Almas Gêmeas

2 Capítulo 2 - a encontro


Notas iniciais
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Na hora do almoço Lily com o auxílio da jovem que morava lá, Caroline, uma loirinha agradável, pôs a mesa e Alaric nos convocou para sentarmos diante da enorme e retangular mesa de madeira, que possuía belas cadeiras de vime, e estava farta de comida. Elena já tinha melhorado o humor, visto que tinha limpado os malditos sapatos. Respirei mais aliviado com aquilo e pisquei discretamente para Stefan, que ao contrário de Elena, parecia descontraído e enturmado com o ambiente e com as pessoas ao redor. Stefan não teve a oportunidade de conhecer Alaric e Lily anteriormente. Eu conheci esse incrível casal quando passei uma temporada no sítio. Mas o interessante é que nunca conheci as garotas que moravam com eles. além da loirinha, sabia que existia uma outra. A negra linda que cavalgara como uma amazona horas mais cedo. E olhei em redor e ela não estava na mesa.

—E então, o que acharam da salada? — perguntou Lily — espero não ter abusado do sal –sorriu encantadoramente, com notória alegria.

–Muito boa, amor. Como tudo o que você que faz — sorriu Alaric.

Eles nunca puderam ter filhos. Eu não sabia ao certo, mas acho que Lily era estéril.

—A Caroline me ajudou –piscou Lily para a jovem loira, que sorriu timidamente.

—Parabéns, Caroline. Está mesmo muito boa –Alaric ainda sorria e depois olhou ao redor —E Bonnie, onde está? Não vem almoçar com a gente?

—Oh, ela está no estábulo com os cavalos, tio Alaric — a loira falou — Parece que o cavalo dela, o Dino, amanheceu mal hoje e ela resolveu cuidar dele.

Dino era um cavalo? Pensei comigo mesmo e para não rir tomei um gole do refrigerante. Eu na verdade preferia uma cerveja ou um uísque. Elena com certeza preferia um vinho ou algo mais fino. Elena... nem sabia porque ainda estava com ela... éramos muito diferentes... pra não dizer completamente diferentes.

—Não se preocupe, Alaric, daqui a pouco ela está aí... –falou Lily se servindo –Damon, querido, gostou da salada de atum que fiz especialmente pra você, que sei que gosta? — e olhou para Stefan e Elena — Ele sempre gostou dessa salada. Lembro-me de que da última vez que veio, me fez fazer uma bandeja só pra ele.

— Nossa, que faminto — Stefan riu e levou uma garfada à boca.

Meu irmão era simpático, ao contrário de minha namorada. Lily parecia se esforçar para agradar Elena, mas estava sendo complicado. E eu me sentia envergonhado. Vergonha alheia.

—É verdade — sorri — A salada está ótima, Lily. Obrigado.

Ainda aquela tarde fui pegar uma coisa no carro e fiquei completamente transtornado quando vi que minha linda e cara BMW estava com profundos arranhões na lataria. Tudo por causa de um velho jipe, dirigido por uma... mulher!

—Ah, não... –tirei os óculos escuros rapidamente. –Ah, não... ah, não, eu não acredito nisso... –resmunguei, vendo aquela cena.

—Esse carro é seu? –indagou a garota, saindo do jipe. –Lamento, mas não foi minha culpa. Pelo contrário, a culpa foi sua, que estacionou o carro no lugar errado.

Eu a fitei, não acreditando naquilo.

—Como é que é? Eu acho que não ouvi direito... você bateu no meu carro, ferrou com ele todinho e ainda tem a cara de pau de me dizer que a culpa foi toda minha?

—Isso mesmo –ela tentou ser firme. –Digo e repito: a culpa foi sua.

Eu dei uma amarga gargalhada. A garota me olhou como se eu fosse um idiota. Era a garota que estava montando poucas horas atrás. A tal da Bonnie.

—O que que é, hein? — fechei a cara e a encarei novamente — Tá querendo tirar onda com a minha cara, garota? –me aproximou dela. –Como é que você não vê o meu carro e bate nele desse jeito? Não enxerga direito ou o que? Não sabe pegar num volante?

Bonnie não encontrou palavras imediatas pra responder.

—Olha aqui, meu filho –começou. –Eu enxergo muito bem, graças a Deus, e pro seu governo, sei muito bem pegar num volante! Agora, não tenho culpa se você é um completo idiota que não sabe sequer estacionar um carro!

—Completo idiota? –eu ri, não acreditando naquilo, e comecei a andar de um lado pro outro, respirando fundo pra não me exaltar. — Mas você é mesmo uma garota folgada!

—Olha aqui: eu não vou ficar perdendo o meu tempo com você não, falou? Se você não tem o que fazer, eu tenho. Passar bem... –ela virou-se pra ir embora, mas eu a segurei pelo braço.

