Alma de Vidro |HIATUS|
11 Capítulo 11. O Cervo E O Alce
Notas iniciais
– Mas que merda estamos fazendo em um bar? – Indago indignada, a cabeça deitada sobre o peito de Thor e as pernas esticadas sobre o estofado do banco onde estamos acomodados a Barbie, o Cientista Maluco e eu.
Após a proeza da loira com uma seringa carregada de morfina que me fez ver estrelas, acordei em um barzinho de beira de estrada no meio do nada esparramada em um banco comprido como o de uma lanchonete fast food.
Thor está às minhas costas sentado de lado, de modo que consiga apoiar meu corpo no seu, um braço rodeando meu estômago como se eu fosse um bebê e o outro esticado sobre o estofado do banco.
Quando lhe perguntei que diabo ele estava pensando, a resposta foi “você estava inconsciente e é tão pequena e eu tive participação direta no seu envenenamento e fiquei preocupado... Era como se você fosse feita de vidro e fosse se partir inteira caso eu te soltasse”. Isso somado à sua expressão culpada e infantil fez com que eu não perguntasse mais nada a respeito do assunto.
O que não entendi até agora foi o motivo pelo qual Selvig escolheu um bar de beira de estrada para levar uma ex-drogada-principiante como eu.
– Para onde você queria ir? Para uma praia paradisíaca tomar água de coco? – Pergunta o homem levemente irritadiço.
Endireito-me no banco, afastando-me da Princesa e ficando de frente para Selvig do outro lado da mesa, sentando como um índio. Minha cabeça gira tão rápido que me apoio na madeira escura, gasta e manchada da mesa que cheira a uma mistura impregnada de vodka e cerveja. Baixo a cabeça e fecho os olhos, tentando me livrar da vertigem.
– Domino? – Thor coloca uma mão em minhas costas, abaixando a cabeça ao nível da minha à procura do meu rosto.
– Vocês colocaram sedativos para cavalos naquela seringa ao invés de morfina. – Reclamo em uma espécie de gemido angustiado, segurando entre as mãos a cabeça pesada demais, sentindo como se ela fosse um pêndulo atraído para o centro da Terra, puxando-me como um ímã para partes sombrias e inabitadas da minha consciência nublada.
O efeito analgésico parece apenas se intensificar em meu sistema ao invés de deixá-lo e, como a morfina é aplicada para aliviar a dor e eu não estava sentindo nenhuma dor que requeresse o uso de uma droga para ser aliviada, meu corpo entrou em um estado estranho de dormência e formigamento e eu mergulhei – ou simplesmente tentei não me afogar – no caos de um estado caótico no qual não poderia me dar ao luxo de entrar agora.
– Eu vou comer seu pâncreas com salada, Thor Odin-traidor. – Ameaço, voltando a emergir, lutando para me colocar física, psicológica e emocionalmente firme e estável.
– Eu sinto muito, Domino, mas precisávamos dar um toque de vida à farsa. – O deus tenta se justificar, a cabeça balançando para cima e para baixo a fim de observar meu rosto, percebo quando abro os olhos.
– E que encenação seria mais plausível do que te dopar? – Selvig se intromete em minha jura de morte de modo espertalhão, espalhafatoso demais com a situação, como se fôssemos atores da Broadway e merecêssemos prêmios pelo maravilhoso espetáculo que estrelamos. – É claro que ninguém sabia que a seringa estava cheia de morfina, mas não vai lhe causar grandes danos, Domino. Nem danos permanentes. A dormência e a demência devem passar em breve.
Esboço um sorrisinho cínico fitando o centro da mesa com olhar fixo e vago, como uma verdadeira viciada.
– Escute aqui, Doutor Charlatão, temos muito a debater. – Falo, decidida a espalhar o baralho todo na mesa para que determinássemos a função de cada carta. – Para começar a coisa toda, sinto dizer que não tenho ideia do que “santidade” significa.
