Notas iniciais
Ooooe, me perdoem pela demora de postagem, estou realmente decepcionada comigo mesma e espero lá no fundo que vocês não tenham desistido dessa historinha~~ Quem me acompanha sabe que eu estou tentando colocar todas as minhas fanfics mesmo que minimamente em dia (essa semana já postei em duas fanfics contando com essa), sem dizer que eu também estou meio que sendo "corretora" para algumas amigas então isso têm me custado tempo. Como entro na ultima semana de aula na segunda feira, espero realmente poder postar com mais frequência ♥ Agr vou parar de perturbar vocês, devem estar curiosos para esse capítulo, certo?

Marinette olhava para a destruição à sua volta. Perdida no meio dos entulhos e do pó com gosto de concreto, seria como se fosse parar de respirar a qualquer segundo.

Ela encontrou um homem adulto, já com certa idade, com a perna presa no lixo que aquela bela cidade havia se transformado. Mari correu até ele, começando a cavar com as mãos até o homem estar solto.

— Muito obrigado... — ele disse, se levantando e esperando que a garota falasse alguma coisa.

— Ah, Marinette — ela respondeu. — Não tem de que... — Mais um som de explosão foi ouvido, o que fez a mais jovem olhar em volta. — Venha, temos que achar um abrigo.

O homem concordou. — Sei de um lugar bom — ele disse, começando a andar na frente. — Por falar nisso, pode me chamar de Fu.

— Certo... Fu — ela sorriu. Eles passaram a conversar um pouco sobre suas vidas enquanto procuravam a entrada.

Marinette costumava fazer faculdade de estilismo, enquanto o homem era um fisioterapeuta com vários diplomas. Ele a levou para um local na linha de esgoto.

O cheiro que subia era terrivelmente enjoativo, e o local era suspeito, mas ela decidiu acreditar nele, afinal, não tinha mais nada a perder mesmo.

Andando mais pelo local, Marinette sentiu o piso tremer mais, o que sinalizada que mais bombas estavam caindo. Os estouros foram ouvidos e o barulho apenas se cessou quando chegaram a um local com muitas outras pessoas.

O espaço era amplo, porém escuro e mal cheiroso. Alguns colchões e comidas enlatadas estavam empilhados em um local um tanto reservado.

Em outro canto do local, algumas pessoas faziam primeiros socorros nas mais feridas e um flash de esperança se passou pela mente de Mari.

Seus pais, seu amado, seus amigos, talvez todos estivessem salvos!

Ela correu até o local, com uma esperança enorme em seu coração, enquanto era seguida de longe pelo velho. A garota de cabelos negros como um céu sem estrelas passou a procurar com euforia, pensando se as coisas poderiam mesmo ser, ao menos um pouco, como eram antes.

— Ei — ela escutou, se levantando com um pulo e olhando ao redor até enxergar o loiro já vestido ao seu lado. — Desculpe te acordar — ele falou, passando o cachecol por volta de seu pescoço. — Só achei que você deveria saber que podem invadir esse local a qualquer momento. Nem todo mundo tem a educação da Agatha.

— Então existem mais vadias por essas bandas? — Marinette perguntou, se espreguiçando.

— Ei, Agatha não é uma vadia — o loiro respondeu irritado.

— Certo, principezinho, não vou falar mal da senhorita que roubou seu coração — ela riu e se levantou. — O que quer que eu faça? Fique no armário, vá para o telhado, me jogue da janela...?

Por mais incrível que pareça, ela ainda tinha esperanças de que a terceira opção fosse a escolhida.

— Bem, suas roupas estão ali, eu vou dar uma saída pela casa...

— Nem fudendo eu visto essa merda — a garota falou quando viu um vestido rosa com alguns babados que totalmente não fazia seu estilo. — Eu lá tenho cara de Barbie?

— Olha, é o que temos pra hoje — ele falou, se encostando na parede e olhando para ela. — O que tem de tão errado em usar isso?

