Almas Trocadas? Oh, não!

9 Vamos viajar, parte 1


Notas iniciais
Meus amoreeeeeeeeeeeees *U*
Coloquei os meus leitores do A.S para escutarem isso, e quero que vocês escutem também u-u > vocaroo.com/i/s1OZ1YyeECBG sim, no começo tem uma musiquinha escrota OISDJÓXKFPAOKFASPDOASKPOD mas escutem tudo tá? u-u
Eu gostei bastante desse capítulo ♥
Obrigada por tooooooooodos os comentários, irei respondê-los assim que possível seus lindos ♥
Amo vocês, de verdade!
Espero que gostem do capítulo!
Dedico esse cap @Lynn que foi a primeira pessoa que recomendou essa estória, e nossa, eu chorei de emoção *0000000000000* Cara, eu te amo sua diva ♥ ASIDAHIUSUASDUASHD E claro que pra todos vocês também u-u
Foi tipo, my feelssssssssssss AISHDIUASDIAHUSDHASDHUSADASD
Enfim, o 10 vai demorar um pouco pra sair. Por quê? Porque ele vai ser betado, assim como todos os outros capítulos, a Luud-chan irá começar a betá-lo, eu entreguei para aquela diva ontem u.u
Mas enfim, vamos ao que interessa õ/
Obrigada por todos os comentários seus gatuuuuuuuuuus do meu coração ♥ MIAUUUUUUUUUUUU AIDSHAIHDIHASIDAIDIASIHD
Boa leitura ♥
Amo vocês. u-u

Natsu a fez ficar inclinada, ele pousou as duas mão na parede e aproximou seu rosto ao da loira. Lucy já sabia o que viria a seguir, então estava preparada, e o rosado ficou surpreso. Mas logo mudou seu semblante para um divertido, aproximou sua boca o suficiente para beijar a loira, mas virou o rosto e se dirigiu a orelha da mesma.

– Booooba! – Natsu falou rindo.

– Ah! Idiota! – Disse Lucy corada, e a mesma levantou a perna para dar um chute na região do rapaz, o que foi inútil claro, pois ele foi mais rápido e ágil, Natsu puxou a loira para ele, impedindo o golpe que ela tinha.

– O que pensa que está fazendo?! – Natsu resmungou. – E se esse chute realmente tivesse me acertado sua maluca?! – Disse o rosado.

– Bom, mas não acertou, não é? – Disse Lucy, tentando se soltar.

– Oh, onde pensa que vai? – Perguntou Natsu divertido.

– Hn, terminar de arrumar minhas coisas. – Disse Lucy constrangida.

– Eu nem te disse para onde íamos, não vai perguntar? – Perguntou Natsu sussurrando no ouvido da loira.

– Para onde? – Disse Lucy um pouco arrepiada.

– Para casa do seu pai, é claro. – Disse Natsu, soltando a loira e indo sentar de novo no sofá.

– Ora seu! Eu não quero ir para lá! – Disse Lucy irritada.

– Mas vai, ou vai querer desapontar o seu pai? – Falou Natsu tentando-a fazer culpada. – Afinal, você – O rosado apontou para Lucy. – falou que iria.

– Eu? – Lucy se fez de desentendida. – Eu não falei nada! Quem falou que ia foi você! Então trate de explicar isso a ele, e diga que não vou! – Ela falou emburrada.

– Oh... Então quer que eu fale pro seu pai, que você trocou de corpo com um cara que nem conhecia direito, e que agora vai ter que viver com ele pra cima e pra baixo? Tudo bem! Passe-me o celular. – Disse Natsu se levantando do sofá.

– Ah... Pensando bem... – Lucy falou subindo as escadas. – Não precisa. Iremos para casa do meu pai! – Ela concordou indo para o quarto.

– Lucy, sempre bobinha. – Disse Natsu se jogando no sofá, enquanto ria.

– Natsu! – Lucy gritou do quarto.

– O que foi? – Perguntou Natsu sonolento.

– Venha cá. – Gritou Lucy novamente.

– O.k, já vou. – Respondeu Natsu já na metade da escada.

– Você parece uma anta! – Lucy gritou ao vê-lo parado na porta do quarto.

Natsu a olhou indiferente e depois fez uma expressão como “ãn?”.

– Você me fez sair do meu conforto, subir essa escada toda só para me falar isso? – Ele arqueou a sobrancelha. – Eu não acredito nisso, você realmente é doida mulher!

– Não sou não. – Lucy começou a rir do nada.

– Você... tá bem? – Natsu perguntou se aproximando da loira.

– Melhor impossível! – Lucy começou a pular pelo quarto e Natsu estava paralisado.

– Você está realmente, ficando doida. Tenho que ligar para hospício daqui perto, você está precisando urgentemente. – Natsu falou enquanto sacava o celular do bolso.

– Natsu-kun. – Lucy falou fazendo bico.

– Lucy...? – Perguntou Natsu confuso ao ver Lucy andar de quatro até ele. Mas, não parecida com um cachorro, claro, ela estava sexy fazendo aquilo.

Ela não o respondeu.

Em vez disso ela foi se aproximando cada vez mais dele, e o mesmo se afastava.

– Natsu-kun... – Disse Lucy tristonha.

– Lucy, o que diabos aconteceu? – Natsu perguntou e foi até a loira, levantando-a.

– Buuuh! – Lucy deu um “susto” nele, ou foi o que ela estava achando.