– Está querendo dizer que não é freira?
– É, é, tanto faz. – Apresso-me em admitir. – E Thor não é um drogado. Quer dizer, não por substâncias ilícitas, ele é chapado por natureza. O termo “Mary Jane” foi inventado por ele.
– Mary quem? – Perguntam os dois juntos.
– Deixa pra lá. – Digo irritada. – Olhe só, Selvig, eu vou te contar uma história inquietante e preste atenção, hein. Dúvidas no final da trama. Era uma vez eu em minha casa com a minha mãe. Ela estava toda estranha e eu não sei porquê e não sei como, mas uma tal de Ellendra Silken e uma mini cópia dela versão adolescente e masculina transpassaram o perímetro, assassinaram minha mãe na minha frente e tentaram me assassinar, e deixe eu te contar: se Tony Stark não tivesse chegado a tempo, teriam conseguido. Tudo o que eu sei sobre essa vadia é que ela é uma mutante, como eu. – Respiro fundo, por um momento comparando-me a um touro enfurecido bufando em descontrole, e direciono a Erik o olhar mais sério que consigo sustentar. Quero que ele acredite em mim. Quero, de algum modo, transmitir tudo o que senti até agora. Eu quero que ele entenda. – Peguei uma carona com vocês porque ouvi você fazendo qualquer comentário sobre a SHIELD. – Meu olhar se torna significativo, comunicando ao cientista que sei que ele tem mais conhecimento do que aparenta e do que deseja partilhar. – Ellendra mencionou esse nome antes de matar minha mãe e eu precisava saber o que significava.
– E descobriu? – Selvig indaga de olhos semicerrados, em parte acusando-me de irresponsabilidade, em parte lamentando pela minha história, em parte em parte bastante curioso.
– Na verdade, não. – Admito à contragosto.
– E também não conhecia Thor antes?
– Não. – Digo levianamente, como se o deus não estivesse ao meu lado presenciando toda a conversa. – A primeira vez em que o vi foi quando você três mosqueteiros o atropelaram sem o menor pudor na calçada. De um hospital.
– Imaginei. – Selvig revira os olhos e, no auge da minha petulância, coloco-me de joelhos no banco, ignorando a sensação que me atravessa de estar dentro de um barco leve e irritantemente balançado pela constante e insistente maré, e bato com as costas da mão no copo de chopp do qual ele está desfrutando, lançando o objeto diretamente para a parede do outro lado do bar. O vidro se espalha em mil pedaços pelo chão escorregadio de madeira juntamente com a bebida.
– Não aja como se você não soubesse desde o início que eu não era quem disse que era e não finja não dar importância a essa conversa porque você não quer responder às perguntas que você sabe que eu farei.
As pessoas ao redor estão nos encarando e eu consigo sentir o sangue queimando em meus olhos com a raiva que subitamente sinto de Selvig por me desmerecer, por esfregar na minha cara que está fugindo do assunto, por descaradamente revirar os olhos para mim depois de tudo o que passei para estar sentada nessa mesa com ele. Sinto como se pudesse arrancar as entranhas dele em um segundo sem fazer esforço algum. Sinto como se matá-lo fosse tão fácil que eu poderia matá-lo duas, três, vinte vezes seguidas.
E então olho para Thor.
Por algum motivo, eu olho para ele e ele me olha de volta com os olhos tristes de um cachorro sem dono. Quase desapontado, mas silencioso, como se soubesse que não deve me contrariar.
Eu respiro fundo, tentando voltar a mim, anotando na memória que Thor, com todo o seu tamanho ameaçador, é uma âncora gigantesca que me mantém na realidade quando ela está escapando de mim.
– Pergunte. – Selvig sussurra em uma voz rouca, fitando-me com seriedade, as mãos cruzadas sobre a mesa em uma postura rígida.
– O que é HIDRA?
– Você conhece Barão Wolfgang Von Strucker?
