Ally in Wonderland
2 Capítulo 2
Notas iniciais

Alice está de volta! Alice está de volta! A Rainha de Copas vai querer ver ela! Alice está de volta!
— Flores Fofoqueiras
...
Ally demorou um pouco para perceber o que deveria fazer para sair daquela sala de portas trancadas. Ficou pequenina, mas esqueceu da chave na mesa. Ficou grande e pegou a chave, tomou a poção de novo e ficou novamente pequena. A carta que estava em sua mão, acompanhou todo o processo. Mas sua camisola não. Estava apenas com trapos quando conseguiu abrir a porta e um mundo totalmente diferente surgiu. Os olhos da loira não paravam quietos. Ela atravessou a porta e sentiu uma corrente de ar, que transformou os trapos de sua camisola em algo mais confortável e em seus pés, surgiram sapatos que seriam bons para caminhar por aquelas terras. Ally ficou meio perdida, não havia nada indicando nada. A garota nem sabia se deveria estar realmente ali.
— Parabéns, Buny, você trouxe alguém para cá. — Ally ouviu um sussurro.
— Ela que é curiosa de mais! — outra voz exclamou. A loira foi sendo guiada pelas vozes e chegou a um arbusto colorido com flores coloridas. — Ela me lembra alguém...
— Quem?
— Espere, cadê ela? — um terceiro sussurro. Ally abriu o arbusto e encontrou três garotos.
— Estão falando de mim? — os três deram um pulo para trás. Ally segurou o riso, mas depois os encarou. — É feio, muito feio falar dos outros pelas costas.
— Quem disse que estávamos falando de você, menina? — um dos garotos falou.
— Okay... então como eu volto para casa? — Ally fez uma careta.
— Você quer dizer lá para cima? — a menina a corrigiu.
— Sim, acho que é isso. — Ally continuou a olha-los.
Os três se viraram e se juntaram. A garota estranha começou a falar em um tom baixo:
— O que vocês acham?
— Bem, — o garoto de chapéu com orelhas de coelho começou. — ainda tenho a impressão que já a vi em algum lugar.
— Isso não da em nada Buny. — o outro garoto retrucou. — Sabemos que o único jeito dela sair daqui é ajuda-la a chegar à Rainha Branca.
— Mas isso é depois do castelo da Rainha Iracebeth! — a garota reclamou. — E existe a divisa do Tabuleiro de Xadrez.
— Para com isso Maddison. — Buny lhe deu um beliscão. — Se quiser não a ajuda.
— Espere, vamos mesmo ajuda-la? — o outro menino perguntou.
— Chelsea, você não. Sabemos que vai confundir a garota. — Maddison respondeu e se virou para Buny. — Mas vamos mesmo ajuda-la?
— Ela pediu ajuda. — Buny deu de ombros. — É melhor ajuda-la. Ou querem que a Rainha de Copas a ajude?
— Se ela te lembra alguém, é melhor a gente ajuda-la. — a garota falou se virando para Ally. — Vai querer nossa ajuda?
— Sim, eu quero voltar para casa. — Ally falou remexendo o anel que apareceu em seu dedo. — Eu... eu nem sei o que estou fazendo aqui.
— Sua curiosidade te trouxe aqui. — Chelsea falou a encarando. — Mas o que podemos fazer? Vai ter que pegar um caminho, e eles vão te mostrar.
— Chelsea! — Maddison o cutucou. — Oh, que burrice a nossa, nem nos apresentamos! Sou Maddison Hatter — a garota tirou seu chapéu e vez uma graciosa referencia. — E esses dois são Chelsea Cheshire e Ber... Buny White.
— Aham, oi, prazer, sou Allyson Kingsligh Dodgson — a garota pegou na barra da saia e se curvou. Buny deu um pulo.
— É isso, agora eu sei quem você parece: Alice! — ouve murmúrios atrás dos quatros. — Droga, devia ter falado baixo...
— Por quê?
A pergunta de Ally logo foi respondida: várias flores coloridas rodearam os quatro e começaram a gritar:
— Alice está de volta! Alice está de volta! A Rainha de Copas vai querer ver ela! Alice está de volta!
