All You Need Is Love - Draco E Astoria
18 Field of Flowers
Notas iniciais
_ Essa brincadeira já está durando muito — eu suspirei para Daphne que havia entrado em meu quarto, após a saída de Draco — Acho que vou perdoa-lo. — ela riu -
_ Tá na hora né? — ela se jogou na cama, próxima a mim — Quanto tempo já faz, duas semanas?
_ Próximo a isso — eu sorri — Amanha eu vou perdoa-lo, quando ele me trouxer mais um buque de rosas. — olhei o perímetro do meu quarto, lotado das mesmas -
_ Certo — ela sorriu e me olhou — Falta menos de dias para meu casamento — ela gritou sorrindo -
_ Poucos dias para você deixar de ser uma Greengrass e se tornar uma Tayvies — eu sorri para ela, me virando na cama para olha-la – Sra. Daphne Tayvies.
_ Isso soa estranho ainda — ela sorriu -
_ Eu sei — eu sorri -
-...-
_ Olá Draco — eu o abracei por trás assim que ele aparatou no jardim da minha casa -
_ Asty? — ele perguntou assustado -
_ Não, eu sou a rainha da Inglaterra, se curve perante a mim — eu ri -
_ Serio? — ele perguntou e eu lhe dei um tapa na cabeça, antes de virar o mesmo de frente a mim — Eu te trouxe...
_ Rosas? — o cortei rindo -
_ Sim — ele sorriu e me entregou o buque de flores -
_ Mais um para minha coleçãozinha — eu sorri pegando, e pela primeira vez em dias beijei seus lábios -
_ Asty? — ele se afastou um pouco de mim e me olhou curioso -
_ Ah — eu sorri — Isso significa que eu te perdoei.
_ Me perdoou? Mesmo? — seus olhos brilharam e um belo sorriso se formou em seu belo rosto -
_ Uhum — eu sorri antes de lhe beijar -
Eu sentia falta de seus beijos, bendita seja a dependência que eu tenho por ele, nunca pensei que seria assim, que estaria entregue, esquecendo meu orgulho e minha independência, tudo era apagado da minha memoria quando sentia os doces gélidos lábios do meu loiro.
_ Agora eu acredito que você me perdoou, pequena Greengrass — ele sorriu -
_ Diga isso novamente e vai se arrepender. — eu sorri — Draco, nós temos que ajeitar as coisas do nosso casamento — eu disse seria -
_ Não se preocupe — ele pegou minha mão — Minha mãe está ajeitando tudo. — ele sorriu — Vamos aproveitar nossa reconciliação?
_ Obvio — eu sorri e ele aparatou em alguns segundos — Onde estamos? — disse quando meus pés tocaram no chão, e o ar voltou aos meus pulmões –
Nós estávamos em um belo campo, sem nada além de flores ao redor, o cheiro adocicado e floral me tomava por completo, a visão perfeita do vermelho, amarelo e branco das rosas contrastando com o verde da grama atrativa. Eu olhei com um misto de deslumbramento, incredulidade e felicidade para o garoto que mantinha um sorriso lindo.
_ Esse é o lugar que meu pai e minha mãe se casaram — ele revirou os olhos e aproximou sua boca de minha orelha, o que me fez estremecer — E é daqui que eu pego todas as rosas que estão em seu quarto.
_ Seu canalha — eu soquei seu braço — Esse lugar é lindo e você destrói ele?
_ Achou ele lindo? — ele perguntou me ignorando -
_ Sim, melhor, achei perfeito — eu sorri -
_ Ótimo, porque vamos nos casar aqui mesmo — ele piscou e pegou uma rosa branca — O que você acha?
_ Serio? — eu olhei para ele surpresa — Aqui?
_ Se você preferir casamos embaixo de uma bela ponte no centro da Londres trouxa — ele deu de ombros, sorrindo de lado -
_ Ridículo, achei perfeita a ideia de casar aqui — eu disse apertando o em um abraço -
_ Eu senti falta de você, do seu abraço, do seu cheiro, do seu gosto, do seu calor — ele disse, enquanto seus lábios estavam no topo da minha cabeça –
_ Eu também senti, mas vai por mim — eu olhei diretamente em seus olhos — Você merecia um pouco de abstinência de tudo isso — apontei para meu corpo -
_ Não posso ficar sem isso — ele disse pegando minha mão e me girando, observando meu corpo adornado por uma saia rodada e uma regata, ambas em cor branca — Virou uma grande obsessão.
_ Obrigada — eu disse confusa — Eu acho — terminei rindo e ele riu anasaladamente, me acompanhando -
Não me lembro de mais nada desse momento em diante, o momento em que seus olhos encontraram o meu, a risada arrastada e melodiosa dele ecoando e me fazendo querer sorrir, e a maneira como ele afagava minhas costas e meu rosto naquele momento, só me fez querer beija-lo, uma vez mais.
E isso eu não me demorei a fazer, encostei meus lábios nos dele, o choque que o meu calor e o seu frio causava era magico. Talvez fosse isso que fizera eu me apaixonar por ele, ou talvez fosse seu jeito de garoto impossível e intocável.
Senti as mãos de Draco me erguendo no ar, no momento em que prendi minhas pernas em torno da sua cintura, o segurando firme, enquanto percorria minhas mãos por seu cabelo platinado. Ele se ajoelhou na grama fofa, e logo após se deitou, comigo por cima. Eu sabia que fim aquilo levaria, mas não queria parar, e nem tinha forças para isso.
Draco suavemente modificou nosso beijo, o tornando urgente e quente, por assim dizer, antes de descer seus lábios gélidos até meu pescoço, me fazendo arrepiar por completa.
_ Você... Tem... Muito efeito... Sobre mim — suspirei, após dizer pausadamente por conta dos arrepios que ele me causava -
_ Eu sei que você é a mulher da minha vida — ele sorriu enquanto fincou seus grandes olhos metálicos sobre mim e eu sorri de volta -
Meus olhos passearam pela paisagem que nos cercava, as flores estavam entrando no breu da noite, as cores do céu tomavam um tom mais escuro, o sol se perdia perante a vivacidade que a Lua cheia aparecia soberana no céu. O clima perfeito, o dia perfeito, o homem perfeito, tudo contribuía para onde estávamos.
_ Me faça sua, eternamente sua — disse em seu ouvido, calmamente -
Fale com o autor