Ally: Jogo de Amor

48 Minha e Meu


Terça, 08 de Setembro.
De manhã cedo Ally se arruma para ir visitar o pai no hospital, Nick não deixa de levá-la e acompanhá-la. Ao chegar, eles pegam os crachás e se dirigem a UTI:
— Olá papai! — Ela sorri doce. — Bom dia!

— Bom dia minha filha! — Marcelo responde baixo.

— Bom dia senhor! — Nick cumprimenta sério e educado.

— Olá rapaz! — Se esforça para falar.

— Está tudo bem papai? Parece fraco! — Detalha preocupada.

— Sim querida, não se preocupe! — Ele tosse seco. — Estou bem! — Começa a tossir forte e arfar.

— Papai! — Exclama. — Papai está com falta de ar! — Acentua atordoada. — Nick, chame uma enfermeira. — Pede. — Papai, papai!

— Está bem! — Ele corre.

O médico aparece junto à duas enfermeiras:

— Ally, espere lá fora por favor! — Uma enfermeira pede.

— Mas... — Resmunga.

Marcelo tenta achar o ar atormentado:
— Por favor querida! — Pede.

— Vamos Ally! — Nick a puxa.

— Vai ficar tudo bem! — O médico grita.

Ela sai da UTI preocupada, se encosta na parede respirando lento:
— Nick! — O olha com os olhos cheios de lágrimas.

— Ei! — Toca seu rosto. — Não precisa chorar, o Dr. Cícero já está cuidando dele! Ele vai ficar bem! — Tenta consolá-la.

— Está bem! — Encosta a cabeça em seu peito.

Ele sorri leve e a abraça.
Com o passar do dia o Pai de Ally se estabiliza, Nick fica preocupado com seu emocional e decide que é melhor distrair sua mente. A leva para casa em segurança, ao chegar o almoço está arrumado sobre a mesa:
— Olá querida! — Sophie exclama. — Como foi no hospital?

— Papai passou mal. — Lamenta sentando na mesa.

— Oh! Sinto muito querida! — Acentua inibida.

— Ele já está bem agora. — Nick informa sério. — Ally, coma algo. Não é bom ir para a escola de estômago vazio! — Destaca.

— Escola? — Indaga e o olha.

— Sim. É bom distrair sua mente um pouco. — Comenta. — Não quer ir a escola?

— Quero! — Exclama animada. — Quero sim!

— Então se arrume e coma. Está quase na hora. — Detalha.

— Está-está bem... — Sai correndo da cozinha.

Após uma tentativa fracassada de comer, eles vão para a escola.
Assistem as aulas concentrados, Ally retoma o brilho de aprender enquanto Nick a admira cauteloso. O último horário antes do intervalo acaba, ela sai da sala distraída, vai até seu armário no corredor e o abre guardando o material.
— Vai sair agora?

— Agora não. Vou passar na biblioteca ainda! — Responde e fecha o armário. — Mas não se preocupe Nick, estou bem! Pode ir ver seus amigos. — Sorri leve.

— Hum... — Resmunga a encarando. — Me procure depois, não fique sozinha! — Diz.

— Okay! — Balança a cabeça. — Vou indo! — Acena e sai.

— Ok. — Murmura.

Na área verde ele fica conversando com Douglas enquanto a espera:
— Está procurando alguém? — Douglas questiona. — Fica olhando ao redor e está inquieto.

— Eu... — Olha ao redor. — Só estou procurando... Procurando... Ela! — Vê Ally.

Douglas olha para trás:
— Ah. Claro! — Exclama e sorri.

— Olá Doug! — Diz meiga.

— Oi Ally! — Levanta e a abraça.

— Se sente. — Nick pede.

— A grama não está incomodando? — Questiona.

— Não, está macia! — Informa Douglas.

— Está bem. — Se senta.

— Eu vou deixá-los agora. — Acentua.

— O que? Por que? — Indaga Nick.

— Fique aqui! — Ally pede doce. — Nos faça companhia.

— Hum, ok. Mas no primeiro sinal de 'vela' eu me retiro e ligo para Carina! — Comunica.

Os dois riem e se olham:
— Okay!

Conversa vai, conversa vem, os três passam o intervalo inteiro conversando e rindo. Depois de descobrirem que não terão os últimos horários, eles decidem ficar na escola papeando.
— Eu estou com Carina há muito tempo. São 3 e meio de namoro! — Douglas conta no meio de um assunto.

— Nossa! — Ally se surpreende. — Você já pensou em dar um segundo passo?

— Bem... Atualmente isto está vindo na minha mente! — Conta.

— Você está pensando em noivar com a Carina e não me contou?! — Nick indaga.

— Desculpe. Você está muito ocupado cuidando da Ally. Ela precisa de ajuda Nick! — Frisa. — Falamos sobre meu talvez noivado depois.