– Eu sinto que conheço muitos monstros dos meus pesadelos agora, Selvig. De qual deles estamos falando?
– Do criador da HIDRA. – Selvig ergue as sobrancelhas de modo teatral, como que para aliviar a tensão, nunca abandonando totalmente sua seriedade inicial. – Wolfgang era um ex-nazista. Hitler ordenou sua execução porque estava cansado das derrotas dos seguidores do Barão contra o Comando Selvagem do Sargento Nick Fury, o atual diretor da SHIELD. Bom, Wolfgang, naturalmente, fugiu da Alemanha com um grupo de seguidores fanáticos e fundou a HIDRA para seguir com seus planos de conquista mundial e ditadura do nazismo. HIDRA e seu totalitarismo, seus membros lunáticos e devotos cegos pela adoração, sua falta de individualidade e sua saudação maldita: Heil HIDRA! – Selvig começa a frase com um leve balançar de cabeça, desaprovando a coisa toda, mas, no final da sentença, está com o tom de voz alterado e com o rosto todo vermelho.
Encontro-me em uma posição mais delicada do que um dia achei que estivesse.
Conquista mundial.
Como isso foi acontecer comigo?!
HIDRA... O que eu tenho a ver com uma organização dessas? O que minha mãe tinha a ver com isso? E quanto ao fato de eu ter o DNA alterado e ser uma mutante? Isso tudo está conectado? Então... O quê? Os alemães nazistas fizeram experiências perigosas com meus antepassados e isso alterou o DNA de geração em geração me transformando... Em quê? Em uma aberração? É assim que HIDRA pretende dominar o mundo? Com um exército mutante?
– Domino?
Eu nunca estive tão horrorizada em toda a minha vida. O choque foi maior do que presenciar a morte da minha mãe.
O que eu sou?
– Domino?
– Você está me dizendo que estamos falando de filhos da puta fascistas? – Pergunto em um esforço enorme para reprimir as lágrimas de raiva, choque, frustração e tormenta que ameaçam me tomar a qualquer momento.
Selvig assente, não mais feliz do que eu.
– Odeio fascistas. – Cuspo com nojo. – Odeio nazistas. Odeio a porra do Hitler!
– Abaixo a ditadura! – Grita um idiota bêbado de uma mesa mais à frente no bar, mais próxima ao balcão, levantando-se do banco assim que ouve minha reclamação com um caneco gigante de chopp na mão, o qual ele ergue a mim como um cumprimento.
– Eu vou quebrar a sua cara, seu infeliz. – Digo, levantando-me também, no exato momento em que o jovem cai sentado de volta à sua cadeira, mais louco que o Batman.
Thor me puxa de volta para o banco estofado pelo braço, forçando-me a sentar outra vez.
– Quem foi que lhe perguntou alguma coisa? – Berro indignada, sabendo que só quero começar uma briga com o pobre rapaz bêbado porque não consigo não ansiar por uma briga depois do que acabo de descobrir.
– Domino, já chega. – Thor adverte, a mãos ainda em torno do meu braço; — E, além de tudo, você está dopada. Eu sei, eu te dopei.
– Escuta aqui, Cinderela: terá sido o bastante quando eu acabar com essa HIDRA nazista dos infernos, entendeu? – Respondo furiosa, puxando meu braço para longe dele. – E, por falar em acabar com organizações, o que é que a SHIELD e seu atual diretor têm a ver com a HIDRA?
– Bem, você obviamente não sabe disso, mas, no tempo do Capitão América, – meus olhos se arregalam e brilham à menção de um raio de esperança no meio da história de terror. – ele não simplesmente derrubou o nazismo na Alemanha Nazista. Ele lutou contra peixes grandes, garota. As pessoas só não sabem disso. Naquele tempo, concluiu-se que o Capitão havia conseguido derrotar a HIDRA e, então, como ele acabou “afundando junto com o navio”, como você deve conhecer a história, – Faço que sim com a cabeça, de repente profundamente admirada ao invés de explodindo de ódio, como há um minuto. – os companheiros com os quais ele lutou contra HIDRA fundaram a SHIELD, Superintendência Humana de Intervenção, Espionagem, Logística e Dissuasão.
