Alone

33 Sozinha


Notas iniciais
→ MIL DESCULPAS POR TER ABANDONADO ISSO AQUI! → Por favor leiam porque isso é importante: Bem, pra começar, acho que devo no mínimo uma explicação por ter deixado a fic de lado, não é? Eu andava muito desanimada, eu desanimada fico sem idéias e não consigo desenvolver algo, e isso faz com que o que eu escreva, seja absolutamente horrível. Fiquei até mesmo insegura com esse capítulo achando que vocês iriam detestá-lo, mas espero que isso não aconteça. Foi falando com alguns leitores daqui e lendo os comentários de todos vocês que me senti bem mais motivada a continuar, e por isso tenho uma notícia ótima pra vocês (OU NÃO): Esse é o último capítulo da fic... MAS, TERÁ S E G U N D A TEMPORADA!!!1 Então tecnicamente é o último capítulo da primeira temporada, mas quis assustar vocês um pouquinho, foi mals (sou uma bosta) CARALHO VOU CHORAR SÉRIO POARR EU TAVA FALANDO COM A @Karua E OUTRA AMIGA E ELAS APOIARAM A IDEIA (na verdade, elas planejavam minha morte caso eu terminasse isso aqui agora). Bem, acho que o Jeff e a Lauren são personagens que adoro trabalhar, por isso, por que não continuar as “aventuras” (loucuras) deles? Quero evoluir, tentar algo novo, etc. ESPERO QUE VOCÊS GOSTEM/APOIEM A IDEIA, SÉRIO! Obrigada a todos que favoritaram e comentaram a fic, isso significa muito pra mim, obrigada por me darem uma chance ~chora → No final do capítulo coloquei uma pequena narração feita pelo Jeff → Vejo vocês nos comentários, e qualquer dúvida que tiveram em relação a segunda temporada estarei respondendo.

Narrador

— Jeff, eu não farei isso — Liu afirmou, parecendo despreocupado em relação ao irmão pela primeira vez na vida, o que deixava Jeff no mínimo incomodado, afinal, estava mesmo acostumado a ser temido ou ignorado, assim tinha uma relação bem confortável com as pessoas, confortável e distante.

— Já te dei todos os avisos, Liu! Sabe o que farei com as pessoas que ama se não me ajudar e...

— Não importa, Jeffrey — interrompeu naturalmente. — Mesmo que você tente algo com minha família, o que só conseguirá passando por cima do meu cadáver, eu não irei te ajudar nisso. Não somos iguais, nunca fomos. A diferença é que antes éramos irmãos, hoje estamos sobrevivendo em lados diferentes, eu não te consideraria nem mesmo meu inimigo, para odiar alguém a esse ponto ela teria que ter alguma importância pra mim, e você não tem mais, sinceramente. E tenho orgulho de não seguir os mesmos passos que você, sei que Lauren estará do meu lado mesmo que ainda aja como você a ensinou. Ainda sou capaz de usar os dons dela para o bem.

— Acho que não preciso lembrar o quanto me irrito quando você me interrompe, mas não repita isso — rosnou, realmente detestava não terminar suas frases, e se não estivesse em um local movimentado já teria socado o rosto “perfeito” do irmão. — Quer saber? — começou a rir do nada em meio a conversa. — Eu mesmo irei resolver isso. Quanto a Lauren, faça o que quiser com ela, já não é mais da minha conta, eu darei um tempo de tudo isso, estou de partida definitivamente.

Liu fechou o cenho, era impossível que Jeff tenha desistido de seus planos de verdade, já que queria envolvê-lo em um assassinato, o que ele normalmente faria sozinho e sem avisos. Quando ele põe algo em mente, dificilmente alguém poderia tirar. Ele estava tramando algo...Mas seja o que for, talvez estivesse sendo sincero em uma única parte daquela frase.

" Estou de partida"

Lauren aguardava, sem tanto entusiasmo, a cerimônia de casamento. Não qualquer cerimônia de casamento. A sua cerimônia de casamento.

Depois de tudo o que aconteceu, a última coisa que se passava em sua mente era se casar, ter, pelo menos aparentemente, uma vida normal. Dylan dizia que tinha planos para os dois, não apenas como casais, até porque não eram tão próximos nesse sentido ainda. Mas como uma dupla. Uma dupla implacável, como ele costumava zoar.

