.
Eu não acredito que fiquei com Rachel pela quarta vez e nunca me toquei disso! Argh! Nem olhei para a cara dela quando sai do banheiro, deixando-a com uma cara de taxo e uma Annie com uma cara vitoriosa. Fui direto pra a hora da soneca. O professor era tão morto que dá vontade de morrer junto com ele na aula.
Entrei na sala e vi Mírian sentada com Connor Stoll. Kat havia me contado o lance dela com ele, o que não é muito legal, mas enfim. O sinal tocou e o professor entrou na sala. Connor saiu do lado de Mírian e sentou com Ethan Nakamura, o menino que não gosta muito de mim e posso dizer que é recíproco. Como não tinha ninguém com ela, me sentei ao seu lado.
— E ae, morena? – eu disse sorrindo.
— Colé, Smurf – ela sorriu de volta.
Olhei para a sala e vi Leo conversando com Quione e eles estavam fazendo dupla. Voltei meu olhar para Mírian, que estava encarando os dois com aqueles sinistros olhos vermelhos. Eu não conseguia decifrar o olhar dela, então chamei sua atenção.
— Mírian!
— Oi! – ela disse se virando pra mim.
Abri minha boca pra falar, mas...
— Bom dia, alunos. Sou o professor de Sociologia, Enzo Almeida e a partir dessa aula, as duplas serão permanentes... Bem, vamos começar com... – e foi ai que eu apaguei e não prestei mais atenção.
Vamos pular ao que interessa: a hora do lanche, o momento sagrado e abençoado por Deus. Fui para o refeitório com Mírian e ao chegarmos lá, vimos Kat, Jason, Annie e Luke sentados na mesa que costumávamos a usar. Nos sentamos com eles e depois de um tempo, o resto da galera chegou.
— Como foi as aulas, meninas? – perguntei.
— Como todas são, chatas – disse Kat dando de ombros – Vou ter que aturar essa praga nas aulas de matemática – ela disse apontando para Nico.
— Você que implorou para eu sentar com você! – ele exclamou.
— Vou ter que te aturar não vou?
Então, um par de braços finos e brancos rodeou o pescoço de Nico e um segundo depois, ele ganhou um selinho da pessoa que o abraçava.
— Oi, meu príncipe! – disse Katie. – O que aconteceu com você?
Ela estava acompanhada (como sempre) de Reyna e Quione.
— Ah... – ele disse meio desgostoso. – Oi Katie... Culpa dessas ae – Nico apontou para as meninas.
— Nossa, é assim que você trata sua namorada? – ela disse com um biquinho e a Kat cuspiu o suco do lado do Nico (quase o acertando) e rindo.
— Namorada? Está mais para corna! – ela disse rindo.
A cara de indignada da Katie foi inpagável e quando ela ia rebater alguma coisa, Mírian começou a falar primeiro.
— Acho que devia ser proibido o uso de roupas de secretárias no colégio – comentou Mírian mordendo seu sanduíche. Kat riu e abriu a boca para falar, mas...
— Oi, meu Fofolete Cute Cute – disse Drew animada abraçando Luke pelo pescoço, igual Katie fez com Nico.
— E também roupas de putas – comentou Annie
Então a atenção da presidente do corpo estudantil foi toda voltada para Drew.
— O que você está fazendo aqui? – perguntou Katie com um tom irritado.
— O mesmo que você, queridinha— disse Drew com um sorriso falso.
A verdade é que Katie, Reyna e Quione – as “rainhas” do colégio – odeiam Drew e Rachel – as maiores putas do colégio – e vice versa. Luke se diverte quando Drew briga com uma das três e Nico adora quando “sua namorada” arruma barraco com uma das duas. Pobre Katie, toda corna.
— Opa, opa, opa! – disse Kat alto e levantou-se. – Briga de patricinha mimada com piriguete arrombada perto da gente não!
Vish...
— Olha como você fala comigo garota! – disse Katie ameaçadoramente apontando o dedo para Kat.
— Minha filha, eu falo do jeito que eu quero! Só porque você é filhinha da diretora não significa que tem mais vantagens que a gente. – ela rebateu e eu vi a Katie ficar vermelha de raiva.
Ela é muito mocinha para rebater ao nível da Kat, mesmo sendo uma cobra quando é necessário, então Katie ficou calada e saiu bufando junto com suas sombras.
— Ainda bem que ela foi embora – disse Drew sentando no colo de Luke, que sorriu malicioso.
— Sai você também sua piriguete! Ou vou ter o prazer de continuar com a surra que a Thalia ia te dar – disse Annabeth. Wow, nunca pensei que a Annie fosse assim e tenho que confessar que ela fica muito sexy desse jeito.
— Escuta aqui, sua loira oxigenada... – começou Drew, mas logo foi interrompida.
— Mano, vou enfiar a mão na tua cara! Vaza daqui – agora foi a vez da Mírian se estressar.
Drew a olhou com nojo e saiu bufando. Pelo visto a Rachel não queria dar as caras depois daquela cena no corredor...
— Wow, nunca pensei que vocês fossem tão barraqueiras – eu disse rindo.
— Você não viu nada, amor – disse Annabeth olhando para mim com um sorriso maroto.
— E ae, gatinha? – disse Will aparecendo e beijando o rosto de Kat.
Revirei os olhos e encarei Will com um olhar de tédio.
— Colé... – ela disse sorrindo.
Eu juro que vi o Nico fuzilar ele com o olhar e eu não estava muito diferente... Se bem que Nico odeia o Will, então...
— A Killer Girl aqui? – disse Cody, o amiguinho do Will.
— Eu não falei que ela ia estudar com a gente? – perguntou Will.
Então eles dois se sentaram a mesa e ficaram conversando com Kat. Eu e os meninos ficamos conversando com as meninas até o sinal tocar e dar início a aula que eu estava esperando desde que pisamos nesse colégio: biologia.
Se eu tenho amor por algo no colégio, com certeza é essa matéria linda e maravilhosa que eu não consigo entender como tem gente que odeia. Biologia é vida! Literalmente!
— Eba, biologia agora – disse Kat animada.
Sorri para ela e levantei a mão para um hi-5, que ela correspondeu animada. Saímos do refeitório, todos juntos, indo para o anfiteatro, onde seriam as aulas mais lindas do mundo.
Mas também as aulas que nos dariam mais dor de cabeça.
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