Almas Do Diabo
1 A mudança para Great Falls
Notas iniciais
Janes Ficher, uma jovem garota, estava em seu quarto vendo todas aquelas coisas encaixotadas, ela iria se mudar com sua familia para, Great Hills. Iriam para casarão um pouco afastado da nova cidade.
Seu pai havia acabado de ser promovido para gerente municipal da Josiany's Corporation e teve a ideia de mudar para uma casa localizada longe da cidade pelo fato de ser uma casa grande e barata, o que não era problema para mãe de Janes, pois ela não trabalhava e tinha facilidade para mudanças.
Elena entra no quarto de sua filha e vai até ela colocando as maos em seus ombros e dizendo:
— Tudo arrumado filha? Pronto para passas as féria, e o ano, em uma nova casa em uma nova cidade? — Pergunta Elena sorrindo.
— Sinceramente. Eu não quero ir embora, aqui eu tenho meus amigos e conheço a cidade, é muito melhor do que me adaptar a um lugar diferente! — Responde Janes abaixando a cabeça.
— Mas filha. Pensa pelo lado bom. Voce vai conhece pessoas novas e lugares novos. — diz sua mãe tentando incentivá-la.
Janes se vira para Elena e suspira.
— Não gosto de mudanças voce sabe disso. — insiste a jovem.
Janes anda até a janela de seu quarto e olha para rua cruzando os braços.
— Vai ser bom para voce Janes, e também, não tem mais volta. Nós temos que ir!
— diz Elena. Janes nao escuta sequer uma palavra pois ela está distraída pensando na sua nova vida e tudo que vai ter que deixar para trás. Casa, amigos, grandes amigos, sua melhor amiga Stephanie. Emfim, tudo agora seria coisas novas e, ela odeia coisas novas, ela sempre preferiu suas coisas antigas, dificilmente ela trocava alguma coisa ou mudava algo de algum lugar, ela prefere as coisas que já está acostumada. Gosta do previsível.
Elena dá as costas e vai para seu quarto. Andrew estava terminando de colocar seus livros numa caixa de tamanho médio.
— Andrew, a Janes não está nada feliz com a mudança! — falou Elena. Andrew estava sentado no chao com o ultimo livro nas mãos, por um momento ele parou o que estava fazendo langando seu livro no chao e se levantou.
— Já é de se esperar né. Ela se apega demais no mundo ao seu redor, vai ser dificil mas ela vai acabar preferindo morar em Great Falls do que aqui. — disse Andrew. — Ah... Chame os carregadores para levar essas caixas restantes até o caminhão, por favor!
Andrew pega a fita isolante que está jogada no chão e fecha a caixa com seus livros enquanto Elena vai chamar os carregadores.
Janes agora está do lado de fora de casa conversando com sua melhor amiga Stephanie, ela disse que passaria para se despedir antes dela ir embora.
— não fica assim amiga, poxa, Great Falls fica 1h de carro daqui! — disse Phanny, como ela é chamada.
— mas não é facil para mim ter que mudar, eu não sei se vou me dar bem naquele lugar. Promete que vamos nos ver frequentemente? — pergunta Janes esperançosa.
— Mas é claro que sim. — diz ela sorrindo. — eu jamais vou deixar voce! — completa.
As duas se abraçam por um longo momento.
Os carregadores colocam as ultimas caixas que ainda estavam no quarto de Janes dentro do caminhão.
Elena saiu da casa, logo atrás veio Andrew, ele trancou a porta. Por fim, tudo parecia estar pronto.
— Parece que está na hora de voce ir, Janes. — disse Phanny olhando para os pais da garota que estava atrás dela.
— Até mais Stephanie. — diz Andrew. Ele dá um abraço na garota e entra no carro.
— Vê se vai nos visitar logo, viu mocinha! — falou Elena com um sorriso no rosto. Ela também da um abraço em Phanny.
Phanny sorri.
— Pode deixar Dona Elena! Tchau.
— Tchau. — Elena entra no carro também.
Janes e Phanny se olham, e se abraçam mais uma vez.
— fica bem amiga, boa viagem! Eu só não vou amanha mesmo porque meus pais irão sair e eu tenho que ficar com meu irmão pirralho. — diz Phanny provocando um breve sorriso em Janes.
— Tchau. — diz Janes.
— Até... — fala Phanny.
Janes entra no carro que dá partida e vai embora.
Aproximadamente quarenta minutos depois a familia chega em Great Falls.
O carro entra no estacionamento de um restaurante.
— Vamos almoçar aqui mesmo. — diz Andrew. Ele acha uma vaga e estaciona.
— eu não quero almoçar, vou ficar aqui no carro. — fala Janes colocando seus fones no ouvido.
— não começa Janes. É só uma mudança. — disse Andrew, mas Janes já não estava escutando mais nada além da musica em seu fone.
— Deixa ela Andrew, vamos almoçar que eu estou com fome! — fala Elena abrindo a porta do carro.