– Abre a boca Lucy. – Disse Natsu de inicio, e a loira negou com a cabeça. – Vamos Lucy! – Ela negou novamente. – Lucy... Você quer que eu faça isso por mal, não é? – Natsu falou com uma voz sedutora. — Então está bem. – Lucy o encarou confusa, ele apenas puxou-a de encontro ao seu corpo, que nesse momento estava quente e a loira estremeceu, Dragneel mordiscou a ponta da orelha dela. – Lucy... Minha doce Lucy, abra a boca. – Natsu sussurrou, fazendo a loira abrir a boca, a mesma não resistiu e o obedeceu. – Muito bem, boa garota. – Ele sussurrou novamente, e fingiu que ia beijá-la, mas sentiu um cheiro estranho de bebida. – Lucy, você bebeu? – Ele perguntou estático.

– Não. – Lucy respondeu ingênua. – Eu apenas bebi aquela garrafa ali, eu estava com sede. – A loira apontou para a pecinha que tinha uma garrafa de metal em cima.

– Oh Lucy... Aquilo ali, era conhaque. – Natsu falou por fim, balançando a cabeça negativamente.

– Hnn...? – Lucy estava confusa, a bebida definitivamente não fazia bem a ela.

– Esquece, vem aqui. – Natsu agarrou a mão da loira e a levou para a cozinha, pegando um copo cheio de água. – Bebe. – Natsu falou, e Lucy negou. – Bebe. – Ele ordenou e ela bebeu.

Depois de 4 copos d’água, Lucy recobrou o sentindo, quer dizer, um pouco dele.

– Pronto, muito bem Lucy. – Disse Natsu passando a mão no cabelo da menina.

– Você! – Lucy gritou dando um pulo para trás.

– Eu?

– Você me embebedou não foi? Para eu ser sua escrava! Não, não! Isso é inaceitável!!! – Lucy gritava enquanto rodava a cozinha.

– Você... – Natsu falou irritado.

– Você é um safado, como ousas me embebedar? Você está maluco não é? – Lucy falou balançando a cabeça que nem uma doida.

– A única pessoa maluca que estou vendo aqui, é você. – Disse Natsu sério.

– Não! Eu estou normal, eu sou a pessoa mais normal deste cômodo! Entendeu? – Lucy falava, enquanto gesticulava com a mão para mostrar o quão normal estava.

– Aham Lucy, claro. – Natsu concordou.

– Você... Você está sendo sínico! – Lucy foi até ele gritando.

– O que deu em você hoje mulher? – Natsu falou entediado.

– Nada! Nada! Grrr. – Lucy falou irritada.

– Eu vou para o quarto, estou ouvindo seu celular tocar. – Disse Natsu ao escutar o toque de celular.

– Não! Quem vai sou eu, o celular é meu, não seu! – Disse Lucy rindo sem parar, como uma louca, e logo após deu língua para Natsu.

– Quê? Que comportamento infantil repentino. – Disse Natsu já no meio da escada.

– Como? Como você já está ai? – Disse Lucy no inicio da escada ainda. – Você tem super poderes? Como conseguiu isso? – Ela completou impressionada.

– Com as pernas. – Natsu respondeu por fim, ignorando todo o resto.

– Oh!! Que instrumento fantástico! Me ensina a usar também? – Lucy gritou no meio da escada.

– Claro, claro. – Natsu respondeu deitando-se na cama.

– Eba! – Lucy falou feliz.

O celular havia parado de tocar.

Jude Heartfilia, que havia acabado de ligar.

Lucy pulou em cima de Natsu, sentando-se confortavelmente nele e rindo que nem uma criança. Mas para ele não estava nada confortável, ela estava mexendo com o lado perigoso do rosado, já que a mesma estava sentada em cima de suas partes intimas.

– Hn, Lucy. – Disse Natsu.

– O que? – Lucy perguntou rindo.

– Sai. – Natsu ordenou.

– Não quero. – Lucy discordou.

– Não é questão de você querer ou não, eu estou ordenando á você, sair dai. – Disse Natsu autoritário.

– Já disse que não quero! – Lucy falou, fingindo choramingar.

– Oh Lucy... – Natsu sussurrou.

– Por que seu cabelo é rosa? Você pintou? – Lucy perguntou acariciando o cabelo dele.

– Não. – Natsu apenas respondeu uma das perguntas.

– Então posso te chamar de senhor rosado? — Lucy perguntou abobada.

– Que seja. – Natsu falou olhando para o lado.

– Senhor rosado... – Lucy deu uma pausa. – O que você ia fazer naquele momento em que estávamos... – A loira aproximou-se para perto do rosto dele, mantendo apenas as bocas quase coladas. – Assim? – Completou.

Natsu já não estava aguentando aquela tortura, queria fazer coisas não sensatas com a loira, mas ela não estava em si, e isso geraria problemas outrora. Ela era virgem. E nunca havia se apaixonado por ninguém, mas, do nada ela o havia pedido em casamento? Por qual razão? Era o que ele se perguntava, ela não teve tempo de responde-lo, já que seu pai havia ligado para ela.

Natsu imaginou um jeito de deixa-la quieta, trocou de lugar com ela, mantendo-a por debaixo dele, enquanto o mesmo ficava um pouco afastado do seu corpo. Ele aproximou seus rostos sorrindo maliciosamente.