— Bem, de início é o tipo de roupa com a estatura de uma prostituta mas o tecido de um vestido de casamento. Em segundo lugar, eu vou ficar aqui o dia inteiro mesmo, é bem mais confortável ficar com suas roupas do que com esse vestidinho apertado.

Ele revirou os olhos. — Certo, faça o que você quiser. O walkie talkie está na cômoda, se precisar de mim é só chamar.

— Certo — ela implicou revirando os olhos enquanto ele saia do quarto.

Marinette olhou para os lados no quarto, já pensando em uma espécie de fuga. Olhou para as estantes de livros perfeitos e bem cuidados, para o armário com portas espelhadas, a cômoda de madeira maciça, tudo estava em tamanho perfeito estado, chegava a lhe dar raiva. Bateu seus olhos na tubulação e sorriu. Tinha duas opções, encontrar o mapa que estava com ela quando tudo explodiu ou ficar vagando sem rumo até uma saída.

Por mais tentador que fosse, sabia que encontrar o mapa seria a opção mais favorável, já que ela estava com a cara estampada nas televisões dos ricos como procurada e em menor número, um passo errado nas tubulações e perderia a cabeça.

Isso não podia acontecer, não ainda, não até ver o corpo morto de Alya, completamente sem respirar. Não antes de dar um abraço em seus amigos rebeldes e não antes de levar esse garoto loiro como prêmio de conquista. Sua cabeça com sua máscara era algo que valia muito caro mas...

Mas e sem a máscara?

Novamente ela sorriu, uma ideia que não poderia dar errado.

Despiu-se, jogando suas roupas para os lados no quarto do garoto e colocou o vestido de Barbie prostituta que ele trouxera. Tirou sua máscara e, com um pouco de trabalho, conseguiu fechar o zíper e dar o nó perfeito na faixa em sua cintura.

Junto com o tecido que agora cobria seu corpo, estava um sapato de salto branco de verniz e alguns acessórios para o cabelo. Pegou as presilhas e foi para o banheiro, arrumando o cabelo de um jeito consideravelmente bonito.

Foi para o quarto, colocou os sapatos de salto que, por surpresa, cabiam perfeitamente, colocou o walkie talkie preso por de baixo de seu vestido e saiu pela porta, tomando cuidado para não ser vista.

— Se eu fosse um riquinho mimado — falou para si mesma. —, onde eu esconderia as armas da minha inimiga? — pensou por um segundo e parou no meio do corredor. — Inicialmente, eu nem deixaria minha inimiga viva, mas tudo bem, né? O Agreste é meio estranho. Quem sabe no quarto de alguma vadia ou em um cofre escondido, ah, esse lugar é enorme, eu nunca vou achar!

— Estou dizendo, Sabrina, esse homem logo será meu — Marinette escutou. Era uma voz enjoativa seguida por som de passos.

— Chloe, você é a melhor — uma outra voz surgiu. Essa era mais humilde e, talvez, amigável. Mari logo endireitou a coluna e empinou o nariz. Era o momento perfeito para sua encenação.

— Eu sei, eu sei — a voz enjoada declarou enquanto ria. Ela logo viraram o corredor para o lado de Marinette, que abriu um sorriso falso. — Aí credo! O que é você? Fique longe de mim, criatura de pele marcada e... E...

— Chloe, acame-se — a empregada com a menina fresca declarou.

— Como posso me acalmar com um verme em meu castelo? — a loira gritou. — Você vem de que família?

— Eu sou uma Agreste — Marinette falou, confiante. — Na verdade, não ainda, estou noiva de Adrien Agreste.

A loira permaneceu em silêncio, encarando a menina. — O QUE? — ela gritou. Passos foram dados para o lado da mentirosa, que apenas ficou parada com os braços cruzados. — Como ousa se dizer noiva do MEU marido?! Sabrina! Onde está a vadia da Agatha que não me contou sobre isso?!

Logo o espaço vazio foi preenchido por empregadas e guardas reais. É, Marinette tinha contado a mentira mais retardada e mais mal bolada de toda sua vida. Ela havia se metido justamente com a senhorita Chloe Bourgeois, aquela maldita atriz rica e metida, apenas como imaginava que era. Como Mari se amaldiçoou por não ter prestado mais atenção nos programas que as poucas televisões daquele esgoto traziam.