Os garotos tamparam seus ouvidos e Maddison puxou a garota para longe das flores. Quando estava mais tranquilo, ambas tiraram as mãos dos ouvidos.
— Eu não sou Alice. — Ally fez uma careta. — Por que acham que eu sou?
— Porque não sabem quem você, dã. — Maddison riu. — Mas é melhor irmos andando, daqui a pouco a Rainha de Copas vai colocar o baralho inteiro atrás de você e gritar “corte lhe a cabeça”!
— Espere, isso existe mesmo? —Ally olhou confusa para a garota. — Pensei que fossem histórias.
— Parecemos histórias? — Chelsea, literalmente, apareceu ao lado das duas. — Somos de carne e osso igual você. — ele a cutucou. — Bem, acho que você é só pele e osso.
— Sea! — Maddie revirou os olhos. —Não fala assim da convidada! — ela apertou o ombro de Ally. — Talvez ele tenha razão, mas isso não vem ao caso! Mas que tal a hora do chá? Está na hora e sabe o que dizem por ai: não devemos nos atrasar!
— Mas há uma hora era a “hora do chá”. — Buny reclamou ignorando os pulos de animação de Maddie que puxavam a outra loira para o caminho de tijolos vermelhos com amarelos. — Ally, pode chamar assim né? Não ligue, ela é sempre assim e você acaba acostumando. Ou não.
— Vocês estão não estão ajudando! — Ally reclamou. — Eu preciso ir para casa, minha babá...
— Você tem babá? Afinal o que é isso? — Buny perguntou alcançando as duas.
— É alguém que cuida de você quando seus pais não estão. — Ally se largou de Maddie. — E eu não tenho idade para isso, mas meus pais insistem nisso. E você tinha me cortado: eu tenho uma babá que deve estar me procurando! Preciso voltar rápido, antes que ela mande um telegrama para meus pais!
Ally olhou em volta e não tinha mais ninguém ali. Ótimo! Estava perdida em uma terra estranha, mas um pouco conhecida: já ouvirá pequenas histórias sobre aquele lugar. Como ele se chamava? País das Maravilhas, algo gritou em sua mente. E era a voz de sua mãe. Um pouco irônico Alice escrever que queria esquecer esse lugar e depois contar sobre esse tal lugar de maravilhas.
A floresta em torno da loira começou a ficar escura, parecia que estava anoitecendo. Mas era dia quando ela desceu para aquele lugar. Algo estava de errado. Talvez algo de errado com ela, ou talvez o lugar era errado. Passou por um segundo em sua mente que ela estaria em um sonho e sua mãe havia acabado de contar uma história sobre aquele lugar. Ally fazia muito isso quando era pequena: sonhava com a terra. Ou será que já a visitou e achou que era um mero sonho?
— Ah, você está ai. — Chelsea apareceu, de novo, perto da garota. — Maddie achou que havia te perdido para sempre.
Você nunca teria se perdido, pensou a garota. As roupas coloridas do garoto nunca seriam perdidas de vista. Os tons de roxo e rosa florescente nunca deixariam que ele se perdesse de vista.
— Ham, então vamos encontra-la. — Ally falou tentando sorrir. — A hora do chá parece ser animada. Uma perguntinha: a comida é igual lá de cima?
— Defina isso. — Chelsea revirou os olhos se deitando em um galho. Ally parou e o encarou.
— Você desaparece e ressurge, como você nunca viu a comida lá de cima?
— Não é tão simples assim, garota. — Chelsea se mexeu no galho e apareceu em outro bem a frente. — Só por dois lugares que se pode passar: o Espelho e uma Toca de Coelho.
— Ah, então não dá para simplesmente aparecer lá em cima? — ele negou. — Então posso descrevê-la como boa, colorida e cheirosa.
— O que?
— A comida. Você tinha perguntado. — Ally sorriu e seguiu o caminho dos tijolos vermelhos com amarelos.
— É pelo outro lado. — informou Chelsea. Ally balançou a cabeça e seguiu pela outra direção. Mal sabia a loira que estava sendo engana pelo gato, mas isso estaria a levando para uma grande aventura. Ally iria descobrir mais tarde.
Fale com o autor