Já havia se passado muito tempo desde o último beijo que os dois haviam trocado, ou seja, eles trocaram de corpos novamente. Natsu xingou mil e um nomes em sua mente, mas sentiu a embriaguez que Lucy estava sentindo no corpo dela, e o mesmo resmungou. Lucy por outro lado, o encarava estupefata. O que ele estava planejando fazer? Ou melhor dizendo, o que ele Ela faria se não tivessem trocado de corpos? Ela estava sã no corpo dele, e sentiu um certo desconforto entre as pernas, estava maior que antes.

Lucy apenas o encarou nos olhos assustada. Ficaram um bom tempo se encarando, porém logo pararam ao ouvir o toque do celular. E foi algo trágico, já que todo os dois queriam atender, levantaram da cama feito uns leões atrás de sua presa, tomaram alguns tombos e quase deixavam o celular voar pra não se sabe onde.

– Alô. – Natsu falou sorrindo vitorioso.

– Lucy, que horas você quer que eu te busque? – Jude perguntou feliz.

– Bom, daqui a pouco, eu estou terminando de arrumar minhas coisas papaizinho do meu coração. – Natsu falou, tentando ser meigo.

– Oh, tudo bem, uma limusine já está perto de sua casa, eu havia contatado o motorista bem antes de te ligar, espero que me perdoe. – Jude falou hesitante.

– Oh papai, tudo bem. Então nos veremos em 2 dias, sim? – Natsu falou meigo.

– Sim, até lá minha filha. – Jude falou feliz.

– Até papai. – Natsu falou desligando a ligação.

– Quem... mandou... você... atender este diabo? – Lucy perguntou gritando.

– Eu.

– Eu? Ah Natsu, você só faz besteira! – Lucy choramingou. – Eu não quero ir para lá. Você não entende!

– Oh, mas vai. – Disse Natsu ignorando a maior parte. – Já está tudo pronto não é? – Perguntou Natsu se espreguiçando.

– Sim, claro. – Lucy falou triste.

– Que ótimo! -Disse Natsu, e logo após a campainha tocou. – Vou lá abrir.

– Claro que você, vai abrir. – Lucy disse como se fosse óbvio. – Afinal, é você que está no meu corpo. – Ela completou revirando os olhos.

– Hn.

Natsu desceu as escadas correndo e abriu a porta, era uma empregada da mansão dele, a mulher se encontrava com uma sacola na mão e entregou a Lucy.

– É a mala que a sra. Elga mandou para o Sr. Dragneel, por favor, entregue a ele sim? – A mulher falou sorridente e curvou-se.

– Não precisava se curvar! – Natsu riu. – Entregarei a ele sim, não se preocupe! – Sorriu.

– Obrigada! – A mulher agradeceu e se foi.

Natsu subiu com a mala até o quarto de Lucy, a qual, se encontrava deitada na cama lendo um livro.

– Lucy, o que está fazendo? – Perguntou Natsu, depositando sua mala ao lado da garota.

Ela fechou seu livro, e o olhou.

– Isso não é óbvio? – disse Lucy. – Estou lendo.

– Oh! – Natsu sentou-se em uma cadeira e a encarou.

– O que é? – perguntou Lucy se sentando.

– Nada, é que... Eu sou tão sexy! – disse Natsu, apontando para todo o corpo, ao qual Lucy estava.

– Ãn? – Disse Lucy caindo da cama.

– Oh, meu corpo! – Natsu correu até Lucy, levantando-a. – Tsc, tsc, mais cuidado por favor. Não acabe com ele, é único sabia?

– Oh, com certeza, principalmente esse cabelo que o transforma em uma ameba. – Lucy disse revirando os olhos.

– Ei! – Natsu protestou, com certeza ainda existia um resto de embriaguez no corpo da loira.

Lucy virou a cara e sentou-se na cama novamente.

– Você! Você, não me encare com esse rosto. É tão assustador me ver. – Disse Natsu apontando para o rosto dele.

– O rosto é seu, a culpa não é minha. – Disse Lucy erguendo os ombros.

– É verdade. – Disse Natsu pensativo. – Ei, venha cá. – O rosado complementou.

– Para quê? – Lucy perguntou.

– Eu não quero ficar no seu corpo, droga! – Natsu reclamou. – Apesar de ser ótimo.

– Não! N-não quero ir até ai. – Lucy disse recuando, ela não queria ser beijada por ela mesma, era esquisito.

– Qual é Lucy. – Natsu levantou-se preguiçosamente.

– Qual é nada! Você quer me beijar, e eu não vou deixar! – Lucy falou levantando-se na cama ao notar que o rosado já estava próximo.

– Oh... Você vai sim. – Disse Natsu desafiando-a.

– Pare com esse seu blá, blá, blá. Eu não irei cair nesse seu truque Natsu! Não vou. – Lucy saiu correndo do quarto.

– Aquela... – Natsu foi correndo atrás dela. – Qual é Lucy, até parece que você gostar de ficar no meu corpo, principalmente com... isso no meio das suas pernas! – Complementou.

– Não importa! É melhor do que ser beijada por você. – Lucy falou se escondendo atrás do sofá ao ver que o rosado andava sorrateiramente pela sala.

– Lucy... Querida Lucy, onde você está? – Natsu perguntou olhando em todos os cantos.

– Não fale essas coisas com a minha voz! É esquisito! – Lucy disse e saiu do seu esconderijo, indo para outro.

– Oh, já sei onde está você. – Natsu correu para olhar atrás do sofá. – Achei você! – Ele riu vitorioso, mas ao olhar viu que não tinha ninguém ali. – Lucy, que droga! Aparece. – Natsu falou chamando-a.

