Notas iniciais
Oe! Demorei MUITO NÉ? Sim, muito mesmo! Temo que tenha perdido leitores. Como estou apressada, não vai dar tempo de citar minhas faltas coerêntes, mais peço que me dê-em mais uma chance, por que sim :3 Milhões de desculpas! E desculpa também por esse capítulo, um segredo íntimo da Violetta vai ser revelado nele ! Talvez eu poste mais hoje! Desculpas mais uma vez, obrigado, e Boa leitura !

Eu não conseguia raciocinar. Não estava conseguindo proferir nenhum gemido de prazer ou satisfação. Leon não estava entendendo outra meus motivos e a confusão que estava criando. Puxei forças de mim que eu nem sabia que existiam. Minhas pernas agiram automaticamente, e podemos dizer que eu dei uma joelhada na coxa do Leon. Sim, eu violentei meu próprio namorado.

– Violetta, o que foi isso? — ele cerrou as pálpebras com força, colocando sua mão em cima de sua coxa esquerda.

– Me desculpa.. Eu.. — Murmurei mais logo senti suas palavras ainda frias me interrompem.

– Você me machucou. Esta doendo muito, Castilho! — Ele só me chamava assim quando ficava temendo de raiva. E foda-se. Doía mais para mim suplicar o paramento dos seus atos, quanto a essa dor que poderia existir naquele pedaço de carne. — Eu não merecia isso. Porra, eu to aqui sempre te ajudando a superar as merdas que você faz. — Aquilo foi a gota d'água. Eu explodi em um choro violento, onde instintivamente sentei no chão frio do box, apoiando minha cabeça nos joelhos, procurando um motivo para tanta petulância das palavras dele. — Vou deitar. Eu até que te diria palavras carinhosas, declarações, palavras de consolação, e tudo mais. Mais não, percebi que se eu voltar a fazer isso você pode me dar um chute no saco. — Comecei a soluçar, suas palavras estavam entrando em mim pelos poros da minha pele, me causando uma dor aguda e agonizante. Não vi mais ele aquela noite. Sabe por que ? Isso mesmo. Iria dormir no banheiro frio. Apenas com um roupão vermelho fofo e com minhas mãos apoiadas na minha cabeça como travesseiro. Assim que me sequei e fiz o que havia dito, apenas fechei a porta e apaguei a luz, adormecendo ali, no piso congelante e com aquele mini "cobertor" que estava molhado, devido ter sido com ele que havia me secado. Dei adeus a aquele dia, apenas fechando os olhos e pensando nas atitudes de Leon.

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Não acordei com beijos ou carícias, o que era novo pra mim. Mas me assustei quando me vi deitada na cama, ao lado de Leon. Ele estava virado para o lado oposto da minha posição, e eu era coberta por um cobertor, dessa vez de verdade. Estava quentinha, repousando em um leito quente e não em um extremamente gelado. Leon se remexeu, eu sabia que ele estava acordando. Como resposta eu fechei meus olhos, mais deixem eles semicerrados, apenas para ver o que ele iria fazer. Ele se levantou, em seguida se aproximando de mim. Ele soltou um suspiro e me fitou com um ar depressivo e confuso. Ele caminhou até mim digamos que na ponta do pé, e beijou minhas bochechas. Um beijo estalado e carinhoso, onde apenas senti seus lábios carnudos e quentes ao encontro da pele do meu rosto. Ele estava arrependido.. Legal, mais eu não! Ele me cutucou carinhosamente, e lentamente abri os olhos, dando um ar de quem realmente estava dormindo.

– Bom dia. — Saudou ele me dando um outro beijo estalado, mais agora na testa. — Dormiu bem? — Ele não parecia aquele mesmo de ontem. — Não, não dormi bem e você sabe por que. — Indaguei virando para o lado, interrompendo os contatos visuais que me deixavam louca.

– Como você pode dizer aquilo? Embora sejam só palavras, doeu mais que facadas. — Senti minha respiração ficar falhada, minha visão embaçada e minhas bochechas sendo inundadas. Lembrar daquelas palavras proferidas pela aquela boca tão carnuda e carinhosa, me fazia ter vontade de chorar, as vezes de me arrepender e simplesmente pedir perdão.

– Não chore.. — Ele murmurou passando aquelas mãos macias na minha bochecha, fechei os olhos ao sentir aquele toque. Acorda, Violetta.

– Você devia me pedir isso antes de me anunciar aquelas palavras imundas, Leon, embora você acha que você mesmo foi a vítima, está enganado. Sabe por que? — Ele negou com a cabeça. — Você havia me dito que era pra reagir se algum garoto abusasse da minha inocência e da minha força levemente não transparecida, e você era aquele garoto. — Comecei, e logo recordei suas palavras de quando ele conversou comigo sobre Diego, o que fez ele abaixar o olhar, simplesmente olhando pros desenhos no lençol. — Ele me beijava, me alisava, me xingava.. E eu pedia seu paramento, e ele não cedia. Você me xingou logo depois do meu ato de defesa. — Abaixei o olhar novamente recordando as suas palavras. — Leon, eu vi um pouco do Diego em você ontem. — Murmurei observando ele cerrar os punhos discretamente, falar de Diego o deixava nervoso e possessivo.