— Estou roubando o tempo de todos! — Resmunga abatida.

Douglas e Nick se olham inibidos:
— Não é culpa sua. — Douglas afirma.

— Precisa de cuidados Ally, e estamos fazendo isso, cuidando de você! — Nick a puxa para mais perto.

— Eu sou quase um estorvo! — Abaixa a cabeça.

— Ei! — Toca seu rosto. — Você está se recuperando, não está mais vomitando e nem desmaiando, está comendo bem pouco, mas está comendo! Aos poucos vai voltar ao ritmo normal! — Esclarece. — Você é minha garota forte!

— Garota forte?! — Ri boba.

— Sim! — Frisa.

Os dois se olham, seus olhares se alinham como não acontecia há um certo período. Douglas vendo a cena levanta devagar e sai lentamente os deixando sozinhos.
— O Doug saiu! — Murmura hipnotiza pelos olhos verdes.

— Eu sei! — Diz no automático. — Ele sabe a hora de se retirar! Por isso é meu melhor amigo! — Brinca.

— Seu tonto! — Bate em seu peito de leve.

Ele ri e a abraça:
— Você não é um estorvo. Eu já lhe disse! — Reponta. — Não diga essas coisas de você! — A aperta mais.

— Está bem! — Sente seu cheiro. — Não falo mais! — Suspira.

As horas se passam, de 17h15 da tarde eles deixam a escola e vão para o hospital. Através do médico e de sua mãe Ally se informa que Marcelo está bem, mas cansado, por isso não consegue falar com ele, que dorme.

O jantar chega rápido, Sophie prepara novidades junto à Doris. Nane e Ally colocam a mesa, ajeitam todos os talheres, os copos e a louça. Todas as comidas parecem saborosas e deliciosas.
— O jantar está pronto! — Sophie grita.

Nick aparece na cozinha e todos se sentam na mesa. Com um pouco de apetite e força de vontade Ally coloca um pedaço pequeno de torta no prato com um copo de suco de morango com leite ao lado; ela come devagar e sem pressa:
— Está bom? — Nick a interroga alegre por dentro.

— Sim! Está. — Sorri.

— É bom a ver comer! — Nane exclama.

— Sim. É bom comer novamente. — Sublinha. — Mesmo que seja pouco!

— Estamos orgulhosos de você querida! — Sophie destaca.

— Obrigada! — Fica vermelha.

Ele a admira comer bobo.

A refeição acaba e todos ficam satisfeitos com a realização de Ally. Na sala o relógio marca 22h50 quando ela aparece descendo a escada e deita nas pernas de Nick o surpreendendo:
— Hum... Boa noite! — Diz meigo.

— Boa noite! — Boceja.

— Está com sono? É cedo! — Acaricia seu braço.

— Não estava com sono até deitar a cabeça em suas pernas! — Comunica sonolenta.

— Hum! — Sorri. — Então durma! — Beija sua testa.

Com o cafuné doce de Nick ela adormece rapidamente. Ele fica brincando com seu cabelo até que decide levá-la para o quarto. Abre a porta devagar e com cuidado, caminha lentamente com ela nos braços e a coloca na cama. Nick se senta ao seu lado:
— Está como sempre linda dormindo. — Sussurra tirando o cabelo do rosto dela.

Ally revira sonolenta:
— Dorme tão perfeitamente! — Murmura. — Queria ficar aqui com você, mas não posso. — Lamenta. — Já que não posso peço novamente que sonhe comigo, que sonhe comigo e que pense em mim! — Beija sua testa. — Boa noite, durma bem! — Alisa seu rosto enfeitiçado. — Até amanhã minha garota! — Sorri. — Irá receber um abraço apertado no seu 'bom dia!'.

Se levanta, a ajeita com carinho, beija sua testa mais uma vez e sai. Na cama Ally abre os olhos pesados:
— Também peço que sonhe comigo. — Murmura quase dormindo. — Meu Blacker! — Sorri doce e apaga.

Quarta, 09 de Setembro.
Ally acorda e se espreguiça na cama, sua mente lhe dá a sensação de que tudo ao qual ouviu de Nick ter sido um sonho:
— Foi um sonho? — Murmura pensativa e ainda sonolenta. — Não! — Relembra. — Não foi! — Se levanta rápido.

Ela coloca as pantufas ligeiro e sai do quarto correndo. Olha no quarto dele e não vê Nick, desce a escada velozmente e o encontra na sala conversando com Sophie. Inesperadamente ela vai até ele sem pensar e o abraça forte:
— Oh! — Ele resmunga. — Bom dia minha garota! — A abraça doce.

— Bom dia meu Blacker! — Sente seu cheiro.

Ally o abraça apertado e quente. Ele sente um dos melhores abraços da vida naquele momento!