– Eu já disse que não quero. Eu só saio se você não me beijar! – Lucy disse com voz baixa, mais audível.

– Tá Lucy, tá certo. – Natsu concordou, vendo que não haveria outro jeito.

– Promete?

– Prometo.

Lucy saiu de trás da cortina e foi até o rosado.

– Lucy. – Ele falou com uma voz autoritária. – Me dê sua mão.

– Pra quê? – Lucy perguntou desconfiada, erguendo assim, uma sobrancelha.

– Vamos Lucy! – Natsu falou impaciente.

– Certo. – Disse Lucy.

Natsu Dragneel, pegou a mão da loira carinhosamente e segurou firme, fazendo assim, eles trocarem novamente de corpo.

– Oh, que alivio! – Natsu disse ao voltar para seu corpo.

– Ei, Natsu, o que você fez? Me sinto estranha. – Disse Lucy, ao perceber o pouco de álcool que ainda restara no corpo dela.

– Se sente estranha... como? – Natsu perguntou, mas no fundo, ele já sabia o porquê.

– Sei lá... Meu corpo está... Quente! – Lucy disse se abanando.

– O quê? – Natsu a olhou com uma expressão de “ Você está doida?”, e por dentro ele queria se acabar de rir.

– É isso mesmo, meu corpo está totalmente quente. – Disse Lucy irritada. – GRUAAH. – Lucy gritou enraivada. – Natsu Dragneel. – Ela falou calmamente. – O que você fez comigo, seu canalha? – Completou gritando.

– Eu? – Natsu segurou o riso. – Nada.

– Ah sua ameba falante! — Lucy fez bico de irritação, e foi ai que Natsu não se aguentou e riu bastante. – O que... o que foi? Tem algo no meu rosto? – Lucy começou a esfregar o rosto com a mão que sobrara.

– Claro que não. – Natsu respondeu revirando os olhos. – Só foi engraçado.

– Run. – Lucy virou a cabeça para o outro lado e depois o olhou novamente. — Estou cansada, vamos sentar no sofá.

– Quê? – Natsu perguntou, mas Lucy já estava arrastando- o para sentar-se no sofá.

– Relaxa Natsu. – Lucy falou sentando-se com ele junto.

– Eu estou relaxado... – Disse Natsu meio inquieto.

– O mundo, é belo! Aproveite-o. – Lucy disse rindo.

– Ah... claro.

Passaram-se longos minutos até a limusine que Jude Heartfilia havia mandado, chegar. Eles se assustaram com a buzina insistente que vinha da rua. Abriram a porta para constatar que realmente a carona deles havia chegado, e correram para o quarto de Lucy para pegar as malas e tudo mais. Deixaram tudo na frente da casa e o motorista colocou as coisas no porta malas.

A loira pegou alguns mantimentos, dinheiro e sua bolsa com papeis de escrita, canetas e bons livros. Lembrou-se do seu celular e correu com Natsu para pegá-lo.

Natsu fez sua tão famosa cara de tédio encarando a loira procurando seu celular.

– Quer que eu ligue para ela? – Perguntou Natsu solidário.

– Não, não precisa. – Lucy respondeu avoada.

– Então... tá né. – Natsu cruzou –ou ao menos tentou- os braços.

– Grrr! – Lucy gritava pelo quarto. – Mas, como eu perdi esse aparelho? — Choramingou.

– Você é lerda, só isso Lucy. – Natsu respondeu-a.

– Não pedi sua opinião Natsu! – Lucy gritou com ele.

– Ui, está estressada agora é? – Natsu pirraçou-a.

– Natsu, não brinca comigo. Não agora. – Lucy falou com um olhar ameaçador, que pela primeira vez, causou medo nele.

– Mas por quê... você quer tanto esse celular? – Natsu perguntou mansinho.

– Porque, várias emissoras irão me ligar esse final de semana, principalmente meu patrão da Dadlye, e por enquanto, prefiro manter meu emprego para pagar minhas dividas. – Lucy resmungou.

– Hn... entendo, mas se esse for o caso, eu posso falar com ele, já que o conheço. – Natsu ofereceu-a uma solução.

– Não, muito obrigada. – Porém a loira, recusou.

– Ah, que chata você. – Natsu resmungou também, e logo ficou pensativo olhando a loira arrasta-lo para um lado e para o outro no quarto. Ela não havia mais tocado no assunto de casamento, será que ela desistiu disso? Natsu pensava aflito. Apesar de querer ajuda-la, não era somente isso que queria. Queria algo mais.

O celular do rosado vibrou em seu bolso e o mesmo atendeu abruptamente.

– Alô. – Disse sério, pelo individuo ligar para ele quando estava concentrado em seus pensamentos.

– Natsu! — Disse uma voz alegre, que aos poucos se tornara conhecida, era Gray.

– Gray, o que foi? – Natsu perguntou irritado.

– Nada. O que vai fazer hoje? – Perguntou Gray com sua alegria.

– Eu... Eu vou viajar. – Natsu respondeu por fim.

– Viajar? – Gray gritou.

– Fala baixo! Quer estourar meus tímpanos? – Disse Natsu massageando suas orelhas.

– Desculpe, mas é que é tão raro ver você viajando. – Gray disse.

– Não é tão raro assim... – Natsu riu.

– Não? Ah, quem você está tentando enganar?

– Ninguém, agora, fala logo o motivo dessa ligação tão repentina. – Natsu falou entediado.

