Alluring Secret

3 Cena 3 - Rejeição


Notas iniciais
Meninas, demorei mas postei... Tava atarefada com minhas coisas e a fic Kali-Yuga Chronicles... Mas ta aí mais um capítulo. Acho que vai ter meninas que irão me matar xD

Os dias se passavam. Degel ensinava a Kardia como se portar na sociedade humana, falar e até para os demais, dizia que o anjo era seu primo, apenas os empregados sabiam que era um hóspede e não um parente.

Kardia se mostrava alegre e expansivo, o que as vezes gerava gafes, mas nada que Degel não contornasse. Mas calava-se na presença da noiva do aristocrata.

Quando tudo estava praticamente pronto para o matrimônio, uma tragédia se abateu sobre a família da noive, a morte da mãe da noiva. A jovem não tinha cabeça e nem sentimentos para o casamento, o que Degel entendera e Kardia comemorava internamente. Ele teria tempo para conquistar seu amado.

Mas havia algo que Kardia não havia considerado, naquela cultura o amor entre homens era impossível. É verdade que ele não tinha sexo, como todo anjo, mas sua aparência era masculina.

–Degel...

–Sim?

–Se algum homem lhe dissesse estar apaixonado por um homem, como se deveria encarar na sociedade humana?

Degel ficou surpreso pela pergunta e riu, desconcertado. Aquilo era tão óbvio. Ele ajeitou os óculos para procurar um novo livro na biblioteca, para ensinar sobre política ao anjo.

–Isso é impossível, ridículo. – respondeu o nobre.

–Por que? O amor não deveria ser o bem mais precioso e importante numa relação?

–Amor é uma ilusão, Kardia. O que une são interesses. E procriação. Um homem e um homem jamais procriarão, por isso é um absurdo. E é um pecado pelo livro sagrado. – ele olhou o rapaz. – Você deveria saber não?

–O senhor apenas especificou que cuidássemos para os 10 mandamentos fossem cumpridos e que houvesse amor. Então ao meu ver, amor não teria idade ou sexo.

–Às vezes gostaria que fosse tão simples assim.

–Não ama sua noiva?

–Gosto dela. – suspirou Degel. – É uma boa moça, fina e educada. Possui um coração imenso e muita bondade, mas não. Não a amo.

Kardia o olhava com curiosidade, mas a tristeza o queimava por dentro.

–Eu sou só, Kardia. Não tenho irmãos nem nada para quem deixar minha herança. Preciso de um herdeiro e de nomes. A família dela me fornecerá uma boa esposa e nome. Só por isso.

Kardia se calou e então Degel achou o livro e iniciou a aula.

Mas o anjo não se conteve. Ele precisava mudar a mente de Degel, precisava disso para que pudesse ter esse homem.

De noite caminhou furtivamente para o quarto do amado e invadiu a cama dele, estando por cima. Degel dormia tranquilamente e em profunda paz. Kardia não pôde aguentar, e tocou os lábios do humano com os seus.

Isso fez Degel despertar e enfurecido o empurrou para longe. Ambos se encaravam com expressões assustadas.

–Aquela pergunta... – Degel falava, confuso.

–Degel, eu...

–Era sobre você... Foi por isso... que você foi expulso....

–Tecnicamente eu não sou um...

–FOI POR ISSO, NÃO FOI? – gritou Degel.

Kardia ficou mudo e abaixou a cabeça. Seu silêncio o condenou. O anjo se levantou da cama e saiu correndo do quarto, ao que Degel saiu correndo atrás, mas tudo que ele encontrou foi apenas uma pena das asas do anjo.

–Kardia...


O anjo tinha corrido tanto que quando se deu conta estava no bosque da propriedade de Degel. Foi quando surgiu um garoto baixo e ar sedutor.

–Vejo que foi rejeitado, pequeno anjo...

–Quem é você? – indagou surpreso em ver aquela pessoa que mais parecia uma criança, de cabelos curtos e castanhos.

–Me chamo Krest... Mas pode me chamar de “sua solução”. – respondeu, com um sorriso no rosto.