– Só peço que me perdoe. — Murmurou ele posicionando seus dedos macios em baixo do meu queixo e os erguendo. Assim que fitei seus olhos novamente, senti pena e sinceridade. — Eu fui tolo, você não faz merdas, nunca fez. — Opa, agora a sinceridade se foi.

– Eu fiz várias merdas na vida, uma delas foi não ter te levado no enterro da Olga. A outra foi ter ido pra Madrid inventando alguma desculpa para que você não fosse, e outra, eu ter escondido meus segredos familiares de você, o que fez brigarmos, o que fez no início algo separar a gente, pra falar a verdade, eu simplesmente não queria você interrompendo os assuntos que você sabe quais são, eu apenas queria ter um namoro e um casamento normal, digamos. Um conto de fadas. — Suspirei, e fitei seus olhos novamente, que me miravam com desprezo e desgosto. — Sabe, eu vi seu olhar de mágoa no dia seguinte a nossa noite. Eu não te recompensei como prometi, eu não te dei espaço pra especialmente fazer aquilo outra vez comigo. Eu apenas neguei, por orgulho e capricho, e você sabe.. Se eu tivesse demorado mas algum momento pra decidir quanto minha maturidade, eu teria sido arrebatada por outro homem, teria sido com Diego, e se tivesse sido eu terminaria com você, daria um tempo, faria qualquer coisa. — Suas órbitas verdes se arregalaram e se cerraram, junto as pálpebras. Aquele assunto estava simplesmente acabado não só comigo, mas com ele também. Eu sabia que colocar as cartas na mesa podia causar uma separação, mas não ligava, Leon exigia sinceridade de mim, e era isso que ele teria. — Eu não queria ter te dado aquele golpe, eu estou me odiando. Por esse ato eu empinaria minha minha bunda pra você agora, e deixaria você me bater até quando quisesse. Eu não ligaria. Eu sou tonta, Leon. Sou muito tonta. Sinto que você não me merece, e também sinto que eu não te mereço. — Finalizei com um suspiro enorme, em seguida apoiei minha cabeça em minhas mãos, e fechei meus olhos.

Fiquei assim não sei por quanto tempo, mais foi o suficiente para inundar meus olhos. Assim que abri os olhos, Leon não estava lá, e a porta do banheiro estava fechada. Com certeza estava pensando em algo para reconciliar, ou em uma possível separação, com certeza. Ele poderia estar chorando. Nunca tinha visto Leon chorar, apenas ter olhos marejados. Praticamente me lancei pra trás, e pousei minha cabeça com violência no travesseiro, eu me indagava por que Leon havia me colocado ali. Por que? Pelas palavras que ele havia me dito, simplesmente, ele deveria ter me deixado no banheiro, deveria. Estou com a impressão de que apesar daquela burrice, para ele aquela raiva foi passageira. Naqueles instantes que.fiquei deitada no pouso do banheiro, acho que ele deveria estar pensando nele, nas suas palavras, ou em mim, no meu ato de violência brusco e sem motivo. Caminhei até a porta do banheiro e não ouvi nada. Ele não estava chorando, não estava tomando banho, não estava escovando os dentes. Era o que aparentava. Levei minha mão a porta, e bati de leve na mesma.

– Leon, eu quero conversar. — Afirmei do outro lado da porta, não percebendo nenhuma resposta. — Leon, abre a porta. — novamente nada. Eu estava perdendo a paciência. — Leon, eu vou entrar. — girei a maçaneta da porta. Quando dei visão ao banheiro, observei um gilete no balcão da pia, e Leon secava as mãos em uma toalha. Ele ficou meio estupefato quando me viu. — Por que não abriu a porta? — perguntei já elevando meu tom de voz.

– Estava nu. — Ele afirmou ainda estupefato, e logo em seguida cessou seu contato visual comigo, suas mãos permaneciam enfiadas da toalha.

– E o que estava fazendo? — indaguei. Claro, aquilo parecia um interrogatório, mais eu já vi Leon nu muitas vezes. Já dividimos a cama, os banhos, banheiras, tudo isso desnudos, e nunca nos importamos ou nos envergonhamos.

– Estava me barbeando. — isso explicava o motivo do gilete em cima do balcão.

– Podemos conversar? — Indaguei com um pouco de medo de sua resposta, mas foda-se.

– Sim. — Ele murmurou e nos guiamos para o quarto, e a toalha ainda tapava suas mãos, o que eu achei muito estranho.

– Leon, por que essa toalha está me impedindo de ver suas mãos? — perguntei.

