Almost Is Never Enough
11 Despertando
Notas iniciais
–Finn, eu acho melhor você sair daqui. — Ouço a voz de Will no fundo. Tudo estava preto.
–Eu quero estar com ela quando ela acordar! — Finn falou nervoso. — Eu sei como vai ser. Todos os sentimentos viram de uma vez e a dor é...
–Finn. — Quinn o chama. — É por isso que é melhor ela ficar com Will, vai ser muita coisa de uma vez e você poderia piorar.
–Eu... — Ele suspira e ouço passos se afastando.
Nada fazia sentido, mas então eu senti. E foi tudo ao mesmo tempo. Amor, Luto, Tristeza, Raiva. Eu abro os olhos encarando o teto do meu quarto e me sento de uma vez. Lagrimas escorriam dos meus olhos. Eu chorava de soluçar e gemia. Will se aproxima.
–Rachel, se acalme. — Ele fala eu encolho quando ele se aproxima de mim.
–Me deixe sozinha! — Eu grito, um sentimento já era difícil para sentir. Imagine vários. Eu não conseguia me controlar. — Só me deixe sozinha.
Eu falo me encolhendo e deitando novamente na cama, me viro de costas para Will e começo a chorar. Eu sentia que não iria conseguir parar nunca. E após o que pareceram horas, senti estar acabando. Um ultimo sentimento pairava sobre mim agora. Decepção. Porque Finn não tinha tentado me reconquistar, me trazer de volta para a luz como eu fiz com ele? O que houve quando eu apaguei no meu aniversario de 18 anos? Porque ele não simplesmente tentou? O som do meu choro diminui e após alguns minutos a porta se abre novamente e ouço passos. Eu me sento e me abraço em meu travesseiro e Quinn se senta na minha frente.
–Pronta? — Ela pergunta sorrindo sem jeito. — Vou te contar tudo o que aconteceu.
–Você? — Eu pergunto. Me lembro claramente de Quinn paquerando Finn na minha frente. O vento se agita lá fora e Quinn olha para a janela.
–Pode me perguntar... — Ela fala. — Quais são suas duvidas?
Eu tinha tantas, por onde eu deveria começar?
–Pelo começo. — Eu falo. — Finn... — Falar o nome dele era difícil. Eu parecia tão frágil, tão sensível agora que começava a me lembrar das coisas. Queria chorar mais, mas não conseguia. — Eu pensei que ele...
–Tivesse morrido. — Quinn concorda. — Todos nós pensamos isso. Mas quando você apagou, ele apagou junto, nós achavamos que ele tinha morrido. Colocamos você no seu quarto e ele no dele, iriamos limpar ele e fazer algo, quando você acordasse... Mas, enquanto Will o limpava percebeu que ele respirava e Finn acordou gritando e chorando, ele coloco fogo em vários móveis. Ele urrava, todos nos assustamos. Todos os sentimentos que ele havia reprimido estavam ali, ao mesmo tempo. — Ela fala e me encara. — Assim como aconteceu com você.
–Ele se tornou da luz? — Eu pergunto.
–Sim... — Ela fala. — A tatuagem sumiu e os sentimentos voltaram. Você conseguiu Rachel, o trouxe para a luz. E ele fez o mesmo com você.
Eu ergo minha mão e vejo meu pulso, havia uma quase invisível sombra da tatuagem que havia ali antes.
–E... — Eu coro. — Você e ele? Eu me lembro de que você parecia bem interessada nele.
–Ah. — Ela arregala os olhos corando. — Rachel, claro, era tudo um plano.
–Plano? — Eu pergunto confusa.
–Sim, eu na verdade fingia que estava dando em cima de Finn. — Ela fala. — Eu estava tentando te fazer ficar com ciumes, quem sabe assim você não voltaria... — Finn não gostou muito da ideia.
–Ele não lutou por mim. — Eu falo e Quinn para arregala os olhos e me encara.
–Rachel... — Ela começa.
–Ele desistiu tão facilmente. — Eu falo com lagrimas nos olhos. — Porque ele não lutou? Porque ele não tentou pelo menos.
–Rachel. — Quinn começa a falar se aproximando de mim. — Finn com sentimentos é algo estranho. Os sentimentos dele estavam exagerados e ele se sentia culpado por fazer você virar das trevas. Ele olhava para você e não conseguia imaginar que ele iria conseguir te fazer voltar para luz.
–Ele podia ter tentado... — Eu falo.
–Ele podia... — Ela fala. — Mas aqui estamos nós agora, não é?
E aconteceu o que eu achava impossível para esse momento, eu voltei a chorar. E Quinn me abraçou e ficamos por ali, o que parecia uma eternidade.
Fale com o autor