Along The Way
28 Epílogo - Along The Way They Found Love
Notas iniciais
Peter bocejou longamente pelo que pareceu a milésima vez na noite. Ele esticou as costas, podendo ouvir várias juntas estalarem enquanto sentava-se ereto na cadeira e esfregava com as mãos os olhos cansados.
A luz bruxuleante das velas apenas o possibilitava enxergar o básico das formas que desenhava no mapa quase totalmente concluído. Ainda faltava os detalhes finais, nomes e anotações, mas com sorte os terminaria antes do nascer do dia.
Na solidão de seu quarto silencioso, não foi com pouco susto que a entrada inesperada da Princesa fora recebida por Peter, que largou suas ferramentas de escrita para se adiantar à porta por onde a garota passava, verificando os corredores mortalmente escuros do seminário antes de fechá-la atrás dos dois.
― O que pensa que está fazendo? ― Peter sibilou baixinho para a garota risonha que sentava-se em sua cama. ― Você sabe o que diriam se te pegassem aqui? Quanto mais em tão avançada noite?
― Eu me certifiquei de que não estava sendo seguida ― a princesa disse. ― E como você não foi me ver desde que chegamos, me senti na obrigação de visitá-lo antes que partisse.
Peter suspirou e esfregou o pescoço com a mão, sentando-se ao lado da garota.
― Eu estive muito ocupado todos esses dias ― falou, baixinho. ― Trabalhei no mapa dia e noite.
― Ele está ficando muito bom ― Natasha se inclinou para espiar a mesa bagunçada. ― Já sabe quando vai partir?
― Com sorte depois de amanhã, se o mapa for aprovado.
― Estás com tanta pressa de deixar o reino que estendeu o trabalho até tão tarde? ― Questionou. ― Estive conversando com o padre, ele diz que você pouco dorme ou come, e que seus dedos estão calejando por conta da pena.
― Não tenho tido muito apetite, acho que me acostumei com refeições escassas ― respondeu defensivamente. ― E também não tenho sono. Tudo é tão quieto aqui, acho que sinto falta dos sons dos insetos noturnos, e suspeito que minha cama seja macia demais. O chão da floresta parecia mais agradável. Mesmo que às vezes formigas me invadissem as calças.
― O chão da floresta lhe era mais agradável, ou a companhia tida na floresta? ― Provocou, empurrando o garoto com o ombro levemente. ― E não me refiro às formigas, mas a outro alguém que invadiria suas calças.
Peter nada respondeu enquanto a garota ria, somente desviou os olhos para o chão balançando a cabeça, recusando-se a pensar nisso.
― Você foi ver o Stark? ― A garota perguntou, cautelosa.
Peter balançou a cabeça, chateado e recusando-se a olhar a princesa nos olhos.
A falta de tempo era uma desculpa que ele contava para si mesmo, um motivo para postergar a visita. Um prazo razoavelmente grande lhe havia sido dado para concluir o mapa, e a ânsia em voltar para casa o fazia trabalhar incansavelmente, enquanto seu coração pesado, clamando para que ficasse, o obrigava a atentar-se aos mínimos e insignificantes detalhes, em uma tentativa vã de atrasar o que seu cérebro racional demandava.
Metade sua feria os dedos e cansava os olhos, enquanto que a outra metade utilizava de dedos doloridos para secar os olhos molhados quando o silêncio de seu quarto lhe oprimia à noite, mantendo-o acordado ao menor som externo em reminiscência às muitas vigílias, e nas manhãs quando abria seus olhos e o que via acima não era mais o teto de folhas das árvores, e a única companhia que lhe restava ficava por conta de uma velha cadeira acomodada a uma mesa bagunçada.
Por anos tudo o que ansiara foi o dia que finalmente poderia ver sua família, então por que agora alcançar tal objetivo não o agradava como esperado?
