All's Well That Maxwell
1 Ah... Ciência!
Notas iniciais
Wilson acordou em um pequeno gramado bem cuidado em meio de pinheiros, arbustos de amoras, palhas e gravetos. Havia espalhado por ali flores, cuja borboletas pareciam brincar sobre elas, e pequenos cogumelos vermelhos, lagoas e algumas poucas colmeias. A paisagem era apreciável, porém num primeiro momento, a atenção de Wilson não foi voltada para nada dela, mas sim para um homem que estava a sua frente. Ele vestia terno e sobretudo, e havia uma rosa bem vermelha em seu terno. Seu queixo era grande e largo.
– Você não parece bem... é melhor achar algo para se alimentar antes que anoiteça. – disse o homem, e sumiu. Wilson achou a voz familiar. Talvez apenas porque estava atordoado por estar ali: não sabia onde estava, como sair, o que deveria fazer. Porém tinha que fazer algo. E por que não seguir o conselho do misterioso homem?
Wilson passou então a buscar suprimentos. Amoras, cogumelos, britas, gravetos, palhas: guardava o que conseguia em seus bolsos.
Antes de parar naquele lugar, ele era um cientista formidável. Estava sempre fazendo experiências que pudessem deixar seu nome na história.
“Ah... Ciência!” era uma frase que utilizava muito, sempre com um brilho nos olhos.
O dia foi longo e cansativo. Andou bastante pelo lugar nunca visto: definitivamente aquilo não ficava perto de seu laboratório sua casa. Ao ficar perto do anoitecer, Wilson fez um machado com o que tinha conseguido – sim, cientistas estudam o suficiente para conseguir fazer coisas manuais. Cortou cerca de três pinheiros jovens. Havia em abundancia, por isso não se preocupou em plantar as sementes que conseguia. Fez algumas armadilhas de coelhos com as palhas e gravetos e as deixou ativas, na esperança de que funcionassem. Decidiu fazer uma fogueira provisória e se alimentar com as frutas que havia conseguido. “Dormir dá fome”, pensou, então não ousou dormir – ainda não possuía alimentos o suficiente para isto.
Ao amanhecer do segundo dia, Wilson foi conferir suas armadilhas, mas ainda não havia pego nenhum coelho. Decidiu fazer uma picareta simples e ir em busca de pedras, a fim de fazer uma fogueira permanente, pois não tinha ideia de quantos dias ia ficar naquele lugar.
Durante o caminho, encontrou algumas estradas de pedra e até mesmo terras, e se viu esperançoso, achando que levaria a algum lugar, porém seguia por elas e, apesar de conseguir andar de forma mais confortável e rápida, elas sempre levavam a nada, simplesmente acabavam no meio do nada. Parou então de focar nas estradas, e buscou focar no seu primeiro objetivo: pedras. E as encontrou, depois de muito andar. Na verdade, não só pedras, mas também britas, ouro, mitre e um ninho, com um enorme ovo azul, mas não ousou se aproximar – teve medo. Guardou o máximo que pode do que conseguia destruindo as pedras maiores e voltou ao lugar que passou a noite. Três das cinco armadilhas haviam funcionado, porém, antes de pegá-los, construiu sua fogueira a pedras e cortou mais lenha, acendendo a fogueira: já estava anoitecendo. Com as pedras e madeira que sobraram e o pouco de ouro que havia pego, fez uma precária, porém funcional, máquina de ciência. “Que sorte ser um cientista! ”.
– Ah... Ciência!
Com a máquina, Wilson pôde fazer uma mochila simples, para ajudar na busca de suprimentos. Pegou os coelhos e os matou e ativou novamente as armadilhas. Pôs um para assar. Já seria a segunda noite sem dormir, pois nessa ele teria muito trabalho – já sentia dores na cabeça como consequência. Queimou alguns pinheiros para conseguir carvão e refinou algumas pedras: assim fez um fogão à lenha, contando com uma espécie de panela. Comeu o coelho assado e pôs outro para cozinhar na panela, junto com cogumelos – assim já garantia alimento para o terceiro dia.
Notas finais
Comente o que você achou, importa muito! :)
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