Almas Trocadas? Oh, não!
2 Capítulo 1 - Você de novo? Ah não!
Notas iniciais

Almas trocadas? Oh não!
Por Teylla
Capítulo 1
"Ao lembrar de você, sinto mais raiva do que antes."
Uma loira se arrumava correndo para o trabalho, com uma capa preta por causa do frio, segurando uma maleta a procura de um táxis, correu para o outro lado tendo o risco de ser atropelada por algum carro, mas a mesma não se importava com isso, ela não queria se atrasar pro trabalho por nada nesse mundo.
Já que o carro dela havia tido um problema ontem.
A loira estava inutilmente tentando fazer um táxi parar, ela checou o horário e se assustou, decidiu ir para a emissora a pé mesmo. Lucy corria feito uma louca para chegar ao local destinado, passou em uma banca de revista onde tinha uma bicicleta e um menino, ela pegou a bicicleta.
— Eu te pago! Emissora Dadlye, Lucy Heartfilia, é só me procurar lá! — a loira gritou, enquanto pedalava rapidamente.
—Oe! Espera! — o menino gritou e começou a correr, inutilmente.
— Foi mal! — Lucy falou sumindo da vista do garoto.
Ela passou quase atropelando todo mundo.
— Foi mal! Sai da frente! — Não parava de gritar isso, todos se jogavam de um lado para o outro, e a encaravam raivosos, enquanto ela apenas sorria torto.
Depois de alguns minutos, Lucy conseguiu chegar à emissora, colocou a bicicleta ao lado da entrada, e procurou algo que pudesse prendê-la, pegou qualquer coisa e amarrou a mesma na grade, puxou a manga da capa para olhar as horas, e sentiu que se não entrasse agora, chegaria atrasada, correu pra entrada e marcou o ponto.
— Bem na hora Lucy Heartfilia, um minuto a mais e você iria se atrasar. — O dono da emissora apareceu cercado de guardas e Lucy sorriu fraco.
— He... Sim. — Lucy falou, passando a mão no cabelo.
— Bom, pode ir pra sua sala, algumas pessoas irão falar com você lá, boa sorte. — O dono foi saindo da emissora e entrou em uma limusine luxuosa.
— Quem diabos quer me ver hoje?! Isso é tão chato, mas não vamos desanimar! — Lucy falou tentando atrair energia positiva.
Ela respirou fundo e foi pro elevador, apertou no botão do quarto andar e esperou.
— Olá Lucy-chan! — Uma mulher falou, e logo após todos ao redor se levantaram pra falar com a loira.
— Olá galera, como vão? — Lucy perguntou sorrindo, enquanto se dirigia pra sua dela.
Pegou a chave dentro da maleta e abriu a porta, a sala dela estava toda limpa, arrumada e cheirosa. Fechou a porta e se sentou, pegou uns papeis que se encontravam dentro da gaveta e os revisou, depois se lembrou que teria uma reunião com outra emissora de TV, que queria fazer uma novela dirigida por ela, que Lucy aceitou, claro.
Era uma emissora mais famosa do que a qual trabalhava, pegou o roteiro da novela que apresentaria para a outra emissora e começou a revisá-lo e acrescentar algumas coisas. A vida dela enfim estava andando, seu pai era um dos caras mais ricos do Japão, talvez o mais rico, só que ninguém sabia disso, já que ela preferia que não soubessem.
E precisava que não soubessem, senão lhe dariam tudo de mãos beijadas e não era isso que Lucy queria. Queria conseguir tudo por ela mesma.
Quando terminou de revisar o roteiro que por sinal já estava pronto, a loira começou a ouvir uns barulhos estranhos lá embaixo, e decidiu ver o que era.
Ao descer, deparou-se com um segurança impedindo um rapaz de prosseguir.
— Eu quero ver Lucy Heartfilia. — Lembrou quem ele era; o dono da bicicleta que tinha pego mais cedo.
— Não existe nenhuma Lucy Heartfilia aqui rapaz — o segurança falou, e era verdade, a loira não usava o sobrenome do pai para que não descobrissem de quem era filha, respirou fundo e foi até o rapaz.
— Pode deixar que eu cuido dele, Stincy — Lucy falou sorrindo e empurrando o dono da bicicleta pro outro lado. — Desculpe ter pego sua bicicleta, mas eu precisava dela com urgência.
— Tá, isso não importa mais agora, eu quero minha bicicleta, pode ser ou tá difícil? — falou com uma certa ignorância.