― Eu não tive coragem ― confessou por fim o garoto, tão baixo que mal foi ouvido. ― Eu não queria somente chegar lá e me despedir. Dizer que nunca mais o veria.
Peter fungou e esfregou o nariz para espantar o leve formigamento, piscando a nebulosidade de seus olhos.
― Não tem que ser uma despedida ― a mulher falou com delicadeza, passando um braço por sobre os ombros do garoto ao ouvi-lo fungar novamente. ― Ah, Pete… na primeira vez que seu coração encontra alguém é sob tais circunstâncias.
― Eu deveria ir ― o garoto murmurou após pigarrear. ― Nos conhecemos há pouco tempo, esquecer será a melhor opção.
― Melhor opção para quem?
― Ele se foi sem olhar para trás ― resmungou o garoto. ― E mesmo que tivesse sido diferente, o que eu poderia fazer? Dentro de uma semana estarei fora deste reino.
― Então há uma semana que não deve ser desperdiçada ― incentivou. ― Vá ver o homem. Ele merece ao menos um adeus.
Peter não disse nada, apenas esfregou o nariz novamente, ponderando em silêncio.
― Como vão os preparativos para o casamento? ― Perguntou o garoto, por fim. ― Já conheceu seu noivo?
― Cansativo ― a princesa respondeu, sentindo a leveza que vinha com a mudança de assunto. ― Vi uma ou duas pinturas dele. Não é desagradável aos olhos.
― Para qual dos filhos Banner você foi prometida?
― Bruce, o segundo ― respondeu. ― Parece ser um bom homem, levando em consideração as histórias que me contaram. Contanto que não tente me colocar em uma coleira, talvez esse casamento não seja de todo desagradável.
― Como se houvesse qualquer ser nesse mundo capaz de impor sobre você suas vontades.
A garota riu enquanto se levantava, alisando suas saias antes de parar na porta.
― Espero uma visita sua antes de ir ― ela disse. ― E pense sobre o que eu lhe disse.
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Tony suspirou cansado ao pisar fora de casa de manhã. Fazia poucos dias desde que retornara da viagem, mesmo que lhe parecesse que fora há uma vida diferente atrás.
Ele havia limpado sua casa, dado algumas moedas ao garoto responsável por alimentar seus animais em sua ausência, e trocado as ferraduras de seu pobre cavalo exausto.
E assim aos poucos seus dias voltavam à normalidade. À infeliz monotonia que até então não percebera ter sido abatido.
Ele havia reacendido sua forja, mas via pouco sentido em atender à pedidos de armas, armaduras e outras poucas coisas dos cidadãos da vila quando seu pagamento pela missão lhe garantiria um bom tempo de conforto sem preocupação com dinheiro. Entretanto, em contrapartida, o trabalho lhe era bastante satisfatório em termos de manter sua mente ocupada. Enquanto se concentrava em manter o fogo aceso e o metal maleável, moldando-o em seguida no que fosse preciso, pouco tempo lhe restava para se preocupar com as questões do coração. A exaustão do trabalho braçal garantia que ao fim do dia, ao deitar em sua cama, dormiria a noite toda, pronto para repetir a enfadonha rotina no dia seguinte.
Tony estava bem quanto à sua rotina. Trabalhar era melhor que pensar em Peter. Sempre haveria mais trabalho a fazer, mais encomendas para entregar. O trabalho era confiável, herdado de seu pai, e seu avô antes dele. Sua forja era constante, nunca o decepcionara nem o ferira mais que algumas queimaduras superficiais, com certeza não fazia doer seu coração. Nem o abandonava sem sequer um adeus. Não ia embora depois de se infiltrar em seu coração e mente. Não fazia sua garganta apertar tanto quanto a saudade.
