Alpha
4 Olhares
Notas iniciais
Terceiro Capitulo — Olhares
Quando toca o sinal da segunda aula, as garotas acordam sobressaltadas, e avistam quatro indivíduos entrando na sala. Nesse momento o quarteto feminino perdeu a ar.
O primeiro garoto era loiro e tinha misteriosos olhos vermelhos, era alto, tinha porte meio musculoso, usava calça jeans preta e blusa vermelha.
O segundo tinha cabelos pretos e olhos cinza, tinha baixa estatura e corpo atlético, a roupa era uma camiseta cinza e uma calça.
O terceiro era moreno tinha olhos azuis, alto com porte adequado, fazendo o estilo skatista.
O quarto também moreno tinha olhos castanhos, estatura media, usava camiseta preta e calça com uma corrente.
A sala ficou em um silencio perturbador. A professora apresentou os quatro garotos. As meninas surtaram com a chegada dos garotos.
Failie assobiou.
“Fiu Fiu!”
Yara suspirou.
- Oh! Delicia! — Ariane sussurra.
Karly arruma o cabelo.
Os meninos se dirigiram as carteiras do meio da classe, enquanto não tiravam os olhos das quatro garotas ao fundo. Que retribuíam o olhar descaradamente.
A aula seguiu-se tumultuada, as patricinhas não deixavam os novatos em paz.
O sinal tocou anunciando o intervalo.
Uma manada de “elefantes” saiu correndo da sala rumo ao refeitório.
Os dois quartetos permaneciam na sala.
- Failie joga o papel no lixo! – Ariane se dirige a morena de olhos vermelhos
Failie mostra a língua
- Quem disse que eu vou te obedecer! – Failie atira o papel para a garota.
- Bicha chata!
- Aff! — Yara levanta – Deixa que eu jogo, antes que vocês comecem a se bombardear!
Yara pega o papel na mesa de Ariane e se dirige ao lixo. É ai que acontece o desastre, no momento em que a garota passa pelo corredor, um dos novatos coloca o pé de proposito.
Yara cai de perna aberta, sua saia branca levanta mostrando um conteúdo inadequado. A sala silenciou-se. A morena corou. E os garotos paralisaram com a cena. Babando indiscretamente.
As três que estavam no fundo da sala explodem de raiva, empurrando as cadeiras e carteiras para o lado e indo em direção aos garotos que ainda estavam em êxtase.
- Você é lesado seu filho da puta? – Ariane berra na orelha – Quem você pensa que é?
Karly foi ajudar Yara que ainda estava no chão. Os olhos azuis da menina estavam marejados.
- São um bando de idiotas! – Failie e Ariane “peitam” os garotos.
Então, os quatro se levantam em silencio e as encaram como se fossem donos do mundo.
As duas se sentem intimidadas com a pressão e dão um passo para trás.
- Prazer panaca, sou Gabriel!
- Prazer nenhum idiota, panaca é tua bunda! – Failie retruca
- Bunda? Não tinha coisa melhor para falar não? Cadê a formalidade? – Diz Ariane sarcasticamente.
- Você tá do lado do que garota metida a nerd? — Failie fita a amiga.
- Bem que nossa mãe disse que elas eram... – o loiro começou...
- O que a tapada da sua mãe falou? – Failie coloca as mãos na cintura.
- Mãe tapada e filho tapado! Que família adoravelmente tapada! – Ariane da ênfase na frase da amiga.
O garoto joga um olhar venenoso e avança sobre as garotas, mas, o garoto de olhos cinza o segurou e disse com um tom de advertência:
- Calma, ainda não está na hora!
As meninas silenciaram confusas, enquanto eles já saiam da sala. Na porta, o garoto de cabelos castanhos se virou e disse:
- Gostaram da Glorinha? Demoníaca ela não? – sorri sarcasticamente e sai.
O refeitório explodia em conversas, as quatro se sentaram mais afastadas possíveis dos garotos, só que os olhares venenosos ainda eram frequentes. A sensação de estarem sendo observadas não as abandonava.
- Por que eu fui colocar saia logo hoje? – Yara coloca a cabeça entre a mãos, enquanto Ariane tenta acalma-la.
- Concordo! Saias são estranhas! – Failie fala enquanto abocanhava o hambúrguer.
- Failie! – Karly repreende.
- Oxê, é verdade! – fala ainda com a boca cheia.
- Eles são garotos estranhos, da onde vieram aquelas pragas?!
- Umas pragas deliciosamente lindas! – Failie diz os encarando indiscretamente.
- Pior que é verdade... – Ariane concorda com relutância.
Enquanto isso na mesa dos garotos.
- Aquela menina não para de comer não? – Rafael diz impressionado com a fome da garota, seus olhos cinza não a deixaram desde que chegaram à sala de aula.
- Parece um buraco sem fundo! – diz Miguel, voltando seus olhos vermelhos para o irmão.
Os quatro riram, e por um segundo quase se esqueceram de sua missão.
- Temos que mata-las logo... Não aguento mais ficar neste lugar! – diz Gabriel, o mesmo que derrubara Yara.
- Nem eu! — Uriel concorda.
Os garotos estavam tensos, não paravam de olhar para as garotas no fundo do refeitório. Eles a odiavam, profundamente.
- Quem diria que elas seriam tão... tão... – Uriel diz enquanto mascava chiclete.
- Lindas... – Miguel completa a frase do irmão.
- Lindas, irritantes, chatas e perigosas! Não se esquecem do que nossa mãe disse: Elas são bruxas, feiticeiras terríveis! -Rafael disse serio — O caçador não ode se distrair com a caça.
- E então... Quando começamos a caçada? – Uriel pergunta
Os irmãos se olham com o sorriso maldoso
- Já começou! – Miguel afirma. Os quatro lançam olhar raivoso para as garotas.
Ilha Central
16 anos atrás..
O banquete real comemorava a nova era de prosperidade que se iniciava no reino, as quatro princesas estavam prestes a vir ao mundo. O palácio festejava, e os elementares estavam todos contentes e ansiosos com a chegada das herdeiras.
A mesa estava farta, e os convidados se divertiam ao som da musica, nas duas extremidades da mesa se encontravam o Rei e a Rainha, ao lado de Numitor sentava-se seu irmão e general do exercito, o poderoso Ablon. Era casado com Irina, prima de Zafira.
Irina era uma mulher ambiciosa, louca pelo poder, que invejava sua prima, por ter se casado e se tornado a Rainha de um grande império, Irina esperava ansiosa o fim de sua gravidez, para por em pratica seu plano de vingança.
Numitor lançava olhares sedutores para a Vingativa, ninguém sabia que eles sustentavam um relacionamento secreto nutrindo um amor carnal.
Dois meses depois..
O reino chorava a perda do General, que falecera em combate deixando quatro bebes e a mulher viuva. A desgraça tomava conta do reino, o nascimento das herdeiras foi marcado pela guerra. E tudo ainda estava por piorar.
Com o marido morto. Irina colocou o plano em pratica. Fazendo Numitor perder a cabeça e destronar sua esposa, acreditando que ela e as princesas estavam trazendo a desgraça do reino.
Aproveitando a situação, Irina sobe ao poder com a desgraça alheia.
Zafira foi banida juntamente com suas filhas. Trazendo uma “subita” estabilidade no reino.
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