— Eh... Certo, eu te levo até onde ela está. — Lucy levou o rapaz até a grade e quase tomou um susto pensando que a bicicleta não estava mais lá, desamarrou a bicicleta do rapaz e a entregou. — Aqui sua bicicleta. Obrigada novamente. — Lucy se curvou e o cara a olhou estranha.
— Cara... Você é muito estranha, de que época você é? — perguntou incrédulo e ela se revoltou.
— Vai logo embora! — mandou se segurando.
— Eu hein! — murmurou olhando esquisito pra Lucy, que sorria torto.
— Que idiota, bundão, isso que ele é! — Lucy resmungou batendo o pé com força no chão, e logo após entrou no prédio.
— O que ele queria, Lucy? — O segurança indagou.
— Ah, eu nem sei, ela ainda por cima trocou meu sobrenome. —tentou disfarçar.
— Hm... — Stincy falou pensativo, e estava na cara que ele não acreditava.
Lucy voltou pra sua sala respirando fundo, e logo foi chamada para onde os atores da novela estariam gravando. Foi acompanhada por uns homens de terno, e uma mulher que segurava um caderno, a Heartfilia lembrou-se que não deu o dinheiro para o garoto da bicicleta e deixou pra lá, pensou que se o garoto quisesse teria pedido a ela.
Entrou em uma sala que estava cheio de atores para novela, Mirajane, uma mulher de cabelos brancos com olhos azuis seria a protagonista e iria fazer par com Laxus, o qual a loira achava o maior gato. Os dois eram perfeitos para sua novela.
A preferida do Duque foi a primeira novela que tinha escrito, e a melhor, na opinião dela.
O diretor preferiu deixar os nomes dos atores como os dos personagens, eles estavam gravando o terceiro episódio, e iriam para fora da emissora.
Teria um palácio montado, que seria onde a princesa Mirajane viveria. Na opinião de Lucy, Mirajane e Laxus se amavam de verdade, mas tinham dificuldades em se declararem.
Os atores já estavam prontos para a gravação, todos saíram de onde estavam e pegaram um carrinho parecido com um carro de golfe e seguiram para o palácio da emissora. Saíram mas Lucy preferiu ficar do lado de fora, pois ali aconteceria a melhor cena. Depois de alguns minutos de gravação, Mirajane e Laxus estavam caindo da janela, em direção a um colchão, que claro, a câmera apagava.
— Você está bem? — Laxus perguntou se recompondo e se levantando com Mirajane em cima dele fazendo-a ficar sentada entre suas pernas.
A albina balançou a cabeça positivamente.
— Sim, e você? — Mirajane perguntou preocupada com ele, já que foi o mesmo que amorteceu a queda, e deve ter doido pelo menos um pouco, mesmo sendo atuação.
— Eu estou bem. — Laxus a olhava diferente de antes.
— Q-que bom, realmente bom — falou corada, levantou-se e virou de costas para ele, começou a ajeitar vestido que estava aberto.
O Dreyar puxou-a pela cintura para perto do corpo dele.
— Isso não acaba aqui, princesa Mirajane —sussurrou no ouvido da albina e mordeu o lóbulo de sua orelha Ele deu um risinho.
— Que incrível! Eles não erram em nenhum momento. — Lucy observou impressionada.
Ele apertou-a mais um pouco, os braços envolvendo-a pelo busto e a fez se virar, dando um beijo aparentemente quente e depois a soltou, afastando-se.
— Eles caíram por ali! — um dos guardas gritou para os para outros.
Laxus apenas lançou um olhar para Mirajane, com aqueles belos olhos azuis acinzentados, a albina corou institivamente e ele apenas riu, Mirajane o olhava enquanto ele saia calmamente pelo meio dos arbustos que tinham ali.
O filmador gritou.
— Guardas, Guardas! — E logo um rapaz vestido de guarda apareceu correndo para onde Mirajane estava.
— Princesa, você está bem? —perguntou encarando Mirajane preocupado, mas sua fisionomia mudou na mesma hora, ele ficou todo vermelho e com os olhos arregalados, Lucy olhou para a albina que estava com o vestido ainda aberto, e logo a mesma corou tentando ajeitar novamente o vestido. — Desculpa, desculpa princesa Mirajane, eu não queria...
— Sim... Eu estou bem, obrigada. — Soltou um sorriso doce. — Tudo bem, você não teve culpa, eu estou bem agora, de verdade. Então não se preocupe.
— Sim, Princesa, então voltarei para meu lugar. — O guarda se curvou e partiu para seu destino.
