Almas Gêmeas

1 Capítulo 1 - a chegada


Notas iniciais
Essa é a minha primeira história. Espero que gostem.

Damon

Estacionei a bela BMW na fazenda “Rancho Dourado”. Fazia tempo que não ia até lá. Comigo estavam meu irmão Stefan e Elena, minha namorada, uma morena que eu conhecia havia alguns meses.

–Chegamos — falei.

—Ah... até que enfim... eu já não via a hora de chegarmos... –comentou Elena, saindo do carro — AI, NÃO!!! – pelo grito de espanto pude perceber que ela pisara numa bosta.

Stefan me olhou e se e eu não fosse idiota, diria que havia uma inclinação de sorriso em seu rosto, mas ele virou o rosto e pigarreou para disfarçar.

—Damon, isso aqui é uma bosta! –gritou Elena, enojada –Bosta de cavalo!.. oh, meu Deus, que castigo... que castigo... maldita a hora que concordei em vir pra esse fim de mundo!

Como um namorado atencioso, tratei logo de ajudá-la. Enquanto isso Stefan, com uma mão no rosto, parecia em silêncio de divertir com a cena.

Sobrou para mim retirar o pé de Elena de cima do cocô.

—Meus saltos! Tão novos!

—Isso acontece, Elena.

—Isso acontece? É isso que você tem a me dizer? Francamente, Damon, não sei como você teve coragem de me trazer pra um lugar como esse!

—É uma fazenda. Eu avisei.

—Hum! – ela resmungou, olhando o redor com desprezo. –E que fazenda. Parece até um lugar no meio do nada.

Quando andamos mais para a frente, avistamos um homem madurão vindo em nossa direção. Era Alaric, meu amigo.

—Alaric! –ele me cumprimentou com um gesto.

—Damon!

Quando se aproximou, nos abraçamos fortemente.

—Quanto tempo, meu véio! — falei.

Stefan e Elena só assistiram.

—Pensei que já tinha se esquecido da gente –brincou Alaric, me olhando.

—Ah, que isso? Você é como um irmão mais velho pra mim. Você sabe.

Alaric sorriu de novo pra ele e depois olhou pros meus companheiros. Vi que eu devia fazer as apresentações.

–Este aqui é Stefan, meu irmão.

—Prazer –Stefan esticou a mão e ele e Alaric se cumprimentaram.

—Como vai?

—Alaric, esta aqui é Elena, minha namorada.

Alaric e Elena se cumprimentaram também.

—Vocês chegaram numa boa hora –comentou o dono da fazenda, simpático. –Lily já está quase terminando o almoço. Vamos. Quero que vocês conheçam a casa.

Na Casa Principal

—Lily, querida, temos visita! –anunciou Alaric animado, nós três íamos atrás dele, Elena ainda estava mal humorada por causa do sapato com coco.

Lily, que agora era uma jovem senhora apareceu e levou as duas mãos à boca quando me viu.

—Oh, meu Deus... Damon! –sorriu surpresa e contente.

—Como vai, Lily?

Sorrimos e ela se aproximou. Nos abraçamos.

–Meu Deus, filho, quanto tempo... –e recuou um pouco pra me olhar melhor. –Como você cresceu!

Lily me abraçou de novo, como se abraçasse um filho, e beijou meu rosto. Eu a beijei no rosto também e disse que ela estava linda.

Alaric convidou meus amigos pra entrar e pediu que eles também ficassem à vontade. Nesse momento Lily olhou pra Elena e sorriu.

—Essa é Elena, Lily. Minha namorada.

—Olá –ela sorriu com simpatia.

—Oi –Elena sorriu educadamente e apertou a mão dela. As duas pareciam que iam se dar bem, eu agradeci em pensamento por aquilo. Lily depois também cumprimentou meu irmão.

—Sejam bem-vindos. A casa é de vocês.

—Por favor, dona Lily, será que a senhora pode me dizer onde eu lavo o meu sapato? É que eu acabei de pisar num cocô de cachorro lá fora quando chegamos e o meu sapato está um nojo.

Lily olhou pro pé de Elena e se chocou.

—Oh... claro, minha filha. Venha aqui que eu te ajudo a dar um jeito nisso.

Antes de sair, Elena me olhou.

—Volto logo, viu? –tocou com o dedo no meu queixo e em seguida seguiu a dona da casa.

Nisso, Alaric chamou a mim e a Stefan e fomos pra a varanda. Ele queria nos mostrar melhor a casa. Eu gostei da ideia, visto que ficara anos sem ir até lá. Não me lembrava de muitas coisas da fazenda.

—Este lugar é um máximo –comentei, olhando tudo. –Está mesmo imenso, Alaric. Bom trabalho. Alaric sorriu com orgulho.

—Gostou? Andei fazendo umas reformas.

—Está demais. Bem diferente da última vez que vi.

—Andei gastando muita grana aqui, amigo. Ampliei e melhorei tudo o que pude –e virou-se pra Stefan, em tom divertido. –e o que não pude também.

Nós três rimos e eu me senti bem de novo na fazenda, na presença de meu grande amigo.

De repente avistamos uma moça lá embaixo chegando do outro lado da fazenda, montada num cavalo.

—Moram outras pessoas aqui? — Stefan perguntou.

—Não, só mesmo gente da casa –Alaric percebeu que meu irmão se referia à moça lá embaixo e resolveu esclarecer. –Aquela lá é Bonnie, filha do nosso falecido caseiro. Tanto ela quanto sua amiga Caroline vivem agora conosco. Caroline também ficou órfã muito cedo.

–Ela é boa –observei a bela garota lá embaixo cavalgando.

—Sim –concordou Alaric, olhando. –E muito inteligente também. Seu maior defeito é ser um pouco geniosa. Igualzinha a mãe.

***

Bonnie

Depois de um tempo, percebi que meu cavalo, quem eu chamava carinhosamente de Dino, não estava muito bem e como eu já havia cavalgado bastante, desci e o levei para o estábulo. Tempo depois senti a presença de alguém. Era Caroline.

—Temos visita –comentou ela, sorrindo e depois entrou e se sentou num bolo de palha. Eu continuei o que estava fazendo.

—Visita? Sério? Quem é? Não brinca –eu escovava Livo, um cavalo marrom.

—Um rapaz, amigo dos tios, e com ele estão mais dois amigos. Um outro rapaz e uma moça –falou, me observando escovar o animal. –Quer ajuda?

—Não, Carol, obrigada, tudo bem, eu já estou quase acabando... depois só vou cuidar um pouco do Dino. Ele amanheceu meio febril esta manhã.

Eu sabia que Caroline queria falar mais coisas, mas estava sem jeito.

—Bom... –ela levantou-se e esfregou a bunda suja de palha. –Então vou voltar pra casa e ajudar a tia Lily. Ela já deve estar aflita com o almoço agora que estamos com visita. você não vem?

— Depois, Caroline, depois eu vou.

— Não está curiosa pra conhecer a visita? Hum, os dois rapazes são bonitos, hen.

— É mesmo? Mas não estou muito preocupada com homens bonitos. Nem à procura deles.

— Ok, então depois a gente se vê.

— Até.

Caroline saiu e eu fiquei pensando nas visitas. Quem seriam essas pessoas? E por que estavam ali? Bom, provavelmente não era nada da minha conta, mas uma hora ou outra eu ia ter que ia até lá e dar de cara com eles. Mas que não fosse agora. Agora não estava com saco pra cumprimentar visitas que chegou fora de hora.