All we need
1 1
Notas iniciais
— Shizuka se apronte! Rápido sua mãe está vindo... –disse um nada feliz Natsuki
Uma garotinha de cabelos castanhos e olhos verde esmeralda estava eufórica. Shizuka Kuga Fujino, filha de Shizuru e Natsuki. Por ser ainda bastante nova ainda não tinha entendido muito bem o que tinha acontecido... Por que sua mãe Shizuru não dormia mais em casa... Por que ela tinha outra casa... Shizuka realmente não entedia afinal ela só tinha 04 anos.
— Por que Natsuki mama não vai com a gente?
— Tenho muito trabalho e não quero atrapalhar...
— A vovó e o vovô vão ficar felizes se Natsuki mama for também
“Eu não aguentei um Fujino... Imagine três deles juntos...” pensou Natsuki
Natsuki e Shizuru foram casadas por cinco anos, foi difícil, muito difícil. Elas tiveram problemas que não souberam resolver. Shizuru trabalhava demais, como era de se esperar dela como única herdeira de uma Corporação em ascensão. Shizuru sempre foi cobiçada, sempre adorou ficar flertando com outras. Isso não mudou nem mesmo com a aliança que ela tinha na mão esquerda. Sempre houve rumores sobre indiscrições até que eles ganharam muita força... Tomoe Margarite uma herdeira de família abastada... Para Natsuki esse não foi somente um rumor. Também foi a gota d’água, ela já estava se sentindo insegura demais.
Natsuki “convidou” Shizuru a se retirar de casa numa briga colossal, a moça de Kyoto pareceu chocada com tudo que sua esposa gritou e com o tapa... Não houve tempo para explicações até porque Natsuki disse algo bem sério para sua esposa... E Shizuru não quis ficar para ouvir mais nem mesmo as desculpas que Natsuki tentou dizer poucos segundos depois.
Desde então haviam se passado seis meses. As duas tiveram que trabalhar juntas para que Shizuka passasse por isso com danos mínimos ou sem danos. Elas alternavam, Natsuki levava Shizuka para a escola e Shizuru ia busca-la (coisa que ela nunca fazia quando estava casada). Às vezes a pequena passava o fim de semana com Shizuru, outras todas elas passavam o fim de semana juntas. Quando isso acontecia elas iam para Kyoto visitar os pais de Shizuru ou visitar Mai em Fukka. Raramente Shizuru e Natsuki ficavam a sós...
Elas não podiam ficar sozinhas... Melhor dizendo... Natsuki...
A designer não podia ficar sozinha com Shizuru por dois motivos:
Ela ia estrangular sua esposa... Sim porque Shizuru ainda não tinha assinado os papéis então Natsuki Kuga ainda era a Sra. Fujino
Shizuru era o charme em pessoa... A mulher de Kyoto sabia seduzir mulheres. Sabia atiçar, a mais puritana das mulheres podia em poucos minutos estar profundamente atraída por ela para não dizer outra palavra... E Natsuki nunca foi imune embora sempre fosse “resistente” a Shizuru o que deixava a castanha ainda mais louca por ela.
— Mama por favor... – choramingou uma Shizuka de dentro de seu quarto
Natsuki suspirou derrotada jogando – se no sofá. Um ligeiro hobby vermelho cobria sua camisola de seda preta curta deixando suas pernas firmes amostra, sem contar é claro com seu decote super ousado e instigante...
“Este apartamento é grande demais... Quem sabe eu possa comprar uma casa afastada do centro, talvez seja melhor para Shizuka... Ela pode conhecer gente nova... Quem sabe pode ter um cão... Ela já é grandinha...”.
A morena ouviu a campainha, contudo ela ainda estava imersa em seus pensamentos. Automaticamente ela foi em direção à porta e abriu sem mais nem menos. Uma Shizuru surpresa estava parada em sua porta contemplando-a sem pudor algum, de cima a baixo. Aquele sorriso malicioso enfeitou suas feições embora ela estivesse visualmente cansada.
— Ara... Ser recebida por Natsuki tão elegantemente vestida fez com certeza meu dia valer a pena – A morena engasgou vermelha de vergonha – Será que eu posso entrar?
Saindo da inércia Natsuki deu passagem para Shizuru fechando rapidamente seu hobby e logo depois a porta
— Shizuka não está pronta?
— Ela insistiu em fazer a própria mala...
— E você deixou? – perguntou Shizuru sentando no sofá
— Eu deixei tudo pronto ela só tinha que colocar as coisas dentro da mochila...
— Natsuki vai conosco? – perguntou a castanha deitando no sofá e esticando todo seu corpo esbelto
— Não tenho que aprontar os desenhos para a Sears... Tenho até segunda...
— Hum... Será que Natsuki me mostrará o projeto antes de apresenta-lo ao meu principal concorrente?
— Será que a Fujino Corp. me fará uma proposta decente por ele dessa vez?- Natsuki sorriu – As últimas foram uma piada de mau gosto.
Shizuru sorriu docilmente dessa vez. A malícia tinha desaparecido, a castanha parecia bastante relaxada e parcialmente adormecida. Natsuki percebeu... Shizuru mal teve tempo de trocar de roupa... Seu blazer escuro e sua camisa executiva estavam um pouco desalinhados, o jeans skinning e tênis eram a única coisa que Shizuru teve tempo para trocar. Sempre foi assim...
Ao ficar contemplando Shizuru naqueles poucos minutos Natsuki perdeu o controle sobre certos pensamentos e corou bastante ao lembrar-se de certas atividades compartilhadas naquele sofá quando elas ainda eram casadas.
Numa de suas noites... Shizuru tinha acabado de voltar do trabalho. As duas estavam conversando sobre seus respectivos dias, Shizuru mais ouvia do que falava... A morena não sabia que a mulher de Kyoto achava terapêutica a voz de Natsuki, incrivelmente relaxante e provocante também. A situação definia como iria soar.
— Shizuru?
—....
— Você está prestando atenção?
Ao ver que a castanha tinha adormecido a morena deitou ao lado de Shizuru, olhando atentamente as feições relaxadas de sua esposa, sorrindo deu um beijo inocente ao pé do ouvindo de Shizuru. A ação foi exatamente como apertar um botão.
Shizuru abriu os olhos sentindo a respiração de Natsuki roçar-lhe a nuca. Todo tipo de pensamento libidinoso atravessou sua mente em frações de segundos.
Natsuki sempre ficava espetacular quando se vestia para ir trabalhar. Saltos, Spencer, blusa estilo alfaiataria e aquela saia que acentuava suas pernas... Sem contar é claro com aquela meia calça preta... Shizuru tinha quase certeza que era uma cinta liga infelizmente ela não tinha visto Natsuki vestir suas peças íntimas.
“Que tipo de lingerie ela esta usando?”
Shizuru percorreu todas as pernas de Natsuki com toques nada sutis extremamente hipnóticos. A morena percebeu e tentou em vão dissuadir sua esposa
— O que?Aqui não!... Shizuka... Ela... Ela... Pode acordar...
— Se Natsuki não se conter sim ela vai e nossos vizinhos também...
— Shizuru...
— Sim minha Natsuki?
— Eu ainda não tomei banho e...
—E? – Shizuru riu – Minha Natsuki é tão linda...
A castanha nublava sua razão, fazia seu corpo reagir como se ela fosse uma adolescente cheia de hormônios... Nessa ocasião a morena lembrava-se dos toques que lhe afundaram na luxuria e de Shizuru tentando abafar os efeitos sonoros (Natsuki era bastante ruidosa na maioria das vezes) seja com beijos ferozes ou com uma das mãos quando elas alcançaram o ápice da noite. Os primeiros deles porque essa noite foi muito ativa. O sofá foi somente a primeira parada, Shizuru tinha uma super disposição para esses assuntos.
— Este sofá está impregnado com seu cheiro...
A voz de Shizuru fez Natsuki acordar de devaneio. A castanha sorriu daquele jeito que a designer conhecia bem.
— Natsuki estava se lembrando do que eu fiz a ela aqui? – Shizuru parecia um predador sorrindo perversamente depois de lamber descaradamente os lábios
A morena estava paralisada ante uma Shizuru agora a um palmo de distancia dela. Ela congelou ao sentir a castanha cheirar desde a base do pescoço até atrás da orelha
— Céus... Natsuki tem um cheiro tão bom... Mas eu honestamente prefiro o gosto dela.
Natsuki odiou seu corpo porque ele reagiu às palavras de Shizuru. Mas castanha foi malvada. Não fez menção nenhuma que iria “avançar”. Não tocou no corpo de Natsuki como a morena queria?
— Mama!
Shizuru deixou Natsuki tonta com o próprio desejo e correu para abraçar sua filha levantando-a em seus braços.
— Como vai a minha garotinha?
— Mama!
— Shizuka eu tenho uma surpresa para você
Ao ver mãe e filha interagindo alegremente Natsuki sorriu, aquela era uma doce visão. A vida que sempre sonhou, ela nem mesmo ouvia a conversa delas. Natsuki sentiu certo pesar porque Shizuru botou tudo a perder.
