Alma Sombria
12 Capítulo Bônus
Notas iniciais
Olá galerinha! Esse é o Capítulo Bônus, como um prólogo, para entenderem melhor o que está por vir.... preparados?
O SOL JÁ COMEÇAVA A NASCER QUANDO OS TRÊS GATOS ALCANÇARAM A BOCA DA TERRA, onde, logo logo, adentrariam o túnel escuro, levando-os à magnífica Pedra da Lua. Uma bela gata parou ao lado de um gatão cinza-chumbo, que descançava sobre uma rocha achatada.
— Estrela de Rocha, é hora de irmos. — Ela sussurou, calma. O olhar amarelo do líder fitava o céu, que começava a clarear.— Está bem... — O líder lançou um último olhar ao céu, e, seguindo a bela gata cinza, ele pulou da rocha. Um aprendiz pequeno branco com manchas avermelhadas e marons saia de trás das árvores, acompanhando a dupla.— Lua Nova eu... — Ele deixou a voz morrer na garganta, expondo suas procupações em quanto o grupo estava prestes a adentrar a caverna.— Não se preocupe — A guerreira cinza miou, dando uma lambida confortante na cabeça do aprendiz. — Siga meu cheiro. — Com um aceno de cauda, eles adentraram o túnel. Lá dentro era gelado, fazendo os felinos tremerem nos ossos. Nada podia-se ver na caverna, era como se não existisse sol para esquentar, nem iluminar a floresta. Aquela caverna, com certeza, nunca vera a luz do sol antes. Várias curvas para lá e para cá confundiam o aprendiz, que ia a primeira vez visitar a Pedra da Lua. Quando parecia que o túnel nunca acabaria, finalmente viram a luz do dia, indicando-os que chegara ao outro lado. Uma pedra se estendia a umas três caudas de comprimento, e brilhava muito, fazendo com que o trio piscassem algumas fezes para acustumar-se com a luz forte. O sol parecia ter parado no horizonte, deixando ainda a escuridão no céu. Seguindo as intrusões que o líder os passara, de manter sigilo ao chegar ao outro lado. O líder fez um aceno com a cauda para que a dupla de guerreira e aprendiz esperassem ali, e, com passos serenos, o grande gato contornou a Pedra sagrada, logo então deitando-se ao seu lado, colando o focinho cinza na pedra que brilhava. O líder abriu os olhos, já não estava na Pedra da Lua, e sim nas Quatro Árvores. A lua brilhava acima de si, jogando sua luz branca sobre a clareira do local, deixando a pelagem cinza do líder parecer prata. A sua volta, não havia guerreiros do Clã das Estrelas como estava acustumado. Uma única estrela brilhava no céu, e, agitando-se, ela desceu, tomando a forma de uma belíssima gata branca. — Flor de Aurora! — O líder miou, tentando chegar perto da gata e afofar seu focinho no pescoço da amada. — Ouça, Estrela de Rocha. — A gata branca se afastou, o olhar azul eram poças de dor e tristeza. O líder, sem entender, a fitava.— Eu.. eu preciso de ajuda.. de respostas.. — Ele soltou um suspiro, olhando o céu. — Eu não consigo sozinho, meu amor... eu não consigo sem você! — A gata branca olhou as patas, o olhar brilhando de amor. Mas ela nada falou. Alguns tique taques de coração depois, ela levantou a cabeça, o olhar brilhando de incertezas.— Agora não dá mais tempo, meu amor. — Com passos leves, ela caminhou até o lado do líder, fazendo-o olhar um ponto distante. — Seu Clã precisa de você... e nossa filha também. — Ela deu uma lambida na orelha do gato, que, assustado, via a cena em sua frente. Vários e vários guerreiros do Clã das Sombras invadiam o acampamento, distruindo o que viam pela frente. Os guerreiros que lá estavam, lutavam pela vida.— Não! o.. o que é isso! isso não pode acontecer! não agora! — O líder virou-se desesperado para a companheira do Clã das Estrelas, que já não estava mais lá, deixando-o sozinho. Horrorizado, ele percebeu que a estrela e a lua não estavam mais no céu, deixando-o na escuridão. O líder voltou a olhar a frente, e percebeu que o som da batalha parecia ficar mais longe. Uma figura bem conhecida apareceu em sua frente, um corpo esguio caído no chão. Pelagem Partida estava em cima dele, as garras cintilando, e no rosto, um sorriso satisfatório.— Cauda de Esquilo! NÃO! — O líder gritou, acordando com os espasmos que percorriam seu corpo. Com as pernas bambas, o líder se levantou, mal conseguindo andar. Sem entender nada, Lua Nova e Pata de Esquilo o fitavam, os olhos arregalados. Com um comando silencioso, o líder os guiou para o outro lado do túnel, esbarrando nas paredes geladas a cada curva. — Temos de voltar ao acampamento! — Ele miou ofegante ao chegar ao outro lado, fitando os gatos, o olhar com um brilho aterrorizado. — O acampamento está sendo atacado! eu preciso salvar Cauda de Esquilo!
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