Mirajane respirou fundo, e logo ligaram o ventilador, fazendo o cabelo e o vestido da albina balançarem.
— Meu pequeno tempo de sentir a liberdade se passou mais rápido do que eu esperava... Quero sentir aquele sentimento novamente, sei que não o terei novamente, porém eu esperava que sim, mesmo que levasse um bom tempo, afinal era algo bom — Mirajane falou com sentimento.
A albina ficou por mais alguns instantes encarando as falsas estrelas e se dirigiu para o palácio, dessa vez Lucy seguiu todos que estavam gravando. Mirajane subiu as escadas silenciosamente pra o seu quarto.
—Mira...— Mirajane fingiu-se assustada com a voz de Lisanna que estava sentada na cama encarando-a, com os braços cruzados.
Não era por nada, mas Lucy não gostava da Lisanna, e preferia que a mesma não estivesse fazendo a novela dela, mesmo sendo irmã de verdade de Mirajane, a loira e a albina menor, não se davam bem desde pequenas.
—Lissana? — perguntou, arqueando as sobrancelhas surpresa.
As duas tiveram que gravar repetidamente as cenas, ao contrário de quando Mirajane atuava com o Laxus. Depois de algum tempo elas acertaram a cena e voltaram a gravar as seguintes.
— Sim, sou eu. Onde estava, Mira—nee? Ouvi uma movimentação estranha dos guardas lá do quarto e vim ver se você estava bem, porém quandoentrei, você não estava aqui. Então fiquei te esperando.
— Eu, bom... — Passou a mão pelo cabelo. — Eu estava no jardim, fui respirar um pouco. Estava me sentindo sufocada dentro desse palácio, e você sabe que eu não gosto nem um pouco dessa sensação, certo? — Sorriu docemente.
— Sei Mira, sou sua irmã... Te conheço. — Lisanna ainda encarava Mirajane desconfiada.
— Ora, ora Lisanna, era só isso? — Sentou-se ao lado dela.
— Pausa! Vamos dar uma pausa para o lanche, certo? — O diretor apareceu fazendo todos pararem de trabalhar, assim que Lisanna avistou Lucy deu um sorriso cínico, e foi atrás da irmã para comer. A loira apenas revirou os olhos. — Lucy!
O diretor avistou a loira e sorriu indo para o encontro dela.
— Olá Goldofredo. — Lucy riu com o apelido do amigo e ele fez uma cara irritada.
— Ainda me chamando assim, loira freira? — O amigo se aproximou dela, divertindo-se.
— Ora, seu idiota! — Lucy deu um cascudo no amigo, que esfregou a região onde foi machucado.
— Ai, Lucy! Que malvada! — falou, fingindo estar magoado.
— Bem feito! Goldofredo — repetiu e eles começaram a rir.
— Ah, sua idiota — falou rindo.
— Enfim, Gerard, por que... — Lucy deu um cascudo forte no amigo — você colocou a Lisanna nessa novela? — Revirou os olhos.
— Ai Lucy, não foi culpa minha, tá? Inicialmente eu discordei, mas o dono da emissora achou que seria perfeito que as duas irmãs atuassem juntas — Gerard explicou, coçando a cabeça.
— Hum, entendo... Sempre ele — resmungou.
— Soube que você irá entregar um roteiro de novela hoje, na emissora Fairy Tail, é verdade? — perguntou curioso.
— Sim... Estou nervosa — respondeu esfregando as mãos.
— Por quê? — indagou.
— Como você sabe... É a emissora que mais faz sucesso no Japão, mesmo eles tendo me chamado, tenho medo que eles não gostem do roteiro — esclareceu fazendo uma cara triste.
— Relaxa ai, loira freira — Gerard tentou confortar a amiga.
— Como se fosse possível, Goldofredo — murmurou ainda triste.
— Se anima ai loira, tenho uma novidade pra te falar — contou com um sorriso.
— O que foi dessa vez? — perguntou.
— Vê se não pula de felicidade, mas ontem sua novela alcançou um índice enorme de telespectadores, foi algo totalmente inesperado. Principalmente pra mim e pro dono da emissora, nós ficamos realmente surpresos — falou contente.
Lucy deu um cascudo nele.
— Como assim foi algo inesperado pra você, seu idiota? Não acreditava em sua bela amiga aqui? — encarou-o irritada e logo um sorriso invadiu o seu rosto, ela pulou no amigo contente. — Eu consegui, consegui! — Sorria e gritava de felicidade, logo olharam pra ela e riram.
