Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
1 Prólogo
Notas iniciais
- Ei, mama. – puxou levemente a manga da blusa da mãe. A mulher olhou-o abrindo um doce sorriso.
- O que foi, Tsu-kun? – afagou a cabeça do pequeno.
- Por que aquela menina está sozinha? – Nana olhou para a pessoa de quem seu filho estava falando. Da porta do quarto de hospital, ela pôde ver a menina no quarto da frente. Ela olhava para a janela perdida em pensamentos, enquanto seu almoço esfriava na bandeja depositada em seu colo.
- Os pais dela devem estar trabalhando, Tsu-kun. – o menino encarou a mãe sem mudar sua expressão facial. Era um misto de curiosidade e tristeza.
- Mas, desde que chegamos, ninguém veio visitá-la. – Nana teve que concordar com o jovem Tsunayoshi. Ela estava internada fazia uma semana e, pelo o que percebeu, nunca chegou a ver alguém com a menina exceto as enfermeiras e os médicos.
- Deve ser triste... – sussurrou Tsuna, olhando para a menina. – ...Ficar sozinha.
O garoto abriu os olhos, incomodado pela luminosidade em seu quarto. Levou o maior susto quando viu enormes lâmpadas, das mais variadas cores, apontadas para sua direção e emitindo mais luz que o Sol.
- R-Reborn! – cobriu os olhos com as mãos. O bebê pulou na cama e desligou as lâmpadas. – O que foi isso?! – perguntou indignado.
- Como futuro chefe da Vongola, você deve superar desafios. – disse, acariciando a cabeça de Leon. – Mas, como sempre, continua fraco, Dame-Tsuna. – chutou-o para fora da cama, fazendo o garoto bater a cara na parede.
Tsuna olhou para o relógio. Sete horas da manhã. Suspirou, sabendo que não teria chance alguma de voltar a dormir. Tirou seu pijama e colocou seu uniforme bocejando. Ao abrir a porta de seu quarto, Reborn pulou em seu ombro e os dois desceram as escadas.
- Ah... – o décimo chefe da Vongola encarou os degraus pensando no sonho que tivera. – Sonhar com coisas que já aconteceram não pode ser normal. Eu... Estou endoidando com toda essa coisa de máfia?! – colocou as mãos na cabeça desesperado.
Reborn encarou-o, sorrindo. Chegando à cozinha, encontraram Nana cozinhando e Bianchi, Fuuta, I-pin e Lambo esperando pelo café da manhã.
- Bom dia, Tsu-kun! – sorriu Nana, virando-se para o filho. – Vamos, sente-se e coma. Veja se não vai atrasar-se hoje na escola! – colocou os últimos pratos na mesa alegremente.
- H-hum... – sorriu. – Pode deixar, mama. Não vou me atrasar.
Enquanto isso, na Itália, uma enorme multidão concentrava-se na entrada de um prédio. A maioria era constituída por repórteres e seus companheiros. Era um tumulto só, empurrões para todo lado. A atenção estava toda voltada para uma garota que saia de lá acenando para todos com um enorme sorriso estampado no rosto. Ela, com a ajuda de seguranças, chegou até o carro estacionado ali perto e entrou. Logo, não era possível ver o veículo, já que o motorista dirigia numa velocidade absurda.
- Bom trabalho. – uma mulher, sentada do lado da garota, sorriu ao mesmo tempo em que ajeitava seus óculos. – Você estava magnífica na sessão de fotos de hoje.
- Obrigada, Mary! – disse animada, olhando a paisagem do lado de fora (que mais parecia um borrão feito sem querer por um artista amador). – Foi divertido. Todos sempre são tão legais comigo! – se não estivesse dentro do carro, estaria dando pulos nesse instante.
A mulher riu da atitude da garota, mas logo seu semblante tornou-se sério. Ela pegou uma pasta alaranjada onde havia várias folhas.
- O que é isso? – perguntou curiosa.
- São dados. – a garota encarou-a, inclinando a cabeça levemente para o lado. – Dados de pessoas que tem chances de se tornarem seus guardiões, Dominique-sama. – neste instante, as duas sentadas no banco de trás ouviram uma fraca tosse, vinda do homem sentado na frente, ao lado do motorista.
- Algum problema, John? – Dominique perguntou olhando-o. Ele virou-se para trás, podendo assim encarar as duas moças.
- Sinto muito, mas devo discordar com as escolhas de Mary. – falou calmamente, recebendo um olhar nada agradável da mulher. – Ela só separou os candidatos de acordo com a força, isso é ridículo. – o tom de voz do homem demonstrava o quanto estava indignado. – Dominique-sama precisa de guardiões leais, confiáveis. Por isso, eu mesmo tomei a iniciativa e escolhi os mais aptos ao cargo de seus guardiões! – abriu um enorme sorriso, mostrando uma pasta verde.
- Wow, você se empenhou bastante, John! – Dominique disse surpresa. O homem deu um sorriso convencido, prevendo sua vitória contra Mary.
