All You Need is Leonetta

54 Chegada, Falência e Encontro.


Notas iniciais
Oiieh ! Fiquei sumida por um dia, e me desculpem..Não deu pra postar, pois estava fazendo maquetes de ciência (pra feira de ciências da minha escola) e quando fui ver era 22:00, então só tomei banho, jantei e dormi.. Vou fazer o capítulo grande talvez, até depois dos meus pais chegarem :))) Boa leitura, e obrigada o carinho mais uma vez :3

– Acorda, amor — A voz de Leon me despertou do meu mundo pequeno e sombrio, onde torcia para acordar, mesmo estando extremamente cansada. Abri meus olhos, podendo sentir incomodo ao olhar pra cima, onde as luzes estavam acesas, indicando aos demais passageiros o corredor que daria as portas do fim da ave. — Está tudo bem? Você parece meio tonta. — Finalizou colocando a mão na minha testa, em seguida em meu pescoço, pra ver se realmente eu estava em estado febril.

– Estou sim.. — Suspirei. — Apenas cansada. — Senti seus lábios tocarem minha bochecha, e seus dentes de cravar na mesma, me fazendo realmente abrir os olhos. Doía, mais uma dor completamente confortável e gostosa, não era como as mordidas que o Diego me deu.

– O avião entrou em estado de turbulência enquanto você dormia. Não queria te acordar, então quando eu acordei com os avisos eu apenas te mimei até dormir de novo. — Ele indagou me fazendo pensar onde estávamos.

– Onde o avião está agora? — Perguntei, com medo de ainda estarmos em Manhattan ou em alguma área próxima.

– Me desculpe falar isso... — Puta que pariu, estamos em Manhattan. — Mais estamos nesse momento em Madrid, na Espanha. A turbulência começou quando cruzamos Guadalajara, e depois de alguns longos minutos diagnosticaram os problemas nas turbinas. Agora estamos aqui.. Em solo espanhol. — Ele esboçou um sorriso suave em seus lábios, e apenas consegui sorrir também. — Não voltaremos pra Buenos Aires. Pelo menos não hoje. — Sua voz era maliciosa, mais de um jeito diferente. Ele anunciava tudo isso como quem sabia que isso iria acontecer, ou sabia o verdadeiro motivo de estarmos ali, mais era diferente. Completamente diferente.

– Agora estamos descendo no Internacional de Madrid? — Indaguei confusa. Mas logo aliviada depois que ele assentiu. — Eu esperava voltar pro meu aconchego hoje.. — Resmunguei, apenas sentindo seus olhos ficarem com um olhar confuso, logo ele tomou a falar.

– Eu estou aqui, sou seu aconchego. — Leon afirmou com um sorriso discreto e lindo nos lábios, e logo me apoiei em seu peito, sentindo seu coração bater, seus braços me agarrarem em forma de abraço e suas mãos me acariciarem.

– Vamos meninos? — Uma voz diferente me vez voltar a tona, apenas me virei e vi (Uhuu, não é o Matias dessa vez) Ramalho, nos olhando com nossas poucas bagagens em suas mãos. Luke e Ana estavam logo atrás dele.

– O correto seria, vamos meninos e meninas. Mais tudo bem, vamos. — Aconselhei ele a melhorar seu vocabulário, enquanto saíamos daquela ave mecânica e senti os braços e dedos fortes de Leon me abraçarem pela cintura. Minha mala estava em meu braço.

– Você tem medo? — Perguntou ele, talvez se referindo a Diego ou qualquer outra pessoa daquela gangue maldita.

– De quê, necessariamente? — Fitei seus olhos assim que virei minha cabeça em direção ao seu rosto.

– De tudo isso.. — Ele indagou novamente, apenas me fazendo recordar de tudo, e ter vontade de chorar. Puta que pariu Leon, Puta que pariu! – Quero saber se você tem medo dos assaltos, dos assassinados, das invasões.. — Ele ia falar mais, mas felizmente eu o cortei. Não estava afim de parecer fraca naquele momento, embora eu estivesse, ou estou fraca. Mais a questão era que eu não estava completamente bem com tudo aquilo, quando necessariamente eu tinha esquecido pelo menos por breves momentos, ele me relembra, apesar que isso é chato. Mais no fundo, ele quer saber como eu estou, e por que estou me sentindo incomodada com isso? Nossa, Violetta. É muita inteligência pra um metro quadrado.

– Para Leon.. Por favor! — Senti minhas pernas fraquejarem, e eu parei meio que automaticamente, ao sentir meu celular vibrando no meu bolso. — Espera, tenho que atender. — Lancei minha mão ao meu bolso de trás, constatando a música Radioactive/Imagine Dragons que saía dele. Era uma chamada, pois tinha músicas diferentes para cada ação que recebia. Olhei no meu visor e era a Francesca. — Oi Fran! — Falei alegre, tentando conter as emoções de conversar com ela, fazia tempo que não nos víamos.

