Ally: Jogo de Amor
38 Baby

Sexta, 21 de Agosto. (Continuação)
Baby e Ally se abraçam com muito carinho e força diante da saudade. Elas se afastam para se verem:
— Você está tão linda! — Baby toca o rosto de Ally. — Parece uma princesa!
— Não exagere! — Sorri. — Achei que não te veria tão cedo! — Volta a abraçá-la.
— Bem, estou aqui! Na sua frente. — Faz pose.
— Sim... Está. — Ri. — Espera um pouco... — Olha para Nick.
Ele está parado atrás delas admirando a cena:
— Você tem alguma coisa haver com isso? — Indaga para ele.
— Sim. — Sorri e caminha até elas.
— Eu quero saber de tudo! — Exclama espantada.
— Explicamos lá fora. — Baby diz.
— Okay, vamos! — A puxa.
— Espera moça, ainda está sem agasalhos! — Segura seu braço. — Aqui, o casaco! — Entrega para Nick.
— Ok. — Vai para o balcão.
— Ah, quero esta touca! — Tira e joga na frente dele por Ally estar a puxando. — Calma Ly! — Saem.
Nick sorri cativante:
— São estes dois casacos e a touca! — Diz pegando a carteira. — Não! — Pega mais umas toucas. — Os dois casacos e as três toucas!
As duas param perto de um banco de praça, com árvores rodeando:
— Agora me diz, como você conseguiu vir? — Ally pergunta eufórica.
— Seu casaco. — Nick aparece a entregando. — Sua touca! — Dá para Baby.
— Obrigada! — Sorri. — Então, como estou? — Pergunta a Ally.
— Está linda, como sempre! — Sorri.
— Pegue, esta é a sua! — Nick entrega a touca para Ally.
— Oh, agradeço! — Ela tenta colocar.
— Venha aqui! — Ele a puxa. — Eu arrumo para você!
Baby observa os dois com um sorriso no rosto:
— Pronto!
— Obrigada! Deixa eu ajeitar a sua. — Se aproxima dele. — Pronto. — Sorri.
— Obrigado. — Morde a boca de leve.
— Então, me falem, agora! — Puxa Baby.
— Ok. Eu falei com a Baby assim que voltamos das férias. Nós concordamos sobre o dia do voo e bem... Deu certo. — Explica.
— Sim! Eu fiquei estonteante pensando no dia de hoje! — Baby completa.
— E você chegou quando? — Questiona.
— No almoço. Eu ia para a casa de Sophie para quando você chegasse eu estar lá, mas o Nick me avisou que vocês iam sair mais cedo, mandou eu vim para cá e armamos isso. Foi tudo bem de última hora! — Conta. — Mas deu certo!
— Sim, eu nem pude acreditar! — Revela. — E... E sua escola?
— Bom, eu faltei hoje...
— Baby! — Reclama.
— Se eu não faltasse não poderia vir, ora Ally, nunca falto aula, um dia não vai me prejudicar, na verdade vale muito a pena, é para ficar um tempo com você! — A abraça.
— E você volta quando?
— Então... Isto não é muito bom. — A olha. — Volto no domingo. — Lamenta.
— Ah! E o que estamos esperando? Vamos nos divertir! — A puxa.
— Vamos! — Ri.
— O que quer fazer? — Pergunta a Baby.
— Bom.. Estamos em uma pista de patinação no gelo, vamos patinar no gelo! — Informa sorridente.
— Okay!
— Pegamos os patins para patinar ali. — Nick aponta para uma barraca perto da pista.
Eles vão para a barraca, Ally e Baby conversam sorridentes enquanto Nick as admira felizes:
— Qual o número? — O atendente pergunta.
— 38! — As duas falam juntas e conheçam a rir.
— Estava com saudades disso! — Ally comunica.
— Eu também! — Conta.
— O meu é 40. — Nick fala ao rapaz. — Valeu! — Pega os sapatos. — Ali tem um banco. — Diz para elas.
— Okay! — Ally sorri.
Por mais que Ally esteja focando a atenção em Baby, cada sorriso que ela dá faz o coração dele pulsar mais forte.
— Pronto, já calcei! — Baby diz se levantando já patinando.
— Nossa! Eu ainda estou sofrendo aqui, nunca patinei, não sei nem como calçar isto! — Diz brigando com o sapato.
— Eu ajudo! — Ele diz se abaixando. — Pronto. — A olha. — Se levante!
— E se eu cair? — Fica com medo.
— Nós lhe ajudamos! — A estica a mão. — Confie!