– Bom... Primeiramente, como anda sua emissora? – Perguntou Gray como se não quisesse nada.

– Melhor do que nunca. Por quê essa pergunta, tão... repentina Gray? – Natsu perguntou arqueando a sobrancelha.

– É que... Eu queria uma ajudinha sua aqui na minha empresa. – Disse Gray.

– O quê? De novo? Às vezes eu me pergunto, se 99% da sua empresa só lucra por minha causa, ou por sua competência mesmo. – Disse Natsu esfregando a testa. Mais problemas para ele.

– Claro que é pela minha competência! – Disse Gray ofendido.

– Desconfio disso, qual o problema agora? – Natsu perguntou.

– É que... – Gray foi interrompido :

– Natsu! – Lucy gritou feliz. – Achei meu celular! Agora podemos ir, vamos! — A loira puxou o rosado escada abaixo.

– Gray, depois você me liga. – Natsu falou.

– Hm... Tá com namorada nova é? – Gray falou malicioso.

– Claro que não! Tchau Gray. – Natsu desligou na cara do moreno.

– Estava falando com quem? – Lucy perguntou curiosa.

– Ninguém. – Disse Natsu.

– Hn...

Lucy e Natsu saíram de casa e se dirigiram para frente da Limusine, o motorista estava encostado no carro de cabeça baixa, e ao levantar ficou surpreso ao ver que sua jovem ama estava com um rapaz.

– Srta. Lucy. – O motorista se reverenciou.

– Não precisava dessas coisas! – Lucy disse rindo.

– É o meu dever Srta. – O motorista completou entrando no carro.

Natsu abriu a porta do carro, permitindo Lucy entrar primeiro e entrando logo após. Ao se aconchegarem o motorista deu partida, saindo da rua de Lucy. A Limusine era bem espaçosa e confortável. A loira percebeu que não era necessário ter trazido seus mantimentos, pois no carro havia muitas coisas comestíveis.

Natsu olhava tudo também, percebeu que os bancos davam para puxar pra frente e deitar-se, provavelmente quando anoitecesse eles dormiriam ali. Já que não iriam parar em pousada nenhuma por hoje, ou era o que ele esperava.

Lucy ergueu-se para pegar um copo d’água, fazendo Natsu se levantar também. O coitado acabou batendo sua cabeça no teto.

– Aigo... Isso doeu. – Disse Natsu esfregando a região machucada.

– Desculpe Natsu. – Lucy disse corada.

– Tudo bem... – Disse Natsu.

Estava obviamente, um completo tédio ficar ali. Eles ainda nem haviam saído da cidade, certamente seria uma longa... Mais uma longa viagem até a mansão Heartfilia, Natsu virou-se para janela abrindo-a no mesmo momento, mantendo a sua mão que estava entrelaçada com a da Lucy em cima do banco, para ninguém vê-la.

Os ventos batiam fortemente em sua face, fazendo seu cabelo voar, alguns fotógrafos estavam se espreitando em árvores a procura de qualquer famoso que se passasse na rua, algumas mulheres notaram o rosado e começaram a gritar correndo atrás da limusine.

Lucy se incomodou com os gritos e foi ver o que estava acontecendo lá fora. Ela se em pendurou no rosado para conseguir enxergar as pessoas na rua e ao ver vários flashes, um braço impediu-a de continuar ali, Natsu estava empurrando-a com a mão livre para seu lugar, e fechou a janela rapidamente.

– Você é maluca Lucy?! – O rosado falou histérico. – Sabe o que eles eram? Fotógrafos! Provavelmente tiraram uma foto de nós dois juntos. De novo. Prevejo que nesse final de semana não teremos sossego com eles atrás da gente o tempo todo. – Ele balançou a cabeça negativamente e retirou seu celular do bolso, discou para a última ligação que teve.

– Alô? – Disse Gray do outro lado da linha.

– Gray, quero um favor seu. – Disse Natsu um pouco desconfortável, não era de pedir ajuda para o amigo.

– Isso é estranho demais, você está com febre? Dor de barriga? – Perguntou Gray desconfiado.

– Por quê diabos eu estaria com febre e dor de barriga? – Natsu falou irritado.

– Sei lá, é tão raro receber uma ligação sua, ainda mais pedindo um favor. É muito estranho... Assustador também! – Gray falou se arrepiando.

– Isso não é tão estranho Gray, sempre te peço ajuda. – Disse Natsu.

– Pede é? Me diga uma vez que me pediu ajuda. – Disse Gray.

– Bom... – Disse Natsu pensativo. – Hn... É... Ah, isso não importa Gray! O que importa é que somos amigos! – Completou o rosado enrolando o moreno.

– Está vendo? Você está muito estranho... E isso se torna assustador! Muito assustador. Uhhhh... – Disse Gray com uma voz macabra.

Natsu segurou o riso.

– Gray, isso não importa agora. Só me diga, pode fazer um favor pra mim ou não? – Disse Natsu, aparentando estar impaciente.

– Claro que posso cabeça de sorvete! – Disse Gray irritado com a interrupção do amigo.

– O que você disse Gurei? – Disse Natsu, transformando o nome do Gray, em um apelido que o moreno odiara.

– Não me chame de Gurei! Sabe que odeio esse apelido, ele é tão... Esquisito, em todos os sentidos. “ Gurei” – Disse Gray irritado, e dando ênfase ao “Gurei”, o que fez o rosado se acabar de rir.

– Então não me dê esses seus apelidos esquisitos também, Sr. Gurei. – Disse Natsu pirraçando-o.