- Não seja estúpido! – discordou Mary, dando sua pasta para a garota. – Se os guardiões forem fracos, não poderão proteger a Dominique-sama! Ela precisa de pessoas que lhe forneçam a segurança que nós não podemos!
- De que adianta serem fortes se eles a traírem? A lealdade vem antes de qualquer coisa! – John desfez seu sorriso e encarou Mary, sério.
- Nunca! A força prevalece, seu imbecil!
- Imbecil?! – John ficou de joelhos no banco. – Olha quem fala! Você nem sabia que Liechtenstein existia!
- Não tenho culpa se isso é um microestado e quase não tem importância! Você nem ao menos sabia que azul e amarelo produzem o verde! – John recuou por um instante, mas rapidamente voltou à sua postura anterior.
- Como você sabe disso? – Mary deu uma risada debochada, deixando-o irritado. – Não sou artista! Não preciso saber essas coisas!
- Até uma criança de dois anos sabe isso, idiota!
O motorista suspirou, estacionando o carro. Geralmente, quando Mary e John discutiam, ficavam assim por várias horas. Da última vez, eles levaram a noite toda e parte da manhã do dia seguinte para decidirem o modelo de carro ideal para levar Dominique à praia. Por esse motivo, seria melhor parar o carro por um tempo, já que ele sabia o que viria a seguir.
- Ei. Ei... EI! – berrou Dominique, balançando freneticamente os braços. – Vamos parar com isso! Vejam! Vocês estão aborrecendo o Rick!
- Não, eu estou bem... – sussurrou o motorista, ajeitando seu chapéu.
- Casem-se logo, vocês dois! – a garota cruzou os braços, olhando para os dois com certa irritação infantil. John e Mary encararam-se, totalmente corados.
- Não vou me casar com um idiota descerebrado! – protestou Mary.
- O inferno é mais agradável que ela! – falou assustado John.
Antes que eles começassem a discutir novamente, Dominique descruzou os braços e bateu palmas, chamando a atenção deles.
- Ok, entendi. Mas podemos voltar pra casa sem mais complicações? Eu estou com fome. – ouviram a barriga de Dominique roncar.
- C-certo... – disseram os dois.
Rick deu um sorriso de canto, religando o carro. Ele não tinha problema algum em dirigir com Mary e John brigando, mas quando Dominique irritava-se, seus berros desconcentravam-no. Logo chegaram em casa, todos em silêncio. Assim que o carro parou, Dominique pulou do carro e abriu a porta que ligava a garagem ao salão de entrada da casa.
- Bem, já me decidi! – virou-se para John e Mary que vinham logo atrás dela.
- Decidiu o que, Dominique-sama? – perguntou Mary, olhando-a.
- Sobre os guardiões! – sorriu. Subiu alguns degraus da enorme escada atrás de si de costas. Seus dois subordinados seguiram-na com o olhar.
- E...? – John não conseguia segurar-se de tão ansioso que estava.
- É o seguinte: Mary diz que os guardiões precisam ser fortes; John, que eles precisam ser fiéis. Então vocês vão se unir e escolher os guardiões juntos! Assim, teremos pessoas poderosas e confiáveis, né? – riu. Os dois olharam-na pasmos. – Claro, eu já tenho algumas pessoas em mente. Depois eu conto pra vocês. Agora vou comer alguma coisa antes que eu morra de fome! – virou-se, subiu as escadas correndo e foi para a cozinha pedir algum lanche para as cozinheiras.
- Acho que não temos escolha... – Mary ajeitou seus óculos, dando um curto sorriso.
- Se é uma ordem da chefinha, nós não podemos contrariá-la. – suspirou John, espreguiçando-se. – Hora de trabalhar! – disse animado.
Os dois foram para a biblioteca, discutindo sobre alguns candidatos durante o caminho. Teriam muitas coisas para fazer e talvez levasse dias e noites inteiras para terminarem, mas estavam determinados a procurar os melhores guardiões para Dominique.
Do outro lado da cidade, um garoto observava o relatório que havia acabado de receber. Cerrou os dentes, jogando os papéis no lixo. Seu subordinado, parado na frente da mesa de carvalho do rapaz, olhou-o sem emoção.
- Dominique está procurando guardiões, é? Que lindo. – disse com sarcasmo. – Ótimo, que seja. Também vou entrar neste jogo! – sorriu. Um brilho agitado refletiu em seus olhos.
- Gerard-sama, deseja que convoquemos seus guardiões imediatamente? – perguntou o subordinado.
- O mais rápido possível. – entrelaçou os dedos na frente de sua face, ficando sério. Assim que o subordinado deixou a sala, Gerard encarou o céu pela janela. – Eu, Gerard Callisto di Arcadio, não vou deixar uma menininha estúpida e boba como a Dominique passar na minha frente. Ela vai ver só... Isso é uma declaração de guerra! – sua risada sádica foi ouvida por toda a mansão da família Arcadio.
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