All You Need Is Love - Draco E Astoria
11 Senhora Perfeição.
Notas iniciais
Bom, me inspirei na musica Fuckin' Perfect para escrever esse, leiam enquanto leem.
Bom, boa leitura.
_ Asty, vamos logo — Draco me chamava impaciente do lado de fora -
_ Você disse que vinha as 19:55 e ainda são 19:52 — eu respondi rindo — Estou terminando.
Me olhei no espelho uma ultima vez, eu usava um vestido curto, tomara que caia, rosa com um laço negro na cintura, uma sapatilha azul e o cabelo com tantos cachos soltos sobre meus ombros.
_ Como estou? — eu perguntei a ele -
_ Perfeita como sempre. — ele sorriu — Mas por que procurar a roupa perfeita?
_ Draco, meu amor, meu Malfoy, eu vou encontrar Daphne Greengrass, a senhora perfeição. Eu tenho que estar a altura, você conhece ela. — eu respondi enquanto descíamos as escadas até o jardim -
_ Eu te acho.. — ele pegou em minha mão e aproximou seus lábios de meu ouvido — muito melhor que a Senhora Perfeição lá.
Eu senti um arrepio crescente em minha espinha quando o seu hálito frio tocou minha orelha. E então ele beijou meu pescoço delicadamente, antes de aparatamos até o Café Madame Puddifoot.
_ Daphne está lá já — eu disse baixo antes de entrar e respirei fundo -
_ Vamos, minha linda? — Draco sorriu e eu assenti -
Entramos lá, e o frio noturno que estava fora consumido pelo calor romântico que havia ali. Daphne acenou para nós, mesmo estando visível logo em uma das mesas de parede rosa e nos dirigimos até lá.
_ Por que aqui é tão romântico? — Draco perguntou em meu ouvido — Dá medo. — eu ri pelo nariz -
_ Daphne — eu sorri para ela -
_ Astoria — ela me abraçou calorosamente — Draco — ele beijou sua mão, como todo cavalheiro — Esse é meu noivo Math Tayvies — ele beijou minha mão, e eu achei desnecessário, e cumprimentou Draco com um aperto de mão forte. E nós nos sentamos, de frente a Daphne e Math -
_ Bom, Daphne, como você está? — perguntei logo -
_ Melhor impossível maninha, quer dizer vou me casar em menos de um mês, e.. — ela revirou sua bolsa de mão, puxando um pequeno papel branco com letras douradas — Aqui está o convite para os dois, como a algum tempo nem sabia onde você morava, eu não sabia onde mandar.
_ Tudo bem, Daphne, obrigada. — eu disse pegando o papel que ela estendia -
_ Draco também está convidado. — ela sorriu -
_ Quando vocês noivaram? — eu perguntei hesitante — E quando se conheceram?
_ Bom, Asty, eu conheci ele no dia da festa da Pansy, e me apaixonei por esse moreno de olhos tão verdes. — ela sorriu — Noivamos no dia seguinte.
Tradução: mamãe a pegou de agarramento com ele, e obrigou-os a se casarem. — pensei -
_ Que lindo — eu soei um pouco irônica demais -
_ Sim depois que nos casarmos, vamos partir em uma viagem para o trabalho dele — ela disse com os olhos verdes brilhando -
_ Math, não é? — Draco perguntou e o moreno afirmou — Trabalha onde?
_ Bom — sua voz era rouca e grossa — Meus pais são pesquisadores na área de poções, vou trabalhar com eles na Itália após o casamento. E você faz o que?
_ Ele não é daqui — Daphne me olhou com um olhar de alerta -
_ Draco.. — eu sussurrei em tom de suplica -
_ Eu nasci em berço de ouro, meus pais são os únicos herdeiros de suas famílias, então não faço nada, minha vida está garantida — ele soou frio — Mas estou pensando em trabalhar no ministério da Magia — eu arregalei meus olhos para ele — O que Asty minha vida, achou que eu ia deixar você ir para o ministério trabalhar sem cuidar de você? — ele completou -
_ Vai me deixar trabalhar no ministério? — eu disse feliz — E você vai trabalhar?