— Natsuki mama vai me ensinar andar de moto?!
— Pergunte a ela mais tarde... Pegue as suas coisas sim?
A menina saltou do colo de sua mãe na velocidade da luz indo em direção ao seu quarto
— Sim e vou pegar a da mamãe também.
Carmesim e Esmeralda se miravam num silêncio cheio de significados. Depois da briga que pôs Shizuru fora de casa qualquer assunto que podia resolver de uma vez por todas a situação entre elas era evitado a todo custo por Natsuki.
— Natsuki eu
— Não diga nada Shizuru eu não quero ouvir o quanto você lamenta...
— Você tem que me ouvir... Por que você não me deixa explicar?
— Isso muda alguma coisa?Nós concordamos em fazer isso de modo menos doloroso possível... Por Shizuka!Não dificulta e, por favor, não faça mais aquilo de novo.
Shizuru suspirou em derrota
— Shizuru mama estou pronta!Natsuki mama vai de pijama?Porque eu não posso ir de pijama?Shizuru mama eu quero ir de pijama também
A castanha riu e Natsuki percebeu a cilada armada para ela. Quem era o autor ainda era um mistério.
— Shizuka já conversamos sobre isso. Eu tenho um projeto para entregar
— Mama não quer passar o fim de semana comigo?
Natsuki ficou chocada com a pergunta,com a feição de tristeza infinita nos olhos de sua filha e com eles estavam marejados.
— Natsuki mama não quer ficar comigo- a menina soluçava escondendo o rosto entre as mãos – Natsuki mama prefere ficar trabalhando
Shizuru segurou o riso ao ver sua ex entrar em pânico.
— Não é verdade!Você é o que mais me importa nesse mundo!Não chore!
Pobre Natsuki tentou em vão consolar Shizuka
— Shizuka não chore!Escute eu vou com você!Fico pronta em cinco minutos... Não chore mais... Shizuru me ajude... Acalme a sua filha enquanto me visto.
— Pode deixar comigo.
Natsuki foi correndo para seu quarto.
— Já pode parar ela já saiu...
— Shizuru mama não é errado enganar Natsuki mama?
— È claro!Você não deve fazer isso!
— Mas funcionou!
— Funcionou com ela mas não funciona comigo...
A castanha carregou sua filha levando-a para a cozinha. Chegando lá Shizuru abriu a geladeira sem mais procurando alguma coisa para beber e sorriu ao perceber que Natsuki ainda comprava suco de pêssego, em latas de 330 ml exatamente como Shizuru gostava. Sentadas em cima da mesa mãe e filha apreciavam uma lata de suco de pêssego.
— Shizuru mama usa essa técnica para Natsuki mama mudar de ideia?
— Às vezes sim mas eu prefiro usar outra técnica...È infalível...
— O que é?
— È um segredo!Quando Shizuka for mais velha eu vou te ensinar um dos maiores mistérios da família Fujino.
—Shizuru!O que eu disse sobre ensinar coisas ruins para Shizuka!Nada de sentar sobre a mesa!E tomar coisas direto da garrafa pode haver bactérias...
— Ikezu!
—Então vamos? –perguntou Natsuki
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
A viagem foi tranquila e rápida. Uma das vantagens de se viajar num dos jatinhos particulares da Fujino Corp; Apesar disso Shizuka foi levada pelo sono já passavam das dez da noite, aconchegada no peito de Shizuru a menininha dormia pacificamente enquanto sua mãe lhe afaga os cabelos. A castanha não perdia nenhum detalhe e vigiava o sono tranquilo de sua herdeira sorrindo amorosamente para ela.
Natsuki preferia ficar olhando para seus papéis e o projeto automobilístico para Sears que ela tinha de aprontar do que ficar olhando para aquela imagem perfeita de mãe e filha... Uma imagem dolorosa para ela embora lhe tomasse o coração de bons sentimentos numa proporção muito maior.
Tudo o que Natsuki não queria saber ou não queria enxergar. Uma grande verdade que doía muito e uma pergunta insistente que ela nunca fez.
Shizuka não acordou em nenhum momento nem mesmo no trajeto do aeroporto de Kyoto até a casa nada modesta da família Fujino afastada do centro. Nem quando Shizuru trocou-lhe as roupas por um pijama de bolinhas.
— Ela não acordou? – perguntou Natsuki
— Não... Igualzinho a mãe dela – respondeu Shizuru com um leve sorriso
— Onde estão os anfitriões? – questionou a morena com certa desconfiança
— Estão num evento muito importante... Não me lembro qual...
— Você não deveria estar nele?
Shizuru sentou numa ampla poltrona da sala de visitas nada módica de seus pais ponderando sobre como responder a pergunta de sua ex. O evento de hoje era realmente importante contudo esses seis meses longe de casa fez Shizuru repensar em muitos aspectos de sua vida,o que era importante e o que não era.
— Estou onde eu deveria estar... Será que Natsuki pode sentar um pouco aqui comigo?Temos que acertar algumas coisas...
Natsuki percebeu que Shizuru estava muito séria embora serena e nas suas palavras estavam mistas de emoção,preocupação e cansaço.
— Será que podemos deixar isso para amanhã?Será possível?
— Se esse for o desejo de Natsuki...
—Então vejo você amanhã...
Natsuki deixou Shizuru lá e foi em direção ao quarto onde sempre ficava quando ia visitar os pais de sua ex. A morena estava cansada mais emocionalmente do que fisicamente, ficar perto de Shizuru cobrava altas penas. Uma explosão de sentimentos, lembranças daqueles dias felizes junto à moça de Kyoto.
Ao olhar para Shizuka dormindo com um anjo Natsuki sorriu lembrando mais uma vez da sua esposa
“- Ara nem acredito que funcionou... Minha Natsuki é mesmo incrível – disse Shizuru abraçando gentilmente pela cintura afundando a cabeça entre as madeixas naquele negro azulado que amava com loucura
— Dra. Youko disse que as chances eram pequenas...
— Parece que o destino quis que eu engravidasse Natsuki não o inverso
A morena começou a sentir o rosto ficar rosado enquanto Shizuru começava a dar toques mais ousados
— Natsuki vai me dar um herdeiro e perpetuar o nome da minha família...
A morena riu. Ser um Fujino tinha muitas implicações, herdeiros era uma delas
— Eu prometo dar a Natsuki a família que ela sempre sonhou...
— Shizuru...”
— O que eu sempre sonhei...
A morena ouviu umas batidas na porta e sem querer sentiu seu coração dar um salto, ela não queria que Shizuru notasse como ela estava se sentido.
— Natsuki...
— Precisa de alguma coisa?
— Uma das minhas pastas ficou dentro da mochila de Shizuka.
— Você deixou lá?O que houve com você deixando papéis importantes por aí...
— Shizuka quis ver o que eu fazia... – disse Shizuru entrando no quarto sem mais, nem ela mesmo percebeu foi algo estranhamente natural – Deixa que eu pego.
— Agora entendo porque ela dormiu tão profundamente... Descobriu como entediante é o trabalho da mãe dela – Natsuki riu um pouco
—Ikezu! – riu também
Ao encontrar a pasta, ambas ficaram sem saber o que dizer uma para a outra. Não era desconfortável a proximidade, a fase de ofensas já tinha passado o que não estava resolvido era o futuro. Faltava dar esse passo.
— Será que eu posso ficar aqui? – perguntou Shizuru com um raro sonrojo nas bochechas e com um nervosismo incomum – Eu durmo no sofá...
Natsuki considerou alguns minutos a petição de Shizuru. O sofá ficava afastado da cama então Shizuru ficaria distante dela.
— Se você prometer se comportar...
— Natsuki tem a minha palavra.
Shizuru sentou no sofá que iria ser sua cama, espaçoso porem nunca seria aconchegante como Natsuki. A castanha suspirou pesadamente esfregando os olhos. Não estava sendo fácil passar o tempo junto com sua ex fingindo ser para Shizuka o que elas não eram. A mulher de Kyoto estava ciente de que esse era o preço a pagar por certas decisões equivocadas.
Contudo não era fácil estar tão perto de Natsuki e ao mesmo tempo longe dela. Sua ex não usava mais aliança na mão esquerda embora fosse legalmente casada.
Juntas no papel quando na realidade Natsuki tinha construído uma muralha que separava elas duas e a única coisa que impedia “o fim”era Shizuka.
Shizuru sabia que essa situação era temporária e ela mesma se recusava a usar sua filha como desculpa. Tanto é que todas as vezes que a conversa foi sobre “separação” quem falava sobre Shizuka e tomava a dianteira sobre ela era Natsuki.
Foi Natsuki quem decidiu levar as coisas com calma, fazer Shizuka se dar conta pouco a pouco de como seria sua vida familiar no futuro.
O que não estava sendo fácil era Shizuka entender isso.
