Alone - Aquele que não Tem Ninguém

4 Capítulo 4 - pesadelos do fim do mundo.


Notas iniciais
eu gosto bastante desse capitulo, é nele que as coisas começam a fazer sentido pra mim.
não sei porque escrevo capitulos tão pequenininhos...
acho que para induzir vocês, queridos leitores a virarem a proxima pagina...

Por que tudo isso? Eu tinha mesmo que os ver morrer? era possível que fantasmas morecem? eles já não estavam naturalmente mortos? eram perguntas demais para minha cabeça. meu corpo doía como se cada músculo quisesse deitar e morrer. não parecia má ideia...

por que se eu era tão poderoso? será que Deus (se é que existe Deus) me odiava?

fazia sentido... sentido demais...

esperava desesperadamente uma voz que viesse da minha mente e respondesse as minhas duvidas. Estaria eu louco?

precisava mesmo de tudo isso ? eu já me sentia insignificante o suficiente antes...

comecei a correr e no caminho encontrava corpos de pessoas conhecidas, mas eu não me importava com elas. Ninguém nunca se importou comigo antes, estava sozinho de novo, não tinha tempo pra ligar para os outros. Guerra é guerra!

mas, quando essa guerra começou?

Guerra? que guerra? como eu não poderia lembrar do começo disso tudo? minha cabeça percorria cada detalhe do passado, revirava detalhes sem importância. quando tinha começado essa carnificina?

-não começou ainda- disse uma voz em meu ouvido. otimo, outro fantasma!- mas começara em breve. Você quer seus servos mesmo assim?

servos?

-você não vai tirar meus fantasmas de mim!- respondi imediatamente.

-fantasmas?- uma névoa estranha se formou e se transformou em um velho- que nome interessante para espadas e escudos...- parecia admirado comigo, mas relutante com esse fato- mas bem, não diga que você não foi avisado. você perderá essa guerra, isso já esta definido. o paladar não ganha a anos!

-do que...?- nunca estive tão confuso.

-adeus, você esta avisado!- disse encostando em minha testa- me procure se tiver duvidas, mas nunca peça ajuda sem estar ciente do preço...

-preço? — perguntei, minha cabeça rodava e eu beirava a inconsciencia.

-tudo na vida tem um preço... — respondeu o velho em uma voz distante.

Acordei na minha cama. nunca chorei tanto.

- Alone! — gritei quando tive forças.

um vento quente encheu o quarto. não importa quantas vezes isso acontecer, definitivamente nunca perdera a magia acolhedora...

- o que fizeram com você?- gritou a garota- quem foi?

lágrimas escoriam de seus olhos de um jeito exagerado, parecia que o sonho tinha sido dela e não meu, como eu poderia estar tão ligado a algo que não existia?

-eu fui avisado- respondi- temos pouco tempo...

-o concelho já começou a se mexer???- seu rosto parecia perplexo- não temos tempo! diga: eu autorizo!

-eu autorizo!?- respondi confuso.

ela se aproximou, me deu um beijo e eu desmaiei.

aquele beijo tinha um gosto...

medo...

mesmo desmaiando não consegui deixar de ficar preocupado. O que poderia assustar um fantasma?

Notas finais
gostou? achou muitos erros de gramatica?(português não é meu forte)
emfim, espero ter lhe despertado a curiosidade para ler o proximo capitulo...