_ Sim, aliais a Granger — ele disse com rancor na voz, nem tanto quanto antes — te mandou uma coruja, avisando que você terá uma entrevista com o Ministro.
_ Quando? — eu disse nervosa -
_ Daqui a dois dias. — ele sorriu — Parabéns — ele beijou minha testa -
_ Acho que uma Greengrass, futura Malfoy não deve trabalhar — Daphne sorriu -
_ É, eu até tentei fazer ela trabalhar, mas ela cuidará dos nossos futuros filhos. — Math disse e Daphne lhe deu um beijo na bochecha -
_ Eu até tentei dizer a ela que uma Malfoy não trabalha, mas quem disse que essa teimosa me escuta — Draco sorriu -
_ Arrogante — eu respondi -
_ Linda — ele me beijou e Daphne tossiu delicadamente, mais ou menos como Umbridge fazia — Vocês são sempre assim? Com demonstrações publicas de afeto? Mamãe sempre disse que não se deve beijar em publico.
_ Bom, minha mãe disse que eu sou livre, e estamos em um pais livre. — Draco sorriu -
_ Belo ensinamento da Senhora Malfoy — Daphne sorriu amarelo -
_ Aqui tem quatro daqueles chás que você pediu, senhorita Greengrass — Madame Puddifoot nos entregou -
_ Espero que não se incomodem de eu ter pedido — ela sorriu e nos negamos -
_ Posso saber qual chá é esse? — eu disse cheirando -
_ O chá do amor, é claro, o mais vendido, o que Daphne Greengrass sempre comprava quando vinha aqui — Madame Puddifoot disse rindo — Espero que saiba a propriedade — ela sorriu para mim, e saiu -
_ Por isso eu sempre gostei do Três Vassouras. Lá, ou você pega uma cerveja amanteigada ou um uísque de fogo — bufei e Draco riu -
_ Qual é, vamos ver o resultado — Draco disse -
_ Você sabe as "propriedades" que ela citou? — eu perguntei a ele -
_ Não — ele respondeu rindo -
_ Você não sabe como a Daphne sempre conquistava os meninos? — eu disse baixinho -
_ Com o corpo? — ele me respondeu baixinho -
_ Também, mas antes ela trazia eles aqui — eu suspirei baixinho — E bom, esse chá, diz a lenda que aflora sentimentos a níveis alarmantes.
_ Como assim níveis alarmantes? — ele sorriu malicioso -
_ Se tomar isso tudo — apontei para a caneca com fumaça rosa pink em minha frente — Você vai querer bom, dar um passo a mais na relação. — eu corei -
_ Como assim um passo a mais? — Draco disse -
_ Malfoy, você está se saindo um pouco burro — eu o olhei nervosa -
_ Eu sei o que você quis dizer, não sou burro, mas quero ouvir você dizer.
_ Faz as pessoas quererem fazer sexo, pronto? — eu o olhei enrubescida -
_ Você fica linda envergonhada, sabia? — ele sorriu e tomou um gole do chá -
_ Astoria, é falta de educação não tomar o chá que eu lhe ofereci — Daphne sorriu -
_ Pelas calças pretas com pregos de Merlin — eu respirei fundo e tomei dois goles daquele chá, tinha gosto de chocolate e menta -
_ Então Astoria, quando vocês vão se casar? — Math sorriu -
_ Draco, quando vamos nos casar? — eu o olhei -
_ Amanha se possível — ele disse serio e recebeu meu olhar severo -
_ Ele está brincando, bom, não sabemos ainda. — eu sorri -
_ Ah minha irmãzinha tá crescendo — Daphne sorriu -
_ É, deveria ter percebido isso quando comecei a criar peitos — eu disse irônica -
_ Astoria, isso não é algo para se dizer em uma conversa como essa — ela me lançou um olhar de reprovação -
_ Mas é a verdade, irmãzinha. — eu sorri irônica — Não é Draco, eu cresci quando criei peitos.