Bufando com o rumo de seus pensamentos, Tony martelou mais forte a espada em que trabalhava, levando-a em seguida ao fogo a fim de reaquecer o metal, notando só então que este necessitava urgentemente de lenha. O homem então largou seu trabalho e secou o suor da testa, dirigindo-se ao canto onde deveria haver uma generosa pilha de lenha, mas que agora sobrara apenas cascas e finos cavacos que não lhe serviam de nada. Bem, lenha precisava ser cortada, e trabalhar ao ar livre o faria bem depois de tanto tempo exposto ao calor escaldante da forja.
Exceto, é claro, se estivesse chovendo. Trabalhar na chuva não era uma opção quando se necessitava de lenha seca, o que significava que a tarefa teria de ser adiada até o dia seguinte, pelo menos.
Mas como o dia já estava perto do fim, Tony não se preocupou muito, pois sempre havia mais o que fazer dentro de casa.
Para o jantar e aquecer a água de seu banho ainda restava alguma madeira, portanto pôs-se a acender a lareira e o fogão. Buscando sua maior panela para a água, Tony caminhou em direção à despensa, mas ateve-se em seu caminho ao avistar, largadas em um canto, suas bolsas de viagem, ainda intocadas desde que chegara.
Não vendo motivo para postergar ainda mais a tarefa, as pegou e sentou-se diante da lareira, aquecendo-se ao fogo que se animava enquanto abria a primeira das bolsas, encontrando seus objetos de cozinha e pederneira. A segunda estava cheia de toalhas e bandagens sujas, a maioria manchadas de sangue além da recuperação, tendo como destino o fogo aceso. A terceira continha alguns metros de corda e seu conjunto de facas e algumas adagas. E por fim, a última guardava seu cobertor e parcialmente escondido sob este estava o par de espadas de madeira do treinamento de Peter.
Pegando-as com cuidado reverencioso, Tony as trouxe para perto, examinando cada ranhura e marca que contava sua história. A madeira desgastada estava suja e lascada em vários pontos, mas ainda serviria por um bom tempo caso fosse necessário. Passando um dedo por sobre uma rachadura, Tony lembrou-se de suas tardes ensinando Peter a duelar, recordando-se de seu esforço mesmo quando suas armas de treino eram meros gravetos tirados de árvores ao acaso. O garoto pode não ter sido o mais habilidoso dos espadachins, mas inegável era o fato de que se esforçava com afinco, ávido por aprender, mesmo que ao fim da noite estivesse dolorido e marcado de contusões e tombos. No pouco tempo em que conhecera o jovem, Tony pode ter certeza de que uma de suas maiores virtudes vinha de sua perseverança, sua obstinação em conquistar tudo aquilo em que se propunha, como ir atrás de sua família depois de tantos anos.
Esperando que Peter tivesse aprendido o suficiente a se defender sozinho em sua nova jornada, Tony atirou ambas as espadas no fogo. Peter não precisaria mais dela. Nem de suas aulas. E menos ainda dele.
Guardando seus pertences e separando o cobertor e toalhas para lavar, Tony foi em busca de sua panela por fim.
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Peter sorriu ao finalmente entregar seu trabalho completo. A sensação de dever cumprido após tantos dias de trabalho dedicado com certeza valia o esforço. Isso e o saco de moedas que trazia consigo para seu quarto, onde se preparava para partir, faltando apenas encher seu baú com os pertences que levaria consigo. Já havia comprado um lugar com uma caravana que sairia esta tarde em direção ao porto, e precisava se apressar se quisesse chegar a tempo da partida.
Dobrando suas roupas e escondendo entre elas uma parte de seu dinheiro, Peter as colocou sobre seus livros e materiais de escrita já acomodados no baú, organizando tudo para que coubesse antes de fechar e trancar sua fechadura.
Mudando suas roupas para as de viagem, Peter apertou seu cinto por fim, sentindo o agora familiar peso da espada em sua lateral, para então prender seu punhal do outro lado. Conferindo uma última vez a afiação da pequena arma, Peter suspirou, recordando-se de que não era somente o peso das armas que carregava, mas também das mortes que elas trouxeram.