A castanha resolveu reconstruir sua relação com Natsuki... Ela mudou certos hábitos como participar mais ativamente da vida de Shizuka, deixar os fins de semana livres para ela e consequentemente para Natsuki... Shizuru realmente havia mudado e melhorado muito no quesito “mãe” mas como esposa...
Ela ainda cambaleava embora fosse notório até mesmo para Natsuki que Shizuru tentava ficar longe das mulheres, tentava não flertar ou paquerar, ela realmente se esforçava contudo havia toneladas de mulheres dando mole e jogando duro em cima dela.Descaradas na visão de Natsuki.
Todos os dias não importava o lugar ou se Shizuru estava acompanhada .
Natsuki não sabia quantas mulheres haviam passado pela cama de Shizuru antes dela ou depois e nesse assunto ela se recusava terminantemente a ficar refletindo.
Tantos pensamentos rondavam a cabeça de Shizuru somente foi despertada deles quando ouviu o som do chuveiro...
A castanha ficou contemplando de longe a porta imaginando uma Natsuki desnuda e molhada dentro do banheiro. A reação em Shizuru foi quase imediata.
A pele lisa e quente de sua mulher, a fragrância envolvente em seus cabelos. Natsuki era perfeita nas suas proporções com um corpo cheio de sensualidade. A pós-maternidade deixou a morena ainda mais atraente, e para Shizuru que estava a longos seis meses na “secura” ter uma Natsuki nua e vulnerável a escassos metros de distância era como uma sentença de morte. Tudo que Shizuru queria fazer era arrebentar aquela porta e amar Natsuki até o amanhecer ali mesmo.
Sentido sua razão indo pro espaço Shizuru fez a única coisa que podia fazer. Correu para o quarto de seus pais e tomou uma ducha bem fria. Funcionou, quando a castanha retornou Natsuki já estava aconchegada ao lado de Shizuka na grande cama que um dia foi conjugal,para elas. A visão foi adorável. Gravando-a em seu coração Shizuru foi resignada para o seu sofá embora estivesse feliz ao ver suas meninas dormirem em paz e tranquilidade. Perto dela.
“Você não pode desistir da sua família”
Shizuru tinha o habito de levantar bem cedo, hoje não foi diferente. Sentada na espaçosa sala de jantar de seus pais, a castanha apreciava um bom chá verde em silêncio aproveitando a tranquilidade enquanto podia.
— O evento era importante você sabia? – questionou Kenji Fujino
— Kenji não atrapalhe o momento do chá – respondeu Viola
Os dois Fujinos, os pais de Shizuru entraram na sala de jantar elegantemente vestidos e tomaram seus respectivos lugares na mesa farta de guloseimas. Kenji tinha os olhos castanhos assim como seus cabelos. Ele era psicótico e extremamente possessivo. Shizuru e seu pai sempre tiveram confrontações ferozes. Algumas vezes físicas quando os dois treinavam juntos. Os olhos vermelhos, no entanto, Shizuru herdou de sua mãe e os hábitos ruins...Como ficar flertando...
Viola era a tranquila da família, uma mulher pacífica e equilibrada. Viola sabia das tendências de Shizuru desde o colégio afinal não era comum uma garota ter um fan clube feito por meninas se atirando em cima dela.
— Bom dia para os senhores também...
— Deve ser para você Shiz chan... Fui te procurar ontem no seu quarto... Não te achei.
— O que falamos sobre trazer companhia para casa? – questionou Kenji um pouco alterado – Achei que essa fase já tinha passado... A sua diversão ainda está aqui?
— Shiz chan você não devia... O que vão dizer?Você ainda é casada...
— È Natsuki e Shizuka que estão lá em cima.
—Minha neta está aqui?Você devia ter dito... — Kenji pareceu relaxar
—As coisas com Natsuki chan melhoraram pelo visto... — comentou Viola alegremente
— Um pouco... — respondeu Shizuru com insegurança
— Não te entendo... Às vezes você se comporta como uma idiota... – disse Kenji – Por que você não assina de uma vez os papeis, contrata um excelente advogado e ganha a custodia da sua filha?Eu te ajudo... Eu pago o que for preciso pela guarda da minha neta, aposto que Kuga san não vai se opor quando ver a quantidade de zeros num cheque.Todos têm seu preço Shizuru não se esqueça disso....
—Kenji...- Viola repreendeu suavemente
— Assim você me ofende – disse Shizuru com certa irritação
— Você me ofende!Todas as vezes que você cede aos caprichos dessa mulher! – gritou Kenji – È inacreditável que depois todo esse tempo ainda tenha essas estranhezas.
—Kenji não é o momento... – avisou Viola percebendo que uma tempestade estava se formando, pai e filha já estavam trocando olhares hostis.
—Eu nunca concordei com essa sua loucura... Se rebaixar e casar com alguém que nem de longe está no seu nível. Uma aproveitadora caça fortunas!
—Se você continuar a falar de Natsuki assim...
— O que você vai fazer Shizuru?
— Vou fazer você engolir cada ofensa dirigida a ela! Natsuki ainda é minha mulher!Tem meu sobrenome além de ser a mãe do meu primogênito. Eu conheço as implicações da família Fujino então eu sugiro que o senhor tenha ciência delas também.
Kenji sorriu por uns segundos ao ver a determinação em Shizuru.
“Ela vai ser um bom líder mas essa mulher afeta Shizuru demais...”
— Por favor, podemos tomar o café em paz? Shiz chan tem razão Natsuki sempre estará ligada a família Fujino não importa se ela se separe ou não. Shizuka sempre será o primeiro. Quem herdará tudo no futuro. Shizuka sempre será uma Fujino.
—Eu não me importo com essa moça...
—Você deveria Kenji... Ninguém jamais se divorciou na nossa família...
— Assim como ninguém teve as mesmas escolhas que Shizuru...
— Ninguém teve coragem de assumir isso... Shiz chan tem que lutar para manter a casa dela assim como tem outras responsabilidades também. Nós também enfrentamos grandes dificuldades no passado... Para que os meus pais te aceitassem foi difícil. Não culpe sua filha por ter sua teimosia... Isso faz parte de todo Fujino.
Kenji teve suas feições coradas
— Mas Viola... Shizuru está infeliz... Essa menina faz o que quer com ela... Você quer que eu faça o que?Fique de braços cruzados vendo minha filha se rebaixar dessa maneira?
— Eu tive uma ideia...
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Viola convenceu Kenji e Shizuru a aliviarem a tensão entre ambos num treino... Como em outros tempos pai e filha estavam devidamente vestidos com proteções sobre o peito e sobre os antebraços
— Não vai usar a naginata dessa vez?
— Não quero que você diga que eu tenho alguma vantagem extra...
Kenji sorriu embora estivesse furioso. Posicionados frente a frente vestidos como kendocas os dois trocavam olhares nada amigáveis. Viola contemplava seu marido e Shizuru apreciando um chá gelado,fazia anos que um treino não acontecia
Aquele jardim tinha muitas histórias para contar. Em meio a cerejeiras e carvalhos... Foi neste mesmo jardim que Shizuru e Natsuki se tornaram noivas... Viola presenciou aquele momento à distância e pôde ver que sua filha tinha encontrado sua outra metade. Ela também guardava na lembrança os estranhos confrontos entre Shizuru e Kenji. Era como uma dança, às vezes elegante outras vezes uma troca furiosa de golpes chocante de ver.
— Não se machuquem muito... – disse Viola sorridente
— Diga isso para sua filha...Quem sabe o que pode acontecer..Você tem treinado Shiz?
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Natsuki havia despertando quando Shizuka pulava alegremente em cima da cama.
— O que foi que eu disse a você sobre pular na cama?
— Mama estou com fome...
Depois de se aprontarem as duas foram em busca de algo para forrar o estomago antes mesmo de sair nessa nobre busca as duas foram direcionadas ao jardim.
A primeira coisa que Natsuki viu foi a troca furiosa de golpes de Shinais. Shizuru e Kenji travavam uma batalha feroz como a muito tempo ela não via.
Não era a primeira vez que Natsuki presenciava esse tipo de espetáculo no entanto era a primeira vez que ela notou em Kenji a real intenção de machucar Shizuru. Ele era mais forte,mais experiente e não estava dando trégua.
Os golpes era violentos quase selvagens Shizuru se esforçava para manter suas defesas porem num contra ataque preciso ela fez Kenji recuar drasticamente e lutar para não perder totalmente o fôlego. Shizuru o acertou em cheio na altura no peito.
— Se fosse uma Katana você teria morrido...
— Não me lembro de termos feitos regras sobre esse combate...
— Ara é mesmo?Então devemos lutar até cairmos desacordados?
Kenji riu.
— Veremos
Alguns minutos depois...
— Você exagerou Kenji... Shiz chan está sangrando! – sussurrou Viola a Kenji
— Shizuru me agradecerá depois... Agora vamos levar Shizuka para dar um passeio bem longo. Natsuki não vai se importar agora...
A castanha ainda estava completamente apagada e com um corte acima da testa que sangrou muito deixando uma Natsuki desesperada.
