Notas iniciais
I'M BACK, BITCHEEEEEEEEEES! amo vcs Essa one me deixou meio "hmmmmm" porque, sei lá, deixei a Lily muito diferente do normal. Se tiver algum erro, me falem, eu nem revisei aueha.

Depois de anos de insistência, de convites recusados, de piadas e de um par de encontros malsucedidos, eles finalmente cederam. Cederam um ao outro e deram motivos para toda Hogwarts bisbilhotar, espicular, tentar saber o motivo que levou Lily a aceitar, por fim, James.

Mas, tudo aquilo que ele sempre idealizou, desde o primeiro ano, não parecia tão glorioso na prática. Ela era implicante, como sempre fora, mas de uma maneira ainda pior; era um tanto controladora e, na maioria das vezes, absurdamente cheia de si, a ponto de ser irritante.

James tentava ignorar os pequenos maus detalhes e focar no fato de finalmente estar com a sua garota dos sonhos, aquele com quem ele sonhou durante noites, pela qual se fez de idiota na frente de todos. Ela era dele, depois de longos anos. E não poderia ser pior.

— Pelo amor de Merlin, o que você está fazendo? — ele gritou para todo o Salão Principal ouvir.

Não que todos já não prestassem atenção neles, uma vez que Lily brincava com sua comida, jogando-a para o alto e, por vezes, nos outros alunos. Seu alvo principal eram os sonserinos, que jamais perdiam uma guerra de comida. Aquilo tudo só acontecia porque Dumbledore não estava presente, assim como os demais professores. Se, por acaso, estivesse, a Monitora-Chefe da Grifinória levaria uma bela detenção.

— Lily, pare com isso! Você tem que dar o exemplo aos primeiranistas.

— Não seja chato! Entra na brincadeira — ela jogou seu suco de abóbora contra o rosto de James. — Viu como é divertido?

— Você está insuportável, Evans!

Claro que ser chamada daquela forma a abalou. James não a chamava pelo sobrenome desde que começaram a namorar, e ouvi-lo chama-la de Evans indicava que ele não estava muito feliz. A culpa por isso não era de ninguém além dela mesma.

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Depois do fatídico episódio da guerra de comida, Lily percebeu que não estava contribuindo muito para seu namoro. Namoro este que James havia idealizado por tanto tempo. Ela ainda queria vê-lo sorrir por sua causa, e continuar como uma trouxa mimada não era a melhor solução.

Em algum canto do Salão Comunal, James se distraía com um pergaminho amassado, jogando-o para cima repetidas vezes. Estava sozinho, já que seus amigos tinham algo melhor a fazer e sua namorada deveria estar pelos corredores fazendo qualquer coisa que não era do feitio dela.

O azarador era ele, não ela.

Sem avisar, Lily jogou-se contra James, abraçando-o com força. Soltou várias palavras aleatórias, que deveriam fazer algum sentido, mas não faziam, beijou-o por todo o rosto até perceber que não era correspondida. Era estranho, afinal, depois de todos aqueles anos, Potter deveria amar que fosse mimado por ela durante todo o tempo.

— O quê? Fiz algo errado?

— Não, Evans. Não agora.

Lá estava o sobrenome de novo. Era até doloroso ser chamada daquele jeito.

— É sobre aquele dia no Salão? Olha, James, não fui eu que comecei, o pessoal da Sonserina que...

— Ah, e a culpa não é sua? Nunca é sua culpa, Lily! — ele disparou, nem um pouco delicado. Era tão estranho falar com ela daquela forma, que ele mal se reconhecia. — O que aconteceu com você? Onde foi parar a Lily madura de anos atrás?

— Eu ainda estou aqui — ela respondeu em um sussurro. — Se está tão ruim assim, vou te deixar em paz.

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James não a via por semanas. Nem na Sala Comunal ou no Salão Principal, tampouco pela biblioteca. Tinha relances de Lily pelas aulas e nas reuniões dos monitores. Era claro que todos perceberam a mudança brusca entre eles, antes tão unidos, agora agiam como estranhos. Ele nem sabia dizer se podia classifica-los como um casal.

Ela tinha sumido e não era segredo para ninguém. Lily começou a faltar às aulas e às reuniões, McGonagalll perguntava a respeito da ruiva dia após dia e recebia ombros dados como resposta. Suas colegas de quarto, Marlene e Dorcas, afirmavam que a viam por lá, mas constantemente trancada atrás da cortina.