–Ah, não, nada disso, moça. A gente ainda não terminou de conversar.

—Ei, me solta! Eu não tenho mais nada pra conversar com você!

—Ah, tem, tem sim... ou por acaso o seu jipe bateu no meu carro sozinho?

—Eu não tive culpa, já disse! Você é que estacionou o carro no lugar errado –ela tentou se soltar da minha mão, mas não conseguiu. –Agora me solta –mandou, fitando-o. –Está me machucando. Estou falando sério.

—É pra machucar mesmo! –me alterei –Sua barbeira de meia tigela! Como é que não viu o meu carro? É cega, estúpida ou o quê?

—O único estúpido aqui é você!

Neste momento vi que Alaric e Stefan se aproximavam.

–O que está acontecendo aqui? — perguntou Alaric e neste momento eu já tinha soltado o braço da protegida dele.

—É essa garota, Alaric. Olha o que ela fez –mostrei meu carro — Amassou e arranhou meu carro todinho.

Tanto Alaric quanto Stefan ficaram admirados.

–Você fez isso, Bonnnie?

—Foi sem querer! –defendeu-se. –Eu não consegui me desviar... quando vi a droga desse carro já estava na frente!

—Droga desse carro?! –eu ri, irritado com as atitudes daquela garota. –Você por acaso sabe do que está falando? Isso aqui é uma BMW! Uma máquina! Volta lá pro seu quarto, e vai brincar de bonecas!

Ela me olhou com raiva e pareceu ter vontade de avançar em mim.

—Calma, Damon — pediu Alaric e eu tentei me acalmar.

—A culpa é dele, tio Alaric! — gritou Bonnie — Por ser estúpido e idiota! –xingou, furiosa.

Eu cruzei meus braços.

—Digo o mesmo de você.

—Só pode ser imbecil mesmo. Como é que pode estacionar um carro no meio de uma fazenda? É retardado por acaso?

—Eu não ia imaginar que uma barbeira como você ia bater no meu carro.

—Babaca! –continuou ela, enraivecida.

—Para, Bonnie –Alaric mandou. –Já chega. Vamos todos conversar com calma, ok?

Eu me afastei um pouco mais calmo, e me encostou na lataria do carro.

— Calma, cara. O amasso não foi tão profundo assim — Stefan me consolou.

—Eu tive uma ideia — disse Alaric de repente e todos mostramo-nos atentos –Eu assumo toda a culpa –anunciou, tentando manter a harmonia –Não tem problema.

—Não, Alaric, nada disso, não é justo — eu disse.

—Também acho que não é — Bonnie murmurou.

—Não, tudo bem... eu faço questão.

—Não, nada disso — insisti — quer saber? Esquece, esquece isso, tá bom? Deixa pra lá.

Não, Damon, eu faço questão...

—De jeito nenhum — falei — Eu não vou aceitar nenhum dinheiro seu. Esquece.

—Mas não é justo, Damon, afinal de contas, é um prejuízo...

—Não se preocupe –eu disse, tocando meu carro e examinando o estrago –Justo não seria você pagar por uma coisa que não fez.

—Concordo plenamente –Bonnie falou irônica.

—Só ensina à sua amiguinha aí a dirigir de verdade — falei — Que brincadeira não... não ver um carro a poucos metros de distância?

—Otário! — Bonnie me xingou.

—Bonnie, por favor... –repreendeu-a Alaric.

Ela não escutou e se aproximou mais de mim.

—É isso mesmo que você é –falou. –Otário.

—Nem queira saber o que eu penso de você.

—Duvido que seja pior do que eu penso de você.

—Bonnie, por favor, eu já pedi... —falou Alaric.

—Tá bom, tá bom –ela levantou as mãos em ato de remissão. –Parei... –e riu irônica. –Parei por causa de você, tio. Agora, pode deixar que eu já estou indo.

Eu suspirei aliviado e não fiz questão de esconder que a presença dela estava me irritando. Aquela garota já estava me estressando. Bonnie virou pra Stefan e o cumprimentou.

—É um prazer conhecer você, sr...

—Stefan –ele esticou a mão pra ela. –Stefan Salvatore. Sou irmão do Damon.

–Ok –ela apertou a mão dele –Sou Bonnie Bennet. Bom... tchau pra vocês –falou, um olhar de pouco caso pra mim, e foi.

Eu suspirei aliviado. Ela tinha conseguido me chatear aquela tarde.

—Não esquenta não, cara —Alaric deu um tapa no meu ombro –Ela não é uma garota ruim.

Depois nós três fomos analisar melhor o estrago feito em meu carro e eu tentei parar de pensar em Bonnie e no quanto queria apertar o pescoço dela.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.