Tudo aconteceu muito depressa... Shizuka se assustou a ver sua mãe e seu avô trocando golpes. Ela nunca tinha visto nada parecido com isso
— Mama!
Shizuru se distraiu por uns segundos olhando para sua filha e nesse meio tempo foi o suficiente para Kenji dar três golpes bem colocados e poderosos, o último fez Shizuru desmaiar. Viola segurou Shizuka e Natsuki correu para onde estava Shizuru.
— Shizuru!O que você fez?!Meu Deus está sangrando..
Kenji apenas carregou sua filha nos braços e subiu até o quarto. Rapidamente trouxeram gelo e água quente para tentar parar o sangramento. Natsuki tomou a dianteira para cuidar de Shizuru. Foi espontâneo ela não percebeu que agia como uma esposa preocupada e cuidadosa.
— Vamos para o hospital!- disse Natsuki com o coração aflito
— Eu sei com exatidão quanto de força exerci e sei que ela está bem... –disse Kenji – Agora você sabe o quanto distrai minha filha.
— Shizuka venha com a vovó – disse Viola sorrindo enquanto tomava toda a atenção da menininha para si – Que tal comprarmos algo para sua mãe?
Antes que Natsuki compreender ela estava sozinha com Shizuru segurando uma toalha quente em sua testa. A ferida não sangrava mais, somente Shizuru que matinha os olhos fechados, o toque de Natsuki era melhor do que ela lembrava.
— Seu pai é um idiota!Você é uma idiota!Todas às vezes é sempre a mesma coisa... Ele fala alguma coisa, você rebate e no fim acabam lutando literalmente... Shizuru você assustou Shizuka e me assustou...
— Kanin na ...
— Shizuru...
A castanha não deixou Natsuki começar a falar, ela tinha percebido sua ex realmente afetada. Era um avanço.
Os confrontos com Kenji sempre afetaram Natsuki pois ele sempre foi contra o relacionamento delas...Não necessariamente por Shizuru amar as mulheres e sim por ter escolhido como esposa alguém que não acrescentaria nenhuma vantagem para a expansão da Fujino Corp.
Vir a Kyoto nem sempre era fácil, no entanto Natsuki gostava de ver as folhas vermelhas... Elas lembravam as esferas carmesins de Shizuru(coisa que ela nunca iria admitir), também a companhia de Viola era agradável demais.
Com o nascimento de Shizuka as coisas melhoraram bastante. Kenji e Viola não faziam nada alem de mimar sua netinha, mesmo com problemas conjugais que levaram o casamento por água abaixo o tratamento era o mesmo por parte de Viola,Kenji era cordial e educado contudo algumas vezes as coisas saíam do controle.
— Natsuki poderia me ajudar tirar essas proteções?São sufocantes e desconfortáveis.
Em silêncio ela ajudou a retirar peça por peça, foi mais complicado que o normal pois Shizuru foi impedida inconscientemente por Natsuki de se levantar da cama e ficar de pé.Ao findar da tarefa Shizuru se recostou novamente e sua ex voltou a afagar-lhe a testa nem se dando conta disso
— Eu nunca entendi esse comportamento destrutivo entre você e seu pai
— Lembro-me de ter dito a Natsuki a origem da minha família...
— Então Shizuka vai passar pela mesma coisa?-Natsuki questionou indignada e chocada
— Eu comecei meu treinamento na idade dela... Mas não pretendo resolver meus futuros problemas com ela trocando golpes como meu pai faz comigo... Shizuka terá um treinamento devido, ela será ensinada por mim conforme a tradição da minha família.
A morena ficou pensativa por uns segundos
— Ela ainda é muito nova...
— Eu sei...Shizuka terá seu tempo assim como eu tive o meu...
— Você e essas tradições da sua família...
— Ainda é sua... — disse Shizuru aos sussurros na esperança que Natsuki não ouvisse mas ela ouviu e imediatamente congelou suas ações
— Shizuru...
— Eu não aguento mais não dizer o que sinto ou o que penso...
— Nós já conversamos sobre isso...
— Não Natsuki você falou... Natsuki disse tudo que quis –rebateu Shizuru com veemência levantando da cama – Não me lembro de Natsuki sentar e me ouvir...
—Eu não quero ouvir as suas desculpas! Ouvir justificativas!Eu não queria que ficássemos como estamos agora!Brigando!Nós temos uma filha!
Shizuru caminhou nervosamente temendo o pior, ela quis a todo custo evitar essa conversa mas a pancada na cabeça desequilibrou um pouco.
Natsuki agora de pé olhava para ela ferida e irritada com decisão pintada em seu rosto
— Eu não quero que Shizuka passe o mesmo que eu passei
— Eu não sou como o seu pai eu jamais faria algo assim com Shizuka – a castanha se ofendeu com a comparação implícita de Natsuki – Eu jamais faria isso!
— Sim você mostrou o quanto você se importa... – a morena debochou
—Natsuki diga o que pensa logo de uma vez!
— Eu não aguento mais!Eu quero que você assine os papéis! –Natsuki se exaltou
Numa fração de segundo Shizuru estava em frente à Natsuki segurando-a pelos antebraços puxando para si com firmeza. Os olhos carmesins estavam indecifráveis.
Natsuki tragou pesado.
— Eu jamais vou desistir de você... – disse a castanha com uma voz firme, rouca e provocante – Natsuki você pertence a mim.
A mente de Natsuki tentava ordenar os eventos. Alguns minutos atrás elas estavam brigando e a morena havia gritado pelo divórcio. Agora seu corpo estava entrando em colapso com a proximidade familiar. A possessividade de Shizuru era assustadora algumas vezes, em outras, na maioria delas era excitante.
—Shizuru o que...
— Tudo que há em Natsuki é meu...
Natsuki ficou com as feições coradas de vergonha quando ela percebeu o rumo das coisas e sua total incapacidade de poder impedir as ações de Shizuru.
A castanha tinha deslizado lentamente suas mãos pela cintura de sua ex até enlaçar Natsuki completamente entre seus braços. A morena não teve como não reagir, cada célula de seu corpo rugia de necessidade. Nunca em seis meses Shizuru tinha chegado tão perto, mesmo com as insinuações os avanços foram modestos, passo a passo. A castanha não havia jogado contra as defesas de Natsuki diretamente.
Ao constatar que Natsuki ainda estava desorientada Shizuru não perdeu tempo.
Juntou seus lábios nos da morena deixando a razão da mesma em branco. Não foi delicado foi urgente, um pouco bruto, cheio de necessidade. Natsuki sentiu queimar em si mesma e respondeu quase com loucura prendendo seus dedos entre as madeixas castanhas, próximo a nuca apertando e puxando levemente fazendo Shizuru arfar em sua boca. Shizuru estreitou seu abraço deslizando suas mãos por dentro da camisa de Natsuki acarinhado com malícia pura os quadris da jovem.
Natsuki deslizou uma de suas mãos pelo ombro direito de Shizuru ao aperta-lo a castanha deixou escapar um choramingo. Seu pai tinha golpeado ali.
Aquele som fez ambas despertar do transe. Natsuki quis empurrar Shizuru mas seu corpo se recusou a obedecer.Trocando olhares e quase ofegantes não havia muito o que dizer tudo ficou muito claro.O desejo mútuo.
Shizuru sentiu uma vertigem e relutantemente afrouxou seu abraço, caminhou até sua cama e jogou-se lá. As dores em seu corpo aumentaram
— Vou trazer algum analgésico para você
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
— Precisa de alguma coisa Sra. Fujino? – perguntou uma das muitas empregadas
Natsuki sorriu nervosamente enquanto adentrava na cozinha, todas as pessoas que prestavam serviço aos Fujino tratavam a designer pelo sobrenome que ela ainda possuía. O nome da sua esposa.
— Preciso de alguma coisa para dores musculares...
— Kenji sama e Shizuru Ojou sama estavam treinando novamente não é? – perguntou alegremente uma senhora de idade um pouco avançada.
Aquele tema pareceu entreter todas as empregadas da cozinha...Entusiasmadas contaram a Natsuki muitos acontecimentos e lendas sobre treinos de pai e filha. A morena sorriu com elas e se distraiu bastante por vários minutos. Shizuru era bem quiista por todos os empregados da família. Natsuki não era tola para não perceber que as empregadas mais novas suspiravam por sua esposa, a morena tinha que admitir Shizuru era encantadora com todos, não era intencional. Shizuru simplesmente era assim...
— Shizuru Ojou sama sempre teve muita vitalidade
Natsuki sabia bem disso.
—Esse remédio sempre ajudou Kenji sama e Shizuru Ojou sama a relaxarem os músculos e aliviar as dores... Faz muito tempo que não precisávamos preparar.
—Fazia muito tempo que Kenji sama e Shizuru Ojou sama não treinavam juntos...