Não se arrependia de nenhuma delas, é claro, quando todas foram a única alternativa para salvar a vida de Tony e dele mesmo. Um peso na consciência não era nada comparado com o saber que agora o homem que amava estaria seguro seguindo sua vida em casa.
Pegando seu baú, Peter deixou seu quarto agora vazio, seguindo com o coração pesado para fora dos alojamentos do seminário direto para a decisão mais difícil que já tomara até então.
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Tony olhou para fora através da janela aberta, vendo a garoa fina que agora caía no fim de tarde, o céu escurecendo lentamente junto com o dia que ia acabando. Terminando sua caneca de cerveja após jantar, o homem deu seu último gole antes de fechar a janela, deixando o cômodo iluminado somente pela lareira ainda acesa.
Pronto para ir dormir, o Stark puxou os cobertores sobre a cama e estava prestes a acomodar-se ele mesmo quando ouviu uma batida na porta.
Imaginando quem poderia ser que chegara tão tarde em um dia chuvoso, Tony pensou em ignorar, porém a curiosidade foi mais forte.
De todas as pessoas e situações que pensara, encontrar Peter parado ali com um olhar hesitante e cabelo molhado pela garoa, em pé na sua soleira como se não tivesse certeza do que estava fazendo fora no mínimo inesperado.
Muitas coisas se passaram por sua cabeça enquanto ambos se encaravam por longos momentos em silêncio.
Ele finalmente viera vê-lo? Qual o motivo disso?
Mas uma olhada para o baú largado aos pés do garoto lhe servia como resposta.
Peter viera se despedir. Estava indo embora, afinal. Como deixara claro que faria desde que se conheceram.
― Oi ― o garoto falou em um suspiro, finalmente quebrando o silêncio.
Tony olhou para o pequeno sorriso nervoso, desviando a atenção para os brilhantes olhos castanhos que fitavam os seus, as gotas de água que escorriam de seu cabelo, voltando para os lábios, onde o sorriso lentamente morria com a falta de resposta.
Aquela era sua despedida, afinal. A que ansiara ter feito devidamente durante dias desde que o tinha visto pela última vez às portas do castelo tantos dias atrás. E se era a última vez em definitivo que se encontravam, iria ao menos fazê-la ser mais memorável que um simples adeus largado ao vento.
Puxando o garoto rudemente pelo colarinho de sua capa de viagem, Tony o trouxe para si, nem mesmo dando-lhe algum tempo de reação enquanto unia seus lábios em um beijo necessitado.
Peter soltou uma breve exclamação de surpresa com o ato, porém não demorou a se render à carícia, suspirando contra os lábios de Tony, avançando o passo que faltava para unir os dois corpos.
Movendo as mãos para envolver as costas do garoto, Tony o puxou para tão perto quanto possível, recuando alguns passos para trás trazendo Peter consigo, lentamente adentrando a casa sem separar os lábios ávidos que matavam a saudade um do outro.
Tony bateu a porta atrás de Peter, encostando-o contra a parede e movendo finalmente sua boca da boca alheia apenas para movê-la para seu rosto, beijando sua bochecha e maxilar, descendo para seu pescoço, onde deleitou seus lábios e ouvidos com os suspiros longos e apaixonados com que Peter lhe presenteava, envolvendo com uma mão seu ombro e a outra entremeando-se por seus fios de cabelo, segurando-o contra seu sensível pescoço.
― Tony... ― Suspirou Peter, puxando o cabelo de Tony, afastando-o de sua pele tanto quanto conseguiu. ― Minhas coisas... ficaram lá fora...
Rosnando qualquer coisa, Tony largou muito a contragosto o corpo quente do jovem garoto, abrindo a porta e arrastando para dentro de qualquer jeito o baú, antes de avançar em Peter mais uma vez.