– Estou com as mãos molhadas. — suas atitudes me despertaram algum tipo de agonia. Ele estava me escondendo algo. — Leon , você a cinco minutos atrás estava secando as mãos. O que está me escondendo? — Minhas perguntas seriam respondidas com certeza com um sim ou não. A maioria com certeza não, pois suas negações eram constantes e frequentes.

– Nada, Violetta. — ele se levantou da cama onde estávamos sentados, e brevemente foi devolta ao banheiro. Minutos depois, ele volta. Por incrível que pareça, ele está usando uma blusa de frio, que não me permitia ver de suas mãos para cima.

– Nesse calor miserável, você ainda usa uma blusa dessas? — Minha voz estava se elevando novamente, Leon estava enrolando e eu sabia.

– Acho que estou febril, só isso. Por isso sinto frio. — Ele sentou na cama novamente. – Sobre o que quer conversar? — Finalizou apenas me fitando.

– Tire a blusa. Agora, Leon. — aquela enrolação e aquela enganação toda estava me dando nos nervos, eu seria capaz de lhe dar outra joelhada, embora ter prometido nunca mais fazer esse ato.

– O que foi Violetta? Não confia mais em mim? Eu não fiz nada de mais! — sua reação entregava seus atos inconvenientes por algum motivo.

– É? Tire a blusa então. Me mostre que não está escondendo nada! — praticamente gritei, e logo vi seus braços se erguerem, e com um impulso, aquela blusa de frio estava completamente longe de seu corpo. Corri os olhos para seus braços, parando nos pulsos, que estavam ensanguentados e com cortes por toda a sua extensão. — Por que fez isso? — indaguei fechando os olhos e inspirando o máximo de ar que meus pulmões aguentavam. — Por que ? — senti algo quente começar a descer em meu rosto e minha visão se embaçar. Ver auto-mutilações me lembrava de uma parte do meu passado em que eu gostaria de esquecer.

– Óbvio. Você já sabe. — Ele indagou e logo em seguida jogou seu corpo com força para trás, chocando o colchão atrás de si com suas costas. Ouvi seu suspiro, e depois disso, cerrei minhas pálpebras novamente, absorvendo o que Leon havia feito por mim. Como as pessoas podiam ser tão ruins a ponto de fazer as outras sangrarem? Eu me perguntava quando tinha treze anos. Sim, agora eu sei.

Simplesmente eu sou uma dessas pessoas. Acordando dos meus pensamentos novamente, apenas abri os olhos e olhei para o lado, vendo Leon com as pálpebras cerradas também. Um desejo súbito me veio a mente. Lentamente, me movi para o lado onde ele estava, e me deitei em seu peito. Ele me envolveu em seus braços carinhosamente, o que me fez agradecer mentalmente aquele ato.

– Obrigado. — murmurou ele, em a seguida beijando o auto da minha cabeça. Um dos braços que acariciavam meu ombro estavam apoiados no mesmo. Subindo minas órbitas, consegui ver os cortes. Uma das minhas mãos que se encontravam em seu peito, subiram e se locomoveram, e a mesma acariciou seus pulsos. No momento meus olhos se inundavam, simplesmente eles estariam molhando a pele de Leon, mas não me importava. Não me importava isso.

– No seu caso foi por puro impulso. — comecei levantando meu corpo de cima do seu, e fitando seus olhos verdes. — No meu, aliviava. — percebi seus dedos grandes acariciarem meu rosto de forma carinhosa, e enxugando minhas lágrimas. — Meus melhores amigos eram o gilete e a navalha — Eu já soluçava. Lembrar da época escolar me dava tontura, me lembrava o desespero da minha mãe ao me ver com hemorragia devido a um corte na artéria, e as imagens do meu pai batendo em vários meninos da Summerhill. Me lembrava os piores anos da minha vida. — Leon, não é só esse rostinho meigo, e esse sorriso afortunado de anos de aparelho. Não é esse corpo de deusa como todos dizem, não é nada disso. Por trás de tudo isso tem uma garota que era muito feia e que sofreu. Eu nunca tive esses dentes brancos, juntos e alinhados perfeitamente. — Abri um sorriso devido a tantas lágrimas que rolavam, apontei para a minha boca. Leon me fitava com uma expressão de pena e desgosto. — Foram muitos meses forçados de academia pra ter abdômen definido, peitoral definido, pernas definidas e essas coxas que você tanto gosta de se afundar. — Gesticulava com minhas mãos e logo deixei soltar um soluço enorme. Afundei a cara em minhas mãos, sentindo minhas próprias lágrimas infinitamente soltadas nela. — Aquelas risadas ainda me torturam.. Eu não tinha nenhum amigo. — murmurei com o resto de força que minhas cordas vocais poderiam proferir. E logo que me dei conta, estava enfiada no peito de Leon novamente. Eu estava novamente sendo consolada por ele.

Notas finais
Vou fazer o possível para postar outro hoje! Em compensação, esse foi grandinho ! :)