Alma Penada

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Oi morangolinas, aqui é a Morangochan :3
Vim aqui trazendo o meu segundo conto no site, espero que gostem.
Boa leitura ♥

— Por que não pode alma penada aqui?! – perguntou o espírito, indignado.

— Porque não pode! – o Guardião berrou ao tentar explicar pela décima vez a situação para a Alma Penada. – Aqui é uma casa, só gente viva pode ficar.

— Mas eu morava aqui quando era viva!

— Você morreu. – o Guardião pontuou. – Isso significa que você não pode mais ficar nesta casa.

— E eu vou fazer o que? Tem uma fila medonha pro julgamento. Pra onde eu vou, então?

— Vai ali na calçada! – impaciente, o Guardião guinchou e cruzou os braços.

— Na calçada?! E eu vou fazer o que na calçada? – perguntou a Alma Penada que, ao ver o Guardião dar de ombros, se enfureceu. – Não tem gente na calçada, meu filho! Quero ver GENTE!

— Lógico que tem gente na calçada. – o Guardião rebateu. – Vai ali na outra rua. – ele apontou para trás, indicando a direção. – Acabou de terminar uma festa. Tá cheio de gente bêbada estirada na calçada; é só ir lá que você acha um monte.

— Eu não quero ver bêbado, quero entrar na minha casa!

— Quantas vezes vou ter que explicar – o Guardião cerrou os punhos e bateu o pé contra o chão. – que não pode alma penada aqui?!

— Mas por que não pode alma penada aqui?!

Enquanto o Guardião e a Alma Penada se preparavam para mais um round, um brilhante e atento par de olhos assistia à discussão. Meio intrigada, a coisinha não parava de olhar para as duas figuras enigmáticas enquanto se perguntava o que os dois estavam fazendo em seu quarto. E se eles resolvessem atacar o humano?! Ok! Essa era uma coisa que não podia permitir. Por isso, continuou com o olhar vidrado a fim de reagir, caso necessário.

O menino tirou os fones dos ouvidos e se espreguiçou na cadeira. Resolvendo que já era a hora de parar de estudar, caminhou até a cama e se esparramou próximo ao bichado. O humano, porém, não pôde deixar de reparar na postura estranha do felino amarelo, que fitava a parede de modo insistente. Ele mesmo encarou a parede, mas lá não havia nada além da tinta branca. — Tá olhando o que, Cuscuz?

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!