— Okay! — Pega na mão dele. — Baby, venha aqui. Deixa eu segurar em você! — Grita.
— Estou indo! — Desliza até ela. — Cheguei senhorita! — As duas riem.
Nick passa Ally para Baby e fica vendo as duas patinarem. Sorriem, giram, brincam, e enquanto Baby tenta ensinar Ally ela fica parada tentando se equilibrar:
— É assim Ly! Não, deixe as pernas abertas, você vai ca... — Ally cai.
Ele sorri encantado como uma criança e patina até elas:
— Problemas com a aluna? — Pergunta irônico.
— Não exatamente, o problema é o equilíbrio! — A levanta.
Como um gatinho no gelo Ally fica abrindo e fechando as pernas sem firmeza:
— Hum. Deixa eu tentar! — A segura na cintura pelas costas. — Deixe as pernas abertas na mesma largura do seu corpo, divida o peso entre as duas pernas, postura reta. — Ajeita a postura dela. — Agora não force para andar, deixe o corpo leve. Deslize devagar! — Começa a patinar com ela. — Não olhe para o chão.
— Mas...
Num só segundo ele vai para a frente dela e pega em suas mãos:
— Olhe para mim! — Levanta seu rosto. — Foque em mim, esqueça seus pés!
— Está bem! — Diz já hipnotizada.
— Eu tenho que ver isto! — Baby diz se sentando num banco.
Ela fica admirando Nick patinar com Ally enquanto ensina carinhoso cada detalhe:
— O que a Ly fez com Nick Blacker?! — Resmunga. — Ela conseguiu, a minha bebê conseguiu conquistá-lo. — Ri. — Mas será que ele também capturou você?! Será que você realmente... — Observa os sorrisos dos dois. — Você está indo bem Ly! — Grita.
No fim do passeio Nick deixa as duas na casa de Ally, se despede e vai embora. Baby fica com ela pois a casa está praticamente sem ninguém, e Ally tem certeza que sua mãe não vai brigar.
— Pronto! — Baby pula na cama. — Tomei banho!
— Vamos comer alguma coisa! — Ally sugere.
— Ok. — Sorri.
Na cozinha elas fazem umas torradas com suco, comem e depois sentam na escada com uma xícara de chocolate quente.
— Hum, chocolate quente. — Baby pensa. — Lembro que disse que esse é o gosto do beijo do Nick!
— Pare de me olhar assim, você sabe que é! — Fica envergonhada.
— Eu?! Não mesmo, nem lembro direito daquele dia. — Ri. — Bem, então, agora que estamos aqui uma do lado da outra, literalmente. — As duas riem. — Me fale direito o que sente por ele! — Pede.
— Bom, eu... Não consigo explicar. — Diz tímida.
— Tente! Está vermelha! — Exclama.
— Ele faz isto comigo! — Tampa o rosto.
— Ooh! Você está realmente apaixonada por ele! — Acentua surpresa.
— Nãooo. — Resmunga. — Ele só faz meu coração disparar, meu corpo tremer, minhas mãos suarem frio, minha mente travar, e... e quando me beija meu chão some e milhares de borboletas voam no meu estômago. E seu olhar, aqueles olhos verdes me hipnotizam imediatamente, a boca doce e quente dele é tão macia e e... o corpo dele sempre que toca o meu está fervendo, ele é quente por natureza. Quando me beijou na chuva eu desmoronei, não consegui ficar com raiva pois quando ele tocou meus lábios eu senti o coração dele acelerado, assim como o meu estava. Gosto quando me abraça, me beija, me olha, me ajuda, me aquece, quando toca meu rosto e admira minha boca... Eu adoro olhar para ele e o ver sorrir. Eu... Eu... Oh meu Deus! O que ele fez comigo!? — Abaixa o rosto.
— Está tudo bem! Sei que sua paixão por, você sabe quem, não foi desta intensidade mas, está tudo bem. Você está explodindo faíscas de paixão, e isto é muito lindo! — A abraça. — Até porque, é recíproco!
— Recíproco?! — Se esquiva. — A Carina já falou aquilo que lhe contei, do "um dos dois", e agora você fala que é recíproco?! — Indaga confusa.
— Sim, pude ver hoje! — Conta.
— Ver? O que? — Questiona.
— Ly, você ainda não percebeu? O que você acha que o Nick sente por você? — Pergunta rindo.
— Eu... Eu... Não sei. — Gagueja.
— Allyson! — Exclama. — O Nick está louco, louco por você!
— O quê?
— Ly, ele está apaixonado por você, assim como você está por ele! — Insiste acariciando o cabelo dela.