_ Verdade, me lembra aquele dia que nós estávamos cuidando dos corredores para a Umbridge, Astoria — ele sorriu nervoso —
_ Ah você notou que eu cresci naquele dia? — eu sorri para ele -
_ Uhum, mas percebi quando te reencontrei no bosque. — Draco tomou mais um gole do seu chá -
_ Astoria, Draco — Daphne disse e olhou para seu noivo perplexo -
_ Desculpe cunhado — eu sorri amarelo e tomei mais um gole daquele chá -
_ Asty queria lhe contar, mamãe está super orgulhosa de mim, tanto pelo Math quanto pelo que eu consegui, sabe na festa da linda da Pansy — eu me segurei para não rir com o linda — e consegui salvar nossa família diante da sociedade sangue puro, já que eu falei com um dos caras importantes do ministério, e eles nos ajudaram a limpar o nome da família, já que mamãe lutou ao lado de Você-sabe-quem.
_ Voldemort? Mamãe lutou ao lado de Voldemort? — eu perguntei agora realmente surpresa -
_ Sim — Daphne sorriu, orgulhosa — Ela achava o lado certo. E não diga o nome dele.
_ Ela lutou contra mim então — eu a olhei — E Voldemort está morto, mortinho, meu amigo Harry Potter e os Weasley conseguiram derrota-lo.
_ Você é amiga dos traidores Astoria? — ela disse exaltada -
_ Vocês são os traidores, fujões, Draco estava na batalha assim como eu, e eu sei que Draco queria ficar no lado do bem. — eu me exaltei também -
_ Você mancha o nome Greengrass Astoria. — ela estava a ponto de gritar -
_ E você, senhora perfeição, e nossa mãe, mancham todo o nome da sociedade bruxa com esse racismo. — eu me levantei virei o chá sobre a mesa — Quer saber irmã, adeus. — eu me retirei, e sinceramente nem me lembrei de Draco -
Sai para fora da porta e senti o vento frio em meus braços desnudos, e logo ouvi a voz arrastada de Draco atrás de mim.
_ Vem vamos andar. — ele colocou seu casaco sobre mim e me puxou delicadamente -
_ Eu odeio isso Draco, eu odeio não ser o suficiente para elas, eu sempre sou a errada, eu sempre sou a diferente. — eu disse o abraçando — Eu escuto as vozes delas na minha mente: Astoria isso não está certo, Astoria você suja nosso nome, Astoria por que você não é igual à Daphne Senhora Perfeita Greengrass?
_ Minha menina — Draco pegou em meu queixo e levantou meu olhar até seus olhos metálicos — Eu te acho perfeita o suficiente, você é perfeita, para mim. Então não ligue para o que elas dizem, eu sempre te disse, você é diferente, mas eu odeio a normalidade. Esse cara que está com Daphne ele vai se arrepender, ela pode ser linda e gostosa, mas isso é por fora, por dentro ela é uma idiota, é horrível. Ao contrario de você, você é perfeita por dentro e por fora, e eu sei que ao seu lado eu serei muito feliz, porque você consegue revelar um lado meu que eu nunca quis mostrar.
_ Draco.. eu.. — tentei falar mais fui interrompida quando seus dedos frios encostaram em meu lábio —
_ Astoria, é ultrajante você dizendo que deveria ser perfeita como ela, um novidade ela não é perfeita, você sim. Ela nos chamou para ir ao casamento quando você saiu, e eu disse que íamos.
_ Draco — eu choraminguei -
_ E nós vamos de cabeça erguida, e vamos anunciar nosso casamento a sua mãe dando data e tudo mais.
_ Draco — repeti em tom de suplica -
_ Sem Draco. — ele sorriu — Eu te amo.
_ Eu também te amo. — eu o beijei, e minha raiva sumiu, eu percebi que com ele eu sempre estaria em boas mãos, mesmo que o mundo assumisse o contrario. Agora só existe Draco e Astoria, um casal apaixonado, que não liga para o mundo — Acho que aquele chá fez efeito em você — disse quando ele me puxou para um beijo feroz e rápido -
_ Aquele chá nada, eu só te quero — ele disse frio e eu sorri, me deixei ser beijada pelo dragão que havia dentro dele -
Eu não ligava mais para o cortante e frio tom que Draco usava, talvez isso o deixava mais do que perfeito para mim.
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