— Ainda me lembro do primeiro treino dela- aquela senhora realmente parecia feliz e orgulhosa – Shizuru Ojou sama cresceu tanto
— Será maravilhoso ver o treinamento de Shizuka Ojou sama
Isso pareceu acalorar todas aquelas mulheres que trocaram informações, pensamentos numa velocidade impressionante. Parece que Shizuka já tinha um fan clube formado. Natsuki riu ao perceber que sua filha tinha herdado outras coisas de sua mãe alem da cor dos cabelos.
“Tomara que ela não desenvolva esse mau hábito de ficar flertando por aí”
— Sra. Fujino funciona melhor se estiver quente.
Sorrindo nervosamente Natsuki tomou o remédio caseiro e algumas pastilhas analgésicas. Nunca em todas as vezes que ela presenciou os treinos entre Shizuru e Kenji ela teve que cuidar de sua esposa depois. Agora olhando atentamente para o material em mãos ela percebeu uma coisa. O tal do remédio caseiro era parecido com um óleo de banho, ou seja, ela teria que usar as mãos.
— O que...
Natsuki e Shizuru estavam separadas a longos seis meses.Os primeiros meses foram difíceis, Natsuki estava magoada ferida as primeiras interações com Shizuru foram traumáticas,a morena lançava insultos e fazia todo o possível para provocar Shizuru.A castanha provou ter uma paciência de Jó e aguentou tudo com a dignidade de um rei.
Por que Shizuru não queria o divórcio. Então ela aguentou tudo.
Com o passar do tempo a raiva passou mas ficou a mágoa e desconfiança contudo Shizuru foi uma lutadora e mostrou outro lado,acalmando Natsuki,apoiando e aguentando cada disparate.Um a um,passo a passo.
Até que Natsuki começou a sentir “necessidades”. Ela tinha uma vida intima muito ativa antes e seu corpo começou a cobrar a falta de atenção.
Então Shizuru percebeu que seu momento havia chegado. Aos poucos vieram insinuações, toques sutis e buliçosos. Logo depois Shizuru começou a ser mais ousada até o ponto de cheirar todo o pescoço de Natsuki um dia antes e hoje roubar um beijo que fez a morena perder o chão.
Mas Natsuki não havia feito nenhum movimento ou dado nome as suas necessidades, ela aguentou firme todos esses meses. No entanto agora teria que tocar no corpo de sua esposa sem nenhuma restrição.
Ela podia chamar uma das empregadas para fazer isso... Não ela não ia dar esse gosto para ninguém.
Com os nervos a flor da pele Natsuki entrou no quarto e lá estava Shizuru largada na cama cobrindo os olhos com um dos braços.
— Shizuru...
— Hum... –respondeu a castanha com a voz enfraquecida
Natsuki ficou preocupada. Shizuru não estava bem...
“Se ela piorar vou leva-la para o hospital...
— Você consegue tirar o seu tabi?
Com certo esforço a castanha tiro o tabi, logo depois o obi porem ela teve dificuldades. Natsuki percebeu e a ajudou em silencio a desatar os nós do Obi e se despir da camisa branca.
—Você pode me dizer onde está doendo?
— Ara meu corpo inteiro dói...-brincou Shizuru tentando disfarçar como a morena estava afetando sua razão ao desabotoar-lhe a camisa
Natsuki riu nervosamente ao deslizar a camisa pelos ombros da castanha.
— Onde dói mais?
— Minhas costas... -respondeu Shizuru com a garganta seca
— Então se deite...
Natsuki foi lavar as mãos enquanto Shizuru retirava as faixas que protegiam seus seios fartos, logo depois a castanha deitou de bruços escondendo seu rosto entre dois travesseiros. Nesse tempo a morena voltou mas o rubor nas bochechas que não desapareceu embora ela tivesse relaxado um pouco por ver Shizuru escondida entre os travesseiros, ela quase riu.
— Pensei que esse troço estaria quente... — comentou a morena ao passar o tal remédio nas mãos, logo depois ela se sentou ao lado de Shizuru — Ele saiu do fogo agora pouco
Fazia tempo que Natsuki não tocava no corpo de Shizuru, as costas da castanha agora estavam debaixo de suas palmas. A morena sentiu os músculos contraírem no contato com suas mãos e a respiração de Shizuru engatar. Instintivamente Natsuki mordeu seu lábio inferior ao recordar-se que ela adorava as costas de Shizuru, deslizar suas mãos e principalmente enterrar suas unhas nela.
— Nossa isso fica tão quente! – a voz da morena soou de um jeito.
“Deus do céu...”.
Shizuru apertou os lençóis com as mãos com toda força que possuía enquanto ela lutava para manter sua respiração de forma regular mas quando Natsuki deslizou suas mãos pelo ombros apertando e massageado de uma forma que parecia mais erótica do que terapêutica um gemido misto de dor do golpe e o prazer absurdo que as mãos da morena causavam escapou e foi bastante audível.
— Natsuki
A morena se perdeu por uns instantes contudo continuou seu labor arrancando outros gemidos de sua esposa. Natsuki perdia a razão a cada som emitido por Shizuru mas ela aguentou firme.
— Será que você pode se virar para eu continuar? – estranhamente brincou Natsuki desejando ver o rosto corado de Shizuru e o quanto rendida ela estava
— Natsuki não é seguro mais ficar aqui neste momento...
— E por quê? – “inocentemente” perguntou a morena apertando a nuca de Shizuru – Eu só estou cuidando de você... Eu ainda sou sua mulher não sou?
Ao dizer isso Natsuki sentou-se sobre Shizuru tendo a poupança da castanha entre suas pernas. A designer sabia o perigo que estava correndo porque Shizuru era forte fisicamente, podia virar-se de repente e Natsuki sabia qual seria o fim disso. Ela desejava muito para que negar? No entanto Natsuki queria fazer Shizuru provar um pouco do próprio veneno.
— Vou confessar uma coisa para você Shizuru. Sempre adorei suas costas... Seus músculos sempre se contraem quando toco neles.
Shizuru estava à beira das lagrimas, desesperada e sedenta pela mulher que agora estava sentada sobre ela enquanto Natsuki estava se divertindo como nunca, seu corpo estava reagindo mas provocar Shizuru trazia uma serenidade absurda.
— Eu quero terminar meu trabalho... È melhor ser boazinha e se virar...
Natsuki esperou pacientemente a castanha se virar. Aos focar nos olhos vermelhos e nas feições coradas de Shizuru a designer sentiu seu controle fraquejar um pouco. Sua esposa estava por um fio, os olhos dela diziam tudo...
— Se você tocar em mim Shizuru... Vou te punir – disse Natsuki sentando novamente sobre Shizuru fazendo um leve movimento de quadril
A castanha estava a ponto de ver estrelas...
Natsuki sentiu orgulho ao ver o estado em que ela havia deixado Shizuru.Com apenas alguns toques...A posição em que se encontravam trazia a mente de Natsuki muitas noites em que ela estava mesma posição e Shizuru olhava para ela com total adoração,como se não houvesse mais ninguém no mundo a não ser ela.
Não muito diferente de como Shizuru estava olhando para ela agora.Com desejo puro,necessidade e uma paixão avassaladora...Natsuki teria continuado orgulhosa de si mesma senão tivesse deixado outro pensamento cruzar sua mente.
— O que ela fazia com você?
— O que?
— O que ela fazia para você Shizuru? – inquiriu a morena com muita tristeza e indignação
Shizuru percebeu na hora... Tinha alguma coisa muito errada.
—Ela ficava desse jeito?Tocava em você assim? – Natsuki apertou os seios de Shizuru,a castanha porem teve todo o seu desejo apagado com as ultimas perguntas que ouviu
Os olhos de Natsuki estavam marejados, nem ela mesmo havia percebido que suas feições haviam ido do prazer a mágoa e que Shizuru não estava sentindo mais nada alem de nojo de si mesma e repulsa
— Natsuki é melhor você parar...
— O que ela fazia hein Shizuru?!O que vocês faziam?Riam de mim?
Shizuru teve de segurar as mãos de Natsuki ou acabaria com novas hematomas mas acabou deixando Natsuki lhe dar dois tapas super bem dados no rosto enquanto se debatia como um fera tentando fazer Shizuru sentir um pouco da dor que sentida nesses últimos meses.
— Por que você fez isso comigo?! – finalmente Natsuki fez a pergunta que não tinha feito até então, as esmeraldas que Shizuru tanto amava estavam afundadas na tristeza,por seu rosto lagrimas caiam infinitas
Shizuru abraçou Natsuki não disse uma palavra apenas aguentou os golpes que pouco a pouco foram ficando mais fracos até que Natsuki retribuiu o abraço.
Ficaram um bom tempo assim naquela mesma posição. Natsuki desatou tudo que estava preso dentro dela e a castanha segurou tudo em silencio.
Um silencio doído.
Aquele abraço familiar transmitia tudo e fazia Natsuki lembrar-se de como era ficar assim...Se sentir protegida e segura para não mencionar amada.
Algum tempo depois a morena se acalmou no abraço de sua esposa até que Shizuru por causa do remédio ficou totalmente anestesiada e praticamente adormecida, contudo Natsuki ficou segurando Shizuru um bom tempo antes de deita-la e beijar carinhosamente sua testa.