Por que ela estava se arriscando tanto? Buscando algo que poderia muito bem dar errado? Eram perguntas que ela queria adiar. Apesar de tudo, era a primeira vez que tomava uma atitude que seus pais, se estivessem vivos, seriam capazes de aceitar e se alegrar com isso. Não seus pais verdadeiros, claro.

Adam estava morto, seus homens haviam evaporado e perdido o interesse no que a dizia a respeito, e Jeff... Parecia ter finalmente aceitado que ela iria embora com Dylan, mesmo que não estivesse satisfeito com isso e uma hora ou outra tentasse convencê-la do contrário. E com convencer, ela queria dizer: partir para ameaças e socos.

Riu com esse pensamento, apesar de tudo, Jeff foi uma parte importante em suas mudanças, e embora algumas situações passadas tenham a feito chorar, atualmente era capaz de rir de tudo aquilo. Ela ainda estava se descobrindo, não estava tornando uma mulher com desejos comuns se casando e tentando viver normalmente, estava acobertando seu verdadeiro eu. Tinha planos para si mesma e para aqueles que fossem viver ao seu lado, o que mais aprendeu com o Woods, foi a sempre ter as melhores estratégias; um plano caso dê certo e um para caso dê errado.

Obrigada, Jeff The Killer, seu enorme filho da puta que arruinou boa parte da minha vida.

Terminava de se vestir, olhando-se no espelho. Não era de ter uma autoestima alta, se achava até comum, se fosse analisar. Mas estava... Arrumada. Mais arrumada que o costumeiro, chegava a incomodar. Não iria se casar em uma igreja ou algo parecido, seria uma cerimônia até secreta, com pouquíssimas pessoas presentes. Mas isso não importava tanto, queria mesmo era concluir isso logo e se despedir da cidade, seria seu último dia ali, e algo a dizia que ainda sentiria falta dos poucos lugares que visitou.

— Acho que finalmente viverei o que perdi enquanto estava em coma...

Era isso então. Seu propósito o tempo inteiro: fazer algo importante com sua vida. Se foi considerada louca, pisoteada, torturada, e até mesmo se tornado aluna de um serial killer, não foi por nada. Usaria tudo o que aprendeu para algo grandioso, já que depois de tudo o que viveu, não poderia deixar as aventuras de lado.

Se tornou uma assassina, mesmo se estiver vestida como uma cidadã normal, ainda era uma. Não era como super heróis e seus disfarces.

Ouviu a campainha tocar, prejulgando que Sandra — a maquiadora que a levaria de carro até o local — já estava pronta para levá-la. Suspirou fundo. Não estava esperando grande coisa, mas ainda assim, saber que as coisas mudariam drasticamente e iria se mudar mais uma vez, deixava Lauren com um leve frio na barriga.

— Olá Sandra, já ficou pronta? — foi até a porta, abrindo-a. — Oh, oi... Desculpe, pensei que era outra pessoa — disse percebendo que um dos recepcionistas do hotel estava parado em frente a ela com uma caixa grande em mãos. Ele a olhou de cima abaixo, parecendo sem graça.

— Desculpe-me pelo incomodo, senhorita — falou com um tom calmo e límpido. — Deixaram essa caixa para você na recepção, creio que é um presente de casamento — a entregou, ajudando-a a segurar direito.

— Muito obrigada...? — cerrou os olhos, querendo descobrir o nome do rapaz.

— Michael.

— Muito obrigada, Michael. — sorriu de leve, era o quinto presente que mandavam para seu endereço atual, mas Michael foi o entregador mais simpático, o único que realmente se explicou.

— Por nada, senhorita Schubert — disse se retirando.

Phoebe Schubert, sua mais nova identidade falsa. Era estranho ainda, mas teria que acostumar a ser chamada assim.

Bateu a porta e olhou para a caixa, balançando-a para ouvir o barulho e tentar descobrir o que era. O que pensando bem, não era uma idéia tão inteligente já que não sabia se o presente era frágil ou não.

Colocou a caixa sobre a cama, ouvindo um barulho vindo do celular de Dylan, que havia deixado o aparelho com ela para saber noticias através de Sandra, já que Lauren não havia comprado um para si ainda. Desviou a atenção do presente para pegar o celular e ler a mensagem.

Phoebe, houve um pequeno problema com meu carro, posso me atrasar um pouco. Fique pronta, estarei chegando a qualquer momento, irei avisar Dylan sobre o problema.

Até mais.