O Parker riu quando o homem o agarrou pela cintura, abafando sua diversão com outro beijo necessitado, arrancando seu fôlego quando sua língua se juntou ao beijo.
― Eu senti sua falta ― Tony segredou quando movia seus lábios novamente para o pescoço de Peter. ― Pensei que nunca mais veria você.
Fechando os olhos, o garoto gemeu com a voz rouca sussurrada ao pé de seu ouvido, seguido de um chupão que certamente deixaria marca.
Dos beijos que trocaram furtivamente no meio da floresta, nenhum havia sido tão ardente quanto agora, possuindo seu corpo com um calor que fazia suas pernas ficarem bambas, despertando necessidades que jamais imaginara possíveis.
Peter sequer percebeu quando as mãos de Tony soltaram sua capa de viagem, nem sua camisa, perdido nas sensações dos beijos avançando em seus ombros pálidos, e nas mãos que agora apertavam seus quadris diretamente sobre sua pele. Ele pouco se importava que quando tudo acabasse estaria coberto por queimaduras da barba áspera.
Jogando a cabeça para trás com o gemido mais vocal que emitira até agora, Peter balançou involuntariamente os quadris quando Tony os puxou contra os dele, apreciando a sensação prazerosa recém descoberta que era o contato do calor quente e teso nas calças do homem contra o seu igualmente necessitado.
Tony beijou a boca de Peter, abafando seus gemidos que vinham com o movimento de seu quadril, descendo suas mãos até suas coxas, onde apertou antes impulsioná-las para cima, tendo o garoto abraçando-o com as pernas enquanto o pressionava contra a parede, colando seus corpos o máximo possível.
― Cama.
O homem murmurou contra os lábios do garoto, movendo-os em direção ao seu quarto sem descolar seus lábios, parando por tempo o suficiente apenas para livrarem-se de seus calçados.
Sentando-se de qualquer jeito contra a cabeceira da cama, Tony acomodou Peter em seu colo, abraçando suas costas puxando-o para si, deleitando-se em sua boca e com a pressão que o garoto fazia sobre sua intimidade desperta.
Separando-se o suficiente para terminar de retirar a camisa de Peter, Tony aproveitou a oportunidade para puxar a sua própria por sobre a cabeça, demorando o olhar sobre o garoto corado em seu colo em seguida. Desviando seus olhos sobre a linha em relevo na lateral de sua barriga, Tony traçou levemente seu contorno com os dedos, sentindo a ferida começando a cicatrizar por completo.
― Dói? ― Perguntou. ― Vejo que tirou os pontos.
Peter somente balançou a cabeça em resposta, não tardando em descer seus lábios sobre os de Tony mais uma vez.
Enquanto aproveitava o prazer descoberto que sentia ao ter Tony beijando e lambendo seu pescoço, Peter sobressaltou-se quando uma das mãos do homem o acariciou em seu íntimo sobre a calça, segurando sua extensão dura e a acariciando com leveza.
Os gemidos de Peter eram música para seus ouvidos, e Tony estava mais do que disposto a descobrir todos os tipos de suspiros e sons de prazer que poderia proporcionar naquela noite. Movendo suas mãos para o fecho da calça do garoto, o homem habilmente soltou as amarras o suficiente para libertar o membro teso, agarrando-o com a mão enquanto sua boca procurava o mamilo intumescido em sua frente.
― Senhor Stark! ― Exclamou Peter, agarrando o homem pelo cabelo enquanto se contorcia em seu colo, mal sabendo como reagir aos estímulos. ― Tony!
Arranhando os ombros alheios onde podia alcançar, Peter movia seus quadris, inundado com o prazer proporcionado, dividido entre o calor úmido da boca do homem em seus mamilos sensíveis e sua mão firme trabalhando em sua ereção. Preocupado em retribuir o gesto, Peter moveu suas mãos trêmulas por entre seus corpos, alcançando a calça do Stark, tentando, sem sucesso, soltar seu fecho.