— Quem é esta garota? — um dos guardas perguntou.

— Ela disse que era noiva do nosso senhor?

— Isso é impossível, Mestre Adrien já disse que não deseja se casar.

Em meio às conversas, fofocas e múrmuros, passos fortes foram dados até a garota de cabelos negros, que estava sem entender mais nada.

Por que caralhos de Lúcifer eu inventei de abrir a merda da minha boca justo agora? De todas as merdas que poderiam me acontecer, justo isso?

— O que está acontecendo aqui? — a voz conhecida prevaleceu entre as outras, essa estava ao lado da rebelde e possuía um tom enraivecido. — O que é todo esse tumulto e... O que você faz aqui? — Adrien declarou, segurando no pulso da garota e aproximando seu rosto do dela, sussurrando em seguida: — Você não disse que iria ficar no quarto?

— Isso não estaria acontecendo se meu mapa das tubulações não tivesse sumido.

— Isso já não é comigo — admitiu, logo sendo interrompido pela voz alta e enjoativa de uma loira aguada.

— Amor, o que é esta conversa de que vocês vão se casar? — perguntou sorridente. — É mentira, não é mesmo, afinal eu sou muito melhor do que ela, é apenas observar esse cabelo nojento e cheio de pontas duplas que você já será capaz de fazer sua real escolha — a loira piscou um olho para o garoto, que estremeceu e deu a mão para Marinette.

— Desculpe Choe, mas me encontro apaixonado pela... por ela já há algum tempo.

Marinette sorriu e entrou na encenação, entrelaçando os dedos nos de Adrien desviou o olhar, se fingindo de envergonhada. — Não diga isso na frente de todos, gatinho...

— G-gatinho?! — a loira perguntou irritadiça cruzando os braços e inflando as bochechas. — Você prefere essa... Essa garota aleijada e cheia de marcas na pele do que a pessoa mais perfeita do que você poderia encontrar?! Que tipo de feitiço essa bruxa jogou em você?! Seu pai está sabendo disso?

— Bem, ainda não... planejava contar-lhe sobre ela esta noite, mas infelizmente minha linda de boca grande acabou estragando a surpresa — ele falou, apertando o nariz dela. Sua voz era gentil, como uma brincadeira, mas o olhar que dirigiu á rebelde era o completo oposto. Ela sorriu, então ele possuía uma personalidade além da máscara gentil...

A loira se frustrou diante da encenação do casal e saiu batendo o pé. Aos poucos, os empregados da casa iam se retirando do corredor, até que sobrassem os atores da mais nova fachada real.

Ambos andaram de volta ao quarto de Agreste. O loiro estava irritado, mas a morena estava rindo de tudo assim que a porta foi trancada.

— Meu Deus, eu não acredito que ela realmente caiu nessa — a garota ria e tirava os saltos, começando a desprender o próprio cabelo.

— Menina, você faz ideia do que fez? — ele perguntou sério.

— Eu zoei com uma menina que me irrita? — ela perguntou com um sorriso quadrado.

— Você acabou de fuder com quase nada de liberdade que eu ainda tinha, foi isso que você fez — respondeu, retirando os sapatos e se jogando na cama.

Uma leve culpa pesou seus ombros, mas ela não sabia porque. Afinal, eles eram inimigos, certo? Ela não deveria se preocupar com ele...

Se bem que ele não a tinha entregado até agora...

Aí sim ela se sentiu realmente mal. — Ei, Agreste... me desculpa, eu não sabia que você queria passar longe desse tipo de cerimônia — ela falou baixinho. — Sabe como é, né? Quando tudo de ruim acontece conosco, queremos ver quem não sofreu pagar na mesma moeda...

Ela escutou um suspiro e logo duas batidas na cama, para que ela se deitasse lá com ele. Um pingo de esperança acendeu em seu interior e assim ela fez. — Por que noiva? — o loiro começou.

— Eu não sei, foi a primeira coisa que me veio na cabeça — ela respondeu, se deitando ao lado dele.