— Oe, eu falei pra você não pular de felicidade, loira freira! Olha, agora todos estão te olhando! — Estava tentando controlar a amiga.
— Ah, como não pularia de felicidade com essa noticia? Se eu tive tantos telespectadores nessa emissora, imagina se a Fairy Tail realmente gostar da novela que eu preparei para eles? Seria muito bom! — acrescentou contente.
— Sim, eu sei disso. — Sorriu para a amiga.
— Agora eu irei rumo ao estrelato! E ai sim, poderei usar o sobrenome “Heartfilia”! — falou alegre, o amigo já sabia sobre o seu segredo, e instintivamente pôs a mão em sua boca, já que todos estavam prestando atenção nos dois.
—Lucy! — Gerard alertou e soltou-a.
— Ops, foi sem querer. — Colocou os dedos nos lábios.
— Lucy? — Uma mulher apareceu.
— Oi? — Lucy tremeu um pouco, com medo de que a mulher tivesse ouvido sobre o “Heartfilia”.
— Estão te esperando lá embaixo. Não precisa ter pressa, sim? — falou sorrindo e logo saiu do lugar.
— Ai, que susto! — exclamou, olhando para o amigo.
— Você é muito idiota. — balançou a cabeça.
— Foi sem querer, tá? — Lucy resmungou.
— E o que aquela Lisanna anda fazendo por aqui? Além de atuar, claro — perguntou curiosa.
— Bom, não faz muita coisa, e também não é essa atriz toda... Mas essa novela vai acabar fazendo-a bem famosa — Gerard respondeu aborrecido.
— Não era bem esse o meu plano. — Lucy murmurou.
— Sim, sobre isso eu sei, mas fazer o quê, né? Não podemos mais mudar isso. — Gerard pontuou triste.
— Sim... — Olhou o relógio e percebeu que estava tarde. — Você não vai voltar a gravar não? — perguntou preocupada.
— Ah, ainda bem que você me lembrou. — Gerard começou a caminhar e parou para dar uma olhada em Lucy. — Até mais Lucy, sei que hoje o seu dia vai ser bem ocupado. — Piscou.
— Sim! — Lucy falou contente.
— Vamos, voltem para os seus lugares, hora de voltar à gravação da Lisanna no quarto da Mirajane! — Gerard chamava todos para o centro, Lisanna e Mirajane voltaram para os seus lugares. — 1, 2, 3, ação! — Gerard falou.
— Não — Lisanna falou pensativa. — O pai mandou avisar que amanhã o Duque Dreyar virá, e quer sua presença lá, e não quer mais discutir sobre isso. Falou também que foi muito rude da sua parte sair da mesa daquele jeito. Às vezes ele é um chato né Mira? Acredita que eu também terei que ir nesse jantar? — revirou os olhos e abraçou Mirajane. — Bom Mira-nee, eu acho que irei dormir agora, afinal foi um dia longo né? — Começou a rir.
— O que quer dizer Lisanna? — Mirajane perguntou, arqueando sua sobrancelha.
— Nada oras, não posso rir mais, Mira? As pessoas não podem nem mais rir que tão escondendo alguma coisa, que coisa feia da sua parte Mira. — Lisanna piscava para a irmã, e segurava alguns risinhos.
— Certo Lisanna, até parece que não te conheço. Acho que irei faltar amanhã, não quero conhecer aquele ogro do Duque Dreyar, não quero nem olhar na cara dele. Ainda mais pelas coisas que aquele demônio fez e falou de mim. Isso me deixa irritada, sabia?! Só de imaginar olhar para a cara daquele... — fingiu estar irritada, e uma falsa energia maligna “penetrou” em seu corpo, subindo até sua cabeça.
Lucy apenas deu uma última olhada e foi para o lugar que tinha que ir.
— Lucy-chan, boa tarde. — A mulher que foi chamá-la no estúdio estava na sala de reuniões, onde se encontrava um homem sentado na mesa.
— Boa tarde. — Lucy sorriu docemente.
— Este homem quer que você escreva uma novela para ele onde você será a protagonista. — A mulher falou sorrindo.
Lucy foi pega de surpresa e hesitante, disse:
— B-Bom, eu como a protagonista? — Sentiu uma vergonha repentina.
— Sim, Lucy — agora o homem respondeu no lugar da mulher.
—Eu não sei se seria uma boa ideia... — respondeu meio hesitante.
— Claro que é, esperaremos sua resposta dentro de um mês — falou sorridente. — Iremos contatá-la no último dia.