— Pelo visto terei que esperar um pouco... — suspirou, aproximando-se do aparelho de som e dando play em uma música calma que ecoou com leveza pelo cômodo, relaxando seus músculos e fazendo-a dançar com o tema melancólico e harmônico do dueto de piano e violino. Aquela música, sua mãe adotiva a adorava, ouvia até mesmo na hora de arrumar a casa. — Chopin, Noturno op.9. n.2... — comentou enquanto ignorava suas lembranças, olhando para o presente na cama. Deve ter sido enviado por algum amigo do hospital em que Dylan trabalhava, onde se conheceram inclusive. Sorriu fraco, lembrando-se. Não pensou que iria tão longe com aquele médico tarado e sarcástico.

Desatou o laço grande e vermelho da caixa, em seguida a abrindo. Antes mesmo de tirar o papel branco que tampava o que tinha dentro, já sentiu um cheiro forte e uma sensação arrepiante que parecia cortar sua espinha. Assim que abriu o presente de vez, viu a cabeça de Dylan dentro da caixa, com as bochechas cortadas formando um largo sorriso como de alguém que ela conhecia, e os olhos sem pálpebras e vida encarando-a firmemente.

Em sua testa, havia um pequeno bilhete pregado, nele estava escrito uma pequena e objetiva mensagem:

Espero que goste de meu presente, o fiz com todo meu amor.

Aproveite sua nova vida, Lauren Cresswell.

Woods.

E ao terminar de ler, derramando lágrimas grosseiras por seu rosto, ela soltou um grito raivoso pelo quarto que poderia ser ouvido por todo quarteirão. O som de seu choro frustrado e cheio de ódio difundiu-se na música serena e clássica que agora era, de alguma maneira, a trilha sonora de sua mais triste e aterrorizante história de vida.

Jeffrey Woods

Estava feito. Finalmente coloquei um fim em minha quase vida nessa cidade, nessa história de vingança e no reencontro de meu irmão.

Deveria estar me sentindo incomodado por não ter um objetivo em mente agora, mas talvez isso me dê mais prazer em buscar coisas novas. Afinal, sou Jeff The Killer. Só vivo com o intuito de satisfazer minha insanidade. Já vivi e fiz pessoas viverem muitas coisas, foi o suficiente pra ter certeza do que fui e do que me tornei.

Sou apenas mais uma estúpida alma nesse mundo terrível. Não vou atrás de uma felicidade que não me pertence. Liu, Lauren, se vocês em algum momento já pensaram ser capazes de tal feito, lamento por receberem uma queda tão grande. Estúpidos de merda... Eu precisava colocá-los em seus lugares.

Dylan não merecia viver. Ariel não merecia viver. Ambos estão mortos agora.

Os dois tiveram uma vida miserável, qual a diferença? Fiz foi um favor para eles e para mim, uma pena ninguém ter me agradecido.

Comecei a rir, estava tão extasiado que em volta de meus olhos estavam acumulando lágrimas. Lágrimas de felicidade, lágrimas de tanto rir, podia senti-las tentando se libertar de mim. A primeira vez em anos, eu estava chorando. Estava tremendo. Estava rindo. Estava me libertando ainda mais de tudo que vivi. É assim que um assassino vive: esquecendo vítimas para formar outras mais, ignorando pesadelos para viver outros tantos.

Nesse mundo, apenas sendo seu próprio motivo para viver você irá sobreviver. Não é a família, amigos, namorados, inimigos, o que for, que irão lutar por você. O protagonista de sua história sempre será você mesmo, basta escolher se quer ser o mocinho ou vilão, e assim nenhum outro personagem ocupará espaço.

Lauren Cresswell, você foi a única pessoa que já me deixou na dúvida, a única pessoa que treinei a minha imagem. Mas você não é a mocinha e nem a vilã. O que você é? O que será capaz de fazer?

Espero ter todas essas respostas um dia, isso seria... Interessante.

Sorri, me levantando daquele beco imundo no qual me escondia, aprontando-me para sair dessa cidade imunda e pecadora e ir para uma não tão diferente, mas que conhecerá minha fama em breve. Isso é um adeus a tudo que vivenciei por aqui, as pessoas que passaram por mim, as memórias recolhidas de minha adolescência.

Muitas dessas coisas aconteceram por uma mulher louca ter cruzado meu caminho em um manicômio. Talvez um dia nos vejamos novamente, em outra ocasião, com outros olhos. Ainda verei o que você se tornou sem mim, e o que você me ajudou a tornar. Não espere um agradecimento por tudo o que me fez passar Lauren, mas aceite que quer você queira ou não, nunca estará sozinha.

Fim.