Almas gêmeas.
1 Capítulo 1: A Busca.
P.O.V. Davina.
Aqueles malditos originais! Me enganaram!
Tiraram de mim a única chance que eu tinha de trazê-lo de volta, mas ela vai me ajudar. Ela tem que me ajudar.
—Davina? Você tá ai?
—Sim. Obrigado por vir de tão longe pra me ajudar.
—Sempre que precisar. Está pronta?
—Sim.
—Antes de começarmos, preciso que me responda algo.
—Diga.
—O quão longe você está disposta a ir por esse homem?
—Vou até o inferno por ele.
—Ótimo. Sabe onde fica a Baía Morgus?
—Sei.
—É pra lá que vamos.
Pegamos uma balsa até a baía, mas tivemos que ir em um barquinho remando até o lugar correto.
—É um navio pirata.
—O que eu preciso está lá. Vamos.
Ela foi decifrando os códigos e abriu um baú velho.
—Ouro?
—Não. Isso. Finalmente ele é meu.
—Um cálice? Como um cálice vai nos ajudar a trazer Kol de volta?
—Você verá. Esse, minha querida Davina é um cálice feito com as 12 moedas de prata que Judas recebeu por trair Jesus Cristo. Vai servir aos nossos propósitos.
—Propósitos?
—Vamos. Tudo deve estar pronto antes da meia noite.
Ela enfiou o cálice na bolsa e nós saímos, voltamos para a o cemitério para preparar o ritual.
O ritual que ela fez funcionou direitinho. Kol voltou no seu corpo original, mas o sangue que estava dentro do cálice ficou para ela que o bebeu até a última gota.
—Pronto. Ambas temos o que buscávamos.
—E o que você buscava?
—Poder. O cálice é meu agora.
Notei que Kol olhava fixamente para o cálice.
—O que isso faz?
—Com isso vou poder fazer as coisas do meu jeito e impedir o derramamento de sangue inocente. Enquanto eu tiver o cálice todo e qualquer vampiro do mundo é forçado a me obedecer. E ao beber o sangue durante o ritual ganhei novos poderes.
—Uau! Boa sorte.
—Tchau Davina. Seja feliz.
—Serei. Espera.
—Sim?
—Como eu já fiz a minha escolha quero que drene o meu poder. Assim ele não será desperdiçado.
—Do que está falando Davina?
—Eu quero ser vampira Kol. Pra estar com você pra sempre.
—Tem certeza?
—Sim.
—Se é o que deseja.
Ela sugou os meus poderes até não sobrar mais nada.
—Está feito. Agora você não passa de uma humana não sobrenatural.
—Obrigado.
Kol me deu seu sangue e quebrou meu pescoço e quando eu acordei eu era uma vampira.
—Quem era aquela duplicata?
—O nome dela é Renesmee. Ela é um milagre que vive e respira.
—Como assim?
—Ela é metade vampira, metade bruxa. Ela possui ambas as habilidades.
—O que?! Tá de brincadeira né?
—Não. É verdade. Eu vi, com os meus próprios olhos.
Enquanto isso na rua...
P.O.V. Elijah.
Eu estava tomando um ar, pensando em uma maneira de libertar Hayley da maldição quando vejo ela passar. Ela nem ao menos olhou pra mim, passou reto.
—Katerina.
Ela não respondeu. Continuou andando.
Decidi ser mais persistente e aparece na sua frente. Ela se assustou.
—Caramba! Você me assustou. Quem é você?
—Muito engraçado Katerina.
—Quem? Olha, não sei quem é você ou quem você pensa que eu sou, mas eu não to interessada.
Ela segurou na alça da bolsa e saiu andando.
—Vai mesmo me ignorar? Depois de tudo o que eu fiz por você?!
—Escuta aqui imbecil, não sei quem você é e nem quero saber! Meu nome é Renesmee e não Katerina. Desculpe amor, duplicata errada! E se quer saber a Katherine tá morta. Um vampiro original babaca matou ela! Ele a engravidou e ela morreu no parto. Agora passe bem.
Os cabelos da garota eram tão lisos quanto os de Elena, mas suas roupas eram uma mistura das duas. Os saltos altos eram influência de Katerina e as sobreposições e as rendas influência de Elena.
A garota foi embora. Eu sabia que era apenas uma questão de tempo até ela dar de cara com o meu irmão Niklaus.
E quando ele soubesse da existência da menina faria da vida dela um inferno.
—Boa noite Elijah.
—Niklaus.
—Parece que viu um fantasma.
—Vi uma duplicata. E ela não gostou muito de mim não.
—Uma duplicata ein? Que bom.
—Essa é especial Niklaus. Eu senti a força dela.
—Sentiu a força dela?
—A menina tem magia. Uma quantidade impressionantemente grande de magia.
—Como? Duplicatas não são bruxas.
—Essa é.
—Talvez devessemos pedir ajuda ás bruxas.
—Talvez.
—Vou ligar para Sophie.
P.O.V. Sophie.
Eu não conseguia dormir. Senti uma perturbação na cidade, na magia.
Então toca o meu celular.
—Alô.
—Olá Sophie.
—Agora não é um bom momento Klaus. As coisas estão estranhas.
—Eu acho que sei o porque disso.
—Você está na sua casa?
—Estou.
—Me espere, chego ai o mais depressa que conseguir.
Em cerca de dez minutos estávamos reunidos na sala.
—Quem é ela?
—Seu nome é Renesmee. É tudo o que eu sei.
—Como descobriu isso?
—Ela falou.
—Queria me encontrar com ela. Porque se ela é quem eu penso que é essa garota é um poço sem fundo de magia. E nem mesmo vocês são paio pra ela.
—Somos os originais.
—Não me diga? Olhem, se ela for quem e o que eu acho que ela é temos que tê-la do nosso lado. E se eu fosse você... Klaus não apertaria o calo dela.
—O que quer dizer?
—Temos nossas próprias profecias. E parece que uma delas está se concretizando aqui e agora, se ela tiver o cálice vocês estão perdidos.
—Que cálice?
—O cálice de Judas. Estamos atrás dele á gerações, mas só a escolhida pode encontrá-lo e por isso estamos atrás da escolhida.
Davina Claire e meu irmão entram na sala.
—Olá irmão.
—Kol. Como?
—Ela. Foi ela a híbrida.
—Hayley?
—Quem? Não! Renesmee.
—Ela tinha um cálice?
—Sim. Feito de prata.
—Vocês estão ferrados. Todos vocês.

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