– Amiga, o Studio faliu. — Sua voz saiu em um fio, como se isso fosse o fim do mundo.. A Francesca, se você soubesse o que passo.

– Por que? — Indaguei extremamente confusa.

– Ouve um incêndio nele, esta manhã. Parece que os vândalos vieram de Táxi até o Studio daqui, e depois os policiais perguntaram para o taxímetro de onde eles viriam. Ele disse que do Aeroporto Internacional de Buenos Aires. — Ela afirmou, me fazendo pensar novamente em qualquer possibilidade de ser alguém de Manhattan. — Eles foram pro AIDBN e chegaram os registros combatentes ao retrato do taxista, e tudo batia com alguém que vinha de Manhattan, aí de onde vocês estavam. Não acha muito suspeito, Violetta? — Caralho, puta que pariu, que desgraça! A gangue que nos sequestraram em Manhattan já estavam em Buenos Aires. Como? Se desde que chegamos em um aeroporto paramos aqui? Eles foram mais cedo. Pensei comigo mesma. O que me fazia suspirar de tranquilidade, pelo menos não encontraria eles lá no Internacional de Madrid. Mas pelo contrário, eu talvez nunca mais iria ao Studio.

– Francesca, vamos ter que conversar, quando eu chegar. Preciso de você. Preciso te contar algo, algo que tem haver com aquele ataque que tivemos, no dia em que minha mãe foi assassinada. — Deixei uma lágrima rolar na minha face, lembrando daquele dia. Desculpe ter que informar, mais a Maria Saramego de Nóbrega está morta.

Ok, estarei pro que precisar. — Ela indagou. — Violetta, tenho que ir. Independente do dia em que você chegar, queria que soubesse que não há necessidade de ir ao Studio. — Ela finalizou sua indagação, apenas ouvi uma despedida de sua parte. Fiz o mesmo, o que me fez desligar a ligação.

– O que ela queria? — Perguntou Leon, assim que desliguei.

– Ela queria avisar que.. — Eu ia falar, mais alguém me cortou.

– Preciso de uma informação. — Um adolescente de cabelo raspado, voz rouca e roupas de badboy me cortaram, e assim que levei meus olhos a ele, pensei em usar meus pés, minhas mãos, pensei em usar qualquer coisa que tinha em mãos para me distanciar dele. — A onde vocês vão fazer seus enterros? — Ele gargalhou alegremente e irônico. Chegando lá mais um atrás dele, que fortemente agarrou Leon, prendendo uma arma em sua cintura. — Querida, achou que depois daquilo ia sair ilesa? Eu ainda quero você, ainda quero sentir você como te senti aquele dia. — Leon se rebatia, mais não conseguia se soltar. Naquele momento me veio a cabeça meus irmãos, que estavam lá na frente, supôs. Mais não, eles se encontravam atrás de mim, ameaçadas por outro garoto que tinha uma arma. — Sua amiga te ligou né? Bom, tenho a dizer que eu continuei nessa porcaria desse avião. Viajei do seu lado, e você nem ligou. Bom, quem botou fogo no Studio foi o meu pai. Sabíamos que vocês iriam embora pelo menos alguns dias depois, e então conferi em programas hackers suas passagens, números dos seus voos, e assim, encontrei você. — Naquele instante eu já chorava. Ele iria me estuprar novamente, eu sentia isso. Sentia que dessa vez ele faria uma queima de arquivo em mim. — Olhe aqui, meu pai foi lá no voo mais próximo para queimar aquela droga daquele Studiozinho, e eu fiquei aqui, perseguindo vocês. Até chegar a hora de me revelar. Sim Violetta, pro seu azar, pro seu pesadelo, eu sou aquele que te traumatizou. Eu sou aquele gostoso com quem você gemeu o nome, e sou aquele que vai fazer tudo de novo. Sim, amor. Sou eu, Diego Hernandez. — Ele se aproximou e me roubou um beijo, eu tentava me soltar me rebatendo, mais não me conseguia. Senti seus braços pressionarem meu corpo com força em direção ao seu, e sua outra mão ficava em minha cabeça, me pressionando o mais forte possível contra a cabeça dele, o que me impossibilitava de me mexer.

Digo adeus a meus amigos, pois agora eu encontrarei meus pais, Leon e meus queridos irmãos ao lado de Deus.

Notas finais
Oiieh ! Eu sou MALVADA né? Gente, me compreendam, não posso deixar essa história em um conto de fadas, pois isso é um romance criminalístico ;3 Sinto dó de fazer essas coisas, mais não posso evitar :V Até mais, ou amanhã, ou hoje.. Talvez eu poste hj um capitulo a mais, mais não tão grande, devido eu ter que tomar banho daqui a pouco, mais até mais ! :3