Vendo onde o garoto queria chegar, Tony soltou-o com um gemido lamentoso pela perda de contato, apenas para soltar sua própria roupa, unindo seu pênis duro com o de Peter, ouvindo-o suspirar com o ato. Mergulhando em outro beijo afoito, o homem engolia com prazer os gemidos deleitosos de Peter, movendo sua mão sobre as ereções unidas, vez ou outra passando o polegar pelas pontas molhadas levemente, apreciando o estremecer do garoto cada vez mais trêmulo sobre seu colo.
Tony notou quando o ápice do prazer de Peter se aproximou, beijando-o com ainda mais avidez, acelerando o movimento de suas mãos enquanto o jovem se agarrava mais forte contra si, mordendo seu lábio ao finalmente se derramar entre os dois, tendo Tony o seguindo não muito depois.
Afastando suas mãos molhadas do corpo de Peter, o homem pescou a camisa que estava mais próxima e os limpou, para só então abraçar o garoto quente contra seu corpo, afundando seu rosto em seu pescoço preguiçosamente, ouvindo-o recobrar o ritmo normal de respiração lentamente.
― Isso foi muito bom, Senhor Stark ― Peter murmurou enquanto era puxado para uma posição deitado na cama, repousando sua cabeça no peito alheio. ― Tony.
O homem riu satisfeito com o deslize do jovem, abraçando-o contra seu corpo antes de puxar os cobertores sobre eles.
― Foi sim.
Aninhados juntos aproveitando o êxtase relaxado em que se encontravam, longos momentos se passaram até que qualquer um dos dois dissesse alguma coisa, mas foi Tony quem finalmente quebrou o silêncio, dando voz a seus pensamentos.
― Você realmente está indo embora?
Ele sentiu o garoto ficar tenso por um momento, escondendo o rosto contra seu peito.
― Sim.
Peter não ia negar que estava nervoso. Por um momento havia esquecido o motivo que o trouxera ali, que era dizer adeus. Claro que jamais imaginou o fim que levaria sua visita, pensando em somente ver o homem uma última vez para o conforto de seu coração antes de partir.
― Eu amo você ― o homem falou, por fim, acariciando as costas nuas de Peter com a mão. ― Mas não vou pedir para que fique.
Peter sentiu seu coração falhar algumas batidas antes de acelerar como nunca, e antes que se desse conta, seus olhos ardiam e um peso apertava sua garganta, e tampouco percebera quando a primeira lágrima escorreu de sua vista embaçada, ou quando um soluço se soltou de seus lábios.
― E-eu amo você também ― ele finalmente se forçou a levantar sua cabeça, encarando o homem que agora secava suas lágrimas com o polegar gentilmente. ― Mas eu tenho que ir...
― Você não precisa ir sozinho.
Peter fungou, balançando a cabeça enquanto piscava a umidade para fora de sua visão, apertando os olhos antes de voltar a encarar o homem mais velho. Tony o olhava com o olhar mais doce que já havia visto, e por um momento deixou a esperança se apossar de seu coração.
― Você está- ― Peter pigarreou para clarear a voz, olhando nos olhos de Tony. ― Está se oferecendo para ir junto?
― Recentemente eu consegui algum dinheiro, e estava imaginando o que fazer com ele ― respondeu, ainda passando seu polegar pelo rosto corado do jovem. ― Acho que não conseguiria te deixar ir, depois de tudo. Depois de tê-lo, deixar com que escorregue por entre meus dedos como areia seria a maior tortura que eu poderia me impor. E se segui-lo para onde quiser ir for aquilo que confortará meu coração, não poderei ficar e definhar sozinho nesta casa.
Peter sorriu largamente antes de se debruçar sobre o homem, beijando-o com todo o seu amor, sentindo-se mais feliz do que nunca com a realização de que não precisaria deixar seu coração para trás quando finalmente fosse ao encontro de sua família.
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