Almas Ligadas

1 Almas Ligadas


Notas iniciais
Esse é um pequeno capítulo mostrando a relação entre Itachi e Sarada no Universo de Naruto.

Boa leitura :)

— Tadaima. — a menina entra dentro de casa e anuncia sua chegada.

— Oh! Okaeri Sarada! — sua mãe estava sentada no sofá vendo algo na televisão — Achei que voltaria mais tarde, você tem treinado bastante pro exame Chunnin.

— Hm. Decidi voltar mais cedo... Estou com dores de cabeça. — tirou as sandálias de treinamento e deixou ao lado da porta. — Onde está o papai?

— Hmm... Acho que ele ainda está com Boruto. — ela se levanta e desliga a TV — Deve voltar mais tarde, precisa de algum remédio para aliviar a dor filha? — anda até a menina e passa a mão nos cabelos negros da mesma.

— Não mamãe. Só estou um pouco cansada. — ela sorri meio torto, mas seus olhos estão desanimados — Irei deitar mais cedo hoje, não se preocupe com o jantar, eu comi com a Chouchou no caminho para cá. — ela dá um abraço na mãe — Boa noite. — anda em direção ao quarto.

Sakura observa a pequena Uchiha caminhando silenciosamente para seu cômodo. Respira fundo e solta um suspiro.

"Sasuke-kun, você podia dar mais atenção para essa menina viu?"

A rosada vaí a cozinha preparar o jantar para o amado.

◇

Ela tira a bandana e todos os equipamentos de treinamento e deixa em cima da pequena cômoda de seu quarto. Procura seu velho e amado pijama de gatinhos junto com roupas íntimas limpas, caminha lentamente para o banheiro de seu quarto e toma um banho demorado. Ela reflete enquanto a água cai em suas costas.

"Papai nem chegou direito na vila e já arrumou o idiota do Boruto para treinar..." Suspira. "Obviamente eu quero o melhor para aquele tonto mas eu também queria um tempo de pai e filha."

Tenta se livrar daqueles pensamentos, termina o banho e veste o pijama.

Ao voltar para seu quarto ela apaga as luzes e deita na cama, retira os óculos e os põe em cima da escrivaninha ao lado do leito, encolhe-se entre os cobertores e observa a densa penumbra em seu quarto. Notável dizer que, se ativasse seu Sharingan ela veria tudo perfeitamente, mas por algum motivo, aquela escuridão a confortava de alguma maneira.

Virou para o lado oposto e tentou dormir.

◇

Acorda com um afago em seus cabelos. Murmura algo sem nexo e abre os olhos desnorteada.

Seu pai está sentado em sua cama a observando.

— Bom dia. — ele diz, simples.

— Hm... Papai, é Sábado... — ela se espreguiça na cama manhosa.

— Ah, sim. — ele se levanta — Sua mãe precisou ir para o hospital, dois ninjas se machucaram gravemente em uma missão.

— Ah... Entendi... — ela se senta na cama.

Os dois ficam em silêncio, e constrangidos com o momento.

— Ahm... Pensei em irmos fazer algo. — ele diz

— Hm? Tipo o que? — ela pergunta

— Bom, o que você sugere?

Ela sorri.

— Livraria. — levanta-se e corre para se arrumar.

◇

Passou o dia inteiro com seu pai, perguntou coisas novas, descobriu histórias de seu passado e muito mais. Ele não era muito de conversa, mas sabia ser bem direto. E é assim que ela gostava. Comprou livros diversos, tomou sorvete e caminhou com ele pela vila, como pai e filha.

Chegando ao lar, sua mãe já se encontrava lá. Jantaram e riram de coisas cotidianas, e se recolheram aos cômodos. A pequena estava mais feliz do que nunca, e sua mãe estava orgulhosa de seu par por ter dado mais atenção a filha.

Descansou novamente a cabeça no travesseiro. Sua mente estava em paz , como nunca esteve.

— Sarada?