James não aguentava mais. Sentia-se culpado pela última conversa que tiveram, onde a acusou de imatura e infantil. Agora, ele só queria poder encontra-la e dizer que sentia muito. Afirmar que, apesar de qualquer coisa que fizesse, ele ainda estaria com ela. Ainda a amaria, como sempre amou e sempre amaria.

— Você não pode dizer isso a ninguém, ouviu? Ninguém — McKinnon deixou claro. — Dorcas e Alice já estão sabendo, e vão tirar as outras meninas do caminho.

Ele concordou. Sua ânsia em ver Lily atingiu o máximo depois de um mês e meio sem contato algum. James precisava ir até o dormitório dela, mesmo que a entrada de meninos fosse terminantemente proibida. Seu plano com Marlene e Sirius não tinha falhas, não poderia ter.

A ala feminina era muito diferente do que ele pensou durante os sete anos ali. As paredes não eram cor de rosa e não tinha desenhos de animais fofos. Era igual à parte masculina e, por algum motivo, James se sentiu desanimado, queria ter algo de interessante sobre aquele lugar para dizer aos Marotos.

O plano inicial era entrar sem fazer barulho, não assustar Lily e impedir que ela gritasse para todos ouvirem. Mas, James foi incapaz de segui-lo. Tropeçou contra alguma coisa jogada no chão e caiu sobre uma das camas. A cortina ao lado se abriu de repente e os olhos verdes estavam em completo pânico, e um pouco surpresos.

— Vá embora ou eu começo a gritar — a voz dela era carregada de um sentimento pesado. Culpa, rancor e arrependimento.

— Lily, não, por favor. Eu... nós precisamos conversar.

— Sobre o que? Como não sou mais madura? Ou que não sou mais a pessoa que você conheceu há seis anos?

Tente ver do meu modo

Tenho que continuar falando até não poder mais?

As palavras dela foram cortantes. James sentiu-se ainda mais culpado por tudo, por não querer saber o que a afligia, o que a fazia agir como uma desordeira ou, ainda, o que a deixava irritada com facilidade nos últimos dias.

Respirando fundo, ele se sentou ao lado dela na cama, mesmo que não fosse bem-vindo. Lily tentou recuar, mas foi puxada para um abraço, que nenhum deles sabia que precisavam tanto. James a apertou contra si e inalou o perfume que ela usava. Ela, por outro lado, não queria se mostrar tão dependente daquilo.

— Não sei o que aconteceu, mas sei que algo aconteceu. Você não é mais você — ele começou o discurso já ensaiado. — Mas, tente se ver como eu te vejo. Essa adolescente bagunceira, sem muito compromisso não é a Lily que eu conheço há tanto tempo.

— Tudo muda um dia.

— Sempre achei que você mudaria para melhor — antes que ela respondesse, James continuou: — Parece que invertemos os papeis. Eu tenho que ficar falando que você não está certa, até não aguentar mais repetir as mesmas coisas. Consegue ver como isso é anormal para nós?

Lily não respondeu nada. Sentiu os olhos marejarem e, mesmo que odiasse, permitiu-se chorar na frente dos outros. Ele estava certo, claro que estava; ela tinha virado uma pessoa completamente diferente do que era, mas não pôde evitar. Lily o amava, mais do que podia mensurar e mais do que podia explicar, e sabia que era amada na mesma intensidade. Apertou-se contra James de novo, incapaz de responder qualquer coisa.

Corre o risco de saber

Que nosso amor pode logo acabar

— Eu te amo — ele admitiu a verdade mais absoluta de sua vida. — Vou te amar sempre, enquanto eu viver. Mas, não dá, Lily. Não podemos continuar assim e você sabe disso. Você tem certeza disso. Alguns já comentam que eu sou o culpado pela sua mudança, quando, na verdade, não sei nem o que a causou.

James esperou uma resposta que nunca veio. Tudo que ouviu foi o choro de Lily; um choro doído, culposo e, sobretudo, pesado. Ela chorava por si própria, mas também por ele, por causa dele e de todas as palavras que ouvia. Mas, por Merlin, ela queria continuar, queria poder acordar todos os dias e saber que James não era de ninguém além dela.

Podemos dar um jeito

(...)