– Ora seu! Se você estivesse aqui, você iria ver! – Disse Gray ameaçador.

– O que você iria fazer tarado? – Disse Natsu provocando-o.

– Ah seu palito de fósforo! Você tá procurando. – Disse Gray irritado.

– Ora seu... Agora você passou dos limites! – Disse Natsu revoltado.

– Ah! Seu palito de fósforo. Palito de fósforo, palito de fósforo, lálálá. – Disse Gray pirraçando-o.

– Picolé preto, picolé preto, picolé preto... – Disse Natsu.

– Picolé preto? Cadê sua criatividade Natsu cara de latão?! – Disse Gray.

– Cara de latão? Você definitivamente não tem medo da morte né? – Disse Natsu ameaçador.

– Cara de latão, cara de latão, cara de latão lálálá. – Disse Gray novamente.

– Argh, seu caipira tarado! – Disse Natsu revoltado.

– Natsu... Com quem você está falando? – Disse Lucy abrindo os olhinhos.

– Hn... Lucy. – Disse Natsu encarando-a assustado. “ Será que ela ouviu essa conversa?” Pensou Natsu.

– Você está falando feito um mongoloide, sabia? Quem é o outro maluco do outro lado da linha? – Disse Lucy, fazendo Natsu perder o encanto por ela.

– Então você está ouvindo a conversa dos outros Lucy? – Perguntou Natsu.

– Alô, palito de fósforo? – Perguntou Gray do outro lado da linha, mas fora ignorado.

– Não estava ouvindo porque queria, você estava falando alto demais, até uma mula do outro lado da rua escutaria, quem é a pessoa? Seu namoradinho? – Lucy fez uma cara de surpresa.

– Lucy, você quer morrer? – Disse Natsu ameaçador.

Lucy riu.

– Tenta a sorte, viadão. – Disse Lucy, provocando-o.

– Alô? Tem alguém ai?... Droga, fui ignorado. – Disse Gray, sem obter resposta.

Preview para os próximos capítulos.

– Lucy, que tipo de motorista é esse? – Disse Natsu indignado.

– O que você quer que eu faça? Pelo menos não vai ficar pior do que estar! – Disse Lucy e ao completar essa frase,

começou a chover deixando-os desesperados.

– Pior do que estar não fica, você disse. – Disse Natsu revoltado.

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– Podem dormir aqui está noite, está tudo bem! – Disse uma velha senhora abrindo a porta para os dois que estavam totalmente encharcados.

– Tem certeza que não iremos incomodar? – Perguntou Lucy sem graça.

– Claro que não, irei buscar algumas vestes para vocês, venham, levarei ao quarto dos dois.

– Oh, não precisa. – Disse Lucy, ainda envergonhada.

– Deixa de besteira! Seu namorado com certeza está morrendo de frio. – Disse a velha senhora no meio do corredor. – Venham, venham! – Ela estava com um sorriso imenso no rosto, e Lucy ruborizou.

– Vamos Lucy. – Natsu falou puxando-a.

– Espere... Ele não é meu namorado. – Ela falou mais pra ela mesma do que pros outros.

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– Aqui o quarto de vocês, o banheiro fica pra lá – a mulher apontou para o final do corredor.-, minha filha deixará as vestes aqui, com toalhas e alguns alimentos, vocês devem estar com fome.

– Hn... Só tem esse quarto? – Perguntou Lucy ruborizada, teria que dormir no mesmo quarto que ele.

– Ora, ora. – A velha riu. — Vocês dois são um casal, não precisa ser tímida! –Completou.

– Hn... Não somos bem um casal. – Disse Lucy em com a voz baixa.

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Lucy deitou-se ao lado do rosado, as mãos entrelaçadas mantinham-se no meio da cama, ele já estava dormindo e a loira apenas o observava.

– Ne... Natsu, você acha que ficaremos assim pra sempre? – Perguntou Lucy.

O fogo crepitava, deixando o cabelo do rosado mais bonito.

Notas finais
Meus queridos e lindos u-u
Se vocês não clicaram no link lá em cima, clique nesse u-u http://vocaroo.com/i/s1OZ1YyeECBG
Espere a música passar, só dura 3 ou 4 segundos HAUSDHUIASHDASIHD ai podem ouvir minha voz de hiena u-u
Espero que tenham gostado de coração!
ASIDHASIHDIASDIUAS SOC
O mundo, sob as trevas.

