Notas iniciais
Hey, pessoiinhas!! Não deixe de ler os últimos capítulos da fanfic Almas Perdidas ^_^ Boa leitura, comenta aí, okay?!

Quase um mês depois do ocorrido, eu estava tranquilamente caminhando pelo campus com a Teodora.

– Sabe, eu acho que vou entrar no curso de japonês que começou a pouco tempo perto da minha casa – indagou a Téo.

– Por quê?

– Não sei, eu acabei o curso de inglês ano passado, até então não estudei outras línguas.

– E aí? – cumprimentou Murilo aparecendo do nada pelas nossas costas.

– Você andou fazendo curso de assombração?! Por que pelo jeito que você aparece, acho que é o primeiro da classe – falou Teodora após se recuperar do pequeno susto.

– Engraçadinha, acho que é você que anda com a cabeça nas nuvens – retrucou.

– Vocês dois gostam de falar idiotices, né?! – me inclui no diálogo.

– Desculpe senhorita “Idiotice Camuflada”, é que nem todos tem o seu dom – falou Murilo me provocando.

– Olha aqui garoto, idiota é você!

– Somos dois, então.

– Dois nada, você que...

– Acho que vou dar no pé, os pombinhos então ocupados, não quero segurar vela – falou Teodora interrompendo e saindo para longe.

– Espera, não! – Já era tarde demais, ela já havia se afastado. – A Téo é sem noção!

Voltei o olhar para Murilo, e ele havia se aproximado sem eu nem perceber.

– Você é meio irritadinha, não?!

– Eu diria que gosto de justificar o meu lado.

– Eu diria que você é nervosinha demais. Eu só estava brincando – falou aproximando-se ainda mais.

– As suas brincadeiras... – ele havia ficado mais perto, então eu desviei o olhar e comecei a afastar-me. Quando ele segurou o meu braço de repente.

– Eu não mordo, tá?!

– Eu nem havia cogitado essa possibilidade.

A mão dele, que a pouco estava segurando meu braço, passou para o meu rosto, em um leve movimento carinhoso.

– Para com isso! – Segurei a mão dele.

– Desculpa – ele baixou o olhar. – Eu não queria...

– Tudo bem. Vamos?

Andamos lado a lado pelo campus em um silêncio constrangedor e desconfortável. De repente ele parou sem dizer uma palavra.

– O que foi? – perguntei.

Ele olhou para o chão pensativo, respirou fundo e rapidamente me beijou, não dando tempo para reação. Eu o empurrei depois de alguns segundos.

– O que está fazendo?

– Eu só achei que... Eu não sei, eu só fiz qualquer coisa que veio a minha cabeça.

– Seu imbecil, tem sorte de eu não arrebentar a sua cara!

– Você não teria coragem.

– Eu teria coragem até de arrancar as suas orelhas e costura-las na sua testa, se necessário! – gritei descontrolada.

– Fala sério!

– Estou falando sério.

– Você gosta de mim? – perguntou ele diretamente.

– E-eu, eu...

– Responda!

– Por que você quer saber? Eu não ligo para você! – Dei de ombros e segui a passos acelerados.

– Essa é sua resposta final? – Ele seguiu-me.

– Minha resposta é “me deixa em paz”!

– Medrosa!

Parei de caminhar assim que escutei essa palavra saindo da boca dele.

– O quê? – perguntei ardendo de raiva e virando-me.

– Sua medrosa! Tem medo de falar a verdade, é isso?! Tem medo de ser sincera, né?

– A verdade é que eu quero me dedicar aos estudos, e só isso – respondi tentando controlar-me para não pular com as unhas na garganta dele.

– Isso não significa nem que não e nem que sim.

– Eu não gosto, satisfeito?

Ele baixou a cabeça e concordou.

– Entendi. – E saiu mais rápido do que havia aparecido.

Eu não sei se falei a verdade, simplesmente dei uma resposta curta para ele deixar-me em paz.

Voltei para casa, comi alguma coisa e esperei a Carol se aprontar, decidimos antes que iríamos comprar algumas roupas para o bebê.

De repente, no meio da rua, ela começou a sentir umas dores estranhas.

– Você está bem?

– Sim, eu só... Ah! Eu acho que... – Ela ficou ofegante – Cathy, a bolsa estourou! Esse pequenino está prestes a nascer!

– Ah, meu Deus!

Por pura sorte, na próxima quadra havia um hospital público. Eu fiquei super nervosa e a ajudei a caminhar até lá. Entramos sem rodeios e fomos até o balcão. Eu estava com pressa, não reparei muito na balconista, apenas vi uma mulher de olhos caídos, rosto cumprido e cabelos castanhos, presos em um coque mal feito. Tirou os óculos após nos ver.

– Em que posso ajudar? – perguntou ela num tom desanimado.

– Rápido, a minha irmã está grávida, o bebê está prestes a nascer! – respondi rapidamente.

– Qual o nome da paciente? – indagou folheando alguns papéis.

– Carolina, Carolina Guimarães! Vamos logo, não temos tempo para isso!

– Vocês podem sentar ali e esperar só um segundo, o doutor já vai recebê-las – murmurou a senhora com uma calma incompreensível.

– Tá. – Sentei-me ao lado de uma jovem mulher loira com um pequeno bebê aconchegado em seus braços.

Notas finais
Meu Deus, que coisa! Alguém aí está louco para conhecer o rostinho fofo do Gustavo? Bom, eu estou. Não esqueça de ler o penúltimo capítulo amanhã, tchau! #Beijão