Almas Perdidas

1 Peculiaridade do Dia-a-Dia


Notas iniciais
Oie, bom, talvez essa história não tenha tantos leitores, mas eu escrevo ela pq acredito que alguém possa ler e ver o detalhe por trás de tudo. Embora ela seja pequena e com poucas palavras, eu espero retratar cada emoção de uma forma única :)

Todos os objetos podem estar no seu devido lugar, todos os dias podem passar normalmente. As praças, as ruas, as calçadas, as placas, os postes, todas as coisas podem seguir monótonas como sempre, mas as pessoas não são assim, as pessoas mudam constantemente. A cada minuto, a cada segundo, se você parar para ver, todos mudam repentinamente, em um piscar de olhos. Mas no meu caso foi diferente, eu mudei muito, e só teve um motivo.

Meu nome é Catharina, tenho vinte quatro anos, e hoje eu vou lhe contar um pouco da minha história. Contarei pelo o que eu passei, e pelo o que todos a minha volta tiveram que passar, infelizmente, todo o meu sofrimento vem de uma verdade pela qual muitas pessoas também passaram.

Bom, a um pouco mais de um ano atrás a minha vida corria normalmente. Eu morava no andar de cima de uma casa, a minha irmã mais nova, Carolina, morava no andar debaixo junto com seu amado marido, Emanuel. A loira se casou aos dezoito anos, e com dezenove já estava grávida, pode parecer apressado, mas desde pequena ela sonhou em ser mamãe. Emanuel é simplesmente o cara perfeito para ela, ele tinha vinte e dois anos, fazia faculdade de Administração e de Engenharia Ambiental, além de ser escritor nas horas vagas. Ele a amava muito, todos podiam ver.

Em um dia comum, eu acordei cedo, tomei café e fui para a faculdade que ficava perto de onde eu morava. No caminho encontrei a Teodora, uma baixinha de longos e castanhos cabelos levemente encaracolados. Ela é minha melhor amiga e a pessoa mais extrovertida que conheço.

– Oi Cathy, faz umas duas semanas que não vejo sua irmã, como ela está?

– A Carol está bem, mal posso esperar para a chegada do bebê.

– Uau, sua irmã caçula vai ter um filho antes de você. Ela é bem nova, né?!

– Pois é, eu sei. Ela pensou bastante nisso antes de resolver casar-se e ter um filho tão cedo. Mas ela trancou a faculdade de Biologia e pretende iniciar assim que o Gustavo nascer.

– Tenho certeza que ele vai ser tão lindo quanto ela!

– A beleza é de família.

Ainda tínhamos tempo até a primeira aula, a Teodora estava com fome, então fomos à lanchonete da faculdade.

– Você é mesmo um saco sem fundo, garota! Pra onde vai tudo isso?

– Nem queira saber – respondeu ela sorrindo.

– Bom dia, caras donzelas! – cumprimentou Murilo, um colega meu, ouso dizer amigo.

– Bom dia, cavalheiro! – disse Teodora com o mesmo ar irônico.

– Não tomaram café da manhã?

– Parece que a Teodora nem ao menos jantou ontem.

Dias depois

– Bom dia, Emanuel! – Entrei na sala de estar do andar debaixo logo pela manhã, por volta das nove horas. Emanuel estava na sala tomando café e olhando televisão.

– Oi, quer café? Tem lá na cozinha.

A cozinha era logo ao lado da sala, passando por um vão sem porta e dando em um pequeno cômodo onde tudo era de fácil acesso. Peguei uma xícara e servi o café, depois adociquei. Voltando a sala, perguntei:

– Onde está a Carol, ainda dormindo?

– Ela já está levantando. Pediu para eu fazer café, e... bom, como ótimo marido que sou, não pude negar.

– Ah, claro. Entendo – sorri.

– Demorei? – perguntou Carol surgindo do corredor que ficava oposto da cozinha.

– Que nada – disse Emanuel. – Hoje você não tem aula pela manhã, estou certo, Catharina?

– Isso aí.

– Sabe, já está na hora de fazer um chá de bebê, não acham? – sibilou Carol após sentar-se ao lado de Emanuel.

– Quer café? perguntei cortando o assunto.

– Sim, obrigado. – E ela continuou: – Eu queria fazer uma coisa bem simples aqui em casa, convidar algumas amigas... Algo discreto.

– Acho uma boa ideia – falei alto servindo café na cozinha.

– Parece que você vai ganhar alguns presentes, moleque – disse Emanuel acariciando a barriga de Carol.

Entreguei o café para ela e sentei no braço do sofá.

– Se você quiser eu posso chegar aqui de tarde para a gente organizar.

– Você não vai a faculdade?

– Não preciso, hoje só vão entregar as notas das provas e repassar um conteúdo que eu já estou cansada de saber – informei.

– Tudo bem, então.

– Bom, eu vou escovar os dentes e dar no pé. Infelizmente não desfrutarei da doce companhia de vocês, eu tenho que ir a faculdade, hoje é a revisão para a prova – falou Emanuel levantando-se vigoroso.

Mais tarde, naquele dia...

(continua...)

Notas finais
Esse capítulo foi só para iniciar, não teve tantas emoções, mas eu prometo que vai valer a pena continuar acompanhando. Até amanhã ^_^