Ele escrevia uma carta, ou melhor dizendo, seu testamento para sua querida filha. A qual, nunca havia dado tanta atenção assim. As mãos tremiam lentamente, não sabia-se dizer o porquê dentre dois motivos, o choro e o medo. E a cada palavra que escrevia, uma lágrima caia.
O homem faria de tudo para que ele não achasse sua filha, até se passar de morto para ela e todos os demais da sociedade burocrática.
Seria difícil... E ele sabia bem disso. Mas o que mais ele poderia fazer? Estava condenado a ter uma vida de empecilhos e dor, e não queria levar a filha junto consigo. Mesmo que ele não fosse muito presente, ainda tinha seu dever como pai, proteger sua filha. E tinha consciência sobre isso.
Ao terminar de escrever seu testamento e sua carta entregou-as ao administrador da sua casa de campo, pedindo-o para entregar a carta recém-escrita para sua filha, que neste exato momento se encontrava na sua cama quentinha na nova casa em Londres, que ele dera para ela aproveitar a semana de festas que estava acontecendo nas casas das pessoas mais ricas da Inglaterra.
Apesar dela não se importar muito com essas festinhas da sociedade, ela era obrigada a frequentar pois tinha que debutar e conseguir um marido, contragosto claro. Algumas das suas amigas também debutavam, e outras já se encontravam casadas com seus respectivos maridos. Mas isso não era problema para ela, já que as mesmas sempre acompanhavam-na para onde ela queria, não abandonando-a.
Já bastava seu pai, que não lhe dava a atenção devida. Isso a machucava, é claro. Quem gostaria de ter um pai que não te dar carinho, nem o amor necessário? Jude Heartfilia secava as últimas lágrimas que insistiam em escorrer pela sua face, mas era incontrolável.
Sabia que depois disso, o relacionamento de pai e filha seria muito mais difícil do que é hoje.
Porém não podia fazer nada, ou ele salvava sua filha, ou a mandava pelo caminho da perdição. E ele esperava de coração que sua filha conseguisse se casar, ter seu tão sonhado filho...
Ah... Seu futuro neto.
Poderia ele, vê-lo quando nascesse?
Lucy podia ser o que fosse, mas talvez não o privaria de ver seu neto.
Mas se esse fosse o caso, ele olharia outrora o seu neto, arranjaria um jeito, sendo bem sigiloso.
Ele secou as últimas lágrimas que ameaçavam cair e respirou fundo, tinha que parecer forte, afinal, era para sua filha que ele estava fazendo aquilo.
- Sr. Jude, está pronto? O administrador de seus campos, perguntou em um tom entristecido.
- Sim, vamos. Respondeu Jude, erguendo a cabeça e saindo da grande mansão.
Ele e o outro homem, entraram na carruagem meio desconfortáveis, o administrador sabia o motivo disso tudo estar ocorrendo, e tentaria ao máximo manter Lucy longe disso, como prometido. No testamento constava que ela teria que se casar o mais rápido possível, para sua proteção.
Mas pela personalidade teimosa da garota, isso seria quase impossível dela fazer. A mesma já frequentava as festas á contragosto, imagina casar? Oh, seria algo terrível de fato.
Jude olhava para o horizonte, meio perdido. Certamente estava pensando na filha, que abandonaria logo a alguns quilômetros à frente. Era muito difícil o que estava prestes a fazer, mentiria para filha, e o pior, a deixaria sem sua proteção.
- Loki, promete cuidar da minha filha? Perguntou Jude, virando-se para encara-lo.
- Mas é claro que sim Sr. Jude. Eu prometo. Respondeu Loki com firmeza.
Desde pequeno, ele cuidara da loira, sempre a protegendo de garotos encrenqueiros que insistiam em aparecer, e tentar um relacionamento com a mesma, pois desde pequena, o dote dela sempre foi grande. Afinal, as terras de Jude Heartfilia lucravam bastante, e eram bem conhecidas. Os pais ficavam loucos para conseguir pegar o dote da pequena Heartfilia, a ponto de ir todos os dias atrás de Jude para arranjar um casamento entre seus filhos.
E o loiro, apenas abria um sorriso amistoso e respondia:
- Talvez, outrora.
As pessoas criavam expectativas para esse outrora, o qual nunca chegava. Ele não forçaria sua filha a casar com alguém naquela época. Naquela época... Agora as coisas eram totalmente diferentes, então ele usaria um casamento á favor dele, não ao todo, mas pelo menos na parte de que ela seria cuidada por outra pessoa.
Sabia que Loki era de confiança, mas ele ainda era apenas uma... Criança, apesar de ter seus 25 anos, era assim como Jude o via. Ele era o filho do seu mais fiel amigo e ex-administrador das suas terras, depois de um grave acidente que ocorrera no dia 20 de agosto de 1899 tudo se tornou diferente, Loki se tornará o novo filho do Heartfilia, que o abrigou de braços abertos, afinal o alaranjado não tinha lugar para ir.
Seu lar sempre tinha sido na propriedade Darkmoon, o qual dono sempre fora ninguém mais, ninguém menos que Jude Heartfilia. Depois de alguns anos, decidiu colocar Loki como seu novo administrador de suas propriedades. E é claro que ele aceitou, com uma felicidade tamanha.
Nunca fora difícil conviver com Jude e sua filha Lucy, pelo contrário, até a loira ao saber do acidente, apesar de ser pequena já entendia bastante das coisas e acolheu Loki como seu irmão mais velho. Fora até engraçado ouvi-la pronunciar aquelas palavras que o encheram de alegria no momento:
Lucy estava sentada em um sofá recém comprado de veludo, com um bico na face pelo pai não ter contado á ela, o que estava acontecendo em seu escritório. Ela havia ido insistentemente tentar escutar o que eles falavam, mais era impossível, a porta bloqueava todos os sons possíveis, e isso a deixava irritada. Ela subiu novamente a longa escada, segurando seu pequeno vestido pela ponta, ao chegar em frente do escritório, agachou-se e tentou escutar novamente a conversa.