— O que eu vou fazer com você Shizuru?
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
Nenhum dos Fujino havia chegado,e estava passando da hora do almoço Natsuki imaginou a quantidade de presentes que Shizuka iria ganhar de seus avós
— Sra. Fujino deseja almoçar agora?E Shizuru Ojou sama?
— Ela esta dormindo... É melhor deixar assim
Natsuki resolveu caminhar até um dos jardins e ficou lá meditando nos últimos eventos. Na cena que tinha armado o porquê de Shizuru nunca ter revidado suas provocações e tantas outras coisas...Principalmente o que ia acontecer,elas não podiam ficar como estavam era doloroso demais para ambas.
Mas Natsuki já tinha entregado os papéis para o seu advogado...
O vento beijava seus cabelos e ela sentiu em meses uma tranquilidade e seu coração finalmente leve.
— Eu me lembro do dia em que beijei Natsuki pela primeira vez... Foi num jardim parecido com este
Natsuki sorriu
— Pensei que você estava dormindo
— Dormi o suficiente. Será que eu posso me sentar ao lado de Natsuki?
Depois de alguns minutos curtindo a sombra daquele carvalho e o vento passear por cima das flores Natsuki perguntou
— Você se lembra daquele dia?
— Lembro até da roupa que Natsuki estava vestindo... — a castanha riu – De como ela estava tão linda com suas feições coradas pelo que eu havia dito...
Natsuki riu também ao lembrar do primeiro beijo partilhado...
“Num belo jardim próximo a uma escola estavam duas jovens sentadas em meio a rosas.O dia estava fresco e o vento soprava de forma suave e continua
— Então você teve uma semana péssima?
— Horrorosa...- respondeu a castanha – Meu pai anda me pressionando demais...
— Será possível que uma herdeira como você tenha tantas preocupações ?
—Ara Natsuki não seja malvada comigo – disse a castanha deitando na relva entre as flores – Esse lugar é realmente incrível...
—Não é como Tokyo ou Kyoto...Essa mudança de ritmo não é chata para você?Passar os fins de semana numa ilha pequena como essa?
—Eu já não tenho idade para ficar indo em baladas... — respondeu Shizuru suspirando com certo alivio – Tenho jantares e eventos de negócios... Quando tudo isso termina tudo que eu quero é minha cama.
Ao ver que Natsuki pareceu ponderar um pouco Shizuru sorriu
— E claro contar os minutos para que eu possa ligar e falar com Natsuki...
Natsuki ficou com as feições coradas
— Eu espero ansiosamente pelo fim de semana assim posso vir aqui passar os dias com Natsuki. Não tem lugar e companhia melhor do que a dela.
— Baka !não diga coisas embaraçosas...”
— Shizuru o que vamos fazer?
— O que você quer fazer Natsuki?
A designer considerou uns minutos em silencio Shizuru continuou
— Nos vamos sair...
— Quando?
— Agora...Encontro Natsuki em dez minutos.
Shizuru não deu tempo para Natsuki pensar em dizer não.Suspirando com resignação retornou ao seu quarto e se vestiu.Nada além de um jeans azul escuro quase preto bem justo um tomara que caia azul celeste, um Spencer preto e uma sapatilha da mesma cor.Natsuki não quis ficar pensando muito sobre o leve frio na barriga e nervosismo,afinal não era um encontro.
Mas e se fosse?
Natsuki se pegou avaliando se olhando no espelho como uma verdadeira adolescente se preparando para o primeiro encontro... A morena suspirou pesadamente, hoje ela iria resolver de uma vez por todas sua situação com Shizuru de um jeito ou de outro.
Caminhando com preocupações e temores em direção a entrada da casa dos Fujino Natsuki teve um grande surpresa. Shizuru já estava lá esperando por ela e como estava vestida fez todos os pensamentos de Natsuki desaparecerem.
Nunca em toda sua vida Natsuki tinha visto Shizuru numa roupa de couro.Bem só era a jaqueta mas caía super bem junto com aquela blusa justíssima e a calça de Jeans que acentuava tudo que Shizuru tinha de bom,as luvas fingerless de couro com rebites e botas poderosas...
Natsuki inconscientemente se preparou pois hoje ela iria ter muitas dores de cabeça com a quantidade de mulheres que iriam de alguma forma tentar chamar a atenção de Shizuru.
Shizuru estava um arraso.Ela não era um pedaço de mau caminho mas ele TODO.
—Pronta para dar um passeio? – perguntou a castanha sorrindo alegremente
Saindo da letargia Natsuki caminhou até Shizuru tentando esconder seu embaraço. AS duas ficaram esperando uns instantes até um dos motoristas da família Fujino trazer o transporte para jovens mulheres
— Uma moto?Você dirige motos agora?
— Não é uma moto qualquer...
—Não sabia que você gostava de Davidsons...
— Andar de moto foi uma das minhas distrações esses últimos seis meses...
As duas sentaram na moto tranquilamente fazia anos que elas não davam um passeio de moto. Natsuki tinha trocado esse amor por motos pelos carros esportivos desde o momento que Shizuru lhe deu uma máquina possante de presente de casamento. Um Lamborghini Gallardo para ser mais preciso.
Motos... Bem era nostálgico porque elas tiveram muitos passeios na Ducati de Natsuki quando ainda eram somente amigas... Natsuki tinha essa intenção na época Shizuru não.Shizuru sempre foi um verdadeira playgirl,Natsuki a principio era mais uma das muitas diversões.
Shizuru era mais velha que Natsuki em muitos sentidos. Era mais experiente, nem fazia ideia de quantas mulheres haviam passado por sua vida. A adolescência e boa parte da juventude a castanha podia ser classificada como uma mulherenga, boa vida e boemia. Quase incurável... Quase.
Há alguns anos atras em um dos eventos universitários patrocinados pela Fujino Corp em Osaka Shizuru teve o encontro de sua vida. Num dos balcões estava Natsuki animada apresentando seu projeto.
Passeando e visitando muitos stands Shizuru e Reito (seu companheiro de farra) arrancavam suspiros por onde passavam.
— Veja só...Aposto que tem um tesouro escondido dentro daquelas roupas...
— Ara Reito san é tão indelicado as vezes.
— Então qual das duas?A menina estudiosa ou a moça com o ramen?
— Reito san...
—Eu gosto de mulheres que cozinham...Talvez ela me faça algo delicioso hoje a noite...
E Reito foi atrás da suposta garçonete.Mai não era garçonete ela somente trouxe algo para Natsuki comer já que ela tinha gastado o dia inteiro naquele stand
Caminhando graciosamente o com o porte de galã. Shizuru foi até o stand onde estava Natsuki esperou paciente as pessoas irem visitar o balcão ao lado.
— Ara realmente parece arrojado... Ousado...
— Você acha?
Elas interagiam, Natsuki orgulhosamente apresentou cada etapa de seu projeto automobilístico e Shizuru estava a cada segundo mais fascinada por ela.
No fim do evento Natsuki acabou vencendo e teve seu projeto comprado pela Sears a um bom preço, a morena recusou o estágio o que deixou muita gente chocada.
— Ara Kuga san é realmente surpreendente...
— Shizuru! – respondeu a morena feliz por ver a jovem mulher Kyoto, a castanha ocultou seu sobrenome e fez questão que a jovem moça a tratasse pelo primeiro nome. Shizuru não gostava de muita bajulação ironicamente.
— Vejo que esta Kuga san ainda está ocupada...
— Eu tenho que terminar de arrumar tudo isso...
— Quem sabe eu possa ajudar ... Conheço umas pessoas por aqui que podem fazer isso
— é mesmo?
— é claro Kuga san foi a grande vencedora desse evento...
Na verdade Shizuru iria mandar desmanchar tudo por que ela queria tirar Natsuki daquele evento leva-la para um lugar mais tranquilo
Mas tudo o que Shizuru tinha planejado fazer foi por água abaixo...Ela se deixou encantar por uma simples conversa,muitas risadas e uma boa lata de suco de pêssego
— Você não devia beber direto da lata pode haver bactérias ...
Depois desse dia houve muitas ligações interurbanas vistidas programadas ou não porque Natsuki morava em Fukka e Shizuru em Kyoto.Shizuru sempre dava um jeito de ir atras da morena.Depois de muitos encontros o inesperado aconteceu.Shizuru Natsuki se apaixonaram,se casaram e tiveram uma filha.
Tudo certo até dar tudo errado.
Hoje curtindo a brisa e a companhia uma da outra elas passearam pela cidade lembrando de quão bom era ficar uma perto da outra. Elas conversaram como velhas amigas evitando tocar no assunto principal contudo o dia foi ótimo e passou bem depressa.Depois que as risadas cessaram e aquele silêncio incômodo caiu sobre elas, Shizuru e Natsuki ficaram meio desorientadas. O dia tinha sido perfeito... Do inicio ao fim.
