All You Need is Leonetta
15 Como você sabe que a minha mãe vai morrer ?
Notas iniciais
Na hora eu corri pro banheiro e comecei a chorar. Frases rodeavam minha mente. Como assim ? Já ?
"Não se esqueça. Hoje sem falta."
Minha mãe havia virado uma puta ? Transou com um e pronto ? Ai que coisa maravilhosa! Meu pai morreu a muito menos que uma semana e ela já tem um novo amor ? Só pode ser brincadeira.
Voltei ao espelho e minha cara estava horrível. Como sempre ando com maquiagem, retoquei um pouco dela e só quem reparasse muito perceberia que eu havia chorado. O que foi em vão.
Por Leon:
A Vilu chegou na aula da Angie, com o rosto um pouco enxado e com os olhos com um vermelho leve. Ela havia chorado.
– Licença Angie. — Ela falou quando entrou.
– Vilu ? Onde estava ? — A Professora perguntou.
– Eu estava conversando com o Beto. — Dá pra perceber que ela mentiu.
– Ah, ok ! — A Angie falou. — Sente-se por que eu vou começar a explicação.
A Vilu assentiu e se sentou do meu lado.
– Você estava chorando. — Afirmei.
– Não, não estava! — Ela falou com a voz meio roca que a entregava.
– Estava sim ! — Afaguei seu ombro a abraçando pelo mesmo.
– Preciso de um favor seu — Ela suspirou.
– Que favor ?- Perguntei.
– Me leva até a casa do meu "novo" Padrasto ? — Ela me perguntou e eu gelei.
– Nossa, como assim ? — Perguntei ainda em choque.
– É... Tão rápido né ? — Ela falou isso rindo cinicamente e deixando uma lágrima escapar. Eu a limpei com o polegar.
– Pode deixar. E não chore. — Ela assentiu quando eu disse isso e encostou a cabeça no meu ombro.
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As aulas passaram rápido. Era a hora deu acompanhá-la até a casa do "Suposto padrasto". Fomos de carro e chegamos lá em uns 20 minutos.
– Aqui. Rua Sanches , 1876. — Ela disse. E tocou a campainha. Uma mulher atendeu com uma voz irritante.
– MATII ! TEMOS VISITA ! — E de lá, saiu um homem loiro com sanduíches nas mãos.
Por Violetta :
– Sou Jade Laffonteynie ! ( Sorry pelos erros. ) — Disse a mulher estendendo a mão pra mim. — E você deve ser...
– Violetta Castilho ! — Respondi. E ela logo foi pra cozinha. Eu e Leon nos entre-olhamos estranhando.
Por Jade:
Aquela ! AQUELA é a menina ! Aquela que poderá nos trazer confusão. Preciso avisar ao Matias.
– Mati, ela é a Violetta Castilho ! — Eu falei a meu irmão.
– Ah, sim ! Claro. — Ele disse na maior tranquilidade.
– Não está assustado ? — Eu perguntei. — Ela pode nos colocar em uma cadeia. Dependendo do que ela descobrir.
– Não, por que ela não vai descobrir nada ! Não se você abrir o bico, Jade ! — Ele falou.
– Não se preocupe por que eu não vou abrir o bico Mati ! — Demos uma batidinha de mãos. ( Infantilidade dos dois. -.- )
Saímos da cozinha juntos.
Por Leon ::
Aquela casa me dava medo. Se pedissem pra conversar com a Vilu a sós eu não deixaria. Apertava a mão dela com frequência. Não pelo medo, mais pelo terrorismo que aqueles dois nos proporcionavam. Os mesmos saíram da cozinha depois de um bom tempo.
– Queridinha aceita alguma coisa ? — Disse a mulher. Eu apertei já a mão dela com força. Mostrando para ela não aceitar.
– Não Jade. Obrigada. — Disse a Vilu, com medo nos olhos.
– Lamento pelo seu pai. — Falou o "Padrasto" da Vilu.
– Obrigada. — A Vilu respondeu. — Como conheceu minha mãe ?
– Em Madrid. — Ele falou e já me veio a cabeça : Tudo o que é de ruim, vem de Madrid. — Quando estudávamos na creche.
– Huum. — Vilu murmurou. — E... Como você se tornou meu padrasto sendo que, minha mãe agora está em Madrid e você veio a Buenos Aires muito tempo antes ? — Vilu perguntava cada vez mais, e na cara dos dois adultos estava a simples cara :: Está querendo saber demais.
– Querida, sua mãe me ligou e pediu que eu cuidasse de você. — Ele falou, e me veio a cabeça : Está mentindo . — Assim depois ela disse que eu poderia ser seu segundo pai. Conhecido como padrasto. E a Jade vai me ajudar a cuidar de você. — Ele concluiu.
– Pois é fofinha. Quando sua mãe morrer EU vou ser sua madrasta. — Jade falou dando ênfase na palavra "EU", e Matias o fuzilou com os olhos. Lágrimas e mais lágrimas saíram do rosto de Vilu.
– Espera, como sabe que minha mãe vai morrer ? — Ela perguntou com os olhos marejados, e com a voz rouca.
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