Pense no que estou dizendo

Podemos dar um jeito

— Nós podemos dar um jeito — ela sussurrou. — Só, por favor, não vá. Não me deixe, por favor. Talvez não hoje, ou não agora, mas pense em nós, James.

Antes que ele respondesse, vozes vindas do lado de fora indicavam que outras garotas estavam por perto. Eles não eram capazes nem de imaginar o que aconteceriam se o pegassem no dormitório feminino.

— Pega essa maldita Capa e vai embora antes que te encontrem aqui.

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Semanas depois, Lily finalmente saiu da cama. Era nítido como estava mais magra, mais abatida, mais pálida, menos viva. Não viu James em lugar algum do castelo, mas ouviu boatos de que ele tinha ganho alguns jogos para a Grifinória no quadribol. Ela sorriu com isso.

Os professores, todos, sem exceção, comemoraram o retorno dela às aulas. Mas, Lily não se mostrava tão animada assim. Durante todo o tempo, seus olhos varriam cada canto à procura daquele emaranhado de cabelos castanhos; suas perguntas eram a respeito dele e de onde estava; sua rotinha era em função de James.

Ao que parecia, ele também tinha o direito de sumir e, diferente dele, ela não teve a chance de ir ao dormitório masculino. Não sem ser dedurada por cada um dos garotos. Tudo que pôde fazer era esperar que, por um milagre, o visse correndo em sua direção em um fim de tarde qualquer.

— Entregue a ele, tudo bem? — Lily perguntou a Remus. Nele, era possível confiar e saber que seu bilhete não seria aberto antes da hora.

— Como quiser.

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James,

Resolvi que era hora de sair daquele quarto. Pensei no que me disse e acho que você tem toda razão. Por favor, me encontre atrás do campo de quadribol hoje, depois das aulas.

Lily.

James foi até lá, mesmo a contragosto, mas não viu nada além de vassouras velhas e uniformes rasgados e antigos. Ela não estava lá, e não era surpresa alguma que não estivesse. Deveria ser um bilhete falso, escrito por qualquer um menos Lily, ou mais uma das brincadeiras sem fundamento que ela costumava fazer.

Ele bufou, irritado, e deu as costas. Caminhou a passos duros em direção ao Salão Principal, sem nem olhar para trás e verificar se ela poderia ter chegado. James estava farto e tinha ido até lá em uma mísera esperança de que pudessem se acertar. Mas, lá estava, mais uma vez sendo feito de palhaço.

— Acabou! — ele gritou para os amigos, já no dormitório. — Eu e Evans, acabou!

— Eu ouvi suas lamúrias por seis anos para, depois de dar certo, vocês terminarem? — Sirius perguntou, incrédulo. — Ou você vai lá agora e dê um jeito nisso.

A vida é muito curta

E não há tempo

Para implicância e brigas, meu amigo

— Olha, Pads, me desculpe, mas não dá mais. Acho que apostei demais na pessoa errada.

— Apostou errado o caralho, James Potter! — Sirius perdera completamente a paciência. — Ou vocês se acertam agora, enquanto ainda estão aqui. Depois dessa escola, sabe-se lá se vocês vão se encontrar.

— Sirius, eu não...

— Você não entende, não é? Eu te conheço melhor do que si mesmo. Sei que, se não for atrás dela hoje, vai choramingar o resto do ano. Aproveita logo que Evans te aceitou e chega dessas implicâncias e das briguinhas — James o olhou torto. — Eu não dou a mínima se te magoei. Faz logo o que estou mandando.

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Lily estava sentada na grama molhada, pouco se importando com isso. Seus ombros subiam e desciam, indicando seu choro. Ela estava ali, afinal de contas, bem mais tarde que o combinado, mas pelo menos estava. James se aproximou com cautela e sentou ao lado da ruiva chorosa.

— Eu já sei o que vai dizer.

— Que eu pretendo ficar com você independentemente de qualquer coisa?

Antes que seja tarde

Podemos dar um jeito

— Que eu vou consertar tudo que há de errado? Que eu vou dizer todos os dias que te amo, aconteça o que acontecer? É isso que você já sabe?

— Não, mas isso é muito melhor — ela se aninhou em um abraço meio torto.

— Precisamos tentar, Lily, antes que seja tarde demais para nós.

Notas finais
Eu precisei fazer uma Lily desordeira, dsclp