— Não pode ser! — Resmunga espantada.
— Como não!? Porque acha que ele cuida de você? Lhe ajuda, lhe aquece, se preocupa com você, lhe beija daquele jeito, lhe abraça forte? Porque você acha que o coração dele acelera? — Indaga.
— Hã... Porque...
— Porque você acha que ele lhe olha com os olhos brilhantes e sorriso bobo? Isso não é reação do desejo! — Assegura.
— Caramba! Ele gosta de mim?! — Indaga espantada.
— Se você quer usar este termo, use. Mas eu já diria que é amor! — Garante.
— Baby! — A dá um tapa no ombro.
— Ai! Doeu!
— Fique quieta, acabei de descobrir que meus sentimentos são recíprocos! — Diz séria.
Baby ri meiga:
— Quando vai falar com ele? Digo, se declarar!
— Nunca! — Teima.
— Ly, tem que contar, não vai aguentar guardar esta paixão por muito tempo! — Informa.
— E se ele rir de mim? Ou se você estiver errada e for só desejo? E se ele brincar comigo diante dos meus sentimentos? Não vou contar! — Frisa teimosa.
— Mas precisa! Ally! — Grita a vendo subir correndo para o quarto.
— Não conto! — Exclama a deixando sozinha.
— Mas precisa, quero vê-los juntos! — Resmunga. — Aff! Allick é perfeito! — Suspira. — PERFEITO! — Grita.
Sábado, 22 de Agosto.
De tarde Nick pega Ally e Baby em casa e vão para o parque de diversão. Chegando lá ele compra muitas fichas para elas e as duas somem pelo parque. Como duas crianças elas brincam em todos os brinquedos que conseguem, gritam, riem, pulam, cantam, caem e ficam exaustas. Ele observa tudo calado:
— Se divertindo? — Indaga para as duas que aparecem ofegantes.
— Sim! — Ally responde quase sem ar.
— Estão eufóricas por todo este parque faz quase 3 horas. — Informa. — Parem um pouco para comer e beber. Não estão com fome?
— Estou! — Falam juntas.
— Então vamos achar algo... Hum. — Olha ao redor. — Querem cachorro quente?
— Nick! — Ally o encara.
— Ah. Verdade! Desculpe. — Fica sem jeito. — Que tal, maçã do amor? Quer?
— Pode ser! — Sorri leve.
— Prefiro o cachorro quente. — Baby informa. — Desculpe Ly!
— Tudo bem!
— Então são dois cachorros quentes, porque também quero, e uma maçã do amor! Aqui, compre a sua maçã. — Dá o dinheiro para Ally. — Vamos comprar os cachorros!
— Não precisa, eu tenho dinheiro. — Acentua.
— Ok, nos encontre lá! — Guarda o dinheiro. — Vamos. — Chama Baby.
Ally vai para a barraca de doces e compra uma maçã, voltando vê os dois conversando e rindo, como grandes amigos, ela engole seco e caminha devagar e receosa.
"Não seja estúpida Ally, pare de sentir este ciúme ridículo."
Pensa chegando perto deles.
— Compraram o cachorro quente? — Pergunta tentando parecer normal.
— Sim, não vê na nossa mão? — Nick questiona rindo de algo que Baby disse.
— Hã, verdade! — Diz inibida. — Do que estão falando?
— Nada demais Ly! — Baby exclama. — É bobagem...
— Ah!
Os três começam a conversar normalmente, porém de vez enquanto Ally percebe que Nick olha Baby, ou simplesmente deduz:
— Vou comprar um algodão doce, querem? — Ela pergunta educada.
— Não. — Ele diz sério.
— Quero não Ly. Obrigada! — Baby sorri.
— Okay!
Ela vai comprar e os dois ficam conversando:
— Espere, fique quieta! — Nick pede para Baby. — Tem uma abelha perto da sua boca.
— Uma abelha?! — Se assusta.
— Vou tirar!
Assim que Ally olha para eles o vê tocando o rosto dela bem de perto, perde a firmeza nas pernas diante da cena:
— Ainda bem que não foi na Ally, imagina se a picasse! — Ele exclama.
— Sim. — Sorri. — Você conhece ela bem, não é?
— Conheço o que consigo, mas acho que já sei bastante sim. Por que? — Questiona.
— O que você sabe sobre os sentimentos dela? — Pergunta curiosa.
— Este algodão é ótimo! — Ally diz chegando de repente. — Vocês se deram bem mesmo não é? — Aponta para os dois. Nick e Baby se olham inibidos.