Era mentira, ela sabia muito bem do porque de ter escolhido esse título, apenas não queria admitir para si mesma.

— Hum... E o que você acha que a gente deve fazer? — ele perguntou. — Quero dizer, você não vai me casar comigo mesmo que eu quisesse, além disso, você pode fugir à qualquer hora, enquanto isso eu terei que ficar aqui pro resto da minha vida.

Marinette pensou por um momento e lembrou da atadura em seu braço. — Duas semanas — ela pensou alto.

— O que?

— Duas semanas é o tempo que isso demorará para curar, certo? — ela perguntou e ele afirmou com a cabeça. — Nesse meio tempo nós podemos fingir que estamos noivos, assim você se livraria da menina chata...

— Chloe — corrigiu.

— Que seja — concluiu. — De todo modo, depois dessas duas semanas eu volto para a minha cidade e você me denuncia como uma traidora por ter roubado seu coração — ela fez uma arma com os dedos e apontou para ele. — Logicamente, você me ajudará a fugir desse lugar e me dará algumas coisas como comida, mantimentos e sabonete, além de alguns bens também. Diga que eu roubei tudo e fugi sem mais nem menos, deixando o pobre menino apaixonado para trás — movimentou a mão como se desse um tiro. — Bang, problemas resolvidos.

— Não é uma má ideia, mas quando você se for, minha reputação vai cair. Sem falar que nesse sentido, apenas você ganharia benefícios, e quanto a mim?

Ela pensou por uns segundos. — Você já andou pelo deserto? — ela perguntou, o observando negar com a cabeça. — Já apreciou as constelações ou a lua em um céu limpo? — ele negou novamente. — Você já teve uma vida fora dessa casa?

— Não, mesmo antes da guerra começar meu pai sempre me prendeu em casa. O máximo que eu conheço é o jardim de trás da casa — esse comentário fez a menina soltar um riso de lado.

— Sabe, eu não posso fazer muito por você, nem posso te pagar com bens porque eu não tenho nenhum, mas se tem algo que eu posso fazer, é te mostrar o que existe através desses portões — ela declarou. — Talvez seja um perigo, mas o que você acha de algumas escapadas durante a madrugada? Posso te proporcionar algumas sensações que você com certeza nunca sentiu.

— Não me parece algo ruim...

— E então, vamos fazer isso? Duas semanas em que você me proporciona estadia, comida e me devolve minhas armas; em troca disso, te darei memórias e sensações que você nunca irá esquecer. É um acordo?

O loiro pensou, encarando os maravilhosos olhos azuis da garota à sua frente. Ele não precisava de bens e nem comida, possuía essas coisas de sobra enquanto algumas partes da sociedade nunca tinham comido metade do que ele já fora capaz de experimentar. Por outro lado, ele não possuía memórias fora daquelas paredes, não conhecia a sensação de liberdade além da que seu telhado lhe proporcionava. Não sabia o que era o ar fresco, não sabia diferenciar constelações que não estivessem nos livros de astronomia e não era capaz nem de usar uma bússola.

Ele queria poder ter sentimentos e memórias felizes, era realmente a coisa que mais desejava, e ela estava disposta à proporcionar-lhe.

Por um momento sua mente ficou em branco, seus olhos se moveram por impulso na direção das mãos da menina e ele logo as segurou, as trazendo para mais perto. As palavras saíram de modo libertador, como se estivessem entaladas em sua garganta há muitos anos e finalmente fossem capaz de se dissipar:

— Estamos de acordo.

Notas finais
Nossa bitch favorita (a.k.a. Chloé) finalmente apareceu, meu povo~~ Novamente, perdão pela demora do capítulo, eu ainda to viva, okss? kkkkkk Juro que tentarei postar o máximo possível nessas férias (se bem que eu estou procurando um trabalho, então talvez os capítulos não sejam tão frequentes assim), mas podem ter certeza que no mínimo mais uns três capítulos dessa fic saem até o fim de janeiro ;u; kissus de paçocaaa~ Até mais!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.