All that I want
1 Prólogo
Notas iniciais
Deixe-me perguntar uma coisa: Você já se apaixonou? Já experimentou o nervosismo e as borboletas inquietas no estômago ao simples pensamento daquela pessoa? Se sim, você sabe como não há nada mais aterrorizante e mais gostoso ao mesmo tempo. Mas, vem cá, você já se apaixonou pela pessoa errada? Aquela pessoa que você tem que bloquear da sua mente, antes que seja tarde demais para esquecê-la toda vez que pensa nela? Assustador, não é? Se apaixonar é assustador. É o momento em que você percebe que, sua vida, antes tão completa e que te deixava tão feliz, agora, parece estar faltando alguma coisa. Alguma coisa que pertence a outra pessoa e isso faz seu chão tremer debaixo de seus pés.
Já pensou. Imaginar seu futuro inteiro, ter todos os planos prontos, quase escritos em pedra e vê-lo caindo aos pedaços só para ajustar alguém novo no meio – alguém errado? Alguém que não deveria estar ali, mas se intrometeu e agora você não quer deixar sair. Já pensou que absurdo? Alguém que não se encaixa nos seus quesitos, que está fora da sua área de conforto. Alguém que te desafia mais do que devia, alguém que instiga em você o perigo, a adrenalina, a rebeldia. Alguém que te desperta para um lado seu que você nem sabia que existia. Um lado que grita por liberdade, que quer viver o agora.
É angustiante e é assim que Annabeth, vê. Mas, um romance, nunca tem um lado só, tem? Enquanto para ela é o fim dos tempos, para ele é o começo de uma nova era, mas é claro que as coisas demoram para serem vistas desse jeito. Afinal, qual é a graça de se entregar em uma paixão tão rapidamente? Com esses dois, nada é tão simples, qualquer coisa, por menor que seja, é motivo para uma discussão. É uma relação frágil, construída aos poucos, baseada apenas em sentimentos confusos de adolescentes na sua pior fase. E aí, o que será que vai acontecer?
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