Andrew tambem sai do carro e os dois vão para o restaurante enquanto Janes fica no carro.
— Sejam bem vindos ao restaurante Goulart. — diz o gerente e recepcionista do restaurante. — Me acompanhem por favor.
O gerente os levam para uma mesa um pouco mais discreta ao fundo do restaurante.
No carro, Janes leva um susto vendo um homem barbudo e gordo de aparencia meio velha batendo no vidro.
Ele ascena com a mão para que a garota abaixe o vidro. Janes abre o vidro até a metade.
— Por acaso a bela moça poderia me dar algum trocado? Eu sou morador de rua e não tenho dinheiro nenhum. — diz o velho barbudo.
— Ah. Desculpe senhor, eu não tenho nada aqui comigo. — responde a jovem sem dar muita atençao. Ela olha para seu celular e troca de musica.
- Mas tem o carro! — diz o velho. Ela olhou para ele e vou o cano de uma arma apontada para ela. Seu coração disparou e a jovem começou a suar frio.
— Sai do carro com as mãos na cabeça, um movimento brusco e eu nao exitarei em te matar... — fala o barbudo se afastando um pouco do carro para que a jovem pudesse sair. Janes abre a porta devagar e sai com as mão na cabeça, o velho a pucha pelo braço para longe do carro.
— Acho melhor te matar, afinal voce viu meu rosto. — diz o velho. Ele encosta a arma na testa de Janes, por um estante ele ve que um garoto está olhando aquela cena. Ele corre para dentro do banco traseiro do carro, destrava a porta do motorista, sai do carro novamente.
— Dessa vez voce escapa garota. — diz o barbudo. Ele fecha a porta traseira do carro e entra no lugar do motorista. Janes apenas se afasta do carro vendo o velho dirigir feito um louco.
O jovem que estava vendo tudo se aproxima de Janes que se senta no banco que tem ali perto.
— Ei, voce está bem? — pegunta o rapaz. Parando em sua frente.
— Sim. Maldita cidade! Não queria ter vindo para cá. — responde a garota de cabeça baixa. O jovem senta ao lado dela.
— Voce ainda nao viu nada dessa cidade. Principalmente o que dizem do casarão um pouco distante da cidade. — diz o jovem.
— O que tem o casarão? — pergunta Janes intrigada.
— Dizem que uma alma mora naquele lugar e que quem entra lá o irmao vivo dessa alma mata a pessoa e oferece como oferenda. — fala o rapaz tirando um cigarro do bolso esqerdo junto com o esqueiro.
— Cara, voce ta tentando me assustar? — Pergunta Janes com cara de quem não acreditou em uma palavra. O jovem sorri, ascende o cigarro e da uma tragada.
— Se voce se assustou é bom. Um garoto da minha escola falou que iria entrar lá e apartir do dia seguinte ninguem nunca mais viu esse garoto. — fala o rapaz, soltando um anel de fumaça. — Ah, mas que falta de educação minha. Quer um cigarro?
— Não, valeu. Eu não fumo! — responde a jovem recusando o cigarro. — E... Qual o nome desse garoto?
— Carl Gregor
— Hum, meu pai vai trabalhar aqui agora e nós vamos morar lá no casarão. — diz a jovem.
O jovem olha assustado para ela.
— Voces estão loucos? Irão morrer se forem para lá! — diz o rapaz.
— Eu não to acreditando nessas coisas que voce esta me dizendo, sabia? — fala Janes.
— Eu sei, mas é sério isso! — diz o jovem. — Anota o meu numero ai no seu celular, se precisar de mim é só ligar, meu nome é Tedy Taylor.
Janes anota o numero e o nome dele.
— Pronto. Meu nome é Janes Ficher!
— Okay. — diz Tedy sorrindo. Andrew e Elena voltam do restaurante para o estacionamento á ceu aberto onde havia deixado o carro com Janes.
— Meu Deus, cade nosso carro? — Pergunta Elena surpresa.
— Eu fui assaltada por um velho barbudo armado. — disse Janes. Olhando para a vaga onde era pra estar o carro.
— Caramba, nós temos que ir até a polícia. — fala Andrew preocupado.
— Ah. Pode esquecer, a polícia daqui vai dizer que voces podem fazer um boletim de ocorrencia e nada mais depois disso, o cara vai continuar solto, ja denunciaram ele inumeras veses e nada acontece! — diz Tedy indignado.
— Viu pai, essa cidade é uma droga! — completa.
— Calma filha também não é assim. — fala o pai da garota. — vamos voltar de taxi então.
A familia pega um táxi e vão para a casa onde o caminhão chega logo depois para descarregar tudo.
— Espera. Aquele não é o nosso carro? — prgunta Elena apontando para uma pequena garagem.
— Nossa, é ele mesmo, mas o que está fazendo aqui? — pergunta Andrew surpreso.
— Isso é estranho. — diz Janes.
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