All You Need is Leonetta
21 Ninguém me dá autorização.
Notas iniciais
Por Violetta : ( Continuação )
Não, isso não pode estar acontecendo, não comigo, não comigo, não pode! Minha mãe morreu, e menos de uma semana atrás meu pai também morreu, eu estou sem chão, não tenho ninguém agora, só o Leon, e ele pode me abandonar, meus pais não fariam isso. Meu medo de esquecimento foi ao nível 100 (Gus Waters) até que chega Jade e Matias. E pra minha alegria, alguém avisou á eles.
– É queridinha, agora eu vou ser sua madrasta. — Jade falou, e naquele momento, mil facas entraram dentro de mim, senti uma dor escaldante, meu olhar ficou sombrio e cheio de fúria. Meus olhos que eram castanhos, ficaram pretos, de tanto ódio. Por um momento, tentei usar toda a minha força pra levantar, e com êxito. Pois com o fio de força que eu tinha, eu consegui levantar até a Jade, e depositar minha mão com força máxima, fez um enorme estalo em suas bochechas, e a mesma ficou vermelha.
– Tinha que fazer isso pela Maria. — Falei . — Você NUNCA — falei com ênfase na palavra : Nunca — Vai tomar o lugar da minha mãe. Nem você e nem você Matias, não quero vocês como pais adotivos. Não quero, nem que me obriguem. Eu sou menor de idade, mais tenho amigos de negócios do meu pai, e bom advogados. Experimentem vacilar comigo. Vocês vão ver como eu posso colocar vocês atrás das grades. — Falei isso em um tom ameaçador, ficou um silêncio naquela sala, e mais que de imediato, fui até minha mãe. Não sei como conseguia, mais sinto que meu coração ainda batia por ela. Me deitei sobre seu peito e permaneci lá, com Leon me dando animo e chorando o máximo que tinha que chorar.
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Eu fui levada pro hospital, de imediato aplicaram injeções de medicamentos em mim. E eu chorava. Não por dor, por que vou confessar, naquele momento, eu não sentia dor. Não sentia nem minhas pernas. O fato de perder meus pais, e ter duas jararacas do meu lado se pondo como responsáveis pela minha pessoa, me dava vontade de abandonar a terra e se juntar a meus anfitriãs. Pena que isso não era possível. Queria me livrar desse sofrimento, mais como diz minha mãe a vida continua. Tentei me lembrar disso, mais foi em vão. A minha enorme vontade, era de simplesmente enfiar uma faca em meu peito, e agonizar esperando anjos me buscarem.
Terminaram a "sessão de injeções" e eu me sentia um pouco melhor, só estava MUITO mal, por tudo o que tinha acabado de ocorrer. Agradeci a Deus por não terem feito nada comigo, e nem me violentado sexualmente. Minha vontade era de ter minha primeira vez com o Leon, e o mesmo ficaria contrariado se eu a perdesse com um bandido.
Consegui me sentar na cama, e então serviram lanches e suco. Bastante, pra uma pessoa que fica quatro dias sem comer no caso EU, eu estava me esgoelando para comer mais e mais. Quando terminei, Leon falou comigo.
– Em casa conversamos fofa. — Ele falou acariciando o meu cabelo.
– Não consigo encontrar forçar pra falar Leon. — Eu falei deixando lágrimas saírem, que o mesmo as limpou com o polegar.
– Tente. O que fizeram com você ? — Ele me perguntava inocente, esperando uma resposta.
– Me violentaram. — Eu falei dando fim aquela conversa. Que foi em vão.
– Lamento, mais felizmente você ainda está aqui. — Ele disse dando um beijo em minha bochecha.
– Sabe qual era minha vontade ? — Eu perguntei e ele me olhou com cara de: Prossiga.– De dormir, e não acordar nunca mais. Ou enfiar minha cabeça na terra igual um avestruz, e nunca mais ver a luz do dia. — Deixei lágrimas caírem, e ele as limpou. Muito fofo.
– Leon, tenho que te falar uma coisa. — Ele ficou com ar de triste. — Tenho que ir pra Madrid. Ainda hoje, ou amanhã.
– O QUE ? Você não vai sair daqui ! — Leon me falou. — Não pode ir pra lá.
– Tenho que ir, algo me espera lá. — Eu disse.
– Sim ! A morte te espera lá Violetta. Não vá. — Ele me falou e eu fiquei sem chão. Eu sabia que não era isso.
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