Depois de descansarem Ally decide jogar nas barracas de jogos para ver se consegue ganhar algo. Enquanto derruba várias pilhas de latas e ganha doces, Baby perde todas.
— Caramba, minha sorte está péssima. — Reclama.
— Calma Baby, vamos tentar aquele de tiro! — A puxa.
— Você vai arrancar meu braço! — Brinca rindo.
Elas miram e atiram várias vezes:
— Não adianta, enquanto a Ly quase conseguiu ganhar todas às vezes, eu não chego nem perto! — Se chateia.
— Respire fundo! — Ally tenta novamente. — Aai, quase!
— Aaaaaaish, foi parar no Japão! — Baby bate no balcão.
— Deixa eu te ajudar! — Nick se aproxima de Baby. — Como você está fazendo?
— Hum... — Resmunga. — Assim! — Mostra.
— Abaixe os ombros, coloque os braços mais perto do corpo e os deixe leve. — Pede.
— Assim? — Se concentra.
— Assim! — Toca a mão dela "abraçando" por trás.
Baby fica tensa e Ally para vendo a cena:
— Agora, tente! — A solta.
Ele olha para Ally, ela está parada séria os olhando:
— Eu te ajudo a ganhar! — Dá um passo para frente e ela dá um passo para trás.
Eles olham para os pés e se encaram:
— Não precisa, já ganhei muita coisa, eu... eu vou comprar outro algodão doce! — Coloca a arma no balcão.
— Mas... — Resmunga.
— Quase ganhei! — Baby exclama feliz. — Aonde vai Ly? — Grita sem resposta. — Aonde ela vai? — Se direciona a Nick.
— Vai comprar outro algodão doce! — Fala baixo e apóia as mãos no balcão. — Ela quer aquele urso, não é?
— Sim, estamos tentando ganhar ele! — Responde. — Por que? O que houve?
— Sua amiga é muito tonta! — Pega a arma.
Baby acha Ally sentada num banco perto da barraca de argolas um tempo depois:
— Está ai! Estava te procurando. — Exclama.
Ally sorri:
— Onde está Nick? — Pergunta por não o ver.
Um grande urso parece na sua frente:
— Boo Bear?! — Indaga confusa.
Nick surge de trás dela:
— Já sabe até o nome dele? — Sorri de lado.
— Mas... Como conseguiram? — Questiona calma.
— Foi o Nick, ele pegou a arma e pow, acertou o avião com um tiro só. Foi impressionante! — Acentua Baby.
— Por que fez isso? — Pergunta para ele.
— Porque você queria muito ele! — Se aproxima o segurando. — Pegue! — A entrega.
— Obrigada! — Sorri.
— E onde está seu algodão doce? — Tenta mudar o assunto por se sentir bobo.
— Já comi. — Informa.
Ele a observa bem, como que examinando:
— Hum... Não parece que está mentindo, na verdade, é bem difícil saber. Você faz isto muito bem! — Revela. — Isto não é um elogio!
Ally engole seco:
— Eu vou guardar o Boo Bear no carro! — Se levanta. — E os doces!
— Está bem! — Pega as chaves no bolso.- As chaves! Ah, ligue o ar-condicionado para o chocolate não derreter. — Vai a entregar e puxa.
Ela o encara séria:
— Cuidado com este carro, sabe que gosto muito dele, por isso já foi três vezes para a revisão. — Pede.
— Nick, eu só vou guardar o meu urso e os doces dentro do carro. Não vou sair dirigindo! — Toma as chaves da mão dele. — Volto logo!
— Hum. — Levanta uma sobrancelha. — Ok.
Ele passa o olhar ao redor do parque rápido e volta como se estivesse visto algo:
— O que foi Nick? — Baby o pergunta.
— Nada, esquece. — Sai do transe. — Vamos esperar ela. — Sorri leve.
— Aham. — Resmunga.
Ally anda até o carro cantarolando, abre a porta do passageiro e coloca o urso e a sacola dos doces no banco, fecha e abre a porta do motorista, liga o ar e tranca o carro:
— Pronto! — Volta a cantarolar.
Ela caminha sem pressa, pensando no ato de Nick, mas trava imediatamente ao ver alguém aparecendo na sua frente:
— Tho... Thomás! — Diz assustada.
— Agora você será minha Ally, não tem ninguém aqui! — Anda malicioso em direção à ela.
Ally se esquiva e tenta correr, porém ele a puxa bruscamente sem dar tempo à ela e a agarra. Thomás a beija segurando seu pescoço forte, enquanto Ally o bate desesperada para se soltar. Ela tenta gritar diante do seu gosto amargo e beijo repugnante. Como vômito!
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