Em vão, pois ela novamente não conseguira ouvir. Ainda assim, ficou lá por alguns minutos e ao ouvir a porta destrancando-se e deu meia volta, correndo de volta para o sofá, jogou-se de qualquer forma no mesmo e ao ver que ninguém havia decido concertou-se, se o pai a visse daquela maneira, certamente brigaria com ela.
A pequena encarou o cômodo a sua volta, ela o achava exagerado, era grande demais para poucos móveis, as paredes limpas impecavelmente, chegavam a brilhar. O chão de madeira limpo à cera dava um certo contraste no espaço, a garota se divertia ao ver seu reflexo. Era, possivelmente seu único entretenimento naquela sala.
A mesinha de madeira que ficava á sua frente, continha um jarro de flores composta por rosas bem vermelhas, as preferidas de Lucy. Desde que vira, seu pai e Loki molhados, subindo para o escritório do Heartfilia, a pequena estava inquieta. Jude só levava as pessoas para cima, quando a coisa estava realmente séria ou para tratar de negócios. Mas estava bem claro, que só podia ser a primeira opção.
E isso deixava Lucy mais curiosa.
- Srta. Lucy? Do outro lado da sala, ela escutou uma voz conhecida bastante conhecida, virou-se rapidamente com um sorriso brincalhão, as sobrancelhas quase brancas do mordomo, arquearam-se feito uma lagarta desorientada, enquanto ele observava sua jovem ama, em pendurada no sofá de veludo á sós no hall. Ele deu um sorriso por dentro.
- Papai está com Loki, dentro do escritório, Makarov. Respondeu Lucy com sua inocência habitual, a menina de 10 anos olhava para seu mordomo com seu famoso sorriso infantil, que alegrava qualquer pessoa. Ele percebera as várias vezes que a pequena Heartfilia subia as escadas para tentar ouvir a conversa entre o pai dela e o garoto mais jovem, Loki. Contudo não ignorara o fato, de que era feio bisbilhotar as conversas dos outros.
O mordomo inclinou-se para perto da pequena para perguntar a respeito, mas ao ouvir passos da escada conteve-se. Cedo ou mais tarde, descobriria sobre o que ocorrera, todos os empregados da casa saberiam.
Makarov chegou para trás, e manteve sua postura.
Lucy ergueu-se e ao encontrar Loki chorando, começou a chorar também. No inicio, Jude e Makarov olhavam para a loira com curiosidade, e logo após se surpreenderam com a conversa dos mais jovens.
- P-por quê você está chorando Lucy soluçou. Loki? As lágrimas caiam de uma forma cômica. O que fez o alaranjado parar de chorar.
- Por quê, você está chorando Srta. Lucy? Loki perguntou enxugando as lágrimas da loira.
- Porque se alguém chora em minha frente, eu me sinto triste também. E então me dá vontade de chorar, mesmo sem saber os motivos. Lucy falou soluçando.
- Oras, Srta. Lucy, só por isso? Perguntou Loki curioso.
- Sim, o mundo é alegre, então não tem porque as pessoas chorarem ou ficarem tristes. Lucy respondeu com os olhos brilhando.
Loki arregalou os olhos surpreso com a resposta da loira.
- Mas sabe Srta. Lucy... Nem sempre tudo é tão alegre assim... Existem empecilhos que nos fazem ficarmos tristes, sabia? Disse Loki, pousando sua mão no ombro fino da garota.
- M-mas, mesmo com empecilhos, se você sorrir, não há nada que não possa superar, por isso vivo sorrindo. Disse Lucy, secando as lágrimas.
- Sim... Disse Loki.
- Me promete uma coisa Loki? Perguntou Lucy, encarando-o.
- Claro, o quê Srta. Lucy? Disse Loki sorrindo fraco.
- Promete que sempre sorrirá? Não gosto de ver pessoas tristes, se sorrir, ficará mais bonito, bem assim ó Lucy levantou um dedo de cada mão e fez um sorriso com a boca de Loki. Isso, ficou muito bonito Loki! Seu sorriso é bonito. Loki corou um pouco.
- Prometo Srta. Lucy. Disse Loki, tentando esconder sua ruborização.
Lucy ergueu o dedo mindinho, e pediu para Loki fazer o mesmo. Os dois juntaram os dedos formando uma promessa.
- Então, está prometido. Você não irá chorar novamente em minha frente e nem nunca mais, quero ver você sempre sorrindo! Bem do jeitinho que está agora! Vê? Se sente mais feliz? Lucy sorria de orelha a orelha, Loki concordou com a cabeça sorridente. Então, nunca deixe de sorrir, mesmo que a pior coisa do mundo aconteça com você, pense que sempre conseguirá superar! E o sorriso é o caminho certo para isso. Lucy sorriu novamente.
Jude sabia que sua filha, apesar da idade, já estava bem crescida mentalmente, ela não havia perguntado em nenhum momento o que tinha acontecido, pois imaginava que se perguntasse, machucaria mais ainda o Loki. Então engoliu sua curiosidade e subiu para o quarto. Ele riu com o pensamento e Loki virou-se para encará-lo.
- O que aconteceu Sr. Jude? Loki perguntou preocupado.
- Lembranças Loki, lembranças... Jude falou sem tirar seu olhar penetrante do horizonte.
- Se me permite perguntar, que tipo de lembranças Sr. Jude? Perguntou Loki, curioso.
- Acho que pra você, seriam lembranças meio desagradáveis meu jovem. Respondeu Jude, concentrado.
- Não tem problema. Disse Loki sorrindo.
- Ora seu... Jude bateu levemente na cabeça do Loki e riram, por uns instantes o silencio adentrou na carruagem. Lembrei-me de quando obtivemos a noticia da morte do seu pai, a Lucy era tão pequena... Mas as respostas dela... Eram tão... profundas. Jude respondeu pensativo.
- De fato Sr. Jude. Foram as palavras dela, o sorriso e a promessa que me salvaram.