Alma corrompida
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Ao abrir os olhos Scarlet não vi nada, logo sua visão começou a clarear e a ficar preta e branca.
Ela estava em uma caixa de metal, o lugar era gelado e e apertado. Ela olhou para o corpo que estava em contato com o metal gelado e viu pequenas cicatrizes e pontos.
– Mias o que diabos é isso? – se perguntou tentando enter o que havia lhe ocorrido.
Ela ouviu vozes temerosas vindo do lado de fora de sua pequena gaveta e tentou se concentrar no que elas diziam.
– Ouviu isso? – perguntou uma voz feminina.
– Sim, realmente ouvi algo... Devemos ver? – Perguntou outra temerosa.
– Não sei... Não acho uma boa ideia, e se for só ideia nossa? Vamos estar encrencados...
– Sim eu sei... Mas me pareceu vozes- disse outra em um fio de voz- Vamos chamar um supervisor!?
– Está louco? Ele apenas diria que é coisa da nossa cabeça...
Scarlet não agüentou mais ouvir a conversa dos dois e bateu na parede de metal de sua pequena gaveta.
– Hei! Tirem-me daqui! — gritou desesperada.
As duas pessoas se assustaram em gritaram. Receosamente um homem magro de negros e alguns fios brancos vestido com um avental e luvas de látex médicas se aproximou da gaveta do necrotério e a abriu.
Quase que por reflexo Scarlet agarrou o braço do home que gritou histericamente. Rapidamente a mulher de cabelos castanho escuro e sardas no rosto foi ao auxilio do homem, que tentava puxar seu braço com toda a força que tinha.
Tamanha era a força que eles usavam que acabaram puxando a gaveta fazendo com que eles fossem ao chão.
Scarlet se sentou vagarosamente e ficou olhando o vazio com seus olhos de cores diferentes, logo a jovem começou a sussurrar algo. Enquanto isso os médicos olhavam atônitos para a jovem a sua frente. Mau sabia o que se passava na mente daquela pobre garota.
“Mate-os” Sussurra uma voz zombeteira e arrogante mais com um toque de malicia na mente de Scarlet “Faça-os sofrer pro lhe trancarem aqui”
Scarlet nada disse, sua expressão continuava a mesma mais seu olhar se enchia de ódio.
– Vamos chamar o supervisor- diz o homem em um fio de voz.
A mulher apenas assentiu e segui o homem andava cautelosamente até um telefone branco na parede.
Enquanto isso Scarlet continuava sua conversa interna com a voz.
“Mate-os, mate-os antes que eles te matem” diz a voz alarmada.
– O que é você? — perguntou Scarlet a voz sem mudar a expressão.
A ação repentina da jovem assustou os dois médicos que se entreolharam. A mulher começou a caminhar em direção a Scarlet mais foi impedida pelo homem.
– Você ta maluca!? Não faz isso!
– Mas ela falou conosco, quer que eu fique quieta? E também ela parece com dor...
– Deixe isso pra lá e vamos chamar o supervisor!
Enquanto eles discutiam a voz na mente de Scarlet ria alto fazendo a jovem fazer algumas expressões de dor.
“Quer saber quem eu sou?! Pois bem, vou dizer quem eu sou! Eu sou você”
– Impossível- diz Scarlet com as mãos sob a cabeça na esperança de fazer a voz se calar.
“Impossível é você estar viva, mais já que está... eu vou brincar com você” A voz ecoa pela mente da jovem a fazendo fechar os olhos.
A mulher olha para Scarlet sem saber o que fazer, enquanto o homem falava aos sussurros com o supervisor que gritava do outro lado da linha. Depois de certo tempo observando Scarlet a mulher deu alguns passos à frente.
– Tu... Tudo bem? – pergunta receosa.
Scalert abre os olhos que agora são vermelho sangue e cheios de ódio olha na direção da mulher que fica paralisada de medo.
Scarlet se levantou e caminhou lentamente na direção da mulher que tremia de medo, ela tentou chamar o outro médico mais antes que o fizesse é pega pela jovem vampira.
“Mata ela, se alimente dela, faça-a sofrer” ordena a voz.
Acatando a ordem da voz Scarlet segura os braços da mulher e morde o pescoço da mesma que tentava inutilmente se soltar. Devido a mordida a mulher grita enquanto se contorcia, isso fez com que o outro médico olhasse na direção delas. Ele rapidamente deixou o telefone de lado e foi ao auxilio da médica.
– Solta ela! – grita ele erguendo uma serra de osso acima da cabeça.
O médico baixou a serra em direção a cabeça de Scarlet que continuava sugando o sangue da mulher que já não gritava mais.
“Se defenda rápido” ordena a voz novamente.
Sem hesitar Scarlet usou corpo da médica como escudo fazendo com que a faca de serrar osso partisse o crânio da mulher.
O médico se deu conta do que aconteceu e ficou horrorizado, ele estava completamente imóvel.
“Mate-o”
Rapidamente Scarlet perfurou o coração do homem com as mãos nuas e arrancou o coração do mesmo fora.
De repente alguém chuta a porta e arremessa algo semelhante a uma bomba de fumaça que sega Scarlet e faz a mesma sentir vertigem.
– Verbena nunca falha- diz uma voz masculina se aproximando de Scarlet- agora você vai vir comigo.
O homem pega Scarlet já desmaiada e sai correndo de local que logo ficou cheio de policias.
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Quando Scarlet acordou, ela se encontrava em um pequeno quarto meio úmido e gélido, havia um pequeno armário e pantufas ao lado da cama.
– Onde estou? – perguntou a si mesma com a mão na cabeça que ainda latejava.
– Em um esconderijo improvisado- diz um homem perto da porta do quarto.
– Quem é você? – perguntou Scarlet se cobrindo já que ainda estava sem roupas.
– Eu me chamo Erick Willians, sou um amigo dos seus pais- diz o homem.
Erick era um homem alto com cabelos pretos, pele clara e olhos castanhos. Ele vesti um blazer uma jaqueta de couro preta, calça jeans e tênis e aparentava ter por volta dos 20 anos.
– Amigos dos meus pais? – pergunta Scalert curiosa- Como os conheceu?
– Se quiser saber se vista e venha até a sala, tem algumas roupas suas no armário, não demore ok? Se não eu não te ajudarei... — disse Erick saindo do quarto.
– Não preciso de ajuda- disse friamente.
– Não é você que decide isso- retruca Erick no mesmo tom.
Depois de Erick deixar o quarto Scarlet ficou pensando se realmente devia confiar nele ou apenas usa-lo... Mas mesmo para isso é de certo modo necessário ter confiança.
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"Talvez eu seja enganado inúmeras vezes... mas não
deixarei de acreditar que em algum lugar, alguém
merece minha confiança" — Aristóteles.
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