— Oh, sim... — Lucy concordou.
— Então, até mais! — O homem saiu com a mulher logo atrás.
— Até... — Lucy parecia não acreditar no que tinha ouvido.
A loira voltou para sua sala e olhou as horas, e percebeu que tinha que correr para a emissora da Fairy Tail. Pegou sua capa e vestiu-a, a maleta e saiu da sala, trancando-a.
— Tchau gente, tenho que ir — despediu-se de todos e correu para fora do prédio, parou na frente dele e tentou desesperadamente pegar um táxi. — Droga, nenhum quer parar, o que está acontecendo? Seus desgramados! Parem! — gritou.
Esperou mais um minuto e um táxi apareceu e parou, ela suspirou aliviada e entrou.
— Para onde essa moça bonita vai? — o motorista perguntou sorridente.
— Emissora Fairy Tail, por favor — Lucy falou checando o horário. — Pisa fundo ai! — acrescentou desesperada e o moço a encarou surpreso.
— Oh, é pra já! — O motorista pôs o pé no acelerador.
— Obrigada! — Lucy sorriu.
♔♔♔
— Presidente, Lucy logo estará aqui para mostrar o roteiro da novela, tem certeza que quer investir nela? — um rapaz falou meio preocupado.
— Claro, estou realmente interessado em saber quem é Lucy, a misteriosa escritora — O presidente da emissora respondeu sorrindo, olhando para a rua.
— Então está bem presidente, irei avisá-lo quando a Lucy chegar, quer que eu chame todos para cá? — perguntou.
— Sim, é melhor — falou sorrindo.
— Então está bem. — O rapaz saiu da sala.
— Lucy... Lucy — murmurou rindo.
♔ ♔ ♔
— Não tem como ir mais rápido não, moço? — Lucy perguntou, desesperada.
— Não! — O motorista a olhou incrédulo.
— Quer morrer? — perguntou irritada.
— N-Não, por isso mesmo estou na velocidade permitida. — falou como se fosse o óbvio.
— Mas se você não aumentar essa velocidade, eu irei te matar! — ameaçou. — Ponha o pé nesse acelerador! — gritou.
— Oh, s-sim! — O motorista obedeceu-a e foi mais rápido, quase bateram o carro duas vezes, mas conseguiram chegar em segurança a emissora.
— Desculpa ter feito esse pedido arriscado pra você, eu tinha que chegar urgentemente aqui — desculpou-se, um pouco triste.
— Tudo bem moça — falou sorrindo.
Lucy pegou o dinheiro e entregou.
— Ei moça, tem mais do que o suficiente aqui — avisou.
— Eu sei! — Sorriu e saiu do carro.
Respirou fundo e se dirigiu ao prédio, onde uma mulher a parou.
— Quem você deseja encontrar? — perguntou a mulher ameaçadora.
— Bom, o dono da emissora. — respondeu.
A mulher começou a rir.
— Você acha que eu deixarei uma mulher como você passar?
— Bom... Ele pediu que eu viesse, então... — replicou, já irritada.
— Eu não deixarei você subir, uma pessoa como você não tem esse direito. — retrucou debochada.
— Ora sua... — Lucy disse em vão.
A mulher já estava tentando tirá-la de lá.
— Jiunpe, o que está fazendo? — Um rapaz apareceu, reclamando com a tal da Jiunpe.
—Oh, Loki-san. — Jiunpe ficou espantada.
— Essa mulher, é a preciosa do presidente, sabia? — Loki falou ameaçador. — Vamos Lucy, o presidente está te esperando na sala de reuniões.
— Oh sim. — Lucy falou, seguindo Loki, mas olhou para trás, e deu língua para Jiunpe, que ficou irritada.
— Por aqui Lucy-chan. — Loki indicou o caminho entrando em um elevador e Lucy entrou também.
Eles saíram do elevador e seguiram para sala de reunião, onde várias pessoas estavam sentadas esperando por ela.
— Estou nervosa — sussurrou si mesma.
— Oh, não fique! — Loki ouviu e tentou acalmá-la.
— Mas... — tentou protestar, mas foi impedida.
A porta da sala se abriu e eles entraram, o presidente se virou para a convidada e se assustou. Quando viu quem era o presidente, ela também se assustou.
— Você de novo?! — Lucy e Natsu gritaram apontando para o outro.
— Você é o presidente da emissora? — perguntou arrasada, era agora que ela não entrava.
— E você é Lucy, a escritora misteriosa? — Natsu perguntou, espantado.
I need you, i love you.
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