– Uma organização de espionagem. – Coloco em poucas palavras, sentindo Thor tenso ao meu lado prestando toda e mais um pouco de atenção na história narrada pelo cientista, em parte totalmente deslumbrado pela ganância ilimitada do ser humano, em parte... Bem, quem sabe? O caso é que ele parece em algum tipo de choque fantasioso.
– Sim, uma organização de espionagem. – Selvig concorda. – Uma organização de contraespionagem e manutenção da lei fundada pela ONU e financiada pela OTAN. Basicamente, eles têm o dever de proteger o Planeta Terra contra ameaças de grande porte, como terrorismo internacional ou invasões alienígenas, apocalipses zumbis e sabe-se lá o que mais.
– Não parece para mim que uma organização dista muito da outra. – Digo, não convencida das boas intenções da SHIELD.
Selvig dá de ombros e troca um rápido olhar com Thor, que baixa os olhos para a mesa, pensativo. Fica claro para mim que ele também não acredita que nada de bom pode vir da SHIELD.
– Qual a sua relação com eles? – Não consigo evitar perguntar, curiosíssima.
O cientista volta a dar de ombros, misterioso.
– Eu sou um homem velho. Já vivi muitas coisas, conheci muitas pessoas, presenciei coisas impresenciáveis.
– Certo. – Digo desconfiada, decidida a não pressionar o homem, uma vez que ele está tão disposto a abrir o bico para mim. – O que eles querem comigo? Meu nome estava em um relatório da HIDRA que eles têm.
Erik inclina o corpo para frente, trazendo sua cadeira mais próxima à mesa.
– Se o seu nome estava em um relatório da HIDRA, só há um motivo para isso: eles acham que você tem uma relação com a organização. Agora, isso pode ser bom ou ruim. Bom se eles acharem que você é um alvo e quiserem te proteger; Ruim se acharem que você é um membro ou possível candidata a membro e quiserem “te impedir” de tomar qualquer atitude maluca. – Ele faz os gestos de aspas com as mãos nas palavras te impedir e minha imaginação não precisaria ser muito fértil para que eu tivesse algumas ideias do que a SHIELD faria comigo caso o segundo motivo fosse verdadeiro.
Começo a viajar como Thor. Os olhos distantes, a mente mais distante ainda, criando mil hipóteses e mil possibilidades sobre tudo o que acabo de ouvir. Visualizando minha morte de mil horríveis maneiras diferentes, enxergando através de um túnel longo e inexistente que se forma na minha visão borrada e conturbada a HIDRA trazendo o fascismo para o mundo todo. Vejo minha mãe perguntando-me como pude deixar isso acontecer. Vejo fogo. Tanto fogo...
– Ellendra Silken. – Falo desatentamente, lutando cada vez mais para me manter mentalmente presente na conversa. – Você conhece o nome?
– Sim. – Erik responde imediatamente, depois hesita como quem de repente sente que não deve prosseguir com a explicação. – E tem uma última coisa que você precisa saber.
– A última? – Pergunto insolentemente, os olhos se estreitando. – Tem certeza, Selvig? Porque eu sinto que você me esconderia todos os detalhes se eu não continuasse perguntando por eles.
– Imagino que você queira saber qual a ligação dos mutantes com a HIDRA.
– Por favor. – Encorajo-o ironicamente, abrindo os braços como se estivesse apresentando alguma cerimônia.