Abriu os olhos assustada e olhou ao redor. Não havia ninguém em seu quarto.

Ativou seu Sharingan e concentrou seu chakra para tentar perceber se havia intrusos em seu lar, mas simplesmente não achou ninguém. Conseguia sentir seus pais no cômodo no final do corredor, os vizinhos e ninguém nas ruas desertas.

Seu coração dispara.

— Sarada.

Agora seu nome é chamado mais distante, como se fosse se afastando lentamente. Ela pula da cama e se concentra no chamado misterioso.

— Sarada...

O som vem de todos os lados, não consegue perceber de onde vem e de quem vem. Ela senta no chão e fecha os olhos, tentando acalmar sua pulsação e respiração.

Ela sente dois dedos tocando sua testa, o mesmo gesto que seu pai e sua mãe já lhe fizeram. Mas ela sabe que os dois não estão em seu quarto.

Ela abre os olhos, e vê uma sombra de alguém familiar agachado a sua frente.

Ele possui os cabelos negros presos em um raio de cavalo, os olhos são da cor do cabelo, ele possui marcas em baixo dos olhos. Mas o que mais lhe chamou atenção foi o sorriso torto.

— Quem...Como... eu... — perguntas bombardearam sua mente em milésimos de segundos

— Eu sempre quis te conhecer pequena... — o moço misterioso falou — Ando lhe protegendo desde que nasceu, e apenas hoje você conseguiu me perceber.

— Eu não te conheço. — ela fala

— Queria que conhecesse... Eu sou muito mais divertido que seu pai. — ele sorri, mostrando os dentes brancos.

— Conhece meu pai? — pergunta

— Parece que ele nunca falou de mim não é mesmo? — ele ri — Claro que eu conheço, por que não conheceria meu próprio irmão mais novo?

— V-você é irmão do meu pai? Então... — o coração falha por um momento

— Sim, eu sou seu tio. — ele sorri de novo

— Mas meu pai é o último Uchiha que sobrou e...

— Eu sei... Há muitas coisas que você não sabe Sarada, mas com o tempo descobrirá tudo. Apenas saiba que, eu posso não estar fisicamente ao seu lado, e você provavelmente não me verá novamente. Mas guarde o que eu lhe direi, eu te amo, e vou te proteger de tudo que quiser lhe fazer mal, não deixarei encostarem um dedo sequer em minha única sobrinha. Estamos ligados de um jeito que você nunca saberá, e que ninguém nunca teve em toda a história do mundo shinobi. Eu e você somos um só, duas almas ligadas com amor. Você nunca me conheceu, mas eu lhe conheço desde o dia de nasceu. Você é uma Uchiha, você é da minha família.

Os olhos transbordaram em lágrimas.

— Tio eu..eu..Obrigada. — ela enxugou os teimosas gotas que insistiam em cair de seus olhos.

— Itachi. Meu nome é Itachi. — ele sorriu

— Tio Itachi, Obrigada. — sorriu

— Antes de ir... — ele se levanta — Tenha paciência com seu pai, ele é meio cabeça dura e passou por muita coisa para chegar onde está.

— Eu terei. — levantou-se — Eu nunca mais verei você?

— Estamos ligados eternamente por sentimentos. Então eu sempre estarei com você.

— Eu quero vê-lo novamente e...

Ele sorri, anda até a garota e toca os dois dedos em sua testa.

— Quem sabe na próxima vez.

◇

Pela manhã, seus pais se encontram sentados na mesa tomando o café da manhã. Ela se junta a eles.

— Bom dia. — ela sorri

— Que sorriso é esse tatuado em se rosto em filha? — a mãe pergunta curiosa

— Eu conheci uma pessoa muito especial.

— Hm? Quem? — a mãe levanta uma sobrancelha

Ela encara seu pai, e os dois conversam silenciosamente por olhares. Ele sorri, e desvia o olhar.

Seu pai havia entendido.

— O Tio Itachi.

Notas finais
E aí? o que acharam? comentem aí!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!