Alone Yet

1 Nunca encaixada


Notas iniciais
PV Meiko

Estou aqui, colocando em meu bloquinho, minha vida. Pra quem me encontrar ou sentir minha falta.

"Bom, começando, sou uma menina de 16 anos com os cabelos curtos pretos quase vinho e olhos roxos claros. Eu era uma menina normal, mas, não me sentia assim...

Eu tinha uma irmã igual a mim, só que mais velha e ela tinha mais formosura. Eu um dia queria ser igual a ela... Mas, não com sua personalidade.

Ela era uma menina arrogante e sempre achava que ela tinha a razão. Sempre que queríamos ver que tinha razão, ela lançava-me um olhar ignorante, fazendo com que eu me cale.

Eu tinha uma mãe, da qual reclamava de tudo. Reclamava de meu pai, que só sabia pedir, mas, quando ela pedia algo para eu, minha irmã, ou meu irmão ela não sabia esperar. Nunca.

Meu pai só sabia pedir. Muito carente, demais.

Meu irmão era o unico neutro. Mas, muitas vezes puxava o saco de minha mãe, sendo igual a ela.

Eu nunca sai de meu quarto por tal motivo, me sentia .. sozinha.

Meu quarto é todo escuro, tinha uma atmosfera tensa, amendrontadora. Minha cama foi coberta por lençóis roxos com detalhes azuis. Minha prefêrencia era essa.Era um grande quarto, porém, nem guarda-roupa continha. Minhas roupas eram um conjunto e peças de pijamas. Nessas peças haviam desenhos de urso. Meu cabelo estava bagunçado e havia uma faca ao meu lado. Estava no canto do quarto com as pernas elevadas a cima.

Eu sempre saia de meu quarto, antes eu era feliz. Os meus 5 anos... mudaram tudo.

Quando completei meus 5 anos, comecei a estudar realmente. Estudava no colégio Sakura, no mesmo colégio que a minha irmã.

Como disse, eu queria ser como a minha irmã, mas, ela nunca foi boa comigo e todas as minhas amigas, por mais novas que ela fosse, queriam ficar com ela. Me viam como segunda opção. E eu nunca, nunca as desapontei. Mas, elas sempre me desapontam. Viam a mim primeiro quando se desapontavam com minha irmã, a Aka.

Eu era burra, nunca dei um estabefe nelas, nunca. Sempre as acolhia com braços abertos, ou até mesmo me sacrificava por elas, mas, elas nunca fizeram isso.

Do que adianta? Eu ficar aqui reclamando?

Tudo o que eu queria é que eu arrumasse o meu grupo, só meu. Que não me deixasse nunca, nunca. Que ficariam ao meu lado sempre, mas... É assim que acontece.

Os fracassados, ou melhor, os excluidos sempre perdem. Por mais que tentem, nunca ficam no topo, ou nunca tem uma amizade que dure.[...]

Obrigada por ler, meus queridos. Meiko"

Eu logo peguei a faca ao meu lado e apontei ao meu pescoço. Abri um sorriso, não de desespero, mas sim de alegria. Conforto. Ninguém sentia minha falta, não é agora que uma apontadinha faça a diferença. Havia uma pergunta, essa não queria calar-me.

-Onde irei me encaixar?

"Escorrego" a faca em meu pescoço, fazendo um leve corte do mesmo. Duas veias do mesmo se abrem, fazendo uma hemorragia escorrer em meu corpo médio e fazendo-me perder a força, caindo no chão. Bati minha cabeça no chão e o sangue de meu pescoço escorria no chão do quarto tenso. Era uma poça ensanguentada onde transmitia o cheiro de morte, terror.

Eu sentia uma leve apontada de dor. Era um pouco prazeroso, pela primeira vez, me senti em casa.

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Logo, aquela menina havia morrido. Por um equivoco, a família daquela menina havia a encontrado. Eles andavam devagar naquele quarto. Embora a menina havia estado morta, o quarto continuava com a mesma atmosfera.

Encontraram, assim o bilhete e o leram. Derramaram lágrimas e a julgaram louca, por ter feito tal escolha.

O quarto foi limpado, porém, o cheiro do sangue continuava e sempre que entravam lá, sentiam a menina no canto do quarto.

[...] Era assim que eu me sentia e vocês nunca viram isso. Eu fui burra o bastante para ver só o lado otimista das coisas.

Vejo que não sentirão minha falta ou ao menos lembrarão de mim, sempre foi assim, não é agora que irá mudar, certo?

Notas finais
Pequenino mas eu gostei *-* Espero que gostem ^^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!