Almost Is Never Enough
9 Celeiro
Notas iniciais
Falei palavrões no caminho todo até o celeiro. Ao abrir a porta vejo uma sobra escura acertar minha cabeça me fazendo cair no chão. Foi aí que percebi que era um cubo de feno com uns 10 quilos. Foi quando eu vi que foi Finn que tinha jogado em mim.
–Você tentou me matar! — Eu grito sentindo uma parte do meu rosto arder e toco na minha bochecha e sinto um arranhão, quando olho minha mão havia um pouco de sangue.
–Eu não tentei! Eu nem vi que você estava aí! — Finn fala se aproximando e ao ver minha mão com sangue parece se preocupar. — Eu te machuquei?
–Você tentou me matar! — Eu exclamo ainda surpresa.
–É claro que não tentei matar você — disse ele com irritação. — Eu não sabia que você estava aí. Tinha certeza de que você ia demorar mais uns 20 minutos. Eu machuquei você? Sim ou não?
–Sim! — Eu grito como se fosse óbvio. — Você jogou o feno bem em cima de mim!
Eu o empurro e passo por ele indo ao trabalho. Eu queria terminar aquilo logo. Começo a organizar os fenos os jogando formando um monte.
–Tudo bem. — Eu falo terminando. — Agora é com você.
Em vez dele ir pegar os fenos ele veio até mim e apontou para minha bochecha sem jeito.
–Eu fiz isso com o feno? — Ele pergunta sem jeito.
–Não. Fui atacada por um fardo voador. — Eu falo ironicamente.
–Me desculpa. — Ele fala lentamente e eu o encaro estranhando. — Eu realmente não sabia que você estava lá. Não tentaria atingir você com um fardo. Provavelmente.
–Tudo bem. — Eu falo surpresa mas dou de ombros. — Vai precisar de ajuda com mais alguma coisa? Eu ia...
–Você não acha melhor ir lavar esse machucado? — Ele pergunto e eu o encaro irritada.
–Ah, como se você se importasse. Você não me suporta. Nem consegue olhar pra mim. Não. Quero fazer isso e ir logo comer algo. — Eu falo irritada, mas ele continua parado com cara de culpado. — O que foi? — Ele aponta para a minha bochecha novamente mostrando-se arrependido e eu reviro os olhos. — Esqueça. Tenho certeza de que o corte só aumenta o meu charme de "desejo de consumo de todos os homens". Foi então que aconteceu. Os olhos dele se escureceram. Antes que eu pudesse fazer algo ele me agarrou e me jogou no chão subindo em cima de mim me impedindo de levantar. — Qual é o seu problema?
Eu iria usar os meus poderes, mas ele não parecia uma ameaça, ainda não.
–Eu não... quero você aqui e agora. — Ele fala parecendo confuso, como se ele mesmo quisesse se convencer disso. — Porque?
Foi então que ele fez o que eu menos esperava. Ele me beijou. Eu tinha desejado ele desde o primeiro momento em que o vi, mas nunca, nunca tinha esperado realmente estar com ele. E agora que estava eu não sabia o que fazer. Agora ele estava me beijando, não de uma maneira assustadora, mas com uma intenção calorosa e sedutora. Em um celeiro. Essa cena foi patrocinada por Mais, Que, Merda, é Essa?
–Me beije — disse ele se afastando, olhando para minha boca. — Me beije. — Eu ainda estava tonta pelo beijo perfeito que ele havia me dado. — Você é linda — murmurou ele enquanto minha cabeça girava. — Você é linda.
–Você não gosta de mim. — Eu falo completamente confusa.
–Ah, eu gosto demais de você — disse ele com a voz rouca. — Quero você demais. Tentei ficar longe.
E ele me beija de novo.
–Eu vou te matar. — Eu sussurro olhando para a boca dele.
–Mate. — Ele fala e se aproxima.
Eu não esperava por isso, mas o beijo foi tão desesperado, cheio de desejo, como se precisássemos um do outro, então eu retribui o beijo sem vergonha.
Não! Não! Eu abro os olhos e começa a ventar forte e eu o empurro com o vento até ele pousar.
–Não! Não! Não! — Eu falo confusa e saio correndo do celeiro, meu coração estava acelerado e eu precisava de ar. Finn gritava meu nome. Milhares de imagens se passavam pelo minha cabeça ao mesmo tempo, nenhuma delas faziam sentido e eu não conseguia separar realidade dos meus pensamentos.
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