– Wolfgang queria poder mundial. Qualquer homem que quer poder mundial não mede esforços e não tem escrúpulos. – Ele fala essas coisas como se quisesse me preparar para algo muito ruim, para o que ergo as sobrancelhas, apressando-o. – Mutantes não são criações humanas, Domino. Ser mutante é como nascer com olhos azuis ou olhos castanhos ou nascer com o cabelo loiro ou com o cabelo castanho. – Ele olha de mim para Thor e repete o processo com uma careta de estranhamento, parecendo se dar conta de que acaba de descrever nós dois acidentalmente. – De qualquer forma, não é algo que é criado, é uma alteração natural no DNA. E HIDRA, quando descobriu o primeiro mutante, teve a ideia de fazer um exército deles porque seria um exército invencível. Imagine isso: seres humanos com superpoderes lutando com a HIDRA; ninguém poderia detê-los.
Algo fecha minha garganta.
Horror. Medo. Choque. Dor. Muita dor.
– Algo me diz que nem todos os mutantes deram uma festa para comemorar essa ideia da HIDRA. – Digo engasgada, sem ideia de como minha voz ainda se atreve a se fazer presente. – E o que aconteceu? Quem era esse primeiro mutante?
– Seu pai.
O vento que me atinge quando a porta do bar se abre me joga para fora da sintonia de Selvig por um momento curto e longo o suficiente para que eu repare na garota de pele morena e cabelos castanhos e longos que caem em ondas até a cintura. Ela é linda, alta e tem olhos verdes que procuram ansiosamente por alguém ou alguma coisa depois que ela toma seu lugar em um dos bancos do balcão. O que uma garota bonita daquelas faz desacompanhada em um bar lotado de homens à beira de uma estrada no meio do nada usando salto agulha, maquiada e com perfume de boa marca é um assunto interessante para se debater internamente quando se está ouvindo uma história sobre exército de mutantes. Se ela fosse uma mutante, não haveria preocupação em estar aqui e haveria certamente um motivo para isso: provavelmente eu.
– Ellendra Silken é membro da HIDRA, não era? – Sussurro para Selvig, vidrada na garota desconhecida.
– Era. É.
Então ela não teria problemas em mandar algum capanga mutante atrás de mim. Ou mais de um.
Corro os olhos pelo bar, certa de que encontrarei pelo menos uma segunda pessoa que se destacará em meio ao cenário de velhos bêbados dos quais o bar está lotado.
E eu acho.
É um rapaz alto de corpo elegantemente másculo, não enorme como Thor, mas não exatamente magro. Os cabelos castanhos são naturalmente desarrumados por serem desfiados, formando um topete bastante estiloso. O azul de seus olhos é tão claro e cristalino que parece vidro de garrafas celestiais que só se encontra no Céu. Ele está vestido todo de preto – inclusive traja uma jaqueta de couro – e está de pé rente ao balcão, falando com o barman.
– Eu preciso de uma bebida. – Digo antes de me levantar e alcançar o balcão, parando bem ao lado do sujeito de olhos azuis.
– Não é prejuízo. – Está dizendo ele ao atendente, estendendo a ele uma nota de cem. – E assim, você poderá chamar a loira do caixa do Starbucks para sair. Imagino que você esteja pensando em um cinema.
– Como você...? – O barman bombado de cabelo cor de cobre e olhos castanhos começa a perguntar em tremenda surpresa e confusão.
– Ora, vamos! Não recuse a ajuda amiga. – Olhos azuis pisca, deixando a nota sobre o balcão. Ele vira a tequila à sua frente em um gole e então se vira para mim, um cotovelo apoiado sobre o balcão de onde o barman, atordoado, já não mais está e os olhos fixos nos meus. – Posso ajudar você?
– Diga-me você, amigo mutante. – Falo com um sorriso irônico.
Ele olha ao redor em falso pesar por ter sido pego e respira fundo quando olha para mim.
– Tudo bem, só... Me escute, ok?
– Na verdade, não estou com humor para “capítulo 2”, ok, estranho de quem nem sei o nome?
– Belkan. – Diz ele de imediato com um sorriso bem humorado. – Meu nome é Belkan.
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