O certo ou mais simples seria voltar para casa dos Senhores Fujino e descansar para passar o domingo em família. Com toda a família... Contudo nenhuma delas queria terminar esse dia... Ainda era cedo, um pouco depois das oito... Elas podiam caminhar e passar mais tempo juntas
E assim elas caminharam até que tiveram uma grande surpresa, estava acontecendo um evento ao lado de um templo.
— Um festival de verão... Será que Natsuki me acompanha?
Empolgadas com um par de adolescentes elas entraram no evento, visitaram cada barraquinha com um entusiasmo digno de turista, apreciaram a comida fresca e dançaram um divertido odori com as senhoras mais velhas. Trocaram sorrisos, boas risadas, algumas carícias e olhares apaixonados. Era impossível não perceber o “Love” pairando sobre elas.
Aproveitaram o festival e a companhia uma da outra com o mesmo entusiasmo do primeiro encontro anos atrás ou como se o dia mal tivesse começado.
Até que o céu foi iluminado por fogos de artifício.
Era como se fosse em câmera lenta, a troca de olhares entre elas que diziam muitas coisas alem do desejo, esse dia compartilhado foi assim ...Natsuki pode ver nos olhos de Shizuru todo os sentimentos dela,a designer tentava a todo custo esconder os seus.
No entanto ela não pode mais quando Shizuru tocou seus lábios. Depois disse foi tudo um borrão.
A situação não era propicia para criar um “clima” e não foi até a castanha resolver dar beijos e Natsuki retribuí-los com o mesmo entusiasmo.
A morena não tinha a menor ideia de como elas haviam ido parar naquele quarto de motel, Natsuki não lembrava se alguma vez esteve em algum até porque quando a vontade batia de forma violenta ela ignorava certos detalhes como a logística.
Todos os seus pensamentos, temores, dúvidas, receios e certas mágoas foram reduzido a cinzas, tudo o que importava agora era os lábios doces de Shizuru e seus beijos apaixonados. Com as mãos enterradas na cabeleira castanha Natsuki tentou conduzir Shizuru para um lugar mais cômodo, estar presa entre a porta e o corpo da moça de Kyoto estava deixando a designer um pouco impaciente... Ela não aguentaria muito tempo e a diversão iria ser ali mesmo.
Shizuru todavia não tinha nenhuma intenção de apressar as coisas...A doçura nos lábios de Natsuki estavam deixando-a completamente viciada .Ela sentiu falta deles e ficou a saborea-los profundamente...Explorando toda a boca de sua amada...Sem pressa alguma, intoxicando sua jovem esposa num beijo profundo, numa carícia ousada de língua.
“Céus...” pensou Natsuki sentido seu corpo incendiar em frações de segundos ao respirar juntamente com Shizuru sem despregar seus os lábios dos dela.
Natsuki ficou surpresa... Shizuru nunca tinha beijado desse jeito, com toda paixão, desejo desenfreado, segurança e uma incrível doçura. Um beijo indecente cheio de gentileza. Aquele leve mordisco no lábio inferior causou um estremecimento total em Natsuki.
Shizuru sorriu maliciosamente antes de dar o mesmo tratamento no pescoço da morena e pressiona-la ainda mais com o seu corpo.
A jovem designer apertou a castanha contra si, enlaçou a cintura com uma de suas pernas e enfiou suas mãos dentro da camisa de Shizuru deslizando-as até a parte inferior das costas. Apertando e arranhando algumas vezes com um pouco mais de entusiasmo quando as ondas de prazer começaram atravessar seu corpo.
Natsuki sentiu as mãos da castanha começarem a passear por seu corpo mas elas não foram na direção dos lugares mais necessitados embora essas caricias fossem prazerosas e provocantes. Muito provocantes levando a paciência de Natsuki pro espaço.
“Se ela não começar logo...”
Antes de Natsuki partir para a ação... Desafivelar o cinto e desabotoar o jeans de Shizuru, seu cabelo próximo à nuca foi levemente puxado para trás pegando-a de surpresa e deixando seu pescoço totalmente exposto. A castanha não era dessas que puxam os cabelos já Natsuki adorava fazer isso.
Shizuru não perdeu tempo e cravou seus dentes no pescoço da morena de forma quase vampiresca para logo depois sugar com força enquanto pressionou totalmente Natsuki contra a porta
— Ah Shizuru!
A castanha continuou suas ações até sentir Natsuki enfiar suas unhas nas costas pela primeira vez enquanto a onda de prazer atravessou seu corpo com um raio . Natsuki ficou chocada consigo mesma... A moça de Kyoto nem tinha tocado naqueles lugares e ela alcançou seu primeiro pico, um sorriso presunçoso enfeitou as feições de Shizuru
— Ara minha Natsuki está mais sensível...
Natsuki estava vermelha por causa do embaraço, do pico, da demonstração débil de seu corpo e do entusiasmo dele... Shizuru não ia falar coisas indecentes ela ia?
— Será que Natsuki sentiu minha falta?
Com a respiração agitadíssima. Natsuki não respondeu com palavras, tudo que ela queria era sentir Shizuru, sua pele macia e seu corpo exuberante... Natsuki calou Shizuru com seus lábios num beijo feroz enquanto arrancava a jaqueta couro e aquela blusa do corpo da castanha. O controle de Shizuru congelou por uns momentos enquanto sua jovem esposa lhe despia de forma agressiva. As mãos de Natsuki eram mágicas e o corpo de Shizuru sentiu um falta terrível delas.
Desnuda da cintura para cima instintivamente espalmou suas mãos na porta dando um espaço considerável para a morena poder trabalhar.... Natsuki atacou seus seios completamente alucinada, sem nenhuma delicadeza ou cerimônia. A castanha não perdeu nenhum detalhe,era um privilégio ver Natsuki naquele estado
“De um filhote a uma verdadeira loba...” pensou Shizuru deleitando-se com a visão de Natsuki amando seu abdômen atlético embora fosse difícil manter a respiração de forma regular ;Natsuki desafivelou o cinto,desatou o jeans e baixou lentamente o zíper.Shizuru prendeu a respiração nos segundos em que Natsuki decidia o que ia fazer.
Subindo pelo tórax deixando uma trilha de beijos molhados para trás Natsuki já bastante entusiasmada sorriu para si mesma ao constatar o efeito que ela tinha sobre Shizuru.Sem mais delongas deslizou uma de suas mãos dentro do jeans da castanha.
“Como você é impaciente minha querida Natsuki...” pensou Shizuru antes de sentir Natsuki massagea-la bem devagar
A morena continuou suas ministrações enquanto mordiscava o pescoço desde a base até próximo da orelha da castanha.
— Acho que foi você Shizuru que sentiu minha falta... –
“Controle-se Shizuru” pensava a castanha tentado recobrar o controle de si mesma
Natsuki continuou sua mágica até a respiração de Shizuru se tornar errática e pesada
— Deixe vir Shizuru... Venha para mim querida...
— Natsuki... – choramingou Shizuru
Orgulhosa de sua obra Natsuki observou o corpo brilhoso e ofegante de Shizuru... Natsuki tinha ouvido a castanha socar a porta enquanto seu corpo estava em colapso.
Sem mais nem menos ela limpou seus dedos com o néctar de castanha lambendo e sugando levemente num gesto de puro deleite. A moça de Kyoto mordeu os lábios para se segurar... Por dentro ela estava rugindo... Ao olhar para Shizuru Natsuki percebeu o que havia feito, tragou pesado e suas feições ficaram rosadas
Shizuru parecia uma fera, um predador diante da presa. O desejo cru estava nas esferas vermelhas agora mais escuras que o habitual.
A castanha tomou os lábios de Natsuki num beijo tão agressivo que a morena teve dificuldades para acompanhar. Tudo que Shizuru queria era se livrar das roupas da designer e devolver o favor que ela fez ali mesmo. Deslizando-se entre as pernas de sua esposa e investido contra ela,Shizuru começou seu trabalho.
Com certa impaciência ela livrou-se do Spencer enquanto Natsuki enlaçou Shizuru novamente com uma das suas pernas. A castanha segurou sua esposa pelas glúteos,os apertou enquanto se empurrou fortemente contra Natsuki fazendo-a interromper o beijo e inclinar a cabeça trás com os lábios entre abertos, ofegando na sensação
Natsuki abraçou Shizuru, apoiando-se no pescoço da castanha quando percebeu que Shizuru simplesmente a tomou pelos quadris e carregou para a cama
A jovem designer riu com malicia ao prender Shizuru com suas pernas antes de voltar a beija–la. Durante o trajeto Natsuki se livrou do seu “tomara que caia”, as duas praticamente caíram na cama e se devoraram com beijos ardentes.
Beijos que diziam “Senti saudades” e outros termos menos decentes...
A sensação pele a pele era afrodisíaca embora Shizuru não se apoiassem totalmente. Natsuki não podia sentir o peso do corpo da castanha mas o calor da pele sim.Um calor maravilhoso ela nem lembrava da ultima vez que tinha sentido.
Tirando controle sabe lá de onde Shizuru ergueu-se, ficando sentada entre as pernas de Natsuki. Ela contemplou aquela beldade morena minuciosamente como se quisesse gravar todos os detalhes.
— Natsuki é tão linda
A morena ficou com as feições coradas, não pelas palavras de Shizuru mas pelas ações iniciadas pela castanha.A moça de Kyoto deixou Natsuki somente com aquela peça intima.Uma renda preta com um leve laço na frente.Com delicadeza e maestria Shizuru percorreu com a ponta dos dedos todo o corpo de Natsuki. Imprimindo muita emoção em cada gesto,em cada carícia.
Natsuki percebeu a diferença nos toques, o desejo e o amor estavam juntas nos gestos, nos lábios de Shizuru ao adorar cada centímetro de pele evitando os lugares necessitados. Alucinada a morena nem mesmo percebeu que já estava desnuda frente uma Shizuru quase em estado de transe.
A designer sentiu uma leve insegurança ao constatar que iria ter mais do que uma noite de prazer simples e cru com Shizuru.
Shizuru amava Natsuki, a morena sentiu isso atravessar sua epiderme.
“Não pense Natsuki apenas curta esse noite, apenas curta”
Natsuki mordeu seus lábios com força ao sentir Shizuru beijar e acariciar seus seios. Mordiscando e sugando profundamente algumas vezes. A morena arquejou segurando Shizuru pelos cabelos incentivando a continuar seu labor até Natsuki ser bastante audível e empurrar levemente a cabeça de Shizuru para baixo para onde já estava doendo. A castanha não fez oposição, o cheiro de Natsuki poluía Shizuru de tal forma que ela estava travando uma verdadeira guerra contra si mesma.
Com o controle por um fio. Shizuru desceu e contemplou o tesouro de Natsuki, a morena pensou que ia ser por meros segundos mas a castanha ficou ali por alguns minutos sem fazer absolutamente nada apenas olhando com um sorriso quase diabólico nos lábios.
Natsuki estava morta de vergonha por estar exposta desse jeito e bastante impaciente
— Shizuru...
— Sim minha Natsuki?
— O que está fazendo?Será que não pode começar de uma vez?Você precisa ficar olhando?
— Natsuki é muito bonita aqui...
A morena não lembrava quando foi a ultima vez que ela ficou tão corada.
— Aqui embaixo Natsuki parece um pêssego... Lindo e macio.
-B..a..k..a! – tentou dizer
—Neste caso, como ela está agora, Natsuki parece um verdadeiro pêssego.... Em calda... Todo aberto para mim.
“Shizuru está falando imoralidades para mim?”
Shizuru algumas vezes dizia coisas provocantes quando as duas “brincavam” mas compara-la com frutas era novidade.Da forma mais embaraçosa possível Natsuki finalmente entendeu porque sua esposa gostava de pêssegos
— Baka... Não... diga coisas embaraçosas!
Natsuki estava disputando com um tomate quem era mais vermelho.
— Eu quero devorar Natsuki todos os dias....
“Céus!”
Natsuki ganhou, nenhuma coisa era mais vermelha do que ela ao chegar à conclusão de que Shizuru não faria nada se ela não dissesse o que queria.
Mortificada pela vergonha e desesperada de necessidade Natsuki ergueu-se um pouco o suficiente para mirar bem nas esferas vermelhas e ver aquela expressão tão libidinosa de Shizuru e claro o orgulho...Shizuru sabia que o corpo de sua esposa tinha reagido as suas palavras e a exposição.
Convicta e decidida a não reprimir mais suas necessidades Natsuki sorriu tão maliciosamente como Shizuru e disse
— Então me devora.
-Como minha Natsuki está impaciente...
— Você vai me deixar esperando ainda mais?
A castanha riu antes de começar o seu trabalho favorito. Natsuki sentiu seu corpo enfraquecer quando Shizuru começou a acaricia-la do modo mais intimo.
Não quer ver anúncios?
Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no +Fiction durante 1 ano, além de outros benefícios.
Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Huum Minha Natsuki é deliciosa...
Natsuki apenas sorriu recostando-se sobre os lençóis e os apertando quando as ondas começaram a vir uma a atrás da outra já não podendo controlar a própria voz.
Naufragada na luxuria Natsuki vagamente conseguiu pensar em como Shizuru deveria estar orgulhosa de si mesma por deixa-la em tal estado. Extasiada prendeu seus dedos entre as madeixas castanhas enquanto movia os quadris inconscientemente e permitindo a sensação correr por todo o corpo
Shizuru começou a sentir os puxões nada delicados contudo ela adorava,a dor nestes casos era estranhamente prazerosa.
A castanha arquejou quando Natsuki puxou seus cabelos com força enquanto se arqueava contra ela. Com o corpo tremulo e afogado na volúpia a morena tentou recuperar o fôlego no entanto alguém ainda estava esfomeado.
Natsuki não soube por quanto tempo Shizuru ficou a atormenta-la,não somente enviando a morena as alturas do prazer mas mantendo-a lá,prolongando e prolongando aquela doce tortura por horas.A jovem designer estava em estado febril.
— Shizuru por favor!
Sim Natsuki lembrava bem de como eram suas noites de casada mas aquelas lembranças não era tão bom quanto ter Shizuru agora sobre ela.O peso do corpo da castanha, o cheiro e aquela dança prazerosa de quadril.A castanha sabia que ia acordar com as costas lastimadas e com dor de cabeça.
Ter Natsuki agitadíssima, extasiada perdida dentro do próprio desejo não tinha preço.
— Natsuki...Olhe para mim – Shizuru não ia aguentar mais tempo
Olhando para as esferas esmeraldas com naquele tom era uma joia.Natsuki era a pessoa mais preciosa de Shizuru,aquela bela mulher totalmente rendida e afundada no prazer.Aquela mulher que ainda era sua esposa
Natsuki percebeu na hora tudo o que Shizuru estava sentindo
“Por favor não diga.Não diga essas palavras” pensou a jovem designer
Com movimentos profundos,firmes e incrivelmente doces Natsuki sentiu seu corpo entrar em transe.Shizuru estava levando-a a um estado de euforia e plenitude;Para sua “infelicidade” a castanha conseguiu arrancar uma série de gemidos histéricos e fazer com que a única coisa que saísse da boca da morena além desses ruídos nada discretos foi o nome da sua amante.Como uma oração de uma única palavra.
— Shizuru!
— Te amo minha Natsuki
Com um impulso final .Tudo explodiu em mil cores....Ofegantes e suadas pelo esforça ambas ficaram na mesma posição sem fazer nada por alguns minutos.
Natsuki afrouxou seu abraço ainda desorientada..Sua esposa se deitou ao seu lado em silêncio.Checando rapidamente a hora,Natsuki ficou corada ao perceber que passavam das quatro da manhã.Olhando para Shizuru a morena riu um pouco ao perceber que a castanha ainda tinha energia para gastar ao contrário de Natsuki que estava completamente drenada.
Natsuki ouviu as ultimas palavras de Shizuru,todo o prazer que ela sentiu foi muito além do desejo físico.A morena sabia bem disso só não sabia como explicar.
Shizuru olhava para o teto como se estivesse perdida em pensamentos, ela nem teve coragem de abraçar sua esposa por mais que ela desejasse muito.
A jovem designer suspirou em derrota já não tinha como voltar atrás... Ela não podia continuar a viver desse jeito e ignorar o que havia feito.
Muito menos os sentimentos.
Ela amava Shizuru e desistir dela não parecia nada agradável
Sutilmente Natsuki aninhou-se no peito de Shizuru, a castanha a envolveu num abraço caloroso enquanto cobria ambas com um leve lençol de algodão suspirando relaxadamente.
— Shizuru?
— Sim?
— Eu... Eu quero... Tentar mais uma vez se você quiser.
— Eu posso voltar para casa? – perguntou a castanha
Natsuki sorriu ao ouvir o coração de Shizuru acelerar
— Se você concordar com algumas modificações...
— O que Natsuki desejar eu Fujino Shizuru prometo tornar realidade.
— Eu quero morar em Fukka,lá é mais tranquilo e é um bom lugar para Shizuka crescer.
—Natsuki cresceu em Fukka não é mesmo?Eu gosto daquela ilha... Me traz boas recordações...Isso é tudo?
— Eu quero que você volte para casa todas as noites antes das 22:30 h com exceção é claro desses eventos que você tem que ir.Quanto a isso não se preocupe irei com sua esposa em todos eles.
— Tem algo mais?
— Nada que eu me recorde no momento...Creio que temos que fazer alguma terapia ou algo assim...Precisamos de ajuda para começarmos tudo de novo.
Shizuru não se segurou mais...Os soluços vieram e as lágrimas transbordaram.Natsuki abraçou sua esposa carinhosamente espantada com tantos sentimentos reprimidos que a castanha guardava dentro de si
— Nós vamos ficar bem Shizuru, nos vamos trabalhar juntas e vamos reconstruir tudo.
Notas finais
